Roteiro Cela da Cave da Courmayeur Espumantes e Vinhos, em Garibaldi (RS)

Parte industrial da Vinícola Courmayeur. Foto: Kelly Pelisser

A Courmayeur Espumantes e Vinhos, de Garibaldi (RS), me convidou para conhecer o novo roteiro enoturístico deles chamado Cela da Cave. O passeio foi pensado a partir da cave subterrânea da vinícola, onde estão guardados os vinhos antigos e que parece uma cela. A ideia é conhecer a empresa e refletir sobre a liberdade e nossas prisões (incluindo aqui, as prisões mentais). O roteiro inclui cinco paradas pela vinícola e, em cada uma, um rótulo de vinho ou espumante é degustado. A Courmayeur fica na linha Garibaldina, entre Garibaldi e Bento Gonçalves, próximo ao Vale dos Vinhedos. Um dos acessos é pela BR-470, por uma estrada asfaltada. Outro é pelo próprio Vale dos Vinhedos.

Uma das paradas é em um flamboyant lindo! Foto: Kelly Pelisser

A primeira parada do passeio é num ponto ao ar livre, com um pergolado e vista para o entorno. Depois, a visita para em um jardim com um flamboyant (árvore) lindo! Na sequência, o visitante conhece os tanques onde são produzidos os vinhos. Então, chega a parte mais importante do passeio, entrar na cave que parece uma cela. Lá, estão vinhos bem antigos. O ambiente parece aquelas prisões de filmes de época. Hehehe. Ali é o provado o vinho mais singular da Courmayeur, um lambrusco! É um vinho frisante tinto, comum na Itália. No Brasil, possivelmente a Courmayeur seja a única empresa a produzi-lo. O último ponto de parada é o varejo da vinícola. Em cada lugar por onde o passeio passa estão placas com frases de pensadores famosos sobre liberdade.

A cela onde os vinhos estão aprisionados na cave. Foto: Kelly Pelisser

O passeio dura em torno de 50 minutos e pode ser feito nas sextas, sábados e domingos, às 11h ou 15h. Mas é necessário agendamento prévio. Em outros dias, se houver um grupo, também é possível negociar com a vinícola o passeio. O valor é R$ 35 por pessoa, incluindo uma taça linda que o visitante pode levar para casa.

Bistrô La Fermata, junto à Courmayeur. Foto: Kelly Pelisser

 

A loja da vinícola funciona de segunda a domingo, inclusive feriados, das 9h30min às 17h. Ah, a vinícola fica num ambiente de zona rural, mas não há vinhedos ali ao lado. A produção de uvas própria da Courmayeur fica em outra localidade de Garibaldi. Junto ao varejo da vinícola, fica o Bistrô La Fermata, um lugar lindo, com paredes de vidro, super iluminado e aconchegante, onde é possível fazer refeições aos sábados e domingos, das 10h30min às 17h. O bistrô oferece um cardápio com lanches, opções para almoço, sobremesas, drinks e, claro, os vinhos da casa. O menu conta com petiscos, tábuas de frios, sanduíches, pizzas (incluindo de copa e figo, e ragu de ossobuco e rúcula), escondidinhos, brusquetas, opções para almoço de criança, além de brownie, petit gateau e tortas. Os sanduíches saem por até R$ 20, as pizzas custam R$ 42 e os escondidinhos de R$ 25 a R$ 28. As sobremesas custam entre R$ 15 e R$ 20. O bistrô também recebe eventos à noite, incluindo casamentos e formaturas. Nós almoçamos lá algumas opções que não estão no cardápio habitual, mas que são servidas em eventos: uma salada de folhas com presunto de parma, figo e redução de balsâmico e mel, polenta cremosa com provolone, ragu de ossobuco ao vinho tinto e, de sobremesa, gateau La Fermata com doce de leite e nozes. Tudo muito maravilhoso!

Em cada ponto, são degustados vinhos diferentes. Foto: Kelly Pelisser

A vinícola tem uma vibe muito boa, com muito verde, passarinhos cantando no entorno, é de super fácil acesso. A Courmayeur é um lugar encantador e que vale a pena conhecer!

Courmayeur Espumantes e Vinhos

Onde fica: Avenida  Garibaldina, 32, acesso secundário ao Vale dos Vinhedos, Garibaldi (RS). Uma das entradas é pela BR-470, já em direção a Bento Gonçalves. A outra é pelo Vale dos Vinhedos mesmo. A estrada é asfaltada.
Quando: o roteiro Cave da Cela recebe visitantes nas sextas, sábados e domingos, às 11h e às 15h, mas necessário reserva antecipada. A duração do passeio é de aproximadamente 50 minutos. É possível realizar a visita em feriados, com agendamento prévio.
Quanto: R$ 35, incluindo a taça personalizada e a degustação de cinco rótulos
Outras informações e reservas: pelo telefone (54) 3463.8517, pelo e-mail turismo@courmayeur.com.br ou no site www.courmayeur.com.br/contato

 

 

Le Jardin Parque de Lavanda, em Gramado (RS)

Le Jardin Parque de Lavanda em Gramado, na Serra gaúcha. Foto: Kelly Pelisser

Numa visita a Gramado (RS), fui conhecer o Le Jardin Parque de Lavanda, um atrativo ainda não tão conhecido, mas simplesmente encantador da cidade mais turística da Serra gaúcha. É um jardim, lindo, lindo, lindo, com centenas de espécies de flores, estufas onde se vendem mudas e plantas, uma loja com cosméticos e essências, e mais um café onde é servido apfelstrudel.

