10 coisas para fazer na Festa da Uva, de Caxias do Sul (RS)

Fui neste domingo conferir a Festa da Uva, de Caxias do Sul. Curti muito. As atrações tradicionais estão todas lá, mas também há novidades. Listo aí o que eu achei que mais valeu a pena para você também aproveitar nessa última semana que falta para o evento encerrar:

 

Bem na entrada, você tira foto nesse carreto com chapéu de colono. Uma graça! Foto: arquivo pessoal

Bem na entrada, você tira foto nesse carreto com chapéu de colono. Uma graça! Foto: arquivo pessoal

A chegada
A passagem é obrigatória logo depois das catracas da entrada. E que bonito que ficou! Um parreiral artificial saúda os visitantes, junto com atores que recebem o público com muita simpatia. Por ali está uma piscina (uma pipa na verdade) só com bolinhas roxas (uma diversão para a criançada!). Debaixo do parreiral está um carretão com pipas, onde te emprestam um chapéu de palha para uma foto bem bacana.

Museu do Video Game na Festa da Uva

Dá pra jogar Sonic, Mário Bros, Street Fighter… Foto: Kelly Pelisser

Museu do Vídeo Game
Uma novidade sensacional! O museu, bem no início do Pavilhão 1, tem mais de 200 consoles de vídeo game, com jogos clássicos das décadas de 1970, 1980 e 1990. E o melhor: dá para jogar!!! Tem Atari que funciona! Eu joguei Sonic e Mario Bros (ai, que saudades!). Mas você também pode escolher Street Fighter, Mortal Kombat, Pac-Man… e esses mais modernos de Playstation, Wii ou aqueles de dancinha. O mais legal é a reação dos adultos: “eu tinha um desse!!!” Ah, sim, é de graça. É só chegar.

Churro com recheio de branquinho e cobertura de Kit Kat e amendoim. Foto: Kelly Pelisser

Perdição chamada Churritus: esse com recheio de branquinho e cobertura de Kit Kat e amendoim. Foto: Kelly Pelisser

Comer, comer
Esqueça a dieta. A Festa da Uva é o paraíso das coisas doces, gordurosas e deliciosas. Já no Pavilhão 1 eu me atraquei num Churritus, um churro que você escolhe o recheio (tem nutella, branquinho, chocolate branco, limão, uva…) e duas coberturas (coco, Negresco, Confeti, nozes, amendoim…). Peguei um com recheio de branquinho e cobertura de Kit Kat picado e amendoim torrado. Voltei depois pra pegar outro com recheio de chocolate branco e cobertura de coco ralado e nozes. Um milhão de calorias, mas azar! Em qualquer lugar do parque, não se passa fome. A praça de alimentação mesmo fica no Pavilhão 2, mas por toda parte, você encontra coisas pra comer. Entre o Pavilhão 2 e a Réplica de Caxias estão também seis food trucks.

Pão assado no forno na Festa da Uva

Pão assado no forno é muito amor! Foto: Kelly Pelisser

Comprar pão e cuca assados em forno a lenha na hora e uvas
Bah, sabe aquele pão feito no forno, que recém saiu, quentinho? Outro gosto, né? Na saída do Pavilhão 1 (em direção ao 2) tem o forno tradicional que vende pães (R$ 7), cucas (R$ 10) e folhados (R$ 3). Ali do ladinho tem uma banca que vende uvas Itália, aquelas dos grãos grossos, por R$ 9,5 o quilo. Outros dois estandes de uva estão no caminho entre o Pavilhão 2 e a entrada.

Gramado da Festa da Uva

Pessoal aproveitando o gramado na saída do Pavilhão 1. Foto: Kelly Pelisser

Lagartear na grama
Cansou e o dia tá bonito? Senta na grama! Tem o gramadinho na saída do Pavilhão 1, onde se pode curtir um showzinho até. E também o gramado da Réplica de Caxias. Leva uma comidinha e aproveita no estilo piquenique pra fugir da muvuca dos Pavilhões.

Vila dos Distritos na Festa da Uva

A nona de Forqueta fazendo dressa. Foto: Kelly Pelisser

Vila dos Distritos
O espaço tradicional naquele cantinho mais baixo do Pavilhão 2 abriga o melhor do interior de Caxias. Os distritos mostram sua produção. Tem artesanato lindo de Santa Lúcia do Piaí (amei os imãs de geladeira com uma pombinha do Espírito Santo em madeira ou confeccionados com pinhão), tem chimia de uva e pão no forno e tem as nonas fazendo dressa (a trança de palha de milho para fazer chapéus ou cestas).

Espaço Nostra América na Festa da Uva

Adoreit a prefeitura de Bento do lado do casarão de Antônio Prado. Foto: Kelly Pelisser

Espaço Nostra América, com cidades da região
Também no Pavilhão 2, reproduz o centrinho de uma cidade, com um coreto onde há apresentações. Mas o legal é que ao redor estão, lado a lado, prédios tradicionais de cidades da região. Tem a igreja e o galo de Flores da Cunha, a prefeitura de Bento Gonçalves, a Casa Saretta de Veranópolis… Cada um desses prédios é um estande do município em questão.

