Sobre Kelly Isis Pelisser

Jornalista formada pela UCS com pós-graduação em Comunicação Digital pela UCS e PUC-RS. Com experiência em jornalismo diário de jornal e rádio por 11 anos. Ama viajar, fotografia, gastronomia e as coisas lindas e leves da vida.

Casa Aveiro, em Gramado (RS)

Ambiente da Casa Aveiro é clean e chique. Foto: Kelly Pelisser

Desde que a Casa Aveiro abriu em Gramado (RS), eu estava super curiosa para conhecer. Primeiro porque o restaurante é especializado em cozinha portuguesa – que eu adoro! Segundo porque a casa é da família do jogador de futebol Cristiano Ronaldo. O lugar é administrado pela Katia Aveiro, irmã do ídolo português, e várias das receitas são obras da dona Dolores, mãe do craque. Aveiro é o sobrenome de Cristiano Ronaldo e família. Com essas credenciais, minha expectativa era alta e digo: foi plenamente atendida!

Restaurante tem várias referências ao ídolo português. Foto: Kelly Pelisser

O restaurante tem várias referências ao ídolo do futebol, como camisas da Seleção Portuguesa e do Juventus autografadas, além de um painel na entrada em azulejos com o desenho de toda a família e quadros com a imagem de Cristiano Ronaldo. O ambiente é bem agradável, clean e chique, com música portuguesa tocando ao fundo baixinho. O restaurante serve almoço e jantar. Katia, a irmã de Cristiano Ronaldo, mora em Gramado atualmente.

Quem gosta do ídolo português, já tem meio caminho andado para simpatizar com o restaurante. Foto: Kelly Pelisser

A casa oferece entradas (entre elas, bolinhos de bacalhau e brusquetas), pratos principais com frutos do mar, massas e filés e mais sobremesas. A carta de bebidas conta com vinhos nacionais e importados, drinks e cervejas artesanais. Entre os pratos principais estão bacalhau em diferentes apresentações, arroz de polvo, polvo com molho de cebolada, arroz de frutos do mar e bife de atum. Esses pratos variam de R$ 89,90 a R$ 112,50 por pessoa. Já os filés e massas saem por valores entre R$ 59,90 e R$ 70,80. Há três opções de pratos para crianças, com preços de R$ 39,90 a R$ 69,90. Já as sobremesas saem por R$ 12,90 a R$ 20,90 a porção. Todos os pratos sempre são individuais.

Bacalhau à CR7, o prato preferido do Cristiano Ronaldo. Foto: Kelly Pelisser

Eu entrei no restaurante já sabendo o que queria.  A minha escolha foi o Bacalhau à CR7, apresentado como o prato preferido do Cristiano Ronaldo. Ele leva bacalhau desfiado puxado no azeite e cebola, batatas crocantes, ovos, alho e salsa. O prato custa R$ 104,90 por pessoa, segundo o cardápio, mas estava numa promoção por R$ 89,90. Chegou bem rápido e estava maravilhoso! Bacalhau no ponto certo, com pedaços grandes e um ótimo tempero. Gostei muito do atendimento do nosso garçom também, o Henrique, um paraibano que mora há um ano em Gramado, extremamente simpático e que entende o perfil de cada cliente. A minha sobremesa também já estava decidida antes de entrar no restaurante: pastel de nata (ou de Belém) acompanhado por sorvete. A iguaria portuguesa sai por R$ 16,90. Igualmente, muito deliciosa! Por pessoa, com uma cerveja artesanal da Rasen, nossa conta deu R$ 120 (não pedimos entrada).

Pastel de Belém e sorvete de sobremesa. Foto: Kelly Pelisser

A minha experiência no restaurante Casa Aveiro foi muito agradável, comida boa, atendimento cordial, rapidez e ambiente acolhedor. Soma-se a isso a curiosidade de quem gosta de futebol e do atacante português! Eu voltaria mais vezes, com certeza!

