Capadócia Culinária Turca, em Caxias do Sul (RS)

Kebab no pão de falafel com kibe. Foto: Kelly Pelisser

O primeiro restaurante com a gastronomia da Turquia inaugurou em Caxias do Sul (RS). Localizado na Rua Tronca, o Capadócia Culinária Turca oferece kebabs no prato e no pão e outros pratos não tão conhecidos na Serra gaúcha como pidé e lahmajun. A casa é comandada por turcos legítimos. O atendimento no local é de terça a domingo para almoço e jantar. Há também a opção de delivery, com entrega nos mesmos dias, mas aí direto, das 11h até 22h. Se a opção for comer por lá, o ambiente é bem simples, estilo lanchonete, e o atendimento é caprichado. A decoração do lugar inclui um quadro com uma imagem de Istambul e dos balões da Capadócia.

O cardápio é o mesmo em todos os horários, e inclui pidé (uma massa com recheio, algo próximo a uma pizza turca), lahmajun (também uma massa, mas fininha e crocante com cobertura), kebab no prato e no pão, pizzas e burgers (com pão turco). Para entradinha, há opções como pastas de homus (base de grão de bico), babaganush (base de beringela) e coalhada com pão artesanal, batata capadócia (estilo batata rústica), salada de grão de bico, salada de feijão e kibe frito. Há ainda sopas no cardápio. E, claro, sobremesas, baklava (uma das mais conhecidas do país, um folhado recheado com nozes e calda de açúcar), sutlaj (um pudim de arroz doce), doce de semolina e sekerpare (doce de farinha e calda de açucar com coco). As bebidas também são turcas: sherbet (um chá gelado com frutas secas, hibisco, uva passa, canela e ácido cítrico), limonada turca, chá turco (chá preto) e café turco (preparado com o grão moído muito fino, que fica depositado no fundo).

Ambiente informal e com quaro com balões da Capadócia. Foto: Kelly Pelisser

Os preços são bem em conta e variam de R$ 9,90 a R$ 21,90 para as opções de pratos principais. O kebab no pão custa R$ 17,90 e vem nas opções frango, falafel (bolinho de grão de bico), kafta (bolinho de carne moída), carne, sujuk (linguiça bovina artesanal da Turquia, feita lá no restaurante mesmo) e vegetariano (mix de cogumelos, pimentão, cebola e tomate). O kebab no prato está disponível nos mesmos sabores e custa R$ 21,90. Aí é uma espécie de alaminuta da Turquia: além do kebab, vem junto arroz, batata, salada e pão artesanal. O lahmajun pode ser de carne ou queijo ou misto (com os dois sabores). Os pidés também são nas opções carne, queijo, frango, vegetariano, sujuk (linguiça) e carne premium. Eles podem ser de 25 cm (R$ 9,90 ou R$ 11,90) ou de 45 cm (R$ 15,90 ou R$ 17,90). Há a opção de pedir seis pidés de 25 cm, de um sabor de cada, por R$ 39,90. As sobremesas custam de R$ 4,90 a R$ 9,90. E as bebidas, R$ 4,90 cada uma. O restaurante oferece ainda as opções de combos, com lahmajun, pidé ou kebab, acompanhados de salada, kibe ou batata e uma bebida, por preços de R$ 19,90 a R$ 25,90, dependendo do prato escolhido.

Baklava, sobremesa turca. Foto: Kelly Pelisser

Eu fui almoçar lá e resolvi experimentar o combo de pidé. Escolhi o de sujuk (linguiça turca), acompanhado de salada, batata e de sherbet (chá gelado de frutas secas, hibisco, uva passa e canela). O prato chegou rapidinho e é uma gostoso. Lembra uma pizza, embora a massa seja mais crocante e diferente. A linguiça não é forte. Eu amei o chá. O garçom foi bem solícito e explicou tudo direitinho, inclusive que o chá gelado deles não é servido tão gelado assim (só frio), mas que eu poderia pedir gelo, se quisesse. O garçom também explicou que eles oferecem talheres, mas que a tradição na Turquia é comer com a mão, para que se tenha uma conexão maior com o alimento. O meu combo sai por R$ 25,90. E foi mais do que suficiente para o almoço. Tudo bem delicioso.

Gostei tanto que voltei para almoçar no dia seguinte. Minha escolha foi outro combo, de kebab no pão, com kibe e bebida (aí escolhi a limonada turca). O kebab, eu peguei o de falafel (de bolinho de grão de bico). O kebab estava muito gostoso mesmo! O kibe frito também é uma delícia, bem crocante! Tudo bem temperadinho! Esse combo sai por R$ 25,90. Ainda curiosa pela culinária turca, pedi também uma sobremesa, a mais clássica, a baklava, o folhado de nozes. Ele custa R$ 9,90 e vieram três pedacinhos.  Não é algo tão doce, mas é bom, sim.

