Fiambreria Oliveira, de Caxias do Sul (RS)

Fiambreria Oliveira é um armazém das antigas especializado em frios. Foto: Kelly Pelisser

Fiambreria Oliveira é um armazém das antigas especializado em frios. Foto: Kelly Pelisser

A Fiambreria Oliveira é uma tradicional casa de frios, que existe há mais de 50 anos no bairro Pio X, em Caxias do Sul. Fica no porão de uma casa na Rua João Adami. É um  armazém das antigas, especializado, claro, em frios. Os queijos, salames, copas e presuntos são fatiados na hora, fininhos, separados um a um e embalados em papel, como antigamente. E são simplesmente deliciosos! O atendimento é super atencioso. Também há mesinhas para fazer um lanchinho por lá. Com pão de forma sem casca, eles montam sanduíches com os frios que você escolher.

Pedi um sanduíche de copa com queijo, que eles fatiam na hora, com uma garrafinha de Fruki guaraná. Foto: Kelly Pelisser

Pedi um sanduíche de copa com queijo, que eles fatiam na hora, com uma garrafinha de Fruki guaraná. Foto: Kelly Pelisser

Pedi um sanduíche de copa com queijo, acompanhado de uma garrafinha de Fruki de 300 ml. Não tomo refrigerante há anos, mas não tive como resistir. Fruki lembra infância. Assim, como a Fiambreria Oliveira, um mercado tradicional, com o baleiro redondo e tudo. O sanduíche estava maravilhoso! Esse de copa custa R$ 7, mais o Fruki, R$ 3.

Levei ainda uma pizza pequena. Eles fazem lá mesmo, com os frios. No dia em que eu fui, tinha de lombo e de calabresa. Escolhi uma de lombo, por R$ 12. Tem as grandes também, por R$ 33. Aqueci a minha pizzinha em casa à noite. Muito deliciosa! A melhor pizza para aquecer em casa que já comprei na vida! Com muito queijo! Que derrete todo! Delícia, delícia!

Para beber algo lá, esses são os copos. E aí no canto está o café passado. Foto: Kelly Pelisser

Para beber algo lá, esses são os copos. E aí no canto está o café passado. Foto: Kelly Pelisser

Outra opção para quem quer lanchar lá são os pastéis de carne, que fazem por lá também. Ah, tem café passado no coador, além de refrigerantes e suco de caixinha. Nas prateleiras, estão vários tipos de conservas, molhos, massas, café em grão, entre outros.

Além da pizza, do sanduíche e do Fruki, eu pedi também 200 gramas de muzzarela e 100 gramas de copa. Eles fatiam tudo na hora e enrolam em papel, como antigamente. Tudo bem fresquinho e gostoso. A conta saiu por R$ 36. Quero muito voltar lá! Tanto para experimentar o pastel, como para comer de novo o sanduíche e comprar mais pizzas.

 

Fiambreria Oliveira

Endereço: Rua João Adami, 98 (uma ruazinha perto do entroncamento da Rua Matteo Gianella com a Cristóforo Randon, onde tem um posto de combustíveis), bairro Pio X, Caxias do Sul, RS

Horário: de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 19h, aos sábados, das 9h às 12h e das 14h às 17h

 

Mirico Cervas e Afins, loja de cervejas e bar para happy hour em Caxias do Sul (RS)

Fachada da Mirico. Foto: Luiz Henrique Bisol Ramon, divulgação

Fachada da Mirico. Foto: Luiz Henrique Bisol Ramon, divulgação

Conheci na última quinta-feira uma novidade bem legal em Caxias do Sul, a Mirico Cervas e Afins. A proposta é uma loja de cervejas, com espaço para happy hour (dá para provar a bebida e também tem comidinhas), além de uma loja de souvenirs. A ideia é do casal Miguel Castilhos e Luciane da Silva. O nome do espaço é uma homenagem ao Seu Mirico, barbeiro das antigas na Rua Alfredo Chaves, e avô do Miguel. A barba, aliás, é referência para decoração do novo ponto comercial. A loja foi projetada pelo arquiteto Alexandre Pinheiro Machado com ilustrações e temática idealizada pela Agência Moça de Caxias do Sul. O bar também terá degustações harmonizadas e workshops com cervejeiros.