Vinícolas na Festa da Uva

Tem chopp de vinho no estande da cooperativa Forqueta. Foto: Kelly Pelisser

Vinícolas e agroindústrias
Não se acanhe e prove. Pelo coração do Pavilhão 2, dá para experimentar sucos, vinhos e chopp de uva no espaço das vinícolas. Ou comprar, claro! Também há venda em copos (suco a R$ 3) ou em taça (de vinho ou espumante). Os estandes das agroindústrias são uma perdição: salames, copas, queijos, geleias, mel; frutas, legumes e vegetais cristalizados (provei cenoura e batata-doce. Bem bons). Fui passando e pegando provinhas…

Degustação de uva na Festa da Uva

Selfie da uva com a cidade ao fundo. Foto: Kelly Pelisser

Uva no Mirante
Claro que você não vai sair da Festa da Uva sem pegar a sua uva, né? É preciso paciência para chegar no Palácio das Uvas (tem que descer a rampa do Pavilhão 2) num domingo. A minha dica é, quando chegar ao fim da rampa, caminhar até o início da distribuição de uvas, no lado contrário da entrada: ali tem pouca gente pegando. E, por favor, coma a uva no mirante lá fora. A vista de Caxias é linda! E, se você conhece a cidade, tem sempre o tradicional: “lá é a igreja dos Capuchinhos, né? Aquela é a Moreira Cesar?” Ah, claro, e a foto com a cidade ao fundo.

Replica de Caxias do Sul na Festa da Uva

O pastel de costelão com charque tá, mais ou menos, nessa altura da Réplica. Foto: Kelly Pelisser

Réplica de Caxias
A Réplica de Caxias de 1885 está lá o ano inteiro, mas eu acho um pecado ir no parque e não dar uma passada. As construções em madeira são lindas e parecem que ficam mais “vivas” no período da festa. Além de abrigar museus (da festa, da água, do comércio), as casinhas também oferecem comida e são uma boa opção para fugir do tumulto da praça de alimentação. E comer com esse cenário tem outro valor. Eu comi um pastel ótimo lá, chamado gaúcho, com costela desfiada, charque e requeijão (R$ 7).

 

Festa da Uva
Até 6 de março de 2016, no Parque de Eventos de Caxias do Sul
Horários: de segunda a sexta, das 14h às 22h, sábado e domingo, das 9h às 22h.
Ingressos: de segunda a quinta, R$ 12,00 e R$ 6,00 (meia entrada para idosos e estudantes); de sexta a domingo, R$ 15,00 e R$ 7,50 (meia entrada para idosos e estudantes. Estacionamento: R$ 15. Há uma linha de ônibus especial, com saída ao lado do colégio Presidente Vargas, no centro de Caxias em direção aos Pavilhões da Festa da Uva. As linhas regulares dos bairros Pioneiro, Por do Sol e Vinhedos também têm paradas na área central e passam perto da festa.
Informações: http://www.festanacionaldauva.com.br/

Amora Sabores Especiais, lanches saudáveis em Bento Gonçalves (RS)

Pizza de carne ao molho de vinho tinto no Amora

Pizza de carne ao molho de vinho tinto no Amora. Foto: Kelly Pelisser

O Amora Sabores Especiais é um lugar super querido em Bento Gonçalves (RS). E o melhor: serve lanches saudáveis. São oferecidas diversas opções sem glúten, sem lactose, orgânicas, para vegetarianos, para o pré ou pós-treino (indicadas por símbolos no cardápio). Sanduíches, tapiocas, crepiocas, pratos (incluindo com filé, ovos e atum para a turma da academia), pizzas integrais, açaí na tigela, sucos de fruta, shakes, smoothies. Ah, também tem vinhos e cervejas especiais (ou achou que era só ultra super fitness?). Há ainda bolos e muffins que variam conforme o dia.

A decoração é super simples e ao mesmo tempo bem amada. Tem um espaço externo também onde dá para sentar e olhar a rua, ao som de música ambiente. Os atendentes são bem simpáticos e explicam na boa o cardápio e o conceito do lugar.

Amora Sabores Especiais

Decoração fofa do Amora Sabores Especiais. Foto: Kelly Pelisser

Escolhi uma pizza de carne com molho de vinho cabernet sauvignon. As pizzas são individuais e pequenas, com massa integral bem fina e crocante. Não tem muito molho (o que faz com que as bordas fiquem um pouco secas), mas achei bem bom. Para tomar, minha opção foi um dos sucos funcionais. Eles tem sucos calmante, detox, diurético… com misturas de frutas ou vegetais. Escolhi o energético, de açaí, laranja e gengibre. Bem gostoso, com gostinho de fruta de verdade. Por fim, não podia sair de lá sem provar o naked cake da Amora. Integral, sem lactose, com camadas de geleia de frutas vermelhas, alfarroba (que substitui o chocolate) e frutas de verdade em cima. Ele é lindo, lindo de se ver. E ainda mais gostosa de comer. Lembrou aqueles bolos de infância feitos pela avó ou pela tia do interior, sabe? Delícia, delícia! (Mas nem sempre está no cardápio. Tem que perguntar. Já tinha ido lá uma outra vez pra comer o bolo e não tinha.  Dessa vez, vi no Instagram deles que estava lá e corri. Ahaha. Duvida da lindeza do bolo? Olha aqui, então).