Pidé de sujuk com salada e batata da capadócia. Foto: Kelly Pelisser

Para quem nunca comeu comida turca e tem medo de temperos estranhos ou muita pimenta, pode ficar sossegado. Tudo é bem tranquilo para o paladar de um brasileiro. Tudo é muito gostoso e bem temperado, mas não tem pimenta ou temperos fortes.

Eu já estou querendo voltar para provar todos os pratos do cardápio. Ahaha. Eu nunca fui para Turquia, mas quando eu morava na Europa, várias Capitais tinham muitos restaurantes de comida turca pelas ruas, ou de kebab (que é servido em vários países, não só na Turquia) e eles eram bem parecidos com esse de Caxias, um ambiente informal, com comida descomplicada, mas gostosa e com precinho camarada. O restaurante é uma excelente oportunidade de viajar nos sabores da Turquia, sem sair de Caxias. Recomendo demais a visita (ou o pedido de tele!).

 

 

 

Capadócia Culinária Turca

Onde fica: Rua Tronca, 2807 (entre as ruas Marechal Floriano e Garibaldi), em Caxias do Sul (RS)

Horários: de terça a domingo, das 11h às 14h30min e das 18h às 22h. Já a tele é direto, das 11h às 22h, nos mesmo dias.

Mais: Facebook do Capadócia Culinária Turca

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Parque de águas termais Caldas de Prata e outros atrativos de Nova Prata (RS)

A convite do Festival Internacional de Folclore de Nova Prata, conheci alguns dos atrativos da cidade da Serra gaúcha. Nova Prata (RS) é uma gracinha e vale muito a visita! Durante o período do festival, o clima fica ainda mais incrível no lugar, com a presença de grupos de danças folclóricas de várias partes do mundo. Mas, em qualquer época do ano, se pode conhecer todas as atrações listadas abaixo. Eu amei o passeio e recomendo cada um desses cantinhos!

 

Parque de Águas Termais Caldas de Prata

E essa vibe das piscinas externas? Foto: Kelly Pelisser

Acho que o atrativo mais famoso de Nova Prata é o Parque de Águas Termais Caldas de Prata. E ele é realmente fantástico! Aquele lugar tem uma magia, uma energia especial, já que as piscinas externas ficam bem no meio da natureza. Ali do ladinho, passa o Rio da Prata e há uma cascata linda, onde as águas correm com força, a Cascata da Usina. Antes da entrada no parque, há um mirante onde se avista a cascata e que rende lindas fotos. Lá dentro do parque, é possível fazer uma pequena caminhada e chegar até a margem oposta da queda d’água. Por ali, o visitante passa entre paredões de pedra que se separaram, com formações rochosas únicas e uma energia diferente! O parque tem também uma pinguela, que leva ao outro lado do rio, na parte de cima da cascata, onde se pode fazer uma trilha de cerca de 50 minutos por entre a mata.

Cascata vista do mirante. Foto: Kelly Pelisser

O parque conta com duas piscinas externas grandes, com um visual incrível. Uma delas é mais rasa e a outra um pouco mais funda. Ali ao lado, também há cadeiras e espreguiçadeiras para descansar ou tomar sol observando a natureza. Num espaço próximo à entrada do parque ficam as piscinas cobertas. São cinco, no total: duas infantis, duas mais rasas e uma funda. Em duas delas, há cachoeiras artificiais. A água das piscinas internas e externas é a mesma, termal, que sai da fonte a 41°C. Mas, claro, como estamos na Serra gaúcha, nem sempre é agradável ficar nas piscinas externas em dias fresquinhos, mesmo se tiver sol. Mas as piscinas cobertas são sempre quentinhas. Se der fome, o parque conta com um restaurante que serve almoço no sistema de buffet a quilo.

Natureza e paredões de pedra que se separaram há milhares de anos formam passagens. Foto: Kelly Pelisser

A entrada no parque custa R$ 8 para maiores de oito anos e adultos. Entre 4 e 7 anos, se paga R$ 4. Já o acesso nas piscinas sai por R$ 28 para adultos e crianças de mais de oito anos. Entre 4 e 7 anos, se paga R$ 15. Se você pagar para entrar nas piscinas, ganha uma pulserinha de controle de acesso. O parque tem vestiários e banheiros juntos às piscinas cobertas. Se você precisar de cadeados para armários para guardar seus pertences, pagará um valor à parte. Nessa época do ano, o parque funciona nas sextas, sábado e domingos, das 8h30min às 18h. Não há hospedagem no local. Ali perto, tem algumas pousadas em cabanas, ou a outra opção é ficar em um hotel no centro de Nova Prata. O parque está localizado a cerca de 14 quilômetros da área central. A estrada era de paralelepípedos e será asfaltada, mas está em obras nesse momento.

