Reino da Longevidade, em Veranópolis (RS)

Esses são os únicos móveis que não estão à venda, por serem acervo da família. Foto: Kelly Pelisser

Coroa bem na entrada do Reino da Longevidade Foto: Kelly Pelisser

Todos os móveis do café estão à venda. Foto: Kelly Pelisser

Eu adoro roteiros pelo interior, ainda mais quando são genuínos e cercados de histórias. Tive o privilégio de fazer parte do primeiro grupo a conhecer um novo passeio turístico em Veranópolis (RS). O roteiro foi idealizado por um empreendimento jovem e super querido na comunidade de Monte Bérico: o Reino da Longevidade, um café onde todos os móveis (os que decoram o espaço e também as mesas e cadeiras onde sentam os clientes) estão à venda. Tanto os móveis no estilo rústico quanto as opções para comer são feitas pela família Fracasso. O novo passeio, chamado Segredos da Maçã, percorre as comunidades de Monte Bérico e Lajeadinho, onde se plantou o primeiro pé de maçã do Brasil.

Mesas e cadeiras onde clientes sentam no café também estão à venda. Foto: Kelly Pelisser

Amei esses móveis. Foto: Kelly Pelisser

O café Reino da Longevidade foi criado em outubro de 2016. Ele ocupa o térreo de uma casa da família, onde, no passado, funcionava uma fábrica de carrocerias. Atende aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h30min. No cardápio, estão cafés desde o tradicional expresso passando por aqueles incrementados, como irish coffe e chocolate quente com panna, até opções exclusivas, como o Café do Reino, que leva xarope de menta, e o Café da Longevidade, com calda de morango. Os preços variam de R$ 4,50 a R$ 9,50. Das comidinhas, tem várias opções bem locais: sanduíche colonial com salame ou copa, bolos, pão com geleia, palha italiana, torta tirolesa, torta de maçã, e roseta (massa de grostoli com recheio de creme). Os preços desses itens variam de R$ 4 a R$ 7,50. O café por si é um encanto só. Na entrada, há uma coroa e uma tiara com um trono, onde as crianças adoram brincar. Logo passando a porta, estão os únicos itens que não são estão à venda: uma prateleira que guarda itens antigos da família e uma cômoda que era da avó dos proprietários. O restante dos móveis, que tem um toque antiguinho lindo e são peças únicas, tem etiquetas de preço, inclusive a mesa e a cadeira onde você sentar para comer. Assim que são vendidas, as peças vão sendo substituídas.

No café também estão à venda lembranças como jogos da velha e resta um em madeira. Foto: Kelly Pelisser

A ideia da criação do espaço é da relações públicas Letícia Fracasso, que administra o Reino da Longevidade junto com o marido, Júnior. Os móveis são da fábrica dos irmãos da Letícia, o Marcelo e o Gustavo (há mais de 20 anos, eles trabalham com isso). Os dois irmãos da Letícia também são os motoristas e guias do novo passeio. Os visitantes são levados em carros que já eram de propriedade da família, apaixonada por carros antigos, um Jeep e uma Rural 1959. Uma segunda Rural está sendo preparada para se juntar ao empreendimento.

Veículos que levam ao passeio. Foto: Kelly Pelisser

Primeira parada: igreja de Monte Bérico. Foto: Kelly Pelisser

O passeio será feito apenas por agendamento e dura pouco mais de duas horas. A atividade começa e termina no próprio café e tem outros quatro pontos de parada oficial, mas também é possível pedir para parar pelo caminho para fazer fotos ou observar melhor a paisagem. Os guias vão explicando um pouco da história das comunidades por onde os veículos passam. A primeira parada é a igreja da comunidade de Monte Bérico. Depois, segue para a igreja da comunidade de Lajeadinho, onde há um busto do agricultor José Bin que, em 1935, comprou uma maçã importada da Califórnia, nos Estados Unidos, num mercado de Veranópolis e resolveu plantar as sementes na sua propriedade, dando início ao cultivo de maçãs no Brasil. A próxima parada é justamente na casa onde Bin morava. Na mesma propriedade, que pertence a descendentes do agricultor, o carro segue mais um trecho à frente para, então, os participantes do passeio abandonarem os veículos e seguirem a pé por um potreiro, por cerca de 330 metros, até um mirante onde se avista o Rio das Antas e a ponte dos arcos que divide Veranópolis e Bento Gonçalves. Realmente, a paisagem é linda e de um ângulo totalmente novo para mim da ponte símbolo da região.  De volta ao carro, o passeio continua na Vinícola Simonetto, para ouvir as histórias do proprietário e provar os excelentes vinhos do lugar. Por fim, a aventura termina no Reino da Longevidade, onde o visitante tem uma prova de alguns dos produtos do café, pão com queijo e salame, palha italiana, torta tirolesa e torta de maçã, acompanhados de um café simples à escolha ou de chá de maçã. Eu provei o cappuccino e o chá de maçã. Tudo muito gostoso, assim como as tortas (me apaixonei pela palha italiana).