Paraíso das cervejas artesanais. Foto: Luiz Henrique Bisol Ramon, divulgação

Paraíso das cervejas artesanais. Foto: Luiz Henrique Bisol Ramon, divulgação

A história do empreendimento é interessante: nem o Miguel nem a Luciane tinham experiência na área. Só o sonho de montar um negócio próprio. O Miguel, inclusive, me contou que, por muitos anos, nem gostava de cervejas. Mas, provou uma importada na casa de um amigo e achou interessante. Foi conhecendo mais coisas, as artesanais, e se apaixonou por esse mundo. Com amigos, tinha uma espécie de confraria para provarem cervejas. Aí um dia veio o estalo: por que o negócio próprio não ser de cervejas?

Olha que querido: o seu Mirico e o neto Miguel, proprietário da loja. Foto: Luiz Henrique Bisol Ramon, divulgação

Olha que querido: o seu Mirico e o neto Miguel, proprietário da loja. Foto: Luiz Henrique Bisol Ramon, divulgação

A loja de 200 metros quadrados fica Avenida Júlio de Castilhos, 3172, no bairro São Pelegrino, perto do Parque Cinquentenário. São mais de 200 rótulos de cervejas vendidos no espaço. A maioria são artesanais brasileiras. O menu para acompanhar as birras no happy hour é assinado pela chef Carolina Branchi, da Amada Cozinha. O cardápio foge do tradicional batata frita e aipim frito. Não terá isso lá. Para comer no Mirico, mini pizzas, paninis, salsicha bock e palha italiana são algumas das opções. A loja conta com presentes, acessórios de cerveja e alguns alimentos, como copos, camisetas, biscoitos e molhos, além de livros.

Uma graça essa decoração com bigodes. Foto: Luiz Henrique Bisol Ramon, divulgação

Uma graça essa decoração do teto em madeira com bigodes. Foto: Luiz Henrique Bisol Ramon, divulgação

Logo na entrada tem um balcão, onde fica o bar. Ali do lado, estão as prateleiras da loja e duas geladeiras com cerveja gelada. Na parte da frente, com vista para a rua, ficam sofás no estilo retrô e mesinhas para aproveitar o fim de dia. Para tomar ali, os clientes poderão escolher entre as cervejas da geladeira ou duas opções de chopp (que variam conforme o dia). A loja ainda tem um andar inferior, que não está pronto ainda, que abrigará os workshops e cursos no futuro. A ideia é que a Mirico seja bem mais do que uma loja, mas um ponto de encontro para quem curte cervejas, lembrando muito espaços assim em grandes centros.

 

Mirico Cervas e Afins

Onde: Avenida Júlio de Castilhos, 3172 (perto do Parque Cinquentenário), bairro São Pelegrino, Caxias do Sul, RS

Horários: de terça a sexta, das 13h30min às 22h, e nos sábados, das 10h às 22h

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Vinhos mais representativos da safra 2016 serão conhecidos sábado

Avaliação reúne amostras mais significativas da produção brasileira. Foto: Jeferson Soldi, divulgação

Avaliação reúne amostras mais significativas da produção brasileira. Foto: Jeferson Soldi, divulgação

A maior avaliação de vinhos do país ocorre neste sábado, dia 24, em Bento Gonçalves. A 24ª Avaliação Nacional de VinhosSafra 2016 reunirá 850 participantes entre especialistas, enófilos e jornalistas do Brasil e do exterior. Eu já foi em outros anos e digo: é realmente muita gente! E só não é maior por questão de espaço, as vagas são limitadas. O público pode provar, em primeira mão, as amostras mais significativas da safra deste ano. Claro que muitos dos produtos ainda não estão prontos para o consumidor final, mas, se pode ter uma ideia bem clara de como serão os produtos daquele ano, porque cada safra tem as suas particularidades. Deste ano, o que já adiantei com a diretoria da Associação Brasileira de Enologia (ABE), que promove o evento, é que a grande quebra na produção de uvas em função do clima ocasionou a redução da produção (inclusive das amostras inscritas em relação ao ano passado) mas não prejudicou a qualidade.