Piscinas cobertas para qualquer tempo. Foto: Kelly Pelisser

O lugar é realmente encantador e vale a visita! Eu me apaixonei pela vista das piscinas externas, ao lado do rio e dos paredões de pedra! Para quem me conhece, sabe que água e natureza são minhas paixões e, ali, no Caldas de Prata, você encontra tudo isso! É uma energia muito boa! ❤

Pinguela leva à trilha do outro lado do rio. Foto: Kelly Pelisser

Onde fica: Linha 15 de Novembro, Nova Prata, RS

Horários: sextas, sábado e domingos, das 8h30min às 18h

Mais informações: site do Caldas de Prata e Facebook do Caldas de Prata

 

Igreja de basalto São Peregrino

Igreja em basalto São Peregrino. Foto: Kelly Pelisser

Nova Prata é a capital do basalto e conta com diversas pedreiras de extração desse tipo de rocha. Então, uma parada obrigatória na cidade é conhecer a Igreja de São Peregrino, totalmente feita de basalto. A construção é recente, do final dos anos 1990, início dos 2000. Ela levou onze anos para ficar pronta e tem 16 mil pedras. Lá dentro, há uma imagem de São Peregrino também esculpida em basalto, em uma pedra inteira. A mesa do altar, do púlpito e detalhes que ornam a base da imagem do santo são de um tipo de basalto rosa que foi polido, semelhante a um mármore.

Imagem de São Peregrino em basalto. Foto: Kelly Pelisser

Onde fica: Rua Brasil, 433, bairro São Pelegrino, Nova Prata (RS)

 

Casa polonesa 

Casa polonesa é residência particular. Foto: Kelly Pelisser

A casa polonesa é uma residência particular próxima ao centro de Nova Prata. Ela foi construída há cerca de 30 anos, a partir de fotografias de uma foto de uma casa na região das montanhas da Polônia. Uma curiosidade é que a construção da residência de madeira não utilizou pregos, apenas encaixes. Ela é linda e cheio de símbolos! Reparem que a caixa de correio também tem inscrição em polonês. Como é uma casa particular, normalmente, é possível visitar apenas a área externa. O proprietário é André Hamerski, homenageado do Festival Internacional de Folclore de Nova Prata desse ano por ser um grande incentivador da cultura polonesa. Apesar de a cidade ter contado com uma imigração em massa de italianos, houve um núcleo polonês que se instalou em Nova Prata.

Correio escrito em polonês. Foto: Kelly Pelisser

Onde fica: Rua Flores da Cunha, 130, Nova Prata (RS)

 

Praça da Bandeira (praça central)

Árvores centenárias lindas na praça central. Foto: Kelly Pelisser

Acho que a visita a toda cidade deve incluir um passeio por sua praça central. Assim também é em Nova Prata, com sua Praça da Bandeira. A praça tem árvores centenárias, gigantes e lindas! Eu me encantei muito por elas e olha que vi no fim do inverno, quando estão secas. Me disseram que na primavera ficam cobertas de flores. Deve ser uma visão incrível! A praça conta com parquinho para crianças, bancos e monumentos com figuras em basalto. É um lugar muito agradável para passar o fim de tarde. No entorno, há várias casas comerciais e alguns prédios antigos, como o do Grêmio Pratense. Dá uma paz sentar num dos bancos e ficar vendo a vida passar!

Onde fica: Avenida Presidente Vargas, 807, Centro, Nova Prata (RS)

 

Canto Flora

Canto Flora tem grande variedade de suculentas e outras plantas. Foto: Kelly Pelisser

Para quem passa na frente, parece que a Canto Flora é só uma floricultura que funciona em um casa. Mas, adentrando o lugar, percebe-se que é muito mais do que isso. Tanto que eles se definem como um espaço de biodiversidade. A cada cômodo da casa dos anos 1940, o visitante se depara com mais e mais espécies de plantas. Tem muitas suculentas, muitas orquídeas, diversas plantas comestíveis, ou que servem de chá ou de remédio. Um pouco de tudo o visitante encontra nesse espaço colorido, verde e florido bem na área urbana de Nova Prata. Há plantas conhecidas e pouco comuns. E também caixas de abelhas nativas sem ferrão. O lugar vende ainda pastinhas e geleias, feitas de frutas e flores, como de açaí juçara e camélia, produzidas em Nova Prata mesmo. A Canto Flora oferece um opção de passeio, sob agendamento, onde o visitante conhece a casa, tem explicações sobre as plantas e degusta duas das pastinhas. O valor da experiência é R$ 10 por pessoa. O lugar é super bonitinho e vale a visita.