Segunda parada: igreja de Lajeadinho e busto de José Bin, o primeiro a plantar maçãs no Brasil. Foto: Kelly Pelisser

A casa onde morou José Bin. Foto: Kelly Pelisser

A atividade ocorre nos mesmo dias de funcionamento do café, sábados, domingos e feriados. É possível levar de duas a oito pessoas. Os preços variam de R$ 100 a R$ 120, conforme o número de participantes. Nesse valor, já está incluída a degustação na vinícola e também o prato de degustação com uma bebida no café ao final. É legal lembrar de levar repelente e protetor solar, já que é feita uma caminhada no campo. Para reservar, é possível entrar em contato pelo telefone (54) 3441.0029 ou pelo e-mail contato@reinodalongevidade.com.br.

Tanto o café quanto o passeio valem demais a pena. Eu fiquei muito encantada e com vontade de voltar.

Vinhos para degustação na Vinícola Simonetto. Foto: Kelly Pelisser

Visitantes provam produtos do Reino da Longevidade ao final do passeio. Foto: Kelly Pelisser

Vista da ponte do Rio das Antas a partir de mirante na propriedade da família Marin. Foto: Kelly Pelisser

 

Reino da Longevidade

Onde fica: Rua Guerino Cosmo Rigon, 465, comunidade de Monte Bérico, Veranópolis, RS

Horários: sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h30min

Mais: site e Facebook

 

 

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Oktoberfest de Munique, na Alemanha

 

Área do parque da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Área do parque da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

A Oktoberfest original e mais famosa do mundo começa essa semana. Isso mesmo, a Oktoberfest de Munique, na Alemanha, na verdade é em setembro, não outubro. Para ser mais exata, sempre começa na segunda quinzena do nono mês do ano e acaba nos primeiros dias de outubro. Neste ano, será de 17 de setembro a 3 de outubro. A Otkoberfest é uma grande festa com comida e bebida (cerveja, claro) e brincadeiras, num clima bem família. Nas duas semanas, vão cerca de seis milhões de visitantes. Sim, seis milhões de visitantes e mais de seis milhões de litros de cerveja consumidos! E, acredite, tudo é muito na paz. Fui em 2015 e não vi nenhuma briga, ninguém me incomodou. E olha que a cerveja só é vendida em litro. Ah, detalhe: não se paga para entrar no parque. Você paga apenas o que consumir. A festa ocorre numa área, relativamente perto do Centro, e com um metrô que para exatamente ao lado.

Área interna de uma das tendas da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Área interna de uma das tendas da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Praticamente metade do terreno é um grande parque de diversões, com brinquedos gigantes para crianças e adultos e barraquinhas de brincadeiras (tiro ao alvo e outras, estilo aquelas de filme americano) e de comida. Nessas barraquinhas, dá para comprar os famosos pães com salsicha (há muitos tipos e o cardápio só está escrito em alemão) e outros lanches. Eu amo as amêndoas e outros grãos caramelizados com açúcar que são vendidos em cones de papel nas barraquinhas e os biscoitos em forma de coração com inscrições que vem com um fio para pendurar no pescoço. Sim, eu comprei um biscoito gigante e andei com ele pendurado no pescoço bem faceira! Mas todo mundo lá anda. E de roupa típica também. Inclusive no centro. Inclusive os vendedores nas lojas. É mais ou menos como na Semana Farroupilha no Rio Grande do Sul. Tem pra vender os trajes típicos até em lojas de departamento (como se fosse na Renner deles). E as meninas e mulheres andam de tranças e com coroas de flores de plástico no cabelo (fiquei morrendo de vontade de comprar – tem pra vender no parque – mas fiz a conta de quanto as flores custariam em reais e achei que não valia a pena pagar aquilo por plástico. Ahaha. O euro já estava mais de R$ 4. Se não me engano, as flores custavam 12 a 15 euros. Ou seja, uns R$ 60). Ah, para quem comprar garrafa de água na Alemanha: você tem que devolver o casco para ter o dinheiro dele de volta. Ou pagará mais caro. Na Oktober, funciona assim: você paga um euro a mais e fica com um tíquete do lugar. Daí, devolvendo a garrafa, tem esse euro de volta. O problema: se você ficar andando com a garrafa, é muuuuito difícil encontrar o lugar exato para devolver o casco.