Naked cake de frutas silvestres e suco energético de açaí, laranja e gengibre no Amora Sabores Especiais

Jesus, apaga a luz! Minha fatia de naked cake e meu suco energético. Foto: Kelly Pelisser

O resumo do Amora: se joga! É um lugar querido, com pratos lindos e para comer sem culpa.

 

Amora Sabores Especiais
Onde: Avenida Planalto, 816, (nas proximidades da Apae), Bento Gonçalves, RS
Horário: de segunda a sexta-feira, das 14h às 21h, e aos sábados, das 14h às 20h
Mais informações: Facebook ou Instagram

Sweez: uma sorveteria e confeitaria super charmosa em Caxias do Sul (RS)

Café e cupcake da Sweez Caxias

Morro por esse cappuccino e por esses cupcakes. Foto: Kelly Pelisser

Eu sou mais do que apaixonada por sorvetes. Um lugar que tenha gelatos bons já conquista, de cara, meu coração. Por isso, eu amo a Sweez. É minha confeitaria preferida em Caxias, onde sempre gosto de marcar para encontrar amigos ou para onde fujo no meio da tarde (um oásis na antiga Estação Férrea, com doces, ar condicionado e wifi). Pra começar, a decoração é toda querida, inspirada nos anos 1950. O nome é uma junção das palavras inglesas sweet (doce) e freezing (gelado), as duas maiores especialidades da Sweez.

Sorvete da Sweez

Sorvete da Sweez: ai, ai. Foto: Kelly Pelisser

Os meus preferidos do cardápio são os gelatos, os cupcakes, os cafés e os brownies. Os sabores variam a cada dia. E tem alguns inusitados, como sorvetes de bergamota, mascarpone ou cerveja artesanal. Os docinhos, você come primeiro com os olhos. Tem cupcake de nega maluca (o meu Number One), de baunilha com nutella e cobertura de creme de confeiteiro, de avelã com chocolate, entre tantos. Outras opções doces são carolinas, tarteletes, macarons e naked cakes. Se você é dos salgados, estará contemplado com sanduíches e quiches. Na lista de cafés, o meu coração bate mais forte pelo cappuccino (tem a opção de Cappuccino Sweez, com leite condensado junto). A única coisa que não sou tão fã são os sucos, que são de polpa (eu sou tarada por suco natural fresquinho, feito na hora, com fruta de verdade. Polpa não tem o mesmo gosto). Mas, enfim, nada que tire o brilho de um dos lugares mais descolados para fazer um lanchinho em Caxias. Vale demais a visita, sempre.

Suco e brownie da Sweez

Quando tá calor, vai suco de polpa mesmo. Mas esse brownie é delícia demais! Foto: Kelly Pelisser

Sweez
Onde: Rua Coronel Flores, 749, sala 3, na antiga Estação Férrea, bairro São Pelegrino, Caxias do Sul (RS)
Quando: de segunda a sexta, das 11h30min às 20h, e aos sábados, das 13h às 19h30min.
Quer saber mais: no Facebook ou no site da Sweez. E sigam e babem nesse Instagram deles.

Vídeo: Principais atrações de Dublin, na Irlanda

Morei em Dublin, na Irlanda, em 2011. Esse vídeo eu fiz naquela época mostrando as principais atrações da área central da cidade. Achei que vale resgatar. Só, por favor, relevem o vento. Gravei com uma camerazinha comum. E venta demais em Dublin, em qualquer estação. Se não chover e ventar, não é Dublin. 🙂

Pretendo fazer vídeos novos de atrações no Brasil e ir postando aqui no blog.

Miolo Wine Garden, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS)

Miolo Wine Garden

Wine truck serve bebidas e comidinhas. Foto: Kelly Pelisser

Para mim, o cenário da Vinícola Miolo e do hotel Spa do Vinho sempre foram a paisagem mais bonita do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS). Esse pedaço de chão faz parte daqueles lugares que a gente já foi dezenas de vezes, mas que nunca cansa de ir. Depois que a Miolo inaugurou seu Wine Garden, pra mim, então, virou ponto de passagem obrigatório. Indico para todo mundo que pergunta o que ver no Vale. O Wine Garden é uma ideia extremamente simples, mas que funciona absolutamente bem. É um wine truck, ou um pequeno ônibus adaptado, para servir comidinhas e, claro, espumante e vinho, no jardim da Miolo. Abre nos sábados, domingos e feriados, das 10h30min às 18h, se o tempo estiver bom. Às vezes, chove, então, ele fecha, mas reabre, se o tempo estiar.