Lugar é recanto de biodiversidade no centro de Nova Prata. Foto: Kelly Pelisser

Onde fica: Rua Flores da Cunha 168, Centro, Nova Prata (RS)

Horários: segunda a sábado, das 9h às 12h e das 13h30min às 18h

Mais: Facebook do Canto Flora

 

La Parola Pizzeria

Decoração da La Parola é inspirada na Itália. Foto: Kelly Pelisser

Jantamos na La Parola Pizzeria, uma pizzaria ao estilo italiano super legal. A decoração do lugar encanta. Cada cantinho retrata uma região da Itália: tem Roma e o Coliseu num lado, tem Veneza e as gôndolas do outro. Até o banheiro é temático, lembrando a máfia italiana. No corredor que leva até lá, tem uma homenagem à Fontana Di Trevi, mas com uma fonte com rolhas, em que os clientes são convidados a jogar uma delas e fazer um pedido (a exemplo do que ocorre com moedas na famosa fonte localizada em Roma). Das mesas, é possível ver os pizzaiolos preparando as pizzas, através de um vidro, onde se vê também o forno.

Dá para ver o pessoal fazendo as pizzas. Foto: Kelly Pelisser

As pizzas têm sabores diferentes e são bem no estilo italiano. Tem opção individual e uma maior, para dividir. Provamos várias pizzas: de cordeiro com pesto de hortelã, mel e nozes; de carne de panela com cebola caramelizada; de alcachofra com molho pesto, gorgonzola e damasco; de alcachofra, pesto e presunto parma, além de uma doce, com gemada. As pizzas do à la carte são servidas todas as noites, de quarta a domingo, e custam de R$ 39 a R$ 98, dependendo do tamanho e sabor. Há a opção de rodízio de quarta a domingo, menos no sábado, com sabores mais simples. Nas quartas, quintas e domingos, o valor por adulto é de R$ 29,90. Já na sexta, é de R$ 37,90. No sábado, há apenas a opção de à la carte. O lugar é uma  gracinha e as pizzas são bem deliciosas! Tem um clima bem Itália ou de restaurantes de locais turísticos. É daqueles lugares que tem que conhecer quando passar por Nova Prata!

Pizzas têm sabores diferentes, com alcachofra. Foto: Kelly Pelisser

Onde fica: Rua Buarque de Macedo, 1177, bairro São Cristovão, Nova Prata (RS)

Horários: de quarta a domingo, das 17h às 23h.

Mais: Facebook do La Parola Pizzeria

 

 

Nova Prata vale a visita. Foto: Kelly Pelisser

Festival Internacional de Folclore de Nova Prata (RS)

Eu sempre tinha ouvido falar muito bem do Festival Internacional de Folclore de Nova Prata (RS), mas só nesse ano consegui acompanhar o evento. E posso dizer: é ainda mais encantador do que eu imaginava! Viajei à Nova Prata a convite da organização do festival, que nos apresentou um pouco das belezas da cidades, além de nos permitir acompanhar as apresentações de sábado, considerada a noite de gala do evento.

Rússia. Foto: Fabiane Marchesini, divulgação

Nesse ano de 2019, o Festival de Folclore de Nova Prata teve cinco dias, de quarta a domingo, entre 11 e 15 de setembro. O evento existe há 20 anos e essa foi sua 15ª edição. A organização é do grupo de dança de Nova Prata Bailado Gaúcho. Nos últimos tempos, a festa tem sido anual, sempre por essa época. Ao todo, 12 países, incluindo o Brasil, se apresentaram nessa edição. A grande novidade é que pela primeira vez Nova Prata abrigou um Campeonato oficial da FIDAF, a Federação de Festivais Internacionais de Dança Folclóricas. Seis países participaram da competição e se apresentaram todas as noites, cada vez com figurinos e coreografias diferentes. Mas, em três noites, de sexta a domingo, é que as coreografias valiam notas do juri técnico e do público para definir os campões. O público podia votar por meio de um aplicativo para celular até uma hora após o encerramento de cada uma das apresentações. A competição envolvia seis países: Romênia, Rússia, Filipinas, México, Eslováquia e Bulgária. Já outros cinco países eram convidados e fizeram apresentações fora da competição, cada um em um dia do festival: Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai e Colômbia. A cada noite, o Bailado Gaúcho, grupo que organiza o evento, abre a programação e realiza também um outro número, diferente a cada dia, no palco. A apresentação de abertura deles foi linda, onde bailarinos sentados em meio ao público começavam a dançar e subiam no palco, seguindo a linha do tema do festival nesse ano “Todo artista tem de ir aonde o povo está”.