Bacalhau à CR7, o prato preferido do Cristiano Ronaldo. Foto: Kelly Pelisser

 

Casa Aveiro

Onde fica: Rua Borges de Medeiros, 2507 (perto da igreja São Pedro), Gramado, RS

Mais: Facebook da Casa Aveiro e site da Casa Aveiro

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Xeque Mate Escape Game, em Caxias do Sul (RS)

Trabalho em equipe é fundamental para desvendar mistérios. Foto: Kelly Pelisser

Fui convidada a conhecer a Xeque Mate Escape Game, de Caxias do Sul (RS). Para quem nunca ouviu falar, explico o que é escape game: é um jogo em que você fica trancado numa sala, junto com outras pessoas, e precisa desvendar vários mistérios até conseguir descobrir o último que abre a porta de saída. Tudo isso dentro de um tempo determinado, no caso, uma hora. A Xeque Mate tem três salas, cada uma com uma história e uma ambientação diferente. Um dos cenários é um acampamento, o outro é um hospital e o terceiro é uma sala de jogos de pôquer.

É possível jogar com dois a oito jogadores por sala. A Xeque Mate atende apenas sob agendamento antecipado, de terça a domingo, das 14h às 22h. O valor é R$ 50 por pessoa, independentemente do número de participantes. E agora a casa tem uma parceria com o Galleria Burgers. Quem quiser, pode encomendar um hambúrguer e comer lá mesmo depois do jogo, para ficar comentando com o pessoal sobre a performance. Os burgers custam de R$ 22 a R$ 30,50 cada. Uma das opções se chama Xeque Mate, justamente para celebrar a parceria com o espaço de escape game. Para quem não come carne, um dos hambúrgueres é vegetariano.

Esse é o hambúrguer Xeque Mate, do Galleria Burgers. Foto: Kelly Pelisser

Eu nunca tinha jogado escape game. E posso dizer: é muito divertido, mas também muito difícil. Numa média, apenas 35% dos jogadores consegue sair das salas da Xeque Mate antes do tempo determinado. Nossa equipe ficou com a sala do acampamento, que é a mais complicada de todas (só 16% das pessoas termina no tempo), mas nós conseguimos sair faltando seis minutos para encerrar uma hora! Nos sentimos muito inteligentes. Ahaha. Lá dentro da sala, você não pode levar celular, nem nada. Não é possível se comunicar com o mundo externo. Você recebe apenas algumas instruções da história daquela sala e o que está procurando. No caso da nossa, soubemos apenas que uma menina chamada Natália foi pelo mundo e ninguém sabe o paradeiro dela. Nossa missão é descobrir onde ela está. Dito isso, nos trancaram na sala, sem nenhuma outra instrução. Não vou contar o que tem lá dentro para não estragar a surpresa. Mas você se depara com caixas com cadeados com segredo, vai encontrando números e outras coisas estranhas, mas não faz ideia de qual a ligação entre cada item nem qual a sequência correta das pistas. É um jogo de lógica e raciocínio contra o tempo (que aparece em uma tela em contagem regressiva). A equipe é fundamental, assim como a comunicação entre os participantes. Porque um vai encontrando uma coisa, outro vai tentando abrir um cadeado, alguém fala alguma coisa que dá uma ideia para outra pessoa fazer alguma relação com algo que foi encontrado. E assim o jogo vai correndo. É muito bom mesmo!

Xeque Mate Escape Game. Foto: Kelly Pelisser

Cada sala tem sempre o mesmo jogo. Mas, no futuro, a Xeque Mate deve ter novas salas e novas histórias. Tem gente que comemora aniversário lá, outros vão com uma equipe organizada pelo RH da empresa (aliás, há câmeras com imagem e som, os psicólogos da empresa podem acompanhar o trabalho em equipe a partir delas). É um entretenimento diferente e que vale muito a pena reunir a galera! Eu já quero voltar para jogar as outras salas!