Le Jardin Parque de Lavanda, em Gramado. Foto: Kelly Pelisser

O Le Jardin fica na RS-115 (em direção ao município de Três Coroas), bem antes do Zoológico de Gramado, a uns seis quilômetros do Centro. Eu fui em setembro, quando a entrada era gratuita, mas, a partir de outubro, eles fixaram um preço de R$ 10 para a visita (a partir dos sete anos de idade). Num período de transição, o parque informa que cobrará meia entrada. O estacionamento continua gratuito. Ah, também dá para chegar lá de Uber, táxi ou de ônibus.

Le Jardin Parque de Lavanda, em Gramado. Foto: Kelly Pelisser

O espaço tem flores em diversos níveis, de tipos variados, e está sempre florido o ano todo. Mas diz que a floração das lavandas é entre outubro e dezembro. Há fontes, paredes vivas e um coreto. Como o terreno é em desnível, dá para fazer lindas fotos da parte mais alta. Aliás, vá com bastante bateria no celular. Dá para fazer fotos incríveis em todos os lugares. Também tem uma bicicleta parada ao lado da casa, com o cestinho cheio de flores, super fotografável.

Le Jardin Parque de Lavanda, em Gramado. Foto: Kelly Pelisser

Le Jardin Parque de Lavanda, em Gramado. Foto: Kelly Pelisser

Na parte mais alta, ficam estufas, onde as plantas do jardim crescem, e também estão à venda. Tem temperos, plantas ornamentais, flores, cactos, suculentas, vasos, insumos. Quem gosta de flores, vai pirar. Ah, também estão pelo parque, mas presos enquanto há visitantes, dois cães brancos super queridos, o Apollo e o Snow, que adoram carinho. O lugar, aliás, é pet friendly.

Esse é um dos cães do Le Jardin Parque de Lavanda, em Gramado. Foto: Kelly Pelisser

Estufas no Le Jardin Parque de Lavanda, em Gramado. Foto: Kelly Pelisser

Na parte superior da casa, tem uma loja com produtos como sabonetes, velas, cremes, cosméticos com essências de plantas. E ali também fica um café, que serve strudel de maçã, feito na hora. Ah, fora isso, só tem sorvete, biscoito e outras pequenas coisas no balcão. Também é preciso estar atento porque só sai uma fornada de apfelstrudel por vez. Na hora que cheguei lá, tinha que esperar mais de 40 minutos pela próxima, e quando saiu, se foi rapidinho. Dá  para escolher só o strudel de maçã, ele acompanhado de chantilly ou uma bola de sorvete de creme, ou ainda num combo com chá de maçã. Os preços variam de R$ 15 (o simples) até R$ 23 (no combo com um complemento e o chá). Eu peguei esse último. O chá é bem gostosinho e a massinha do strudel é bem fininha.

Apfelstrudel e chá de maçã no Le Jardin Parque de Lavanda, em Gramado. Foto: Kelly Pelisser

O lugar é totalmente encantador e virou um dos meus preferidos em Gramado. Se eu puder sugerir um lugar para conhecer na sua próxima visita à Gramado, é o Le Jardin Parque de Lavanda num dia de sol.

Le Jardin Parque de Lavanda, em Gramado. Foto: Kelly Pelisser

 

Le Jardin Parque de Lavanda

Onde fica: RS 115,n° 37700, bairro Várzea Grande, Gramado (RS)

Horários: de terça a domingo, das 9h30min às 17h30min (o café fecha às 17h)

Ingressos: R$ 10 a partir dos sete anos

Mais: Facebook do Le Jardin Parque de Lavanda e site do Le Jardin Parque de Lavanda

Pousada dos Capuchinhos e outras atrações de Vila Flores (RS)

Voltei a visitar a fofurice de cidade que é Vila Flores (RS), na Serra gaúcha. Passei um findi lá, hospedada na Pousada dos Capuchinhos e revisitando atrações que eu já tinha passado, mas, dessa vez com meus pais. Eles amaram tudo! E eu adorei rever e já estou querendo voltar. Por isso, reuni nesse post o melhor do que ver e fazer por lá.

Pousada dos Capuchinhos 

Eu me apaixonei por esse pátio. Foto: Kelly Pelisser

Começamos pela Pousada dos Capuchinhos. O lugar é simplesmente incrível! Foi reformado há pouco tempo e tem instalações dignas de hotel (não se engane com o nome ‘pousada’). Fica no prédio do antigo Seminário Santo Antônio, que funcionava por lá entre os anos 1940 e 2005. O ambiente é de paz em todos os cantos. A pousada conta com um pátio lindo com fonte, bancos, ombrelones e estátua de São Francisco de Assis em barro, que é um encanto só. Na parte de trás, ficam três piscinas ao ar livre, onde dá para tomar banho de sol. Depois, há três piscinas cobertas aquecidas e com jatos de hidromassagem sensacionais (uma delícia! Leve muitas roupas de banho porque você vai viver nessas piscinas, independentemente do tempo. Eu já tava murcha de tanto ficar na água. Ahaha). Ali do lado, fica a academia da pousada e um bar. Para crianças, há um parquinho do lado de fora, uma área kids interna e também piscinas rasas tanto externa quanto interna. Para os adultos, há uma sala de jogos. Outra atração na parte interna é uma capela com vitrais maravilhosos e música gregoriana, onde, eventualmente, são rezadas missas. Do lado de fora, tem uma gruta dedicada à Nossa Senhora de Lourdes.