Búlgária. Foto: Fabiane Marchesini, divulgação

Depois de apresentações de grupos locais de Nova Prata, começa o show dos competidores. Todos são incríveis! Com figurinos coloridos e impecáveis, maquiagem apurada, e giros, piruetas e passos que contam um pouco da história desses países. É de tirar o fôlego. Cada grupo tem oito minutos para realizar sua apresentação. Nesse tempo, entram em cena diversos quadros em sequência, que conversam entre si. Nesse ano, vários países tinham traços em comum, por serem do leste europeu, mas, mesmo nesses, se percebem as características únicas de cada local. Embora eu tenha gostado muito de todos, os meus três preferidos foram os que ganharam os principais prêmios ao final da última noite, no domingo. A Rússia (State Dance Ensemble), multicolorida, acrobática e alegre, foi a campeã do voto popular (o que não foi surpresa, porque o povo de Nova Prata sempre manifestou seu amor pelos russos) e também levou uma menção honrosa do juri. Já no juri técnico, o México (Companhia Titular de Dança Folclórica da Universidade Autônoma de Nuevo León) levou o segundo lugar (com seu ritmo latino alegre, saias cheias de babados, apresentaram uma dança no sábado com homens com facões e mulheres com copos de água na cabeça). O grande vencedor do juri técnico foi as Filipinas (Companhia Nacional de Danças Folclóricas Bayanihan), que, no sábado, trouxe um ritmo forte, marcado, preciso, mas também delicado. A melhor música e melhor figurino ficaram para o Conjunto Folclórico Nacional da Transilvânia, da Romênia. A Bulgária (Folk Dance Ensemble “Sofia-6”) venceu como melhor coreografia. Já o prêmio especial do júri foi para a Eslováquia (Folklore Ensemble Jurosík).

Eslováquia. Foto: Fabiane Marchesini, divulgação

O ginásio do bairro Santa Cruz, onde ocorrem as apresentações, tem 1,8 mil lugares e lota sempre! Os ingressos são super acessíveis. Em 2019, custavam de R$ 8 a R$ 16 para as arquibancadas, e de R$ 12 a R$ 20 para as cadeiras. Mas é bom, especialmente para a noite de sábado, comprar com bastante antecedência, assim que for lançada a venda.

Romênia. Foto: Fabiane Marchesini, divulgação

O festival não se limita ao ginásio das apresentações à noite. Toda a cidade, durante todo o dia, vive o evento. Atividades paralelas são realizadas na praça central, a Feira do Livro e a Feira de Gastronomia, onde restaurantes da cidade trazem seu cardápio tradicional, além de pratos preparados especialmente para o festival. Circulando por lá, era possível comer sushi, tacos, burritos, donuts, burgers, pizzas, sorvete tailandês e bolinho de erva-mate, entre outras opções. Ali, junto aos restaurantes, também fica um palco onde talentos locais se apresentam. E, do ladinho, no prédio do Grêmio Pratense, estava acontecendo uma Feira de Artesanato, com trabalhos de artistas da região. No domingo pela manhã, foi realizada uma cerimônia ecumênica, com todos os grupos internacionais, para celebrar a paz.

Filipinas. Foto: Fabiane Marchesini, divulgação

O clima na cidade é muito gostoso durante o festival. Nova Prata se transforma. São 300 artistas envolvidos nos espetáculos. Uma boa parte deles fala idiomas que a maioria da população não conhece, mas isso não impede a confraternização e a curiosidade por aquela gente que veio de tanto longe para mostrar sua arte em Nova Prata. A cidade fica com um jeito cosmopolita, globalizado e mágico. É impossível ver as apresentações e não querer voltar no próximo ano! Afinal, a arte é uma linguagem universal.

México. Foto: Fabiane Marchesini, divulgação

Sítio Crescer, em Garibaldi (RS)

Casa do Sítio Crescer: nos dois andares superiores ficam os quartos. No térreo, está o refeitório e cozinhas coletivos. Foto: Kelly Pelisser

Fiquei hospedada num lugar abençoado pela natureza e cheio de energia, o Sítio Crescer, em Garibaldi (RS). É um sítio que produz hortaliças e temperos orgânicos e também conta com hospedagem, no formato de hostel (com camas em quartos compartilhados) e algumas opções de quartos para casal privativos. Tem super cara de interior, mas fica muito pertinho da cidade, a cerca de cinco quilômetros do Centro de Garibaldi. Como também é bem próximo ao Vale dos Vinhedos, é ponto de parada para muitos turistas que estão conhecendo a Serra gaúcha, mas eu mais do que recomendo tirar um dia para aproveitar a calmaria lá do sítio mesmo.

O Sítio Crescer tem muitas flores. Foto: Kelly Pelisser

O sítio tem muito verde, um açude com peixes e uma ilha no meio, plantações de alface, couve, salsa, cebolinha e outros temperos orgânicos, uma estufa com morangos, um parquinho infantil e muitas flores. A uma curta caminhada por uma trilha, se chega a uma pequena cascata. Outra atração são os dois cachorros da raça Border Collie, muito amáveis e brincalhões, o Max e a Lessie. Há ainda um gato e galinhas no sítio. O lugar conta ainda com algumas árvores frutíferas, como bergamotas, nesperas e laranjas. Há várias casinhas de passarinhos penduradas pelas árvores. Uma querideza só!