 

Xeque Mate Escape Game

Onde fica: Rua Ernesto Alves, 2676 (quase esquina com a Rua Feijó Jr), bairro São Pelegrino, Caxias do Sul, RS

Horários: de terça a domingo, das 14h às 22h (mas atende apenas sob agendamento prévio). É possível reservar pelas redes sociais do Xeque Mate ou pelo site (no caso de reserva pelo site, é preciso fazer pagamento prévio)

Mais: Facebook do Xeque Mate ou site do Xeque Mate

Divino Bauru, em Caxias do Sul (RS)

Ambientação do Divino Bauru. Foto Kelly Pelisser

Divino Bauru abriu faz pouco no Shopping Iguatemi, em Caxias do Sul (RS). A ideia é levar todo o ambiente das casas que servem o tradicional bauru – para você que é de fora do RS, bauru é um bife com molho de tomate, presunto e queijo – para dentro do shopping. E a casa consegue exatamente isso! Nem parece que você está em um shopping, mas, sim, num restaurante de rua. O Divino Bauru fica num cantinho do espaço Lifestyle (aquela região de trás, perto do cinema), bem ao lado da Polícia Federal. As mesas com toalha xadrez e cadeiras com assento de palha dão o tom da ambientação.

Acompanhamentos são à vontade. Foto Kelly Pelisser

A casa abre, diariamente, de domingo a domingo, para almoço e jantar. Nos dois períodos, há o cardápio à la carte. Mas, de meio-dia, tem também um buffet a quilo ou livre. O livre, aliás, é super com conta, custa R$ 21,90 de segunda a sexta e R$ 25,90 nos sábados e domingos. O cardápio do à la carte tem o Bauru Divino, de filé (custa R$ 54,90 para uma pessoa e R$ 99,90 para duas), o à Parmegiana (R$ 64,90 para uma pessoa ou R$ 119,90 para duas) e o bauru tradicional, de gado ou frango (que sai por R$ 37,90 para uma pessoa, R$ 45,90 o livre, ou R$ 69,90 para duas pessoas, além da versão kids por R$ 15,90). Em qualquer escolha, os acompanhamentos são à vontade: arroz, batata frita, salada, pão, polenta frita, queijo empanado e tortéi. Outra opção é a la minuta, com bife de gado ou frango, coberto com cebola, alho ou queijo, mais queijo frito, ovo, batata frita e pão (custa R$ 42,90 por pessoa ou R$ 17,90 a kids. A casa deve começar a oferecer, ainda nesse mês de abril, menarosto sob reserva, nas sextas à noite e domingos. O preço será R$ 59,90 por pessoa. E os acompanhamentos custam R$ 26,90. A carta de bebidas conta com refrigerante, suco natural, chopp, cerveja artesanal e em garrafa, caipirinhas e vinho (inclusive, em taça).

Bauru divino. Foto Kelly Pelisser

Eu escolhi provar o Bauru Divino, de filé. Mas, como não sou boba nem nada, experimentei também o Parmegiana, que o pessoal que estava comigo pediu. Os dois são muito macios! O Parmegiana é filé coberto com queijo parmesão, presunto, palmito e molho de queijo! Uma obra-prima! Os acompanhamentos são muito gostosos! E assim, é muita coisa! Muita mesmo! Você provavelmente não vai conseguir comer tudo! E pode repetir quantas vezes quiser! É bem clima de restaurante de colônia mesmo. Aliás, o proprietário, Sedimar Ulian, era sócio de um restaurante em Flores da Cunha. Aí, você já percebe de onde vem a expertise. Muito legal a casa, para almoçar ou jantar no shopping sem parecer que você está comendo em shopping! Bem no estilo fartura gringo de ser!

Contemplem o à Parmegiana. Foto Kelly Pelisser

 

 

Divino Bauru

Onde fica: shopping Iguatemi Caxias, no espaço Life Style, ao lado da Polícia Federal, em Caxias do Sul (RS)

Horário: de segunda a sexta, das 11h30min às 14h30min e das 19h às 22h30min, sábados, das 11h30min às 15h e das 19h às 22h30min, domingos, das 11h30min às 15h e das 19h às 22h.

Mais: Facebook do Divino Bauru

O que visitar em Garibaldi, na Serra Gaúcha

Garibaldi é uma cidade super querida na Serra gaúcha! Com prédios antigos bem preservados no Centro, você se sente figurante em uma novela de época numa cidade cenográfica. Hehe. Visitei a cidade em março de 2019 e listo abaixo alguns dos lugares que fui para te ajudar a montar um roteiro com os principais atrativos turísticos.