Biscoitos em forma de coração típicos da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Biscoitos em forma de coração típicos da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Voltando ao funcionamento do parque: são 14 grandes tendas das cervejarias. Na verdade, são construções fixas, com mesas grandes (estilo de festa de colônia) e banheiros. Para entrar, ou você reserva (no caso de grupos) pela internet mesmo com bastante antecedência. Ou chega bem cedo para conseguir entrar. Só nessas tendas se vende cerveja. E só para quem estiver sentado. A cerveja é só em litro e tem preço tabelado. Neste ano, será de 10,40 a 10,70 euros (nas cervejarias do centro, fora da Oktoberfest, você encontra cerveja bem mais barata). Tem comida lá dentro também. E música. Mas, fora das grandes tendas, só dá para comprar comida e água. As tendas mais disputadas são as das cervejarias mais famosas. A da Paulaner, da Hofbrauhaus e da Augustiner. Mas todas são, mais ou menos iguais. Elas também tem um espaço fora da casa da tenda em si com mesas ao ar livre. Mas o mais legal é lá dentro, com a banda. Aliás, sobre bandas: acredite, elas não tocam músicas típicas alemãs. O que toca na Oktoberfest são músicas americanas das antigas. Tipo, Elvis Presley, aquela Sweet Caroline ecoa várias vezes… Só tem uma música alemã que toca a cada cinco minutos: Ein Prosit (ou “um brinde”). O pessoal sobe na mesa pra brindar. Uma festa!

Parque de diversões da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Parque de diversões da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

O preço de tudo fica inflacionado durante a Oktoberfest. Hotéis, por exemplo, custam umas quatro vezes mais do que em outras épocas do ano. E é tipo carnaval ou Reveillon no Rio, tem gente que já reserva com um ano de antecedência. Ou seja, quanto mais perto da festa, menos opções e mais caras. Então, se você quiser ir, é bom se planejar com vários meses de antecedência. Vários mesmo. Eu reservei com três meses e já não tinha muita opção e estava bem caro.

Essa é uma das tendas de cervejarias da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Essa é uma das tendas de cervejarias da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Eu cheguei, propositalmente, para o fim de semana de abertura da Otkoberfest. Isso porque tem duas paradas na rua (de graça para ver também, a menos que você queira ficar sentado em arquibancadas bem no centro). A primeira é no sábado de manhã com os patrões das tendas que saem do centro em desfile em charretes puxadas por cavalos, acompanhados de bandas marciais, para abrir a Oktoberfest no parque de eventos. No fim, a população que está nas ruas assistindo vai atrás. São milhares de pessoas andando em passinho de formiga. Eu fui junto e é muito legal. Ficam pessoas nas janelas dos apartamentos abandando. Muita gente vestida de roupas típicas. E, sim, já estão tomando cerveja desde manhã cedo. No domingo de manhã, também tem um grande desfile de roupas típicas, onde várias das atrações da primeira parada se repetem. É tudo muito mágico e você se sente em épocas passadas ou contos de fadas pelas roupas, flores e adereços nos cavalos. A música fica por conta de muitas bandas, ao estilo marcial. Eu vi as duas e são muito legais. As paradas percorrem vários quilômetros. Eu fiquei numa rua já mais próxima do parque do Otkober. Outras atrações fixas são dois dias para as famílias (com preços mais baratos no parque), uma missa, e uma salva de tiros (essa no encerramento).