Refeitório coletivo iluminado e integrado à natureza. Foto: Kelly Pelisser

O prédio da hospedagem tem um refeitório e uma cozinha coletivos, que todos os hóspedes podem utilizar. Fica num espaço amplo e super iluminado, com paredes de vidro, que fazem com que o salão fique integrado à paisagem verde. Um dos quartos privativos conta com cozinha individual, além do banheiro. Outras acomodações não têm banheiro individual, é preciso utilizar banheiros coletivos. O lugar não serve refeições, nem mesmo o café da manhã (apenas em momentos de alta temporada é servido café da manhã, com preço cobrado à parte). Como não há nada muito próximo, então, ou é preciso levar alimentos para cozinhar, ou sair do sítio e ir em algum lugar em Garibaldi para comer. Quem optar por cozinhar no local, pode se servir também dos ovos das galinhas, das hortaliças, flores e temperos do sítio. Sugiro, para o lanche da tarde, levar uma toalha e fazer um piquenique no gramado.

O sítio tem parque infantil. Foto: Kelly Pelisser

Açude com peixes. Foto: Kelly Pelisser

A hospedagem conta com um espaço coletivo, com mesa de pingue-pongue, livros e jogos. Outro destaque é a própria construção, que é sustentável, com telhas de caixinhas de leite, para isolamento térmico, e aproveitamento de energia solar. O lugar faz parte da Via Orgânica, roteiro que reúne empreendimentos com produção ou venda de produtos orgânicos em Garibaldi. O sítio também é associado à Cooperativa de Produtores Ecologistas de Garibaldi (Coopeg). O Crescer é tocado pelo casal Ana Cláudia e Damian Chiesa. Os dois deixaram a vida super urbana para investir num lugar mais tranquilo. Além de turistas, o sítio recebe retiros da igreja católica, grupos de estudo ambiental e até já abrigou festas de casamento diurnas.

Quarto com cozinha e banheiro privativos. Foto: Kelly Pelisser

Outra coisa super mimosa do sítio é que os quartos têm nomes de virtudes: generosidade, equilíbrio, humildade, caridade… Eu fiquei no quarto Fé, o único com banheiro e cozinha privativos. Ele conta com uma cama de casal, uma bancada e dois banquinhos, fogão, geladeira, pia e armários. Tudo completo para você se sentir em casa! E quando se abre a janela, se vê o verde lá fora e ouve os passarinhos cantando! Dali, também se contempla um por do sol incrível! Eu assisti o por do sol sentada no Gramado, fazendo carinho num dos cachorros Border Collie e depois cozinhei usando os ovos das galinhas caipiras e temperos do sítio. Me diz se isso não se pode chamar de felicidade? 🙂

Cachorros Max e Lessie são atração do Sítio. Foto: Kelly Pelisser

A hospedagem custa R$ 50 para o quarto compartilhado (são divididos em dormitórios masculinos e femininos) e R$ 90 para o quarto privativo sem banheiro (o banheiro é coletivo, fora do quarto). Já as suítes (para um casal), com quarto e banheiro privativo, custam R$ 130 durante a semana e R$ 150 nos fins de semana. Nos feriados e alta temporada (janeiro, fevereiro e julho), a suíte sai por R$ 150 durante a semana e R$ 200 no fins de semana. O café da manhã só é servido na alta temporada e custa R$ 15 por hóspede.

Açude tem ilha com ponte. Foto: Kelly Pelisser

O sítio é um encanto! Super tranquilo, bonitinho e dá vontade de voltar muitas vezes! Já quero voltar na primavera pra ver tudo super florido!

 

Sítio Crescer

Onde fica: Rua Buarque de Macedo, sn (cerca de 5 km do Centro), Garibaldi, RS

Mais: site do Sítio Crescer, Facebook do Sítio Crescer

Contato: (54) 98145.0037

 

TremBão GastroBar, em Bento Gonçalves (RS)

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Pizza de pão de queijo com cogumelos. Foto: Kelly Pelisser

Fui conhecer o TremBão GastroBar, em Bento Gonçalves (RS). O restaurante abre de almoço a jantar, passando por café da tarde, de terças a domingos. Fica numa das casinhas da Estação Férrea, pertinho da Maria Fumaça, e oferece culinária mineira, com claro, um toque de Serra gaúcha. As escolhas não são obra do acaso e passam pela história do casal proprietário. O Rodrigo é de Bento Gonçalves e trabalha há muitos anos com gastronomia, em restaurantes onde era funcionário. O pai dele era ferroviário e a família morava na casa onde hoje é o gastrobar. A Nai é arquiteta de Minas Gerais. Assim, se misturaram os ingredientes para o TremBão.