Capela da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Piscinas externas da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Na pousada, também há um wine bar super cool com o balcão decorado com rolhas. Ali são servidos os produtos da Vinícola Frei Fabiano, que fica ao lado e também é propriedade da Ordem dos Freis Capuchinhos. Aliás, ali pertinho ficam os parreirais da vinícola, que é um passeio bonito se você gosta de caminhadas em meio à natureza. Os produtos da vinícola também estão à venda num varejo no saguão de entrada da pousada.

Piscinas cobertas da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Outro destaque é o café da manhã, simplesmente o melhor café de hotel em que eu já fiquei hospedada na vida! Nem querendo, dá para provar de tudo, de tantas opções, tem frutas, panquecas, bolos mil (incluindo com opções integral, sem lactose e sem glúten), e bolos da moda, como naked cake. Sério, acorde cedo para tomar o café que vale muito a pena! É uma atração à parte.

Imagem no pátio da pousada. Foto: Kelly Pelisser

A pousada costuma lotar aos finais de semana, então, é bom você se planejar com antecedência. Já durante a semana, é mais tranquilo. Há cinco tipos de quarto, do standard a suítes. Os preços para diárias aos finais de semana para uma pessoa variam de R$ 115 a R$ 440, para casal de R$ 200 a R$ 440, e em apartamento triplo, de R$ 260  R$ 490 (nessa opção, não há suítes). Já durante a semana, os apartamentos singles custam entre R$ 90 a R$ 350 a diária, os duplos, de R$ 160 a R$ 350 e o triplo, de R$ 210 a R$ 400. No valor, está incluso o café da manhã. A pousada serve jantar de segunda a sábado por R$ 25 por pessoa. Tudo é maravilhoso, com destaque para as piscinas aquecidas e para o ambiente de paz. Sério, você desliga de tudo lá fora. A única coisa ruim da pousada é que não dá vontade nenhuma de voltar para casa na saída. Ahah.

Restaurante Mascaron

Hall do restaurante tem objetos antigos, que evocam a memória da família e da cidade. Foto: Kelly Pelisser

Estando em Vila Flores, você precisa conhecer o Restaurante Mascaron. Fica no Centro, há umas duas quadras da Pousada dos Capuchinhos. O lugar é lindo e reúne diversos objetos que contam a história da família Brandalise, proprietária do empreendimento, e da própria imigração italiana. O restaurante abre para almoço de terça a domingo e para jantar nas sextas e sábados. Durante a semana, ao meio-dia, há a opção de buffet a quilo. Nos finais de semana, é só buffet livre por R$ 40 por pessoa. À noite, serve à la carte. É parada certa por lá.

Padaria Villa do Pão – Casa Fiori

Balanço antigo no balcão da Villa do Pão. Foto: Kelly Pelisser

Outro lugar imperdível na cidade é a padaria Villa do Pão – Casa Fiori que fica numa casa centenária, também no centrinho, perto da igreja matriz. A construção é linda e lá dentro também estão reunidos objetos antigos de famílias italianas. O destaque são os pães caseiros gigantes e os biscoitos super gostosos. Há salas com mesas e cadeiras, onde é possível sentar e provar salgados e tortas.

Filó de Vila Flores

Cantoria no filó de Vila Flores é acompanhada por gaitas. Foto: Kelly Pelisser

Um programa obrigatório é ir no Filó de Vila Flores. A apresentação é feita por artistas da própria comunidade, sob agendamento, para grupos entre 40 e 80 pessoas. Normalmente, nas sextas e sábados à noite sempre tem, com início às 20h e duração de três horas e meia. Mas, eventualmente, são feitos filós também durante a semana se tiver o interesse de grupos. Casais, famílias, pequenos grupos ou pessoas sozinhas devem verificar a disponibilidade de vagas. É preciso reservar antes por telefone. O preço por pessoa é R$ 90. A festa inclui um teatro sobre a saída dos primeiros imigrantes da Itália e chegada ao Brasil, muita cantoria, jogos e comida, claro. Tem polenta, bolo, grostoli, biscoito, queijo, salame, pão, pinhão, vinho e suco. É garantia de muitas risadas.

Ateliê L’Arte Ceccato 

Representações de São Francisco de Assis são tema constante. Foto: Kelly Pelisser

Localizado na comunidade de Linha Aimoré, a cerca de 2,5 quilômetros do Centro de Vila Flores, o Ateliê L’Arte Ceccato é onde a artista Benedita Ceccato produz peças lindas em argila, com motivos religiosos e do cotidiano. Dá para comprar muita coisa para enfeitar a casa. Por lá, a família também recebe os visitantes para contar um pouco sobre a história dos imigrantes italianos e mostrar plantas medicinais. Tem um relógio do corpo humano no jardim, aquele que mostra, de acordo com as horas, as ervas indicadas para tratar cada órgão. Para fazer a Terapia Caminhante pelo trecho, é preciso agendar para grupos. Mas é possível apenas dar uma passada para visitar e ser muito bem recebido pela família.

Dica: Vila Flores tem pouco mais de 3 mil habitantes e está localizada a cerca de oito quilômetros de Veranópolis pela BR-470 (sentido Nova Prata). O acesso é super tranquilo. Tudo é muito pertinho. Tem rodoviária por lá, que está a duas quadras da Pousada dos Capuchinhos. Eu e meus pais fomos de ônibus e fizemos tudo a pé. O único lugar que tem que ir de carro é o Ateliê L’Arte Ceccato. O táxi até lá, a partir da pousada, saiu por R$ 15. Ou seja, mesmo sem ter carro, dá para ir tranquilamente.