Às cegas, serão degustadas e comentadas 16 amostras selecionadas entre as 30% mais representativas das 241 inscritas por vinícolas de cinco estados brasileiros. O evento ocorre a partir das 9h deste sábado, no Pavilhão E do Parque de Eventos de Bento Gonçalves. Todos os participantes degustam as amostras. E há um painel com 16 pessoas que tecem comentários. Um deles é sorteado entre o público, além de 15 convidados pela ABE, entre eles o Enólogo do Ano 2015, Christian Bernardi, e o ator Thiago Rodrigues, que gosta de vinhos e já gravou o piloto de um programa para TV fechada sobre o tema na Serra. Os participantes também poderão validar suas avaliações por meio de um sistema totalmente digital. Desse modo, a mediana do público será conhecida durante as degustações, ampliando a participação dos apreciadores de vinho.

Avaliação Nacional de Vinho reúne 850 pessoas de vários países. Foto: Jeferson Soldi, divulgação

Avaliação Nacional de Vinho reúne 850 pessoas de vários países. Foto: Jeferson Soldi, divulgação

O caminho até esse dia da Avaliação é longo. Nesta edição, 15 profissionais estiveram envolvidos na coleta das amostras, realizada de 18 de julho a 3 de agosto sob a coordenação técnica da Embrapa Uva e Vinho. As equipes foram até 46 vinícolas localizadas na Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo e recolheram nove garrafas de cada amostra inscrita na Avaliação, totalizando 2.169 exemplares sem rótulo ou marca que identificasse a empresa participante. Esse sigilo é mantido durante as degustações pelo público, que só conhecerá o nome e a origem dos vinhos ao final do evento.

No evento, também há a entrega do troféu Vitis, que homenageia pessoas ligadas à promoção do vinho brasileiro. São duas categorias: Destaque Enológico e Amigo do Vinho.

 

COMENTARISTAS

  1. Aldemir Dadalt – sommelier e empresário (Brasil)
  2. Baudouin Havaux – jornalista (Bélgica)
  3. Christian Bernardi – Enólogo do Ano 2015 (Brasil)
  4. Cristián Aliaga – enólogo (Chile)
  5. Diego Arrebola – sommelier (Brasil)
  6. Guilherme Velloso – jornalista (Brasil)
  7. Juan Carlos Rincón – jornalista (Reino Unido)
  8. Liana Sabo – jornalista (Brasil)
  9. Marcelo Copello – jornalista (Brasil)
  10. Pascal Marty – enólogo (França)
  11. Petrus Elesbão – organizador Vinum Brasilis (Brasil)
  12. Rebecca Murphy – jornalista (USA)
  13. Stavroula Liapi – enóloga (Grécia)
  14. Thiago Rodrigues – ator (Brasil)
  15. Túlio Dek – músico (Brasil)

Pizza e cerveja: Nella Pietra Farmhouse Ale Cerveja Artesanal, de Caxias do Sul

A cerveja Nella Pietra Farmhouse Ale com o malte de cevada e o lúpulo. Foto: Kelly Pelisser

A cerveja Nella Pietra Farmhouse Ale com o malte de cevada e o lúpulo. Foto: Kelly Pelisser

Pizza e cerveja super combinam, né, gente? Essa mistura boa ganhou ainda mais força na Nella Pietra Pizza, que é uma pizzaria que eu adoro com sede em Caxias do Sul e filiais pelo Estado! Eles se uniram à Cervejaria Imaculada, também de Caxias, para lançar uma cerveja maravilhosa: a Nella Pietra Farmhouse Ale Cerveja Artesanal. De origem belga, leve, tem aromas de alecrim, gengibre e coentro. A ideia é de fazenda mesmo, algo rústico. Tem uma cor linda, um pouco âmbar. Amei a cerveja (e olha que quem me conhece sabe que sou mais do vinho)!

A parceria das duas empresas remonta os primórdios da Imaculada. A primeira cerveja feita pela marca foi justamente para a Nella Pietra, a pedido de um dos sócios da pizzaria, o sommelier Fabio Centenaro. Aí o negócio de cervejas artesanais só cresceu no Brasil e, com isso, impulsionou também a Imaculada. Hoje, a marca tem 12 rótulos, que chegam a vários Estados do Brasil. E já coleciona prêmios importantes. Recentemente, a Apa, a American Pale Ale, deles conquistou medalha de ouro na South Beer Coup, que é tipo uma Libertadores da América da cerveja.