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Linguiça mineira. Foto: Kelly Pelisser

A casa conta com três cardápios, um de almoço com pratos executivos que custam de R$ 24,90 (que leva chuleta e feijão) até R$ 36,90 (salmão com purê de batata baroa). A partir das 15h, entram em cena dois outros cardápios, um de lanches e outro à la carte. O de lanches tem pastéis, pão de queijo, canjica doce, sanduíche com pão ciabatta e torrada com pão caseiro, entre outras opções no balcão. No à la carte, destaque para os burgers com pão de queijo e as pizzas com massa de pão de queijo! Mas também tem petiscos como bolinho de feijoada, coxinha de pão de queijo, tábuas de carnes , escondidinhos, massas e sopa no pão (agora no inverno). As pizzas custam de R$ 36 a R$ 42. Os burgers de R$ 32 a R$ 36. Já as carnes saem por preços entre R$ 36 e R$ 46.

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Feijão tropeiro e couve com bacon. Foto: Kelly Pelisser

Fui convidada a conhecer as novidades da casa. E olha, veio muita comida! Ahah. Para começar, fomos recebidos com uma pizza de pão de queijo com cogumelos (muito excelente, mas que não está no cardápio, infelizmente). Mas pude perceber que realmente é muito boa e diferente a massa. Depois, vieram os pratos bem mineiros, o feijão tropeiro e linguiça. E o angu com queijo (semelhante à nossa polenta) e carne de lata (é literalmente uma carne conservada na lata, é lombo suíno na própria banha). Tudo muito delicioso! Amo feijão tropeiro e estava sensacional! A carne de lata é super macia! Os pratos vem acompanhados de couve com bacon e arroz e servem duas pessoas. O feijão com linguiça custa R$ 70 e o angu e a carne de lata, R$ 76.

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Angu com queijo e carne de lata. Foto: Kelly Pelisser

Como se não bastasse, ainda veio sobremesa! Daquelas de dar pena de comer de tão linda! Mas, comam porque é tão boa quanto bonita! Ahaha. Mousse de gianduia com recheio de frutas vermelhas e base de brownie: maravilhosa! Ah, claro, para a entrada, tem uma cachacinha (mineira ou da Serra gaúcha, conforme escolha) e, no final, um cafezinho mineiro. Outro destaque fica por conta da decoração da casa, com vários itens legais, entre eles, letreiros que formam frases na escada que dá acesso ao mezanino.

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Mousse de gianduia com recheio de frutas vermelhas e base de brownie. Foto: Kelly Pelisser

O TremBão é um lugar único, com uma culinária que não se encontra facilmente na Serra, com gosto de casa! Dá vontade de voltar muitas vezes, uai!

 

TremBão GastroBar

Onde fica: Rua Duque de Caxias, 122 (Estação férrea), Bento Gonçalves, RS

Horários: de terça a sábado, das 11h às 23h, e domingos, das 11h às 20h

Mais: Facebook do TremBão

Família Lemos de Almeida Vinhas e Vinhos, nos Campos de Cima da Serra

Vinhedos ficam no município de Muitos Capões. Foto: Kelly Pelisser

Conheci a vinícola Família Lemos de Almeida Vinhas e Vinhos, nos Campos de Cima da Serra. A empresa tem um varejo bem no Centro de Vacaria e os vinhedos ficam no interior de Muitos Capões. O empreendimento está localizado na Fazenda Santa Rita, que dava nome à vinícola. Mas a denominação foi alterada para dar mais destaque à família proprietária e suas origens açorianas. O lugar é lindíssimo, com vinhedos cultivados pelo sistema espaldeira, um lago e construções que são réplicas de prédios icônicos da cultura dos Açores.

Área de 12 hectares tem oito variedades de uvas. Foto: Kelly Pelisser

A vinícola existe desde 2016, mas a primeira safra foi em 2012. São 12 hectares de vinhedos, onde são plantadas oito variedades. Nesse ano, a casa lançou quatro vinhos de castas portuguesas: Alvarinho, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Verdelho. Há todo um cuidado com a pré-seleção dos melhores cachos e grãos ainda nos vinhedos nas semanas que antecedem a colheita. A vinícola não tem mesa de seleção no recebimento das uvas – como é comum, porque todo esse trabalho já foi feito direto no pé da fruta. Eles também investem em pesquisa, com pequenos tanques onde testam os melhores processos e cortes. Há ainda um laboratório que faz centenas de análises e aponta, entre outras coisas, o ponto ideal de maturação da uva para a colheita. A Lemos de Almeida também é autossustentável e investe em energia solar e no tratamento dos resíduos lá mesmo. Por exemplo, resíduos sólidos viram compostagem.

Prédio principal da vinícola faz homenagem à construção de Florianópolis da cultura açoriana. Foto: Kelly Pelisser

A casa conta com 17 vinhos e espumantes. Eles podem ser comprados nos dois varejos, um no centro de Vacaria e outro junto aos vinhedos. Na fazenda, há prédios lindos que reproduzem construções feitas por açorianos. O prédio da vinícola é uma homenagem à antiga alfândega, de Florianópolis. Há ainda uma capela que remonta a igrejinha construída por açorianos também na capital de Santa Catarina, na Lagoa da Conceição. A vinícola conta ainda com um moinho de vento, réplica de uma construção localizada em uma das ilhas dos Açores.