Brusquetas servidas no Wine Garden

Brusquetas servidas no Wine Garden. Foto: Kelly Pelisser

O jardim aos fundos da vinícola é muito bacana, com um gramado enorme e um lago com peixes. Nessa grama, é que são arrumados os tapetes, almofadas, mesinhas e cadeiras, para um piquenique ao ar livre. Cada vez, a disposição do mobiliário, que também contempla pipas e caixotes de vinho, é diferente. Nos dias de muito sol, são armados gazebos (aquelas tendinhas estilo de praia). O cardápio varia conforme as semanas. Tem tábuas de frios e grãos, brusquetas, cupcakes, pastel de Belém, sanduíches, salada de frutas com espumante e outras delicinhas. Os temperos e alguns ingredientes são produzidos ali perto, numa horta orgânica. Os vinhos e espumantes são servidos em garrafas ou taças.

Tábua com frios e grãos no Wine Garden.

Tábua com frios e grãos no Wine Garden. Foto: Kelly Pelisser

O espaço é bacana também para crianças. Inclusive, há brinquedos à disposição. Animais de estimação são permitidos. Eu recomendo muito juntar uma turma de amigos e ir ver o sol se pôr deitado num tapete no Wine Garden bebendo uma taça de vinho ou espumante. Se quiser aproveitar a visita e ver outros empreendimentos do Vale, sugiro ir ainda de manhã e reservar umas boas horas para o jardim da Miolo. É uma experiência para guardar nas memórias mais queridas.

Miolo Wine Garden
Onde: nos jardins aos fundos da Vinícola Miolo, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS)
Quando: sábados, domingos e feriados de tempo bom, das 10h30min às 18h
Quanto: não se paga consumação mínima (a não ser que você escolha uma gazebo em dias quentes). Há porções individuais e outras para dividir com os amigos. Nas vezes em que fui com os amigos, rachando a conta, deu entre R$ 20 e R$ 30.
Mais informações: no site da Miolo ou no Facebook do Wine Garden.

Casa da Panqueca, Caxias do Sul (RS)

Panqueca de carne de panela com massa integral

Panqueca de carne de panela com massa integral. Foto: Kelly Pelisser

Para quem é fã de massinha com recheio, um bom lugar para conhecer é a Casa da Panqueca, em Caxias do Sul. Fica na área central, na Rua Marechal Floriano (perto do Centro Comercial Alvorada). Você escolhe se quer salgada ou doce, nos tamanhos médio ou grande. Também dá para optar pela massa, tradicional, integral ou sem glúten e sem lactose.

As salgadas sempre vêm acompanhadas de salada (tomate, alface e cenoura) e batata palha. Para quem não come carne, há algumas opções, como a de brócolis, de palmito, primavera ou de rúcula e tomate seco. Nas salgadas, você também escolhe entre molho branco ou vermelho. Já as doces, são sempre acompanhadas de uma bola de sorvete de creme e confeitos estilo MMs para enfeitar. Uma panqueca média sai entre R$ 13,9 e R$ 19,9.

Panqueca de chocolate com doce de leite e massa tradicional.

Panqueca de chocolate com doce de leite e massa tradicional. Foto: Kelly Pelisser

As minhas escolhas foram uma de carne de panela, com massa integral, e outra de de chocolate e doce de leite, e massa tradicional. Peguei as médias e quase apanhei para comer duas, mas queria provar uma doce e outra salgada. Ah, também pedi um suco de abacaxi e estava bem docinho, sem açúcar. O ambiente é bacaninha e eles oferecem wi-fi. Abre de noite de terça a domingo, e de meio-dia, de quarta a sábado. Segundo o site, também tem Casa da Panqueca em Torres, no Litoral (RS).

Casa da Panqueca
Onde: Rua Marechal Floriano, 1378, Caxias do Sul (RS)
Horários: ao meio-dia, de quarta-feira a sábado, das 11h30min às 13h45min; à noite, de terça a quinta, das 18h45min às 23h, nas sextas e sábados, das 18h45min às 23h30min, e nos domingos, das 19h às 23h.
Veja mais: no site (tem o cardápio, inclusive) e Facebook

Resenha: Granado Manteiga Emoliente, para pés, cotovelos e joelhos

Manteiga Emoliente Granado

Acho fofo o potinho vintage. Foto: Kelly Pelisser

Eu adoro maquiagem e itens de beleza (mas não compro nada muito caro. Acho que minhas maiores extravagâncias são uns itens da MAC). A ideia é falar de produtinhos que eu amo aqui no blog também, aqueles que eu considero verdadeiros achados. Vou começar por um queridinho que eu já uso há anos, a Granado Manteiga Emoliente. As gurias sabem que pés, cotovelos e joelhos merecem uma atenção especial, que só aquele creme básico do corpo não rola. Esse item faz parte da linha Pink da Granado. Tem 60 gramas, um cheiro delícia e uma consistência muito boa, lisinha e que some na pele quando se passa. Eu costumo comprar na Panvel ou no Zaffari, aqui no RS, e custa em torno de R$ 31. Aliás, todos os itens da Granado que eu já testei, eu amei. E ainda vem numas embalagens vintage bem queridas.