Mais informações:

Facebook da Pousada dos Capuchinhos

Facebook do Restaurante Mascaron

Facebook da Padaria Villa do Pão

Facebook do Filó de Vila Flores

Facebook do Ateliê L’Arte Ceccato 

 

Passeios turísticos durante La Prima Vendemmia, em Nova Roma do Sul (RS)

Soberanas da La Prima Vendemmia, as queridas Gabriele Calabria (rainha, ao centro), Laís Barea (princesa, à esquerda) e Fernanda Zatti (princesa, à direita). Foto: Kelly Pelisser

Uma cidade super querida e pequeninha da Serra gaúcha se prepara para receber quase seis vezes a sua população nesse próximo fim de semana. Nova Roma do Sul será palco da 13ª La Prima Vendemmia nos dias 26, 27 e 28 de janeiro, de sexta a domingo. A festa celebra a colheita da uva, o principal produto agrícola do município, no Centro de Esporte e Lazer, com entrada gratuita e distribuição da fruta. Por lá, será possível ver 38 expositores de segmentos diversos, oito agroindústrias do município, além de atrações como um filó típico no sábado à noite e shows de Claus e Vanessa, na sexta, e Papas da Língua, no domingo. O município tem 3,5 mil habitantes e espera 20 mil visitantes nesses três dias.

Uvas comuns no método espaldeira na propriedade Zanotto Pigatto. Foto: Kelly Pelisser

No sábado e domingo, além de visitar o evento, será possível contratar passeios para conhecer o interior do município (que é lindo demais!). São quatro opções, sempre com saída do Centro de Esporte e Lazer, e duração entre uma hora e meia e duas horas. Os preços variam de R$ 10 a R$ 26. Em três passeios, está incluso lanche com produtos típicos. Os ingressos podem ser adquiridos na hora. Para grupos, é melhor agendar agendar pelo e-mail turismo@novaromadosul.rs.gov.br.

Produtos da agroindústria Zanotto Pigatto incluem pão de uva, cuca de uva e bolo de uva. Foto: Kelly Pelisser

Eu visitei alguns dos pontos que os turistas vão conhecer nos passeios. Primeiro, fomos à propriedade da família Zanotto Pigatto, que cultiva uvas americanas no método espaldeira. Eu nunca tinha visto isso. Esse método, com as videiras em linha, é utilizado comumente para uvas viníferas. Mas o proprietário diz que mesmo as frutas comuns ficam mais doces pela maior incidência de sol. A família também tem uma agroindústria que produz pães, bolos e biscoitos. Provamos os produtos, incluindo pão de uva, cuca de uva e um bolo de uva.

Espumantes são destaque na Vinícola Casa Corba. Foto: Kelly Pelisser

Na sequência visitamos a Vinícola Casa Corba, que fica num casarão de pedra. A indústria existe há mais de 20 anos, mas foi nos últimos dois anos que fez um reposicionamento de marca e investiu mais fortemente na produção. Eles fabricam apenas vinhos finos, espumantes e sucos. E devem colocar no mercado nos próximos meses cachaça, graspa e brandy. Os vinhedos são apenas próprios e ficam no entorno do prédio onde é feita a vinificação. O carro-chefe da vinícola são os espumantes, que respondem por cerca de 70% do faturamento, com um moscatel e um brut. Tanto a agroindústria Zanotto Pigatto quanto a Vinícola Casa Corba integram o passeio chamado Sabores de La Prima Vendemmia.

Mirante na propriedade De Bastiani tem vista espetacular. Foto: Kelly Pelisser

Depois, visitamos a propriedade da família De Bastiani. Toda a família nos recebeu com trajes típicos para apresentar a vinícola deles, que atualmente produz apenas sucos. A propriedade é orgânica e há uma opção de suco de uva orgânico e outra de suco integral normal (esse feito com uvas compradas de terceiros). O varejo da vinícola fica numa casa que também é um museu com itens antigos das casas dos imigrantes e seus descendentes. Depois, fomos de carretão até uma parte mais alta da propriedade, onde há um mirante natural com uma vista simplesmente espetacular dos vales por onde correm o Rio das Antas e Rio da Prata. Dá para avistar ao longe diversas cidades do entorno, como Nova Pádua, Veranópolis, Bento Gonçalves e Pinto Bandeira. Lá no topo do morro, a família construiu uma pirâmide (os vértices em estruturas metálicas), que é utilizada para energização. A família De Bastiani são os únicos integrantes dos roteiros que já tem estrutura preparada para receber turistas ao longo do ano, não somente na festa, inclusive com opção de colazione (café da manhã), merendin (lanche), ou almoço sob agendamento. A visita à propriedade integra o roteiro Passeio Encantos do Vale do Rio da Prata durante a La Prima Vendemmia.

Gruta Nossa Senhora de Lourdes é fresquinha e tem visual lindo. Foto: Kelly Pelisser

Seguindo a viagem, fomos até a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, uma formação natural em pedra, com uma pequena queda d´água. No interior da gruta, há imagens de santos. E é possível avistar à frente os morros de Nova Pádua, numa vista muito bonita. Por fim, visitamos o Museu e a Ferraria Peliciolli. São duas casas antigas de madeira. Em uma delas, centenária e hoje desabitada, a família montou um museu, com móveis e objetos antigos, inclusive uma vasta coleção de rádios que ainda funcionam. Na outra casa, estão os objetos da antiga ferraria da família. A gruta e o museu fazem parte do passeio Memórias do Tempo. Ao longo do ano, o museu pode também ser visitado aos finais de semana.