Desfile na abertura da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Desfile na abertura da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

E por que, raios, a Oktoberfest é em setembro? Bom, ela surgiu em outubro, para celebrar um casamento real dos príncipes da Bavária, em 1810. A celebração durou seis dias e se repetiu nos anos seguintes. Depois, virou um festival. Mas, com o tempo, foi antecipada para setembro porque, em outubro, já é muito frio na Alemanha (é outono). Em setembro, ainda é agradável (mas não quente. É bem friozinho já, ao menos para os brasileiros). O festival começa de manhã, às 9h ou 10h, dependendo do dia da semana, e vai até 22h30min. A festa atrai muita gente do mundo inteiro atualmente. Nesse ano, terá uma preocupação extra com segurança. Mochilas e malas ou bolsas maiores estão proibidas. E todos serão revistados na entrada da festa ou na saída do metrô. Isso por causa do atentado terrorista recente que a cidade sofreu num shopping (que fica longe da área do festival). E a própria Oktoberfest foi alvo de terroristas no ano de 1980, quando 12 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas.

Desfile no primeiro domingo da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Desfile no primeiro domingo da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Mas, esperamos que tudo dê certo nessa que é uma das maiores festas populares do mundo. Definitivamente, é uma das atrações praquela lista de coisas que devemos fazer uma vez na vida, ao menos, se possível.

 

Mais: site em inglês http://www.oktoberfest.de/en/

Festival de Pizzas nas quartas no La Barra, em Caxias do Sul (RS)

festival de pizzas la barra caxias

Pizza inteira com quatro sabores. Foto: Kelly Pelisser

O La Barra, em Caxias do Sul (RS), é bastante conhecido pela balada, que pega forte nas sextas e sábados (e também nas quartas durante o verão), com destaque para os sons eletrônicos. Mas, em outros dias da semana, ou mais cedo nos dias de balada, é um excelente restaurante, com alma uruguaia. Tem opções maravilhosas de pizzas, aquelas quadradas e cortadas em quadradinhos, massas, carnes, risotos, frutos do mar, e o bom e velho pancho em várias versões. Os drinks são igualmente ótimos. Eu amo o Bellini e o Kir Royal de lá (é que eu gosto de espumantes). Tem carta de vinhos e espumantes, cervejas e bebidas fortes. Mas hoje eu vim falar do Festival de Pizzas que rola todas as quartas à noite lá.

Funciona assim: são oito sabores de pizzas salgadas mais um doce, escolhidos pela casa, que você come à vontade. As pizzas vêm na mesa, com opção inteira (com quatro sabores) e meia (com dois sabores). O valor feminino é R$ 35 e o masculino é R$ 40. E ainda tem uma taça de vinho tinto ou branco de cortesia. Achei bem bom o preço e as pizzas são excelentes! Amei todas as que vieram. Estávamos em três meninas. Pra começar, nos mandaram uma pizza grande de quatro sabores. Depois, perguntaram se achávamos que comeriam mais quanto: daí, fizeram mais uma pequena, de dois sabores, salgada, e outra pequena doce. Mas, enfim, você pode comer quanto quiser.

pizza doce la barra caxias

Pizza doce com doce de leite, chocolate e MMs. Foto: Kelly Pelisser

A pizza doce é sempre a de doce de leite, chocolate e MMs. As salgadas são deliciosas também e têm sabores diferentes dos convencionais. Gosto muito da Manantiales, que tem iscas de filé, cheddar e batatas Pringles. Eu pedi mais uma taça de vinho, além daquela cortesia. A minha conta deu R$ 58. Fiquei com muita vontade de voltar já na próxima quarta!

 

 

La Barra

Onde: Rua Coronel Flores, 810, térreo (entrada pelo acesso do estacionamento do conjunto comercial do Moinho da Estação), bairro São Pelegrino, Estação Férrea, Caxias do Sul, RS

Horários: de terça a quinta, das 19h45min à 1h, e sextas e sábados, das 19h45min às 6h. O Festival de Pizzas é nas quartas.

Mais: site, Facebook e Instagram

 

 

 

Sorvete ao forno e outras novidades do Baitakão, em Caxias do Sul (RS)

sorvete ao forno baitakão

Esse é o sorvete ao forno: simplesmente demais! Foto: Kelly Pelisser

Acredito que todo caxiense conheça o Baitakão, uma das mais tradicionais casas de lanches da cidade, mas o restaurante, que abre todo santo dia (incluindo domingos e feriados) para almoço e janta, está com novidades no cardápio que estrearam nesse mês de junho. As principais são a inclusão de sobremesas e também de salmão no menu. Se você é do tradicional, o cachorro-quente, o xis e o bauru continuam lá. Ah, e para quem não sabe, de meio-dia, tem buffet a quilo.