Eu até já testei outros cremes com essa função, com um preço parecido ou menor, mas não achei nenhum tão bom quanto esse e com esse cheirinho. Já tentei usar aquele básico da Nivea (aquele azul, bem tradicional), que é para áreas mais ressecadas, mas, pra mim, não funcionou tanto. Esse tem 60 gr e sai por R$ 15, em média. Também já tentei a Manteiga Hidratante Para Pernas E Pés da Panvel Vert Castanha Do Brasil. Esse vem com 65g e preço R$ 13,99. Até gostei, mas o resultado não foi tão bom quanto o da Granado. Testei ainda o Bepantol Derma Creme. Esse funciona bem, também custa R$ 31 (o mesmo preço daquele da Granado) mas a embalagem é menor, com 20 gr. O que não curti muito é que ele é bem estilo pomada (inclusive na embalagem), então tem cheiro e consistência de remédio. E, quando você passa, fica branquinho. A pele não absorve de imediato. Por isso, meu campeão e queridinho é a Manteiga Emoliente da Granado. E vocês, gurias, qual é o creme para áreas ressecadas que vocês mais gostam?

Zoológico de Lujan, na Argentina

Escrevi esse texto originalmente em outubro de 2013, quando visitei o Zoológico de Lujan, na Argentina. É uma experiência controversa e ainda hoje fico com o coração dividido de lembrar. Afinal, pense em animais selvagens presos em jaulas, com centenas de pessoas passando as mãos neles todos os dias. Estranho, no mínimo.

Zoológico de Lujan. Foto: arquivo pessoal

Zoológico de Lujan. Foto: arquivo pessoal

Visitar o Zoológico de Luján é uma experiência muito louca. Isso porque você pode entrar nas jaulas de bichos como tigres e leões. No zoo, te contam a seguinte história: desde filhotes, os animais são criados junto com cachorros, por isso, eles crescem repetindo o comportamento de bichos de estimação. Os cachorros também são treinados para morder os felinos no focinho (a parte mais sensível deles) quando dão patadas mais fortes ou tentam atacar. Assim, eles aprendem que não devem fazer isso. Well, até faz sentido, mas é muito louco estar numa jaula com dois ou três tigres. Enquanto você passa a mão em um, o outro está andando atrás de você. Sim, dá medo. É inevitável pensar: “o outro vai me atacar pelas costas!” Porque, reflita: ok, eles foram criados com cachorros (aliás, os cães estão nas jaulas junto com eles), mas são animais selvagens e também há o estresse de milhares de pessoas passando a mão todos os dias. Eu pensava também naquelas histórias de cães rottweilers criados desde pequenos por um família e, de repente, o cachorro ataca e mata alguém. A família sempre diz: “mas era tão mansinho. Nunca tinha feito nada.” Pois é. Sempre tem um dia em que ele faz. Tem gente que diz que os animais do zoo são sedados. Mas, claro, a direção nega. Sei lá, é meio estranho. Mas, abstraí tudo isso e fui lá.

O zoo fica em uma rodovia na cidade de Luján (a uns 80 quilômetros do Centro de Buenos Aires). O ingresso custa 400 pesos (uns R$ 100, se o site estiver atualizado em 2016). Eu fui com uma excursão com guia, que te busca e te leva no hotel. Paguei quase o dobro do preço do ingresso pelo pacote, mas gostei. Já está incluído algumas coisas que te cobram a mais no zoo, além do ingresso, e a guia faz fotos suas com uma máquina dela e depois posta no Facebook do tour, o que te permite baixar as imagens. Quem tiver interesse, o nome é Superguias. Com a van deles, a viagem demora uns 40 minutos. Outras opções mais baratas, são o ônibus 57, que você pega na Plaza Itália (lembrando: pagamento só em moedas), mas aí tem que avisar o motorista e descer no meio da rodovia (mas o zoo fica logo pra dentro). Com esse ônibus, a viagem dura duas horas. Ou também há vans da empresa Fabebus, que vão até Luján. Também tem que pedir para o motorista para descer no meio da estrada. Nessa opção, a viagem dura uma hora.

Zoológico de Lujan. Foto arquivo pessoal

Zoológico de Lujan. Foto arquivo pessoal

Nas jaulas dos bichos mais perigosos, há duas grades. Entram por vez de duas a quatro pessoas. Você entra na primeira, eles trancam. Aí, você deixa bolsas e qualquer coisa que leve na mão e também correntes e brincos. Só dá para levar a máquina fotográfica. Depois, eles abrem a segunda porta e você entra onde estão os bichos. Dá medo. Os leões pareciam bem tranquilos, mas os tigres estavam agitados. Na jaula onde tem um tigre branco e outro listrado, esse segundo pegou com a boca a térmica de água quente do tratador que estava tomando mate e saiu correndo. O tratador atirou um objeto contra a grade para que o animal soltasse a térmica. Tenso! Na outra, onde estavam três tigres, um franguinho solto pelo zoo teimava em querer ficar no espaço entre as duas portas da jaula. Os tigres ficaram bem loucos, querendo pegar o frango. E eu lá dentro da jaula junto com eles! Um passou correndo bem ao meu lado, me encostou na perna. Gelei! E os treinadores não pareciam confortáveis com a situação. Mas, enfim, nada aconteceu. Toda hora, os tratadores ficam dando carne na boca dos bichos. Há também algumas orientações. Para passar a mão, só se for bem firme e não na cabeça nem perto do rabo, apenas nas costas. Crianças não entram nas jaulas dos felinos.