 

Hotel Mosteiro São José

Hotel Mosteiro São José. Foto: Kelly Pelisser

O convento das irmãs de São José é um hotel nos dias de hoje, com apartamentos para uma pessoa, casais e famílias. A escadaria da entrada e o prédio histórico são lindos! Igualmente bonitos são o caminho de lírios de São José na entrada e o jardim aos fundos. No segundo andar, há uma igreja enorme e linda, além de um pequeno museu com peças que contam a história da irmãs de São José e do município de Garibaldi.

Onde fica: Rua Buarque de Macedo, 3590, Garibaldi, RS

Contatos: fone: (54) 3462.1703 /3462.4577 e e-mail: hotel@hotelmosteirosaojose.com.br.

Mais: site do Hotel Mosteiro São José 

 

Rua Buarque de Macedo

Rua Buarque de Macedo. Foto: Kelly Pelisser

Com fiação subterrânea e uma série de prédios antigos do fim do século 19 e dos anos 1920 e 1930, a rua é a mais charmosa da cidade! A maioria das construções históricas abriga comércios nos dias de hoje e todas têm placas que contam sua história. É mais do que obrigatório caminhar pela rua em horário comercial e também no fim da tarde! Outros prédios históricos estão concentrados nas ruas que levam à Igreja Matriz São Pedro e no entorno dela.

Café Luna Park. Foto: Kelly Pelisser

No Buarque, destaco um dos prédios, o Café Luna Park. Desde 1936, o prédio abriga um café que, através das décadas, é um dos pontos de encontro mais badalados de Garibaldi. Lá, dá para fazer todas as refeições, do café à janta. Está sempre movimentado em qualquer horário. No fim do dia, umas mesinhas lá fora na calçada fazem o lugar ainda mais charmoso.

 

Passeio de Tim-Tim

Tim-tim. Foto: Kelly Pelisser

Um caminhão de guerra de 1944 leva os visitantes passearam pela Rua Buarque de Macedo e as principais vias do centro. A saída é às 11h de sábado, ao lado da Cooperativa Vinícola Garibaldi. Não é necessário agendar, é só chegar lá uns minutos antes e pagar na hora. O passeio custa R$ 12 por pessoa. Uma guia vai explicando sobre a história da cidade e dos prédios antigos.

 

Devorata Trufas Artesanais

Visitante pode ver fábrica da Devorata. Foto: Kelly Pelisser

Bem em frente à Cooperativa Vinícola Garibaldi fica a Devorata que produz chocolates e trufas artesanais. Ali é a fábrica, que pode ser vista através de um vidro e a loja de doces. Lá, também é possível pegar uma provinha dos chocolates, além de comprá-los, claro.

Onde fica: Av. Independência, 842, Garibaldi, RS

Mais: site da Devorata

 

Madelustre

Maior taça do mundo na Madelustre. Foto: Kelly Pelisser

Esse foi o passeio que eu mais gostei! A Vidraria Madelustre produz luminárias e outros itens para iluminação. Eles contam com uma marcenaria e também com uma vidraria – essa última produz vidros de forma artesanal, tal e qual o ofício que se vê em Murano, ilha de Veneza, na Itália. É possível visitar a vidraria de terça a sábado, das 10h às 16h. A visita sai de hora em hora, na hora cheia (10h, 11h… e a última é às 15h). O passeio dura cerca de uma hora. Primeiro, se visita um mini-memorial do vidro, onde se conhece um pouco da história e como esse item é fabricado. Lá, também está a maior taça de espumante do mundo, produzida pela Madelustre em 2013 e que entrou para o Livro dos Recordes, o Guiness Book. Ela levou quatro meses para ficar pronta e são necessários 100 litros de espumante para enchê-la! O visitante assiste um vídeo que conta a história da produção dessa peça, feita para a comemoração do centenário do primeiro espumante produzido no Brasil (em Garibaldi, claro).