salmão Baitakão

Esse é o salmão à moda do chef, com arroz, salada e molho de maracujá. Foto: Kelly Pelisser

Bom, mas vamos às novidades. Provei primeiro o salmão à moda do chef. Ele vem acompanhado de arroz branco, batatas ao vapor, molho de maracujá e salada de folhas verdes e cenoura. O legal do Baitakão é que as porções têm três tamanhos, o inteiro (para várias pessoas), o 2/3 (para um casal) e o junior (para uma pessoa). No caso do prato de salmão, o inteiro custa R$ 68,5, o 2/3 sai por R$ 54,8 e o junior, R$ 34,25. Arroz soltinho, salmão bem cozido, salada fresquinha. Só uma dica: o molho de maracujá é um pouco forte. Pode colocar um pouquinho só. Ele vem num potinho separado. Você não precisa usá-lo, se não quiser. É uma opção interessante se você for da turma saudável e não quiser encarar um xis.

A minha grande expectativa era para a sobremesa: sorvete ao forno! Eu amo sorvete e ainda mais ao forno. A receita do Baitakão é uma parceria com a Sorvelândia, marca também caxiense. A sobremesa chega numa cumbuca, com frutas ao fundo, sorvete de creme, e marshmallow assado por cima, coberto com calda de morango e mais um morango em cima para enfeitar. Sim, é muito, muito bom! Esse custa R$ 13,9. Se você não estiver com tanta vontade, dá até para dividir com outra pessoa (eu não divido o meu. Ahaha).

Não provei, mas essa é a taça máximo, que tem uma cara ótima! É ganache e morangos. Foto: Paulo Scola, divulgação

Não provei, mas essa é a taça máximo, que tem uma cara ótima! É ganache e morangos. Foto: Paulo Scola, divulgação

Não provei, mas no catálogo de sobremesas, há outras opções que também são novidade. Tem petit gateau, por R$ 12,9. A taça máximo, com ganache de chocolate, morangos e sorvete no palito Máximo (também da Sorvelândia), por R$ 14,9. Para a criançada, a novidade é a taça palhaço, com sorvete de morango, confetes, casquinha (que vira o ‘chapéu’ do palhaço) e chantilly, por R$ 11,9.

sorvete Baitakão

Essa tbm eu não experimentei, mas parece legal para a criançada: taça palhaço. Foto: Paulo Scola, divulgação

Se a ideia for happy hour, também há coisas novas: mini tábua de frios por R$ 22,4, porção de pastéis (com oito, de camarão, queijo ou carne) por $ 10, ou bolinho de feijoada ou bacalhau (oito unidades) por R$ 16,6. E a casa está com uma promoção que vai até setembro: entre 18h e 20h, você pede uma bebida e leva outra na hora de graça. Vale para chopp, caipiras, drinks e bebidas alcoólicas quentes (como whisky). Vi vantagem! Hehe. Mas, ó, se eu puder dar um conselho: o sorvete ao forno vale demais a pena provar! Legal como o Baitakão, que nasceu em 1972 na Festa da Uva como um trailer de cachorro-quente, consegue se reinventar.

 

 

Baitakão

Onde: Rua Sinimbu, 175 (quase já chegando na BR-116), bairro Lourdes, Caxias do Sul, RS

Horários: todos os dias, incluindo domingos e feriados, das 11h às 14h30min e das 18h à meia-noite.

Mais: site e Facebook

 

 

Ricordare, em Bento Gonçalves (RS)

Café ricordare, bento gonçalves

Decoração evoca lembranças. Foto: Kelly Pelisser

 

===== ATUALIZAÇÃO: O CAFÉ FOI FECHADO =======================

O Ricordare é um café que inaugurou há cerca de dois meses na Avenida Planalto, em Bento Gonçalves (RS). Dirigido por um casal de jornalistas que já morou na Europa, a proposta do espaço é levar um pouco dos sabores do velho continente, especialmente da Itália, aos clientes. A decoração é marcada por objetos que falam sobre lembranças de outros tempos. O cardápio tem cafés, chás, paninis, crepes, pizzas e gelato (o sorvete italiano).