Morri com essa pizza de lagostim da Nella Pietra! Mas, cerveja pode combinar com qualquer tipo de pizza. Foto: Kelly Pelisser

Morri com essa pizza de lagostim da Nella Pietra! Mas, cerveja pode combinar com qualquer tipo de pizza. Foto: Kelly Pelisser

Eu provei a Nella Pietra Farmhouse Ale num evento super bacana, só para mulheres, de lançamento da cerveja. Primeiro, visitamos a cervejaria Imaculada (que, aliás, está preparando um bar na fábrica deles na Rua Guido Schio, e também abrirá o espaço em meio à produção para eventos). Depois, fomos até a Nella Pietra para provar as pizzas harmonizadas com cerveja. Foi uma sequência muito legal e que combinou muito bem! Destaque para a pizza de lagostim, que eu amei demais! E também para como a cerveja da Nella Pietra pode harmonizar muito bem com pizzas doces (assim, como ela também faz com as salgadas)! Ah, outra coisa que aprendi nesse dia: para apreciar os aromas da cerveja devidamente, ela não deve estar muito gelada. O ideal para as artesanais, dependendo do tipo, é entre 2°C e 6°C. No geral, dá para dizer que, quanto maior a graduação alcoólica, mais “quente” deve estar. A cerveja muito gelada faz com que as papilas gustativas se fechem, o que significa que você não poderá aproveitar todas as sensações e sabores que ela pode provocar. Mais ou menos como funciona para a degustação de vinhos.

Olha que gracinha que é o rótulo da cerveja Nella Pietra Farmhouse. E ainda ganhamos um pão de cerveja, feito pela Charlie Bakery. Foto: Kelly Pelisser

Olha que gracinha que é o rótulo da cerveja Nella Pietra Farmhouse. E ainda ganhamos um pão de cerveja, feito pela Charlie Bakery. Foto: Kelly Pelisser

Já deve ter ficado com vontade de provar a cerveja, né? Bom, só passando na Nella Pietra Pizza, porque ela é exclusiva para a pizzaria. Mas, claro, isso não vai ser nenhum problema, porque pizza e cerveja super combinam. O preço dessa belezinha, que vem em garrafa de 500 ml: R$ 22. Ah, a graduação alcoólica é 5%. Recomendo demais!

 

Nella Pietra Pizza

Onde: Avenida Rubem Bento Alves, 4575, bairro São José, Caxias do Sul, RS

Horários: Em Caxias, de segunda a domingo, das 19h às 23h30min.

Mais: site e Facebook

 

Cervejaria Imaculada

Onde: Rua Guido Schio, 116, Caxias do Sul, RS

MaisSite e Facebook 

 

Oktoberfest de Munique, na Alemanha

 

Área do parque da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Área do parque da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

A Oktoberfest original e mais famosa do mundo começa essa semana. Isso mesmo, a Oktoberfest de Munique, na Alemanha, na verdade é em setembro, não outubro. Para ser mais exata, sempre começa na segunda quinzena do nono mês do ano e acaba nos primeiros dias de outubro. Neste ano, será de 17 de setembro a 3 de outubro. A Otkoberfest é uma grande festa com comida e bebida (cerveja, claro) e brincadeiras, num clima bem família. Nas duas semanas, vão cerca de seis milhões de visitantes. Sim, seis milhões de visitantes e mais de seis milhões de litros de cerveja consumidos! E, acredite, tudo é muito na paz. Fui em 2015 e não vi nenhuma briga, ninguém me incomodou. E olha que a cerveja só é vendida em litro. Ah, detalhe: não se paga para entrar no parque. Você paga apenas o que consumir. A festa ocorre numa área, relativamente perto do Centro, e com um metrô que para exatamente ao lado.