Museu da família Peliciolli. Foto: Kelly Pelisser

Nova Roma tem três acessos, um via RS-448, por Farroupilha (passando por serras com curvas e uma ponte de ferro), e os outros dois via balsa, uma entre Nova Roma e Nova Pádua (perto de Flores da Cunha) e outra entre Nova Roma e Veranópolis. Atravessar o rio na balsa (que leva veículos e pessoas) é uma experiência muito legal. A paisagem é maravilhosa, com o rio e muita vegetação (aranhas gigantes e borboletas amarelas também). As famílias que trabalham na balsa se revezam já que o equipamento funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Eu sugiro que quem puder vá visitar a La Prima Vendemmia utilizando as balsas para acessar a cidade. É lindo e único, como Nova Roma do Sul.

Vista da balsa entre Nova Roma e Nova Pádua. Foto: Kelly Pelisser

 

PASSEIOS

Sabores de La Prima Vendemmia: visita à Agroindústria Zanotto Pigatto, onde será feita a colheita de uva para degustação sob os parreirais, além de saborear o “merendim”, lanche colonial típico com pães, cucas e biscoitos produzidos no local. Após, visita à Vinícola Casa Corba para degustação de vinhos, sucos e espumantes. A duração é de duas horas e o valor, R$ 26 por pessoa.

Memórias do Tempo: visita a pontos como a Capela dos Imigrantes, a Ferraria e o Museu Peliciolli, a Gruta Nossa Senhora de Lourdes e Moinho Peliciolli, onde receberão uma amostra de farinha moída artesanalmente. Nesta atividade com 2h de duração, ainda está previsto um café colonial no melhor estilo italiano, com direito a salame, copa, queijo, grostoli, biscoitos, pão colonial, figada e mel, além de vinho tinto e branco, suco de uva e uva. O valor por pessoa será de R$ 18.

Encantos do Vale do Rio da Prata: Passeio de carretão até o Mirante De Bastiani, onde os visitantes irão se deslumbrar com a vista para o Rio da Prata e os vinhedos da região. Na Vinícola De Bastiani, será possível conhecer o processo de produção dos sucos e vinhos, colher uva direto do parreiral e saborear um café com pão, queijo, salame, copa, grostoli e polenta brustolada. Na propriedade, há um relógio do corpo humano, com a posição solar das horas e indicação de plantas medicinais para tratar diversos órgãos. O passeio terá duração de 1h30min e valor de R$ 20.

Passeio de Carreto: o visitante vai percorrer os parreirais da região a bordo de um veículo com carroceria aberta, levando até o Mirante Zanella, que possui uma belíssima vista para o Vale do Rio das Antas. Esta atividade terá 1h30min de duração e custará R$ 10 por pessoa.

 

PROGRAMAÇÃO

 

26/01/2018 – Sexta-Feira

19:00  Solenidade de Abertura

20:00  Abertura do Pavilhão Temático e Jogos Coloniais

21:30  Show com Claus e Vanessa

27/01/2018 – Sábado

09:00  Abertura

10:00  Saída de Passeios Turísticos

11:30  Abertura da Praça de Alimentação

13:30  Saída de Passeios Turísticos

14:00  Apresentação de Balé

15:00  Jogos Coloniais

15:30  Apresentação Musical Fervo de Gaitas

15:45  Saída de Passeios Turísticos

17:00  Apresentação Musical Amigos de São Vicente

18:00  Saída de Passeios Turísticos

20:00  Filó Típico

21:00  Apresentação Humorística com Iotti

21:40  Apresentação Típica com Girotondo

28/01/2018 – Domingo

09:00  Abertura

10:00  Saída de Passeios Turísticos

10:30  Missa na Igreja Matriz

11:30  Abertura da Praça de Alimentação

12:00  Almoço Típico no Salão Paroquial

13:30  Saída de Passeios Turísticos

14:00  Apresentação Musical com Balanço Nativo

15:00  Jogos Coloniais

15:30  Apresentação Musical com Estampa Gaúcha

15:45  Saída de Passeios Turísticos

17:00  Musical Italiano com Banda Kremony

18:00  Saída de Passeios Turísticos

21:00  Show com Papas da Língua

 

Parque Temático Epopeia Italiana, em Bento Gonçalves (RS)

Imagens na fachada externa são novidades no parque. Foto: Kelly Pelisser

Primeiro cenário tem cartazes. Foto: Kelly Pelisser

Fui conhecer as novidades do Parque Temático Epopeia Italiana, em Bento Gonçalves (RS). O empreendimento é uma espécie de museu da imigração italiana no Rio Grande do Sul que já existe há 14 anos, mas foi agora reformulado. Com a ajuda de cenários, um filme e um ator que conduz os visitantes, a história do casal Rosa e Lázaro Giordani, que saiu da Itália em busca de uma vida melhor no Brasil, é recontada.

Vila italiana é reproduzida. Foto: Kelly Pelisser

A reforma foi feita por uma empresa especializada de Canela (RS), a D’Arte Multiarte, e envolveu 50 pessoas, que trabalharam na parte da noite, já que o parque não fechou em nenhum momento para a revitalização. O sistema de som e luz é totalmente novo, assim como o filme que é exibido em trechos ao longo do percurso. As falas do ator que interpreta Lázaro e conduz os visitantes também são novas, da mesma forma que algumas casas e detalhes dos cenários, que ficaram mais humanizados – como essa empresa de Canela destacou – com roupas nos varais, por exemplo, para dar uma cara de algo mais real. Outra novidade são uns painéis lindos com fotos no lado externo do parque.