Visitante conhece o processo de produção do vidro. Foto: Kelly Pelisser

Depois, vem a parte mais legal da visita, conhecer a vidraria em produção. Você acompanha um pouco do passo a passo de transformar areia e outros pós em um líquido, fundido a mais de mil graus, num forno que fica aceso 24 horas por dia. Esse líquido ganha forma através do sopro dos trabalhadores e de moldes. Depois, é resfriado por três horas para se tornar o que você conhece como vidro! É muito impressionante mesmo o processo! E o mais legal: você também pode soprar uma peça! Eu soprei e foi bem legal! Na verdade, não precisa soprar forte, só precisa continuar girando o bastão para o vidro, ainda líquido, não cair. É uma experiência muito legal!

A visita termina no showroom, onde é possível ver e comprar os produtos da Madelustre, luminárias e alguns itens de decoração, e mais outros itens em vidro produzidos por outras empresas. A visita custa R$ 35, se você escolher levar um peso de papel em vidro (eu achei lindo, eu levei, sim!), ou R$ 20 sem o brinde. Você pode escolher se quer ou não o brinde depois de vê-lo. Maiores de 60 anos têm R$ 5 de desconto no ingresso.

Contatos: fone (54) 3462.9524 e e-mail: turismo@madelustre.com.br

Onde fica: Rua Cristóvão Colombo, 190, Guarani, Garibaldi, RS

Mais: site da Madelustre

 

Cervejaria Leopoldina

Visitante conhece a fábrica da Leopoldina. Foto: Kelly Pelisser

Na beira da BR-470, na saída da cidade em direção a Bento Gonçalves, fica a Cervejaria Leopoldina, ao lado da Nero, empresa que também é do grupo Família Valduga (os mesmos que têm a vinícola no Vale dos Vinhedos, em Bento). Ali, fica o varejo da cervejaria e a fábrica. Para compras no varejo, é só chegar. Mas, para visitar a fábrica é preciso agendar antes. A visita dura cerca de uma hora e custa R$ 30. Você conhece o processo de produção da cerveja artesanal e degusta nove rótulos! Sim, nove! São todos os da empresa da linha mais comercial. Apenas os produtos top de linha não são degustados (esses chegam a custar de R$ 150 a R$ 200 a garrafa e estão à venda no varejo). Você ainda ganha para levar para casa o copo de vidro da degustação, e também conta com 20% de desconto se quiser comprar produtos no varejo.

Como agendar: (54) 3388.3999 ou varejo@cervejarialeopoldina.com.br

Onde fica: BR-470, Km 224 (em frente à Vinícola Chandon), Garibaldi, RS

 

Jardim Gastronômico da Serra Gaúcha

Jardim Gastrônomico. Foto: Kelly Pelisser

Novo point da cidade, fica na Rua Buarque de Macedo, em meio aos prédios históricos. O portão de entrada fica pertinho da Avenida Independência. Ali, no meio das casas, há uma série de empreendimentos de gastronomia. Nem todos já estão abertos, mas tem uma pizzaria, uma cervejaria e uma hamburgueria operando. Outros vão abrir em breve. Essas operações funcionam em contâineres. Na área do meio, a céu aberto, ficam mesas, cadeiras, bancos e sofás. É bom chegar cedo se você quer sentar para comer no fim do dia. O lugar lota! Nos findis, tem shows ao vivo.

Mais: Facebook do Jardim Gastronômico 

 

Cooperativa Vinícola Garibaldi

Cooperativa Vinícola Garibaldi. Foto: Kelly Pelisser

Um dos lugares que mais movimenta turistas na cidade, a Cooperativa Vinícola Garibaldi pode ser visitada gratuitamente. O passeio costuma sair a cada 15 minutos e dura uma meia hora. Não é necessária agendar. O visitante passa por uma parte histórica da cantina, faz uma degustação com quatro rótulos (um vinho, dois espumantes e um suco) e depois vai para o varejo. A visitação ocorre de segunda a sábado, das 9h às 17h e nos domingos e feriados, das 10h às 15h. A vinícola tem vários rótulos com preços bem bons, a partir de R$ 15. Entre os itens diferentes, tem um espumante e um suco de uva biodinâmicos, lançados recentemente. Além de serem orgânicos, esses produtos seguem uma série de regras para respeitar a interação entre homem e natureza, como colheita e manejo de acordo com fases da lua. Eu comprei o espumante, que custa R$ 79.