Além de entrar nas jaulas dos bebês leões ( uma graça! Parecem gatos grandes), dos tigres (são duas jaulas, uma com um branco e um tigrado e outra com três tigrados) e dos leões (dois em uma jaula), é possível alimentar um elefante com uma cenoura ou fruta. A orientação é só ficar de costas e a mão erguida para ele não passar a tromba na sua cara. Para dar comida aos ursos, tem que pagar cinco pesos (no pacote que eu contratei, já estava incluído). Você recebe marrom-glacê, biscoitinhos, para colocar na ponta de uma vara. Você fica do outro lado de uma grade, não dá para chegar perto dos ursos, apesar de eles terem recebido a mesma criação que os leões, junto com cães. Outra atração é andar de dromedário. Podem subir duas pessoas por vez. Mas me deu pena dos bichos. A vida deles é andar em círculos carregando pessoas nas costas.

O zoo não é tão grande. Também tem ovelhas, cervos, veados, emas, macacos, foca, leão marinho, galinhas e pavões (incluindo um branco, que eu nem sabia que existia). Não são permitidas fotos da cobras, araras e iguanas. Isso porque, se você quiser, o pessoal do zoo coloca esses animais nas suas mãos, mas cobram pelas fotos. Claro.

Eu fui num dia de semana e bem no início da manhã. O movimento estava bem tranqüilo. Mas, dependendo do dia e horário em que você for, pode ter fila de horas para fazer fotos com o leão ou tigres.

Buenos Aires: as principais atrações da cidade

Escrevi esse texto originalmente em outubro de 2013, depois de ter voltado de uma viagem de férias a Buenos Aires, na Argentina. É bem o básico do básico para quem nunca esteve na Capital do país vizinho. Como já faz uns anos, algumas dicas podem estar desatualizadas, mas, creio que a maioria ainda vale.

Casa Rosada. Foto: Kelly Pelisser

Casa Rosada. Foto: Kelly Pelisser

Nos cinco dias em que estive em Buenos Aires, consegui percorrer as principais atrações da cidade. Acho que quatro dias são mais do que suficientes, se você não quiser ir ao Zoológico de Luján, por exemplo.

O famoso Caminito é apenas uma pequena rua, no bairro da Boca (um pouco mais afastado do Centro). Toda feita para turistas, tem restaurantes e lojinhas para vender lembrancinhas. As casas são bem coloridas, lembrando os cortiços de imigrantes pobres, feitos com pedaços de contêineres velhos (por isso, tinham muitas cores). Dá para fazer umas fotos legais, mas não vi muita graça nesse lugar, lotadíssimo de turistas e de gente querendo te oferecer de tudo.

Indo para o Centro, na Plaza de Mayo, tem várias coisas pra ver. Recomendo ir num final de semana, porque aí é possível visitar a Casa Rosada. A sede do governo abre nos sábados e domingos para turistas e o passeio guiado é de graça (ou pelo menos, abria em 2013. É bom dar uma checada antes, porque entendi que visitas guiadas agora são só para escolas ou organizações). Assim que você entrar no pátio das Palmeiras (é lindo!) vá até a porta onde uma moça distribui fichas para o passeio. Pegue logo a ficha porque talvez você tenha que esperar muito tempo até o próximo horário livre. A Casa Rosada tem salões lindos. Um dos pontos altos é a sacada para a Plaza de Mayo, onde já discursaram presidentes e onde a Seleção Argentina que tinha Maradona como estrela principal comemorou a Copa do Mundo. Em algumas salas, a presença de Evita Perón ainda paira. Há quadros, fotos e a escrivaninha da ex-primeira-dama preservadas.

Ao redor da Plaza de Mayo, também ficam o Museu Cabildo e a Catedral Metropolitana. A igreja é muito bonita por dentro e a visita é grátis. Na Catedral, fica o túmulo do general San Martín, vigiado permanentemente por dois guardas. O general lutou para a independência da Argentina e também do Chile e Peru. Atrás da Casa Rosada, fica o Museu do Bicentenário, que também pode ser visitado gratuitamente.

Pelo Centro, dá para dar uma passada também no Obelisco, monumento símbolo de Buenos Aires, no encontro das avenidas 9 de Julio e Corrientes. Não muito longe, ficam a Calle Florida, rua de comércio, onde passam apenas pedestres (tem um pouco de tudo, mas nada muito emocionante. E muita gente oferece câmbio pela rua, mas não caia nessa). A Florida é uma das quatro entradas das Galerias Pacífico, um shopping com uma arquitetura linda. Não muito longe daí, fica o Café Tortoni, super tradicional ponto de Buenos Aires, que tem 155 anos e é chiquérrimo. Eu pedi o básico, chocolate quente e churros.

