Roteiro Cela da Cave da Courmayeur Espumantes e Vinhos, em Garibaldi (RS)

Parte industrial da Vinícola Courmayeur. Foto: Kelly Pelisser

A Courmayeur Espumantes e Vinhos, de Garibaldi (RS), me convidou para conhecer o novo roteiro enoturístico deles chamado Cela da Cave. O passeio foi pensado a partir da cave subterrânea da vinícola, onde estão guardados os vinhos antigos e que parece uma cela. A ideia é conhecer a empresa e refletir sobre a liberdade e nossas prisões (incluindo aqui, as prisões mentais). O roteiro inclui cinco paradas pela vinícola e, em cada uma, um rótulo de vinho ou espumante é degustado. A Courmayeur fica na linha Garibaldina, entre Garibaldi e Bento Gonçalves, próximo ao Vale dos Vinhedos. Um dos acessos é pela BR-470, por uma estrada asfaltada. Outro é pelo próprio Vale dos Vinhedos.

Uma das paradas é em um flamboyant lindo! Foto: Kelly Pelisser

A primeira parada do passeio é num ponto ao ar livre, com um pergolado e vista para o entorno. Depois, a visita para em um jardim com um flamboyant (árvore) lindo! Na sequência, o visitante conhece os tanques onde são produzidos os vinhos. Então, chega a parte mais importante do passeio, entrar na cave que parece uma cela. Lá, estão vinhos bem antigos. O ambiente parece aquelas prisões de filmes de época. Hehehe. Ali é o provado o vinho mais singular da Courmayeur, um lambrusco! É um vinho frisante tinto, comum na Itália. No Brasil, possivelmente a Courmayeur seja a única empresa a produzi-lo. O último ponto de parada é o varejo da vinícola. Em cada lugar por onde o passeio passa estão placas com frases de pensadores famosos sobre liberdade.

A cela onde os vinhos estão aprisionados na cave. Foto: Kelly Pelisser

O passeio dura em torno de 50 minutos e pode ser feito nas sextas, sábados e domingos, às 11h ou 15h. Mas é necessário agendamento prévio. Em outros dias, se houver um grupo, também é possível negociar com a vinícola o passeio. O valor é R$ 35 por pessoa, incluindo uma taça linda que o visitante pode levar para casa.

Bistrô La Fermata, junto à Courmayeur. Foto: Kelly Pelisser

 

A loja da vinícola funciona de segunda a domingo, inclusive feriados, das 9h30min às 17h. Ah, a vinícola fica num ambiente de zona rural, mas não há vinhedos ali ao lado. A produção de uvas própria da Courmayeur fica em outra localidade de Garibaldi. Junto ao varejo da vinícola, fica o Bistrô La Fermata, um lugar lindo, com paredes de vidro, super iluminado e aconchegante, onde é possível fazer refeições aos sábados e domingos, das 10h30min às 17h. O bistrô oferece um cardápio com lanches, opções para almoço, sobremesas, drinks e, claro, os vinhos da casa. O menu conta com petiscos, tábuas de frios, sanduíches, pizzas (incluindo de copa e figo, e ragu de ossobuco e rúcula), escondidinhos, brusquetas, opções para almoço de criança, além de brownie, petit gateau e tortas. Os sanduíches saem por até R$ 20, as pizzas custam R$ 42 e os escondidinhos de R$ 25 a R$ 28. As sobremesas custam entre R$ 15 e R$ 20. O bistrô também recebe eventos à noite, incluindo casamentos e formaturas. Nós almoçamos lá algumas opções que não estão no cardápio habitual, mas que são servidas em eventos: uma salada de folhas com presunto de parma, figo e redução de balsâmico e mel, polenta cremosa com provolone, ragu de ossobuco ao vinho tinto e, de sobremesa, gateau La Fermata com doce de leite e nozes. Tudo muito maravilhoso!

Em cada ponto, são degustados vinhos diferentes. Foto: Kelly Pelisser

A vinícola tem uma vibe muito boa, com muito verde, passarinhos cantando no entorno, é de super fácil acesso. A Courmayeur é um lugar encantador e que vale a pena conhecer!

Courmayeur Espumantes e Vinhos

Onde fica: Avenida  Garibaldina, 32, acesso secundário ao Vale dos Vinhedos, Garibaldi (RS). Uma das entradas é pela BR-470, já em direção a Bento Gonçalves. A outra é pelo Vale dos Vinhedos mesmo. A estrada é asfaltada.
Quando: o roteiro Cave da Cela recebe visitantes nas sextas, sábados e domingos, às 11h e às 15h, mas necessário reserva antecipada. A duração do passeio é de aproximadamente 50 minutos. É possível realizar a visita em feriados, com agendamento prévio.
Quanto: R$ 35, incluindo a taça personalizada e a degustação de cinco rótulos
Outras informações e reservas: pelo telefone (54) 3463.8517, pelo e-mail turismo@courmayeur.com.br ou no site www.courmayeur.com.br/contato

 

 

Sítio Crescer, em Garibaldi (RS)

Casa do Sítio Crescer: nos dois andares superiores ficam os quartos. No térreo, está o refeitório e cozinhas coletivos. Foto: Kelly Pelisser

Fiquei hospedada num lugar abençoado pela natureza e cheio de energia, o Sítio Crescer, em Garibaldi (RS). É um sítio que produz hortaliças e temperos orgânicos e também conta com hospedagem, no formato de hostel (com camas em quartos compartilhados) e algumas opções de quartos para casal privativos. Tem super cara de interior, mas fica muito pertinho da cidade, a cerca de cinco quilômetros do Centro de Garibaldi. Como também é bem próximo ao Vale dos Vinhedos, é ponto de parada para muitos turistas que estão conhecendo a Serra gaúcha, mas eu mais do que recomendo tirar um dia para aproveitar a calmaria lá do sítio mesmo.