Onde fica: Avenida Independência, 845, Garibaldi, RS

Mais: site da Vinícola Garibaldi

 

Vinícola Peterlongo

Vinícola Peterlongo. Foto: Kelly Pelisser

A vinícola fica bem na área central e tem um prédio lindo! Além disso, tem um pequeno parreiral ao lado! O cenário é maravilhoso para fotos! A Peterlongo foi a primeira empresa do Brasil a produzir espumante e é a única que pode utilizar a denominação champagne em um dos seus produtos. Champagne, para quem não sabe, é uma região da França e só os produtos produzidos lá podem ser chamados assim. Mas a bebida da Peterlongo foi produzida, pela primeira vez, em 1913 e foi só nos anos 1920 que a região de Champagne fez o registro da Denominação de Origem dos seus produtos. Por isso, a vinícola de Garibaldi conseguiu na Justiça Brasileira, nos anos 1970, o direito de usar a palavra Champagne em um dos seus produtos, ao alegar que já o produzia antes do registro francês. O varejo da Peterlongo pode ser visitado sem custo. Mas para fazer a visitação interna é preciso pagar. A visitação acontece todos os dias (inclusive aos sábados, domingos e feriados). Na parte da manhã às 9h, 10h e 11h, e na parte da tarde às 13h, 14h, 15h e 16h. Dura em torno de 1h15min. O valor é R$ 20 por pessoa e ganha uma taça personalizada. Nas compras acima de R$ 50 depois no varejo, o visitante tem direito a um desconto de R$ 5.

Onde fica: Rua Manoel Peterlongo Filho, 216, Garibaldi, RS

Mais: site da Vinícola Peterlongo

 

Museu Municipal

Museu municipal. Foto: Kelly Pelisser

Localizado no prédio mais antigo de Garibaldi, de 1878, o Museu Municipal fica pertinho da igreja matriz e tem um acervo bem variado. A visitação é gratuita e pode ser feita de terça a sexta, das 9h às 17h, e nos sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h . Entre as peças, destaco um relógio que pertenceu ao herói da Revolução Farroupilha, Giuseppe Garibaldi, que é quem dá nome à cidade.

Onde fica: Rua Doutor Carlos Barbosa, 77, Centro, Garibaldi, RS

 

Bistrô Dambross Gastronomia, em Caxias do Sul (RS)

Bistrô serve jantar de terça a sábado. Foto: Kelly Pelisser

Fui conhecer o Bistrô Dambross Gastronomia, em Caxias do Sul (RS). Ele fica localizado numa ruazinha próxima ao Shopping San Pelegrino, bem ao lado da Receita Federal. Por enquanto, abre de terças a sábados, para jantar, mas, no futuro, a ideia é também servir almoço no local. A casa aceita ainda fechar o espaço para eventos privados com cardápio exclusivo. Como o nome já diz, é pequeno, um bistrô mesmo, com algo entre 20 e 30 lugares. A cozinha é comandada pelo chef João Dambros, natural de Caxias do Sul, mas que fez carreira na gastronomia em Porto Alegre e Santa Catarina. De volta à terrinha, Dambros aposta num cardápio enxuto, com pratos com toque de chef.

O bistrô oferece hambúrgueres, risotos, massas e filés e porções. Os hambúrgueres, risotos e massas estão na faixa de R$ 30 a R$ 38. Já os filés saem por R$ 55 a R$ 60 a porção individual. Como opções de porções, há sassami empanado, pastelzinhos, iscas de filé e sanduíche de filé. O destaque entre os hambúrgueres é um À Parmegiana, com hambúrguer empanado, rúcula, molho de tomate, provolone, cebola caramelizada, cryspie de couve, molho barbecue e de manjericão (esse sai por R$ 32). Entres os filés, ressalto também o À Parmegiana, que é recheado com queijo suíço e pepperoni (e não presunto e mussarela, como seria o mais comum), e ainda vem acompanhado de risoto e batata sauté. Outro destaque é o Filé À La Dambross, que leva a assinatura do chef, com molho de quatro queijos, purê de batata doce e cebola caramelizada. Eu escolhi esse último para provar. O preço dele é R$ 55. O cardápio de bebidas conta com cerveja, refrigerante e água.