Uma vizinhança próxima do Centro e linda é a Recoleta. Nos finais de semana, tem uma feira meio hippie na pracinha. Não é muito grande, mas o melhor é sentar no gramado no sol e ficar apreciando o dia. Ali do ladinho tem o Buenos Aires Design, um shopping muito legal, focado em artigos de decoração. Logo ao lado tem a igreja e o cemitério da Recoleta. O cemitério é onde estão enterradas famílias super tradicionais de Buenos Aires, incluindo o túmulo dos Duarte, onde está o corpo de Eva Maria Duarte Perón, a Evita. Esse túmulo dela é bem simplesinho, do lado esquerdo do cemitério, a partir da entrada principal, de mármore negro. Mas há tumbas enormes, quase igrejas, com estátuas gigantes, colunas gregas, cúpulas e tudo mais. Há tours guiados grátis, duas vezes por dia, pelo menos, de quartas a sextas. No finais de semana, tem que consultar horário, é meio irregular. Uma curiosidade desse cemitério é que os caixões estão expostos dentro dos mausoléus. Naquele espaço onde no Brasil, costumam ficar fotos e flores, estão os caixões em prateleiras. Alguns, estão cobertos com panos, outros, não. Fora do cemitério, há vários lugares bem bacanas para comer. Sugiro um sorvete da Freddo de dulce de leche (doce de leite). Aliás, não saia da Argentina sem provar! É muito, muito bom!

Pela noite, fui num show de tango. Os dois que mais oferecem para os turistas são o Esquina Carlos Gardel (mais tradicional) e o Señor Tango (mais estilo Broadway). Mas há milhões de opções (mais baratas, inclusive. Pesquise). Optei pelo Señor Tango. É bacaninha o show. A troca de palcos é rápida. O show começa com dois sujeitos entrando a cavalo no palco, caracterizados de índio e de gaúcho. Depois, além de muitos casais dançando, há bailarinas que voam suspensas por cordas e até um dueto de um cantor ao vivo com o Roberto Carlos no telão (sim, prova de que só há turistas brasileiros por lá). O show termina com No Llores Por Mi, Argentina. Ops, spoiler. Sorry.

No domingo, andei pela região de Puerto Madero, um antigo porto, reformulado, com restaurantes, casas noturnas, etc. De dia, muita gente vai lá para caminhar, correr. Mas, é pela noite que ferve. Domingo é dia de Feira de San Telmo. Nesse bairro, quadras e quadras da Calle Defensa são ocupadas por barraquinhas que vendem de tudo. Sugiro deixar as compras da viagem para ali. Ao longo da rua, você encontra também a estátua da Mafalda, a personagem do argentino Quino. Ela está sentadinha num banco na esquina da Defensa com Chile. Ao arredor da Plaza Dorrego, estão concentradas as barraquinhas que vendem antiguidades. Mas, pelo bairro, também se acham vários antiquários e há também um mercado.

Na segunda-feira, visitei o Teatro Colón, fica bem no Centro e é lindo! Demorou vinte anos para ser construído, teve a mão de três arquitetos, dois italianos e um belga e a maioria dos materiais veio da Europa. No teto de algumas salas, tem ouro de verdade e lustres que pesam toneladas. Para visitá-lo, estrangeiros pagam 110 pesos. O turistas conhece alguns salões e a platéia. Mas não dá para visitar os três andares de subsolo, onde são feitos os cenários e as roupas das óperas.

No mesmo dia, conheci também a livraria El Ateneo. Localizada na Avenida Santa Fé, a livraria tem mais de 100 anos e a forma de um teatro. No palco, fica um café. Onde ficaria a platéia e nos camarotes, há livros. Para encerrar a segunda, peguei um táxi até Palermo Viejo. O bairro de Palermo, endereço de ricos, tem várias divisões: Soho, Hollywood, Chico. A parte de Palermo Viejo é bacana, especialmente ao redor de umas pracinhas, onde há bares e restaurantes com mesinhas na calçada.

El Paseo Del Rosedal. Foto: Kelly Pelisser

El Paseo Del Rosedal. Foto: Kelly Pelisser

Conheci o Zoológico de Luján, o que merece um post à parte. Pela tarde, ainda fui na região dos bosques de Palermo, uma enorme área verde no meio da cidade super agitada. Ali, há muitos parques. Visitei dois que são de graça. O Jardim Botânico, que é um encanto! E um dos parques mais lindos que já vi, comparável aqueles da Europa, El Paseo Del Rosedal. É lindo, lindo, lindo! Tem fontes, lagos, com ponte e um jardim enorme de rosas, de vários tipos e cores. Rende fotos maravilhosas e horas agradáveis.