Cenário onde neva artificialmente. Foto: Kelly Pelisser

Ator que interpreta Lázaro conta a história da construção da casa em Bento Gonçalves. Foto: Kelly Pelisser

Uma das casas tem parte aberta para mostrar o interior. Foto: Kelly Pelisser

O passeio é feito em horários determinados e o melhor, segundo a Giordani Turismo que opera a atração, é agendar com antecedência. A duração é de cerca de meia hora. No primeiro espaço, onde estão cartazes que reproduzem as propagandas sobre a América e roupas de época, o visitante vê um trecho que resume a história da imigração italiana com imagens antigas. A partir de então, é conduzido pelo guia-ator que interpreta Lázaro, que primeiro para em um cenário que reproduz uma vila italiana, com igrejinha e fonte (bem típica. Quem conhece a Itália identifica na hora). A seguir, seguem todos para um segundo cenário, que representa uma casa de interior na Itália, onde neva artificialmente por alguns instantes, dando um efeito muito bonito. Ali, os visitantes sentam para ver a primeira parte do vídeo que conta a história dos sonhos de Lázaro e Rosa. Na sequência, os turistas entram em um cenário-navio, com telas que primeiro reproduzem o mar e depois dão sequência à história do jovem casal de imigrantes. O próximo local mostra uma mata fechada, tal e qual os italianos encontraram quando chegaram na Serra gaúcha. Em seguida, passa-se a uma pequena vila que remonta as casas construídas pelos imigrantes. Seguindo, está a reprodução do centro de Bento Gonçalves em épocas passadas (mas já com a igreja Santo Antônio e várias casas que existem até hoje). Por fim, há um último cenário com um coreto, onde é feita a despedida. Ali, há uma loja de souvenirs, um espaço para tirar fotos com roupas de época e também está uma foto do casal Rosa e Lázaro de verdade, que são bisavós da família proprietária do empreendimento, junto com um baú que eles trouxeram da Itália.

Cenário reproduz Bento Gonçalves de antigamente, mas já com a igreja Santo Antônio. Foto: Kelly Pelisser

O texto da história é bem otimista, embora cite algumas das dificuldades encontradas pelos italianos nas novas terras. Os cenários são bonitos e bem estruturados. Para quem não conhece a história da imigração vale para ter um resumo. Para quem já conhece vale pela estruturação cênica.

Baú é o original trazido pelos imigrantes Rosa e Lázaro da Itália. Foto: Kelly Pelisser

Foto de Rosa e Lázaro reais. Foto: Kelly Pelisser

 

Parque Temático Epopeia Italiana

Onde fica: Rua Visconde de São Gabriel , 507, bairro Cidade Alta, Bento Gonçalves, RS

Horários: diariamente, das 8h às 18h

Ingressos: R$ 25 (crianças até cinco anos não pagam. A partir de 6 anos, a entrada é o preço normal)

Mais: site e Facebook

 

 

Fenamassa 2017, em Antônio Prado (RS)

Igreja de Antônio Prado é super lindinha também. Foto: Kelly Pelisser

Fui visitar a Fenamassa 2017 em Antônio Prado, RS. O Festival Nacional da Massa começou neste findi e segue entre os dias 15 e 19 de novembro (entre o feriado e domingo). Toda a função rola na praça central, no entorno das casas históricas, com entrada gratuita. Um toldo gigante foi colocado para abrigar a festa, mas as laterais são abertas, o que dá uma cara muito legal, de evento ao ar livre, ainda mais com o cenário dos casarios ali perto. Lembra muito eventos gastronômicos da Europa. Nos oito dias do festival, são esperadas 25 mil pessoas, bem mais do que o número de habitantes da cidade, 13 mil.

Almoço servido no restaurante que reproduz salões de colônia. Foto: Kelly Pelisser

Antônio Prado tem 46 empresas formais que produzem massas. E a cidade é uma graça só. O Centro é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por causa de 46 construções do início do século passado. A mais linda é a edificação de madeira de dois andares amarela, a Casa da Neni, que hoje abriga o Museu Municipal (dá para visitar de graça). Outra que vale a visita é a Casa de Artesanato, onde eu me encantei pelo trabalho em renda chamado frivoletê, que só tem em Antônio Prado ainda. A maioria das edificações antigas abriga pontos comerciais atualmente.

O chafariz tá lá embaixo do toldo da Fenamassa. Foto: Kelly Pelisser

Ali bem ladinho, a Fenamassa conta com 55 expositores de produtos diversos, incluindo quatro vinícolas da cidade, mais cinco restaurantes que são a alma do evento. Um deles reproduz os típicos almoços de colônia e os outros quatro têm um cardápio composto por vários tipos de diferentes de massas (óbvio), que variam conforme o dia e não são iguais de um para outro. O preço é fixo em todos, R$ 45 por pessoa, no sistema de rodízio (você senta e é servido na mesa, podendo repetir), com direito a uma bebida por pessoa. Há também a opção empratado, por R$ 35 por pessoa, quando vem um prato pronto apenas. Ao todo, são 600 lugares, que servem refeições durante todo o horário de atendimento da feira (no feriado, sábado e domingo, das 10h às 22h, na quinta e sexta, das 18h às 22h).