Área interna de uma das tendas da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Área interna de uma das tendas da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Praticamente metade do terreno é um grande parque de diversões, com brinquedos gigantes para crianças e adultos e barraquinhas de brincadeiras (tiro ao alvo e outras, estilo aquelas de filme americano) e de comida. Nessas barraquinhas, dá para comprar os famosos pães com salsicha (há muitos tipos e o cardápio só está escrito em alemão) e outros lanches. Eu amo as amêndoas e outros grãos caramelizados com açúcar que são vendidos em cones de papel nas barraquinhas e os biscoitos em forma de coração com inscrições que vem com um fio para pendurar no pescoço. Sim, eu comprei um biscoito gigante e andei com ele pendurado no pescoço bem faceira! Mas todo mundo lá anda. E de roupa típica também. Inclusive no centro. Inclusive os vendedores nas lojas. É mais ou menos como na Semana Farroupilha no Rio Grande do Sul. Tem pra vender os trajes típicos até em lojas de departamento (como se fosse na Renner deles). E as meninas e mulheres andam de tranças e com coroas de flores de plástico no cabelo (fiquei morrendo de vontade de comprar – tem pra vender no parque – mas fiz a conta de quanto as flores custariam em reais e achei que não valia a pena pagar aquilo por plástico. Ahaha. O euro já estava mais de R$ 4. Se não me engano, as flores custavam 12 a 15 euros. Ou seja, uns R$ 60). Ah, para quem comprar garrafa de água na Alemanha: você tem que devolver o casco para ter o dinheiro dele de volta. Ou pagará mais caro. Na Oktober, funciona assim: você paga um euro a mais e fica com um tíquete do lugar. Daí, devolvendo a garrafa, tem esse euro de volta. O problema: se você ficar andando com a garrafa, é muuuuito difícil encontrar o lugar exato para devolver o casco.

Biscoitos em forma de coração típicos da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Biscoitos em forma de coração típicos da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Voltando ao funcionamento do parque: são 14 grandes tendas das cervejarias. Na verdade, são construções fixas, com mesas grandes (estilo de festa de colônia) e banheiros. Para entrar, ou você reserva (no caso de grupos) pela internet mesmo com bastante antecedência. Ou chega bem cedo para conseguir entrar. Só nessas tendas se vende cerveja. E só para quem estiver sentado. A cerveja é só em litro e tem preço tabelado. Neste ano, será de 10,40 a 10,70 euros (nas cervejarias do centro, fora da Oktoberfest, você encontra cerveja bem mais barata). Tem comida lá dentro também. E música. Mas, fora das grandes tendas, só dá para comprar comida e água. As tendas mais disputadas são as das cervejarias mais famosas. A da Paulaner, da Hofbrauhaus e da Augustiner. Mas todas são, mais ou menos iguais. Elas também tem um espaço fora da casa da tenda em si com mesas ao ar livre. Mas o mais legal é lá dentro, com a banda. Aliás, sobre bandas: acredite, elas não tocam músicas típicas alemãs. O que toca na Oktoberfest são músicas americanas das antigas. Tipo, Elvis Presley, aquela Sweet Caroline ecoa várias vezes… Só tem uma música alemã que toca a cada cinco minutos: Ein Prosit (ou “um brinde”). O pessoal sobe na mesa pra brindar. Uma festa!

Parque de diversões da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Parque de diversões da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

O preço de tudo fica inflacionado durante a Oktoberfest. Hotéis, por exemplo, custam umas quatro vezes mais do que em outras épocas do ano. E é tipo carnaval ou Reveillon no Rio, tem gente que já reserva com um ano de antecedência. Ou seja, quanto mais perto da festa, menos opções e mais caras. Então, se você quiser ir, é bom se planejar com vários meses de antecedência. Vários mesmo. Eu reservei com três meses e já não tinha muita opção e estava bem caro.

Essa é uma das tendas de cervejarias da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Essa é uma das tendas de cervejarias da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Eu cheguei, propositalmente, para o fim de semana de abertura da Otkoberfest. Isso porque tem duas paradas na rua (de graça para ver também, a menos que você queira ficar sentado em arquibancadas bem no centro). A primeira é no sábado de manhã com os patrões das tendas que saem do centro em desfile em charretes puxadas por cavalos, acompanhados de bandas marciais, para abrir a Oktoberfest no parque de eventos. No fim, a população que está nas ruas assistindo vai atrás. São milhares de pessoas andando em passinho de formiga. Eu fui junto e é muito legal. Ficam pessoas nas janelas dos apartamentos abandando. Muita gente vestida de roupas típicas. E, sim, já estão tomando cerveja desde manhã cedo. No domingo de manhã, também tem um grande desfile de roupas típicas, onde várias das atrações da primeira parada se repetem. É tudo muito mágico e você se sente em épocas passadas ou contos de fadas pelas roupas, flores e adereços nos cavalos. A música fica por conta de muitas bandas, ao estilo marcial. Eu vi as duas e são muito legais. As paradas percorrem vários quilômetros. Eu fiquei numa rua já mais próxima do parque do Otkober. Outras atrações fixas são dois dias para as famílias (com preços mais baratos no parque), uma missa, e uma salva de tiros (essa no encerramento).