Igreja em homenagem à Santa Rita, também réplica de prédio de Florianópolis. Foto: Kelly Pelisser

Para visitar os vinhedos, é necessário agendamento. Grupos com 12 pessoas ou mais podem combinar o passeio. Mas a casa também oferece uma data, de tempos em tempos, onde qualquer pessoa (mesmo estando sozinho ou num casal, por exemplo) pode fazer o agendamento. O passeio sai do varejo da vinícola, em Vacaria, e vai até Muitos Capões (são 40 minutos a partir de Vacaria, sendo que há uns 12 quilômetros de estrada de chão). Nos vinhedos, o turista passeia num trenzinho puxado por um trator e conhece as construções e a história da família Lemos de Almeida, assim como a da própria imigração açoriana para o Sul do país. A visita custa R$ 80 por pessoa (sendo que R$ 20 são revertidos em produtos no varejo). O lugar não tem restaurante ou pousada, mas há planos de construir esses espaços no futuro.

Moinho réplica de construção dos Açores. Foto: Kelly Pelisser

O passeio é encantador. O lugar é realmente lindo e os produtos da vinícola são ótimos! Vale a pena explorar esse canto do Rio Grande do Sul nem tão conhecido dos turistas. É garantia de deslumbramento e de ótimas fotos.

Pôr do sol. Foto: Kelly Pelisser

Mais uma do fim do dia. Foto: Kelly Pelisser

Prédio principal da vinícola faz homenagem à construção de Florianópolis da cultura açoriana. Foto: Kelly Pelisser

Família Lemos de Almeida Vinhas e Vinhos

Onde fica: o varejo da vinícola (de onde saem os passeios para os vinhedos no interior de Muitos Capões) fica na Av. Militar 858, Centro, Vacaria, RS

Telefone: (54) 3232.0563

Mais: Facebook da Lemos de Almeida

Guaraipo Bar e Cozinha, em Farroupilha (RS)

Guaraipo fica ao lado do hotel Holiday Inn. Foto: Kelly Pelisser

O chef Rodrigo Bellora, consagrado pelo restaurante Valle Rústico, no Vale dos Vinhedos, acabou de abrir seu novo espaço, o Guaraipo Bar e Cozinha, em Farroupilha (RS). A ideia é seguir a mesma linha do Valle Rústico, de cozinha de natureza, mas num ambiente urbano, com uma proposta descomplicada, mais prática e acessível. O lugar é um gastrobar, que serve almoço e jantar ou happy hour, e fica bem ao lado do hotel Holiday Inn Express (aquele novo, numa rua paralela à rodovia que liga a cidade a Caxias ou Bento).

Lugar tem decoração rústica. Foto: Kelly Pelisser

A proposta de valorizar ingredientes e agricultores locais fica ainda mais na cara quando se sabe o que é Guaraipo. É uma abelha nativa, pequena e sem ferrão, que corre risco de extinção. O restaurante tem colmeias de guaraipo para produzir o próprio mel, que é utilizado no menu da casa. Nisso, se inclui um drink batizado com o nome do restaurante, que leva gin, kombucha feita pela equipe e o mel da guaraipo. O visual do Guaraipo é rústico, com muita madeira, sempre invocando a alma do lugar.

Drink Guaraipo, com mel da abelha que dá nome à casa e gin. Foto: Kelly Pelisser

No almoço, há uma lista de pratos e o cliente pode optar por até quatro itens. Se forem apenas de origem vegetal, o preço é R$ 30. Já se a escolha for três vegetais e um de proteína animal, o preço é R$ 35. Entre as opções estão aipim na manteiga, pinhão com chimichurri, risoto de abóbora, polenta de milho crioulo, chips de tubérculos, ovos mollet, carne de panela, entrecot e linguiça artesanal. Para a noite, o cardápio conta com pizzas, choripan, paçoca de pinhão, galinhada, risotos, massas, costela laqueada (com farofa de erva mate) e stinco de cordeiro. De sobremesa, atentem para o pien de doce de leite (sim!!!) e um brownie úmido (arrisco dizer que o melhor que já comi na vida). Os pratos custam entre R$ 20 e R$ 70. As sobremesas saem por R$ 18. Os drinks são assinados pelo bartender Guto Wiesel, do Toro Gramado.

Brownie maravilhoso! Foto: Kelly Pelisser

Mas do que um lugar descolado, o Guaraipo une propósito com uma cozinha que mistura o resgate da comida das nossas avós com a culinária contemporânea. Vida longa!

 

Guaraipo Bar e Cozinha

Onde fica: Rua Humberto de Alencar Castelo Branco, 603 (ao lado do Hotel Holiday Inn Express), em Farroupilha (RS)

Horários: para almoço, de terça a domingo, das 11h30min às 14h, para jantar e happy hour, de terça a sábado, das 18h às 23h.

Mais: Facebook do Guaraipo