Descanso de talheres remete ao antigo ofício do chef. Foto: Kelly Pelisser

 

Gostei muito do prato, da apresentação, do ponto da carne e do risoto! O principal atrativo do lugar, realmente, é a boa comida. Mas, repare também nos detalhes do entorno, como frases escritas nas paredes e portas, e algumas peças que lembram o antigo ofício o chef (João Dambros trabalhava como mecânico em equipes de automobilismo, por isso, o descanso de talheres, por exemplo, é um parafuso). Mais uma casa para você colocar na lista dos lugares a conhecer em Caxias!

Filé à la Dambross. Foto: Kelly Pelisser

 

 

Bistrô Dambross Gastronomia

Onde fica: Rua Desembargador Armando Azanbuja, 90 (ao lado da Receita Federal), Caxias do Sul (RS)

Horários: de terça a sábado, das 18h às 23h

Mais: Facebook do Bistrô Dambross Gastronomia

 

 

Doca Beer Garden, em Caxias do Sul (RS)

Visão do pátio da entrada a partir da parte superior do contâiner. Foto: Kelly Pelisser

Conheci o recém-inaugurado Doca Beer Garden, bar novo na região do Largo da Estação Férrea, em Caxias do Sul (RS). Fica pertinho da Level e abre de quartas a domingos, oferecendo cervejas, drinks e comidinhas, num ambiente super descontraído e bonito. A maioria das mesas são ao ar livre. Há apenas um espaço coberto, no interior de um contâiner, mas, como fica com as portas abertas, é legal ir bem agasalhado em dias frios. Da rua, o cliente não percebe, porque é só uma porta normal, mas, lá dentro, parece outro mundo. A entrada tem um pátio com mesas e cadeiras e uma parede inteira cheia de floreiras com plantas verdinhas, dando um clima bem diferente ao lugar. Na parte de cima do contâiner, ficam mais mesas e cadeiras, de onde se tem uma vista desse pátio da entrada.

Paredes são instagramáveis. Foto: Kelly Pelisser

O bar tem um cardápio com 20 opções de drinks, com preços que variam de R$ 18 a R$ 25. Tem os clássicos, como Aperol Spritz, Mojito, Gin e Tônica, Berg com Coca, Caipira, entre outros. Há ainda cinco torneiras de cerveja artesanal, em parceria com o La Birra, em versões de 330ml ou 470ml, com preços de R$ 9 a R$ 16. Há também opções de vinho, espumante, água, refrigerante ou suco. Para comer, tem porções de aipim, batata frita, polentinha com queijo, queijinho ou mini coxinha de frango, com preços de R$ 10 a R$ 15. O lugar oferece ainda pizzas de marguerita, pepperoni, corn and bacon, strogonoff e vegetariana, e duas doces, chocolate preto com Ouro Branco, e chocolate branco com nozes (são aquelas pizzas retangulares). Outras opções para matar a fome são espetinhos de carne, frango ou vegetariano, ou hambúrguer.

Moscow mule. Foto: Kelly Pelisser

Eu escolhi o hambúrguer. Ele custa R$ 22 e vem com pão, hambúrguer, mussarela, tomate, rúcula, maionese da casa e fritas. É possível escolher entre hambúrguer de costela ou vegetariano. Dá ainda para incluir adicionais por R$ 2, como bacon, cheddar e cebola caramelizada. Para beber, fui de Moscow Mule, que sai por R$ 25. O drink realmente estava muito delicioso! O hambúrguer chegou rapidinho e veio acompanhado de três molhos. Tudo muito bom! Total da conta: R$ 47.

Hambúrguer com três molhos e fritas. Foto: Kelly Pelisser

Ah, sim, a casa cobra R$ 20 consumados. Mas, se você comer e beber algo, já vai ter gastado isso, com certeza. O lugar é super bonitinho e instagramável (as paredes internas são bem coloridas e também valem fotos!). Dá vontade de voltar mais vezes! É mais uma opção legal para sair e beber em Caxias.