Desfile na abertura da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Desfile na abertura da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

E por que, raios, a Oktoberfest é em setembro? Bom, ela surgiu em outubro, para celebrar um casamento real dos príncipes da Bavária, em 1810. A celebração durou seis dias e se repetiu nos anos seguintes. Depois, virou um festival. Mas, com o tempo, foi antecipada para setembro porque, em outubro, já é muito frio na Alemanha (é outono). Em setembro, ainda é agradável (mas não quente. É bem friozinho já, ao menos para os brasileiros). O festival começa de manhã, às 9h ou 10h, dependendo do dia da semana, e vai até 22h30min. A festa atrai muita gente do mundo inteiro atualmente. Nesse ano, terá uma preocupação extra com segurança. Mochilas e malas ou bolsas maiores estão proibidas. E todos serão revistados na entrada da festa ou na saída do metrô. Isso por causa do atentado terrorista recente que a cidade sofreu num shopping (que fica longe da área do festival). E a própria Oktoberfest foi alvo de terroristas no ano de 1980, quando 12 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas.

Desfile no primeiro domingo da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Desfile no primeiro domingo da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Mas, esperamos que tudo dê certo nessa que é uma das maiores festas populares do mundo. Definitivamente, é uma das atrações praquela lista de coisas que devemos fazer uma vez na vida, ao menos, se possível.

 

Mais: site em inglês http://www.oktoberfest.de/en/

Encontro de Carros Antigos do Sierra Burger, em Bento Gonçalves (RS)

Foto: Sierra Burger, divulgação

Foto: Sierra Burger, divulgação

A gente já falou aqui no blog do Sierra Burger, em Bento Gonçalves, que reúne gastronomia com a paixão dos proprietários, carros antigos. Pois bem, um evento neste domingo, dia 11 de setembro, vai reforçar esse laço. A segunda edição do Encontro de Carros Antigos do Sierra Burger começa às 15h. Os veículos ficarão nos arredores da hamburgueria, na Avenida Planalto, no bairro São Bento (nas proximidades da igreja em forma de pipa, em frente à Apae). E claro, vai ter bebida e comida também: o público terá à disposição seis torneiras de chopp e burguers, acompanhados de música, com clássicos discotecados de blues e rock. A entrada é franca.

Quem quiser conferir mais sobre o Sierra Burger, é só acessar o post do blog. No cardápio deles, estão pratos comerciais como entrecot, picanha e bauru, mas o destaque é para os hambúrgueres preparados lá mesmo ao estilo americano.

Festival do Moscatel, em Farroupilha (RS)

Ilha onde ficam as oito vinícolas. Foto: Kelly Pelisser

Ilha onde ficam as oito vinícolas. Foto: Kelly Pelisser

Estive no Festival do Moscatel, em Farroupilha (RS), neste fim de semana. Esse já foi o terceiro ano que participo do evento promovido pela prefeitura em parceria com a Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin). Mas essa edição é especial para as vinícolas de Farroupilha, uma vez que já estão chegando ao mercado os primeiros produtos com o selo de Indicação de Procedência da cidade. O festival ocorre em dois finais de semana, então, agora você só tem os dias 9, 10 e 11 de setembro para participar. Na verdade, só a sexta de noite ou o domingo de meio-dia, se ainda não comprou ingresso, porque os dois sábados já estavam com tickets esgotados ainda antes do festival abrir. Pelo preço de R$ 115 (para adultos), você come e bebe à vontade.