São cinco restaurantes, cada um com um cardápio com muuuuita massa. Foto: Kelly Pelisser

Nos estandes que vendem massa fresca, a dica é procurar pelo que eles chamam de pipoca de gringo, que nada mais é do que agnoline (ou capeletti) frito. É bem gostoso, estilo salgadinho ou petisco. Para quem é intolerante a glúten, há, no espaço dos expositores, uma empresa de produtos glúten free, a Alecrim, que serve lanches, como pizzas e salgados. O festival oferece ainda oficinas gastronômicas gratuitas e um espaço muito legal chamado Mão na Massa, onde noninhas ensinam como sovar massa, fechar capeletti e fazer bíguli. Há ainda shows locais e estaduais, sempre com entrada franca. Outra atração é um passeio turístico pelo centro histórico num ônibus antigo, com saída de hora em hora, por R$ 15 por pessoa. Tem ainda uns eventos especiais, como no sábado passado, quando acompanhamos uma competição de quem comia mais tortéis. O vencedor, Francisco Tormena, comeu 128 tortéis no período de duas horas (sim, 128 tortéis! Acreditem! Eu nunca mais ia querer ver essa massa na vida, mas ele disse que vai se preparar para comer 150 na próxima edição).

Espaço Mão na Massa é muito legal. Foto: Kelly Pelisser

Almoçamos no espaço que reproduz os salões de colônia. O cardápio ali é sopa de capeletti, macarrão ao molho de salame, tórtei com molho de frango, lasanha de carne, nhoque ao molho branco, espaguete ao molho de tomate seco, espaguete à carbonara, acompanhado de pão, polenta frita, pien (lá eles chamam de pescoço recheado), frango à passarinho, saladas de radicci com cebola e de alface com tomate, mais uma mini pizza individual de chocolate com confetes de sobremesa. Para beber, as opções são água mineral ou suco de uva tinto de 300 ml ou uma taça de vinho branco ou tinto. Como deu para perceber, o almoço é beeeem farto e com muita massa, da entrada à sobremesa!

Moinho Franscescatto continua moendo milho com roda d’água. Foto: Kelly Pelisser

À convite da Fenamassa, visitamos ainda dois pontos no interior do município. Primeiro, o Moinho Franscescatto, uma edificação de 1930 que na década seguinte foi transformada em um moinho que funciona até hoje movido por uma roda d’água. Dona Catarina Francescatto, de 72 anos, mora e trabalha sozinha no local, após ter ficado viúva. Ela mostra aos visitantes como funciona o trabalho de moer milho à maneira antiga e tem um caderninho com os pedidos anotados à mão, assim como a tabela de preços. A visita custa R$ 5 e pode ser agendada pelo telefone (54) 3293.3207.

Dona Catarina, 72 anos, toca sozinha o moinho. Foto: Kelly Pelisser

Depois, visitamos a agroindústria e propriedade de orgânicos Pérola da Terra. O casal de agricultores Joce Pontel e Volmir Forlin foram pioneiros no cultivo de orgânicos há mais de 20 anos. Eles produzem sucos integrais, néctares de frutas, molho de tomate, purê de frutas e um melado de maçã (dá para usar para adoçar bebidas ou iogurte ou como molho para salada). Comprei um suco de maçã e um purê de frutas com maracujá, pitaya e maçã. Nada leva açúcar ou qualquer outro ingrediente, e tudo é muito docinho e gostoso. Nas estufas, os morangos e os tomates ouvem música. E estão estudando para que as uvas ouçam também. Os morangos estavam com música clássica quando visitamos, mas, em outras colheitas, eles já ouviram rock pesado, estilo Black Sabbath. A explicação é que eles crescem maiores e mais saudáveis com ritmos musicais. Dá para conferir mais detalhes, no site do Pérola da Terra.

Morangos ouvem música na propriedade de orgânicos Pérola da Terra. Foto: Kelly Pelisser

Antônio Prado é uma cidade encantadora. A visita vale demais, ainda mais nesse período de Fenamassa. Comer lá, passear pelos estandes e depois caminhar pelo centro histórico é um programa realmente imperdível!

A Fenamassa é um passeio imperdível. Foto: Kelly Pelisser

 

Fenamassa

Onde: Centro Histórico de Antônio Prado, RS

Quando: ainda de 15 a 19 de novembro de 2017

Horários: no feriado, sábado e domingo, das 10h às 22h, na quinta e sexta, das 18h às 22h.

Quanto: entrada gratuita

Mais: site e Facebook

 

 

Reino da Longevidade, em Veranópolis (RS)

Esses são os únicos móveis que não estão à venda, por serem acervo da família. Foto: Kelly Pelisser

Coroa bem na entrada do Reino da Longevidade Foto: Kelly Pelisser

Todos os móveis do café estão à venda. Foto: Kelly Pelisser

Eu adoro roteiros pelo interior, ainda mais quando são genuínos e cercados de histórias. Tive o privilégio de fazer parte do primeiro grupo a conhecer um novo passeio turístico em Veranópolis (RS). O roteiro foi idealizado por um empreendimento jovem e super querido na comunidade de Monte Bérico: o Reino da Longevidade, um café onde todos os móveis (os que decoram o espaço e também as mesas e cadeiras onde sentam os clientes) estão à venda. Tanto os móveis no estilo rústico quanto as opções para comer são feitas pela família Fracasso. O novo passeio, chamado Segredos da Maçã, percorre as comunidades de Monte Bérico e Lajeadinho, onde se plantou o primeiro pé de maçã do Brasil.