panino suco panini

Escolhi o panino Ricordare e suco de limão. Foto: Kelly Pelisser

Nos cafés, variedades de expressos, mais macchiato, australiano, cappuccino, mocaccino, vienense, latte, latte alla nocciola, affogato (com sorvete), irlandês (com whisky) e chocolate quente. Os preços estão entre R$ 5,5 e R$ 22,5. Há dois tipos de paninis (aqueles sanduíches tradicionais italianos), um chamado Ricordare, que tem prosciutto, provolone, rúcula e tomate cereja, que sai por R$ 20. E outro chamado Colonial, que tem salame ou peperoni, muzzarela, rúcula e tomate cereja, que custa R$ 18. Há opções de crepes doces e salgadas, que custam entre R$ 10,50 e R$ 25. Os doces levam ingredientes como banana, Nutella, chocolate belga, morango, nozes e leite condensado. Os salgados vêm com queijo, salame, pepperoni, prosciutto, entre outros. Para beber, também tem refrigerante, suco natural, vinhos, espumante e cervejas artesanais e importadas.

crepe de chocolate belga

Também provei o crepe de chocolate belga. Foto: Kelly Pelisser

Eu almocei lá na primeira sexta-feira em que o espaço abriu ao meio-dia. Escolhi o panino Ricordare, com prosciutto, e suco de limão, mais um crepe de chocolate belga como sobremesa. O panino, assim como os outros pedidos, foram montados na hora. O atendimento é super cordial. A conta saiu por R$ 43.

===== ATUALIZAÇÃO: O CAFÉ FOI FECHADO =======================

Ricordare

Onde: Av. Planalto, 1029 (fica perto da igreja em forma de pipa), Bento Gonçalves, RS

Horários: terça a quinta, das 14h às 20h, sexta, do meio-dia às 21h, sábado, das 14h às 21h, e domingo, das 15h às 20h.

Mais: site e Facebook

===== ATUALIZAÇÃO: O CAFÉ FOI FECHADO =======================

 

Vinícola Luiz Argenta e Restaurante Clô, em Flores da Cunha (RS)

luiz argenta

Paisagem linda e taça que o visitante ganha no tour. Foto: Kelly Pelisser

A Luiz Argenta é uma vinícola nova e super moderna de Flores da Cunha (RS). O prédio tem linhas arrojadas e a paisagem formada pelos vinhedos e um lago é lindíssima, bem no meio da cidade. A vinícola lembra muito as bodegas (as vinícolas) de Mendoza, na Argentina. E ganhou, há um mês, um restaurante no terraço, todo com vidros à volta para aproveitar a paisagem belíssima, que serve almoço de terça a domingo.

vinícola Luiz Argenta

Vinhos são produzidos a partir de vinhedos próprios. Foto: Kelly Pelisser

A vinícola existe há apenas sete anos, mas a área onde ela fica é histórica para a vitivinicultura gaúcha. O terreno era da antiga cooperativa Rio-Grandense, que fabricava os vinhos da marca Granja União e que foi a primeira a trazer uvas viníferas para o Brasil, em 1929. A Luiz Argenta trabalha apenas com vinhos finos produzidos a partir de vinhedos próprios. A sacada do prédio, logo ao lado do varejo, com vista para os parreirais, é parada obrigatória para fotos. O ambiente é super agradável.

Luiz argenta

Prédio tem arquitetura moderna. Foto: Kelly Pelisser

Há tours às 10h, 14h, 15h e 16h, de terça a domingo, que incluem degustação, ao preço de R$ 40. O visitante ganha uma taça de cristal com o logo da empresa que serve tanto vinho quanto espumante (a taça é linda!). Mas, se você não quiser fazer o passeio completo, pode só visitar o varejo e fazer fotos na sacada.

Na cave subterrânea, escavada no basalto, o teto tem círculos que impedem a propagação das vozes dos visitantes, para que os vinhos descansem em paz. Aliás, eles ouvem música instrumental, jazz e MPB, que toca baixinho no ambiente, para que as bebidas evoluam melhor.

restaurante Clô

Restaurante fica no terraço e serve almoço. Foto: Kelly Pelisser

Além de toda a arquitetura moderna do prédio, há uma linha de vinhos com garrafas-design. Elas são em formatos não convencionais, ficam de pé ou semideitadas e algumas encaixam umas nas outras. O rótulo é biodegradável e sai fácil. A ideia é que sejam reaproveitadas como peça de decoração, vaso de flores ou garrafas de água, após o vinho ter sido consumido.