Pátio da entrada. Foto: Kelly Pelisser

 

Doca Beer Garden

Onde fica: Rua Coronel Flores, 765, Largo da Estação Férrea, bairro São Pelegrino, Caxias do Sul (RS)

Horários: Quartas e quintas, das 18h às 23h (cozinha até 22h30min), sextas e sábados das 18h às 3h (cozinha até 23h30min), e domingos, das 16h as 23h (cozinha até 22h30min).

Mais: Facebook do Doca Beer Garden

Bondinhos Aéreos, na Cascata do Caracol, em Canela (RS)

Esses são os bondinhos aéreos de Canela. Foto: Kelly Pelisser

Visitei o Parque dos Bondinhos Aéreos, na Cascata do Caracol, em Canela (RS). Para começar, deixa eu explicar: esse não é o Parque Estadual do Caracol. A cascata para a qual se tem vista é a mesma, os dois ficam na mesma estrada (a cerca de 1,2 km de distância um do outro – eu fui a pé de um para o outro, só que é longinho), mas esse é um parque particular onde a principal atração são bondinhos aéreos (estilo aqueles famosos do Rio do Pão de Açúcar), de onde se pode apreciar a cascata.

Esse é a roldana por onde os bondinhos correm e aquela casinha verde lá embaixo é uma das estações. Foto: Kelly Pelisser

São 12 bondinhos, construídos com tecnologia suíça, num declive. Cada um deles pode levar até oito pessoas. Há três estações. Você embarca no bondinho naquela do meio (nesse nível também ficam algumas lojas) e sobe até a mais longe da cascata. Ali, você pode descer e caminhar por uma pequena trilha em meio ao mato. Nesse ponto, fica um espaço onde estão animais entalhados em madeira por um imigrante japonês que morou em São Paulo (mas já é falecido). Ao passar um cabo também de madeira pelas costas das esculturas, elas emitem o mesmo som que o bicho. É realmente incrível! Eu fiquei encantada com esse trabalho primoroso do artista. Você pode ficar o tempo que quiser por ali e embarcar no bondinho para seguir a viagem. Depois de passar novamente pela estação do meio, você vai com o bondinho até a terceira, a mais próxima da cascata. Ali, há um mirante para apreciar a natureza. Você enxerga a Cascata do Caracol de uma vista mais frontal do que a do Parque Estadual, onde se tem uma visão lateral da queda d´água. Nesse ponto, há também serviço de fotógrafo profissional do parque, que comercializa as imagens impressas ou digitais (em número maior). Nessa estação, você pode também permanecer pelo tempo que quiser. Quando tiver vontade, embarca novamente no bondinho e segue até a estação do meio, onde a viagem começou. O total do percurso é de 840 metros e é possível fazê-lo uma vez apenas. O bondinho é fechado, mas tem uma janelinha na lateral aberta que permite colocar a mão para fora para fotografar com o celular ou máquina fotográfica.

Esse é um dos animais entalhados em madeira. Esse bastão do lado, você passa nas costas da escultura e ela emite o mesmo som que o bicho retratado. Foto: Kelly Pelisser

Os ingressos para adultos custam R$ 42 e permitem andar uma vez no bondinho (basicamente, o parque só tem os bondinhos. Não há atrações fora dali). Crianças de seis a 12 anos e idosos maiores de 60 anos pagam R$ 21. O parque conta também com uma tirolesa em que se vai sentado em duplas em alta velocidade. Essa atração tem ingresso à parte.

Essa é a vista da Cascata do Caracol a partir da última estação dos bondinhos. Foto: Kelly Pelisser

O parque é bem bacana e a experiência de andar de bondinho é bem legal. Para quem tem medo de altura, pode dar um receio no início, mas logo passa (pra mim, passou ao menos. Ahaha. Eu curti muito a viagem). É um jeito de ver por um ângulo diferente uma das paisagens mais famosas do Rio Grande do Sul.

Bondinhos aéreos da Serra na Cascata do Caracol de Canela. Foto: Kelly Pelisser

 

Bondinhos Aéreos

Onde fica: Estrada da Ferradura, 699, Cascata do Caracol, Canela (RS)

Horário: todos os dias das 9h às 17h (a bilheteria fecha nesse horário)

Mais: site do Bondinhos Aéreos Canela e Facebook do Bondinhos Aéreos