Uma das três ilhas de pratos quentes. Foto: Kelly Pelisser

Uma das três ilhas de pratos quentes. Foto: Kelly Pelisser

Há mesas e cadeiras dispostas pelo Centro de Eventos do Parque Cinquentenário (o mesmo que abriga a Fenakiwi). No centro, há uma grande ilha onde ficam as oito vinícolas da cidade, com vinhos tintos e brancos, espumantes e suco de uva (uma delas tem também graspa). Na entrada, você recebe uma taça do Festival e pode se servir quantas vezes quiser. Ah, a taça você pode levar para casa depois. Na carta de vinhos do Festival não tem só moscatel. São cerca de 40 rótulos entre espumantes moscatéis, frisantes moscatéis, vinhos moscato, espumante brut, vinhos tintos finos, sucos de uva (tinto e branco) e água.

Um dos pratos montados com a sequência sugerida pelo festival. Foto: Kelly Pelisser

Um dos pratos montados com a sequência sugerida pelo festival. Foto: Kelly Pelisser

A comida fica em três ilhas nas laterais. Nesse ano, cada uma delas é composta por um menu completo: uma carne, massa ou risoto mais acompanhamentos, além de saladas. A minha sugestão é pegar um pouco de cada em cada ilha e montar três pratos, seguindo a sequência sugerida pelo festival mesmo. Depois, ainda tem duas ilhas de sobremesa (são os mesmos pratos em cada uma delas). O interessante é que tanto no cardápio do almoço ou jantar, quanto da sobremesa, vários pratos levam vinho ou espumante, como lombo suíno regado ao molho de espumante, carne bovina marinada no vinho, tagliatelle com camarão na mostarda ao molho de espumante e gelato com morango regado a moscatel. Para arrematar, ainda tem um cafezinho. Ah, sim, e durante todo o festival, um grupo fica tocando músicas ao vivo, com repertório variado, de Pink Floyd a Engenheiros do Hawaii e música tradicionalista gaúcha e italiana. Abaixo, o serviço completo do festival.

 

Vinícolas: Adega Chesini, Basso Vinhos e Espumantes, Cave Antiga Vitivinícola, Cooperativa Vinícola São João, Vinícola Cappelletti, Vinícola Colombo, Vinícola Tonini e Vinícola Perini.

Cardápio completo:

Aperitivos: queijo de moscatel, queijo parmesão, salame, copa, carpaccio e pães. Saladas: caprese de tomate cereja, mix de folhas verdes, radicci com bacon, agrião com maçã, cenoura, mangas e cheiro verde, endívia com kiwi, nozes e pimenta biquinho. Pratos principais: lombo suíno, recheado com damascos, frutas cristalizadas, ameixa preta, regado ao molho de espumante e maçã, carne bovina marinada no vinho e regada ao molho barbecue, frango à provençal marinado na manteiga acrescido de alcaparras, azeitonas roxas e molho tomate. Acompanhamentos: risoto de aspargos verdes frescos, mix de legumes gratinados, mini-batata dourada com alecrim, espaguete ao molho de tomate seco e folhas de manjericão, tagliatelle com camarão na mostarda ao molho de espumante.  Sobremesas: bavarese de côco regado com calda de hortelã e figo cristalizado, pérolas ao vinho moscato, gelato com morango regado a moscatel, taça bicolor de bombom, trufado com sorvete, torta seleta de frutas, pavê de uva e chocolate.

Datas e horários: 9, 10 e 11 de setembro de 2016. O horário de funcionamento é na sexta e sábado, das 19h às 23h, e aos domingos, das 11h às 15h.

Ingressos: Há ingressos disponíveis para as sextas e domingos, no valor de R$ 115 cada. Para os sábados, os ingressos já estão esgotados.  Crianças até seis anos têm entrada franca; de sete a 11 anos pagam R$ 50 e de 12 a 17 pagam R$ 80. Como os ingressos são limitados, a recomendação é a compra antecipada, na Secretaria de Turismo de Farroupilha e com as vinícolas.

Onde: no Centro de Eventos do Parque Cinquentenário, em Farroupilha (Avenida Arno Domingos Busetti S/nº. Bairro Cinquentenário).

Informações: pelo telefone (54) 3261.6963 e e-mail turismo@farroupilha.rs.gov.br.

Facebook do evento: facebook.com/festivaldomoscatel