restaurante clô luiz argenta

Restaurante Clô, todo em vidro, tem vista linda. Foto: Kelly Pelisser

A beleza das formas e o aproveitamento da bela paisagem no entorno estão também no recém-inaugurado restaurante Clô (homenagem à matriarca da família. Luiz era o patriarca dos Argenta). O espaço foi construído no terraço da vinícola. Serve almoço, com pratos requintados e vinho da casa, inclusive em taças, de terça a domingo. À noite, atende apenas eventos, com mínimo de 20 pessoas. De terça a sexta, há o prato do dia por R$ 39. Em todos os dias, se a opção for uma sequência com couvert, salada, sopa, entrada, prato principal e sobremesa, o preço é R$ 79 por pessoa (a bebida não está incluída). Há opções de menu infantil e para vegetarianos. A vista é encantadora e o atendimento é para quem chegar até 15h. Na visita que fiz, já eram 16h, e ainda havia pessoas comendo.

A vinícola é linda demais e vale a visita. Certamente, vai render muitas fotos.

 

 

Luiz Argenta Vinhos Finos

Onde: Avenida 25 de Julho, 700, Flores da Cunha, RS

Horários: a vinícola e o restaurante abrem de terça a domingo. Varejo, das 9h40min às 18h.  Os tours com degustação saem às 10h, 14h, 15h e 16h (não há reservas. É por ordem de chegada. O preço é R$ 40, com uma taça de cristal). Restaurante, do meio-dia às 15h.

Mais: site e Facebook

 

Mr. Waffle, em Caxias do Sul (RS)

Mr Waffle Caxias

Waffles com açúcar de confeiteiro e morangos, mais cappuccino com Nutella. Foto: Kelly Pelisser

Quem já conhece de eventos de food trucks o caminhãozinho da Mr. Waffle, de Caxias do Sul, estará por dentro de alguns dos produtos que a loja física da marca oferece. Além de todo o portfólio de waffles com coberturas doces e salgadas que o food truck também tem, o ponto fixo na Rua Sinimbu, inaugurado nesta semana, conta com algumas novas opções de lanches e mais cafés e outras bebidas.

Para começar, os waffles salgados, nos sabores burguer, alcatra, frango, calabresa, milho e brócolis, tiveram batatas, fritas ou rústicas, e salada, acrescentados ao que já era vendido no food truck – ou seja, praticamente virou uma refeição. Dois sabores doces, o de morango com Nutella e o de banana com Nutella, também ganharam uma porção de chocolate e sorvete como acompanhamento na loja. Outras opções doces são MMs, Kinder e nozes, que também podem ser acrescidos de chocolate e sorvete. Esses waffles doces ou salgados custam entre R$ 17,3 e R$ 27,85.

O que é novo em relação ao carrinho são porções de waffles com acompanhamentos, no estilo que você encontra na Bélgica e outros países da Europa. Escolhendo dois waffles, dá para optar por um acompanhamento, ao preço de R$ 6,25. Se o opção forem quatro, dá para pegar dois acompanhamentos, por R$ 10,75. Dá para escolher entre açúcar de confeiteiro, mel, Nutella, morangos, doce de leite, banana, geleias, cream cheese e paçoquita. Se você gostar mais de sabores salgados, há uma torrada de presunto e queijo com waffles, por R$ 7.

Fora isso, há sanduíches, doces, cupcakes, pão de queijo e pastéis. Há muitas opções de café, expresso, cortado, italiano, ao leite, cappuccino, e também chocolate quente e chá. Ou ainda refri, água, sucos e cerveja.

Eu escolhi uma porção de quatro waffles, acompanhada de morangos e açúcar de confeiteiro. Ganhei de brinde uma porçãozinha de Nutella. Para acompanhar um cappuccino com Nutella na borda (nunca é demais, né. Hehe). Achei bem bom. E deu saudades da Bélgica. Os waffles e o cappuccino numa taça grande saíram por R$ 19. O ponto é bem central (em frente à Sorvelândia), e a loja tem wi-fi. Ah, sim, o food truck continua rodando em eventos pelo Estado.

 

 

Mr. Waffle

Onde: Rua Sinimbu,2222, Sala 4, na esquina com a Rua Marechal Floriano, Centro, Caxias do Sul, RS

Horários: de terça a sábado, das 11h às 22h, e aos domingos, das 16h às 20h.

Mais: Facebook e Instagram