Mesas e cadeiras onde clientes sentam no café também estão à venda. Foto: Kelly Pelisser

Amei esses móveis. Foto: Kelly Pelisser

O café Reino da Longevidade foi criado em outubro de 2016. Ele ocupa o térreo de uma casa da família, onde, no passado, funcionava uma fábrica de carrocerias. Atende aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h30min. No cardápio, estão cafés desde o tradicional expresso passando por aqueles incrementados, como irish coffe e chocolate quente com panna, até opções exclusivas, como o Café do Reino, que leva xarope de menta, e o Café da Longevidade, com calda de morango. Os preços variam de R$ 4,50 a R$ 9,50. Das comidinhas, tem várias opções bem locais: sanduíche colonial com salame ou copa, bolos, pão com geleia, palha italiana, torta tirolesa, torta de maçã, e roseta (massa de grostoli com recheio de creme). Os preços desses itens variam de R$ 4 a R$ 7,50. O café por si é um encanto só. Na entrada, há uma coroa e uma tiara com um trono, onde as crianças adoram brincar. Logo passando a porta, estão os únicos itens que não são estão à venda: uma prateleira que guarda itens antigos da família e uma cômoda que era da avó dos proprietários. O restante dos móveis, que tem um toque antiguinho lindo e são peças únicas, tem etiquetas de preço, inclusive a mesa e a cadeira onde você sentar para comer. Assim que são vendidas, as peças vão sendo substituídas.

No café também estão à venda lembranças como jogos da velha e resta um em madeira. Foto: Kelly Pelisser

A ideia da criação do espaço é da relações públicas Letícia Fracasso, que administra o Reino da Longevidade junto com o marido, Júnior. Os móveis são da fábrica dos irmãos da Letícia, o Marcelo e o Gustavo (há mais de 20 anos, eles trabalham com isso). Os dois irmãos da Letícia também são os motoristas e guias do novo passeio. Os visitantes são levados em carros que já eram de propriedade da família, apaixonada por carros antigos, um Jeep e uma Rural 1959. Uma segunda Rural está sendo preparada para se juntar ao empreendimento.

Veículos que levam ao passeio. Foto: Kelly Pelisser

Primeira parada: igreja de Monte Bérico. Foto: Kelly Pelisser

O passeio será feito apenas por agendamento e dura pouco mais de duas horas. A atividade começa e termina no próprio café e tem outros quatro pontos de parada oficial, mas também é possível pedir para parar pelo caminho para fazer fotos ou observar melhor a paisagem. Os guias vão explicando um pouco da história das comunidades por onde os veículos passam. A primeira parada é a igreja da comunidade de Monte Bérico. Depois, segue para a igreja da comunidade de Lajeadinho, onde há um busto do agricultor José Bin que, em 1935, comprou uma maçã importada da Califórnia, nos Estados Unidos, num mercado de Veranópolis e resolveu plantar as sementes na sua propriedade, dando início ao cultivo de maçãs no Brasil. A próxima parada é justamente na casa onde Bin morava. Na mesma propriedade, que pertence a descendentes do agricultor, o carro segue mais um trecho à frente para, então, os participantes do passeio abandonarem os veículos e seguirem a pé por um potreiro, por cerca de 330 metros, até um mirante onde se avista o Rio das Antas e a ponte dos arcos que divide Veranópolis e Bento Gonçalves. Realmente, a paisagem é linda e de um ângulo totalmente novo para mim da ponte símbolo da região.  De volta ao carro, o passeio continua na Vinícola Simonetto, para ouvir as histórias do proprietário e provar os excelentes vinhos do lugar. Por fim, a aventura termina no Reino da Longevidade, onde o visitante tem uma prova de alguns dos produtos do café, pão com queijo e salame, palha italiana, torta tirolesa e torta de maçã, acompanhados de um café simples à escolha ou de chá de maçã. Eu provei o cappuccino e o chá de maçã. Tudo muito gostoso, assim como as tortas (me apaixonei pela palha italiana).

Segunda parada: igreja de Lajeadinho e busto de José Bin, o primeiro a plantar maçãs no Brasil. Foto: Kelly Pelisser

A casa onde morou José Bin. Foto: Kelly Pelisser

A atividade ocorre nos mesmo dias de funcionamento do café, sábados, domingos e feriados. É possível levar de duas a oito pessoas. Os preços variam de R$ 100 a R$ 120, conforme o número de participantes. Nesse valor, já está incluída a degustação na vinícola e também o prato de degustação com uma bebida no café ao final. É legal lembrar de levar repelente e protetor solar, já que é feita uma caminhada no campo. Para reservar, é possível entrar em contato pelo telefone (54) 3441.0029 ou pelo e-mail contato@reinodalongevidade.com.br.

Tanto o café quanto o passeio valem demais a pena. Eu fiquei muito encantada e com vontade de voltar.

Vinhos para degustação na Vinícola Simonetto. Foto: Kelly Pelisser

Visitantes provam produtos do Reino da Longevidade ao final do passeio. Foto: Kelly Pelisser

Vista da ponte do Rio das Antas a partir de mirante na propriedade da família Marin. Foto: Kelly Pelisser

 

Reino da Longevidade

Onde fica: Rua Guerino Cosmo Rigon, 465, comunidade de Monte Bérico, Veranópolis, RS

Horários: sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h30min

Mais: site e Facebook