Buenos Aires tem, sim, um quê de Europa, mas também tem muito da pobreza da América do Sul

Buenos Aires, Argentina: algumas dicas gerais

Caminito Buenos Aires Argentina

Em algum lugar no Caminito. Foto: Kelly Pelisser

Eu escrevi esse texto em 2013, depois de ter visitado Buenos Aires, na Argentina, mas acredito que a maioria das dicas ainda vale.

Passei seis dias em Buenos Aires em outubro de 2013 (ok, descontando os vôos de ida e volta, foram cinco dias, na verdade). Como toda cidade grande, tem lugares lindos e outros bem trash. Dizem que Buenos Aires é o que há de mais parecido com a Europa na América do Sul. Olha, até tem alguns prédios e lugares que lembram, sim.

Eu fiquei no Centro, o que não recomendo. Apesar de ser fácil para se deslocar (dá para fazer boa parte do roteiro turístico a pé), como todo Centro de cidade grande, tem muitos mendigos e, à noite, tem ruas vazias que dão um pouco de medo. Os bairros que mais gostei foram a Recoleta e Palermo. Mas, são um pouco mais longe.

Buenos Aires tem metrô (o subte), mas ele não abrange toda a cidade (como em Londres, Madrid ou Paris, onde se pode ir de metrô para qualquer lugar). Andei de metrô e é bem tranquilo, além de ser barato. Táxis têm muitos, muitos mesmo. A minha impressão é que a cidade tem mais táxis do que veículos de passeio. Você não vai esperar mais do que dois ou três minutos por um, na maioria dos lugares. E são relativamente baratos, mais do que no Brasil, ao menos. Pela internet se fala (e um guia turístico local também me disse) que os taxistas passam notas falsas. A dica é pegar carros de alguma empresa de rádio-táxi, tidos como mais confiáveis (você reconhece porque eles têm uma plaquinha em cima dizendo que é do rádio-táxi, ou com nome ou número da empresa). Outra dica: dê o endereço exato de uma esquina, separando os nomes das ruas com “y” (“e”, em espanhol) para parecer que você conhece a cidade. Exemplo: Defensa y Chile (esquina das ruas Defensa e Chile). Usei táxi e não tive problema algum. De ônibus, eu não andei, mas sei que, para uma viagem única, é preciso ter moedas para pagar (não se aceitam notas nos ônibus). Para quem ficar mais dias e quiser andar de ônibus e metrô, pode fazer um cartão Sube e recarregá-lo depois com o valor que quiser (tem em quiosques e shoppings. Dá para recarregar nas bilheterias de metrô). Eu não tentei também, mas tem serviço de bicicletas, que podem ser usadas por turistas de graça.

Sobre dinheiro, o real e o dólar são bem valorizados. Muitos restaurantes e lojas os aceitam como pagamento por um câmbio acima do oficial. Sugiro trocar algo no Brasil (já que taxistas, por exemplo, só aceitam pesos), mas usar a moeda brasileira para pagar (sempre pergunte qual o câmbio que o restaurante oferece) ou, ao menos, para trocar lá. Se conseguir alguém de confiança (não aquelas pessoas que oferecem nas ruas, pelamordedeus), é feita a troca por um câmbio paralelo, maior que o do banco ou de casas de câmbio. Outra dica que esse guia local me deu para evitar que os taxistas fiquem com uma nota alta (de cem pesos) suas e lhe troquem por outra falsa dizendo que é a sua e que não vale nada: marcar uma estrelinha nas suas notas. Se o taxista (ou garçom) lhe devolver dizendo que é falsa, veja se tem a sua estrelinha: se não tiver, reclame. Ah, em alguns lugares, chiam para trocar notas de cem pesos em uma compra com um valor menor do que 50.

Na Argentina, há muitos, muitos turistas brasileiros. Você ouve português por todos os lados. E, por isso, boa parte dos argentinos que trabalham com turismo falam português ou um portunhol. Num city tour que eu fiz, por exemplo, o guia argentino dava preferência ao português, mas no grupo tinha também chilenos e espanhóis (o que não achei muito bacana). Eu falo espanhol, e muitos vezes, ao dizer que era brasileira, já saiam falando em português (ou num português improvisado), mas eu queria mesmo era falar em espanhol (ou castellano)!

O clima é parecido com o Rio Grande do Sul. Vi turistas de Estados mais quentes do Brasil usando casacões de lãs em dias em que eu estava de blusa de manguinha. Fui em outubro, quando ainda há dias um pouco mais fresquinhos, mesmo com sol.

Uma coisa que me ajudou muito por lá foi um aplicativo do TripAdvisor que eu baixei no meu celular. O app funciona offline, incluindo o mapa, o que é ótimo. É claro que não dá para procurar o que há por perto ou incluir dicas suas sem internet, mas a parte offline já auxilia muito a se localizar e ver atrações mais bem avaliadas por outros usuários.

Como ligações internacionais são caras, dá para usar orelhões (embora não vi muitos além daqueles de shoppings) ou os locutórios (cabines telefônicas, normalmente oferecidas em espaços onde também há computadores para uso de internet. São bem mais baratas do que usar seu celular no Exterior e são fáceis de achar).