O Sítio Crescer tem muitas flores. Foto: Kelly Pelisser

O sítio tem muito verde, um açude com peixes e uma ilha no meio, plantações de alface, couve, salsa, cebolinha e outros temperos orgânicos, uma estufa com morangos, um parquinho infantil e muitas flores. A uma curta caminhada por uma trilha, se chega a uma pequena cascata. Outra atração são os dois cachorros da raça Border Collie, muito amáveis e brincalhões, o Max e a Lessie. Há ainda um gato e galinhas no sítio. O lugar conta ainda com algumas árvores frutíferas, como bergamotas, nesperas e laranjas. Há várias casinhas de passarinhos penduradas pelas árvores. Uma querideza só!

Refeitório coletivo iluminado e integrado à natureza. Foto: Kelly Pelisser

O prédio da hospedagem tem um refeitório e uma cozinha coletivos, que todos os hóspedes podem utilizar. Fica num espaço amplo e super iluminado, com paredes de vidro, que fazem com que o salão fique integrado à paisagem verde. Um dos quartos privativos conta com cozinha individual, além do banheiro. Outras acomodações não têm banheiro individual, é preciso utilizar banheiros coletivos. O lugar não serve refeições, nem mesmo o café da manhã (apenas em momentos de alta temporada é servido café da manhã, com preço cobrado à parte). Como não há nada muito próximo, então, ou é preciso levar alimentos para cozinhar, ou sair do sítio e ir em algum lugar em Garibaldi para comer. Quem optar por cozinhar no local, pode se servir também dos ovos das galinhas, das hortaliças, flores e temperos do sítio. Sugiro, para o lanche da tarde, levar uma toalha e fazer um piquenique no gramado.

O sítio tem parque infantil. Foto: Kelly Pelisser

Açude com peixes. Foto: Kelly Pelisser

A hospedagem conta com um espaço coletivo, com mesa de pingue-pongue, livros e jogos. Outro destaque é a própria construção, que é sustentável, com telhas de caixinhas de leite, para isolamento térmico, e aproveitamento de energia solar. O lugar faz parte da Via Orgânica, roteiro que reúne empreendimentos com produção ou venda de produtos orgânicos em Garibaldi. O sítio também é associado à Cooperativa de Produtores Ecologistas de Garibaldi (Coopeg). O Crescer é tocado pelo casal Ana Cláudia e Damian Chiesa. Os dois deixaram a vida super urbana para investir num lugar mais tranquilo. Além de turistas, o sítio recebe retiros da igreja católica, grupos de estudo ambiental e até já abrigou festas de casamento diurnas.

Quarto com cozinha e banheiro privativos. Foto: Kelly Pelisser

Outra coisa super mimosa do sítio é que os quartos têm nomes de virtudes: generosidade, equilíbrio, humildade, caridade… Eu fiquei no quarto Fé, o único com banheiro e cozinha privativos. Ele conta com uma cama de casal, uma bancada e dois banquinhos, fogão, geladeira, pia e armários. Tudo completo para você se sentir em casa! E quando se abre a janela, se vê o verde lá fora e ouve os passarinhos cantando! Dali, também se contempla um por do sol incrível! Eu assisti o por do sol sentada no Gramado, fazendo carinho num dos cachorros Border Collie e depois cozinhei usando os ovos das galinhas caipiras e temperos do sítio. Me diz se isso não se pode chamar de felicidade? 🙂

Cachorros Max e Lessie são atração do Sítio. Foto: Kelly Pelisser

A hospedagem custa R$ 50 para o quarto compartilhado (são divididos em dormitórios masculinos e femininos) e R$ 90 para o quarto privativo sem banheiro (o banheiro é coletivo, fora do quarto). Já as suítes (para um casal), com quarto e banheiro privativo, custam R$ 130 durante a semana e R$ 150 nos fins de semana. Nos feriados e alta temporada (janeiro, fevereiro e julho), a suíte sai por R$ 150 durante a semana e R$ 200 no fins de semana. O café da manhã só é servido na alta temporada e custa R$ 15 por hóspede.

Açude tem ilha com ponte. Foto: Kelly Pelisser

O sítio é um encanto! Super tranquilo, bonitinho e dá vontade de voltar muitas vezes! Já quero voltar na primavera pra ver tudo super florido!

 

Sítio Crescer

Onde fica: Rua Buarque de Macedo, sn (cerca de 5 km do Centro), Garibaldi, RS

Mais: site do Sítio Crescer, Facebook do Sítio Crescer

Contato: (54) 98145.0037

 

Spa do Vinho Autograph Collection Hotel e Baile Imperial, em Bento Gonçalves (RS)

Construção do Spa do Vinho é maravilhosa. Foto: Kelly Pelisser

Paisagem é a mais linda do vale. Foto: Kelly Pelisser

Para mim, a vista do Spa do Vinho Autograph Collection Hotel é a mais linda de todo o Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS). É aquele tipo de paisagem que a gente pode ver centenas de vezes e continua enchendo os olhos, como da primeira vez. O hotel de alto padrão, que integra a rede internacional Marriott, conta com um condomínio vitícola e um centro vinoterápico que oferece tratamentos corporais e faciais naturais com uso de polifenóis da uva. Uma vez por ano, perto do Sete de Setembro, o Spa do Vinho promove o Baile Imperial, uma grande festa para celebrar a Independência do Brasil, com comidas, roupas e música de época, reproduzindo o país dos tempos da Corte Portuguesa.

Baile Imperial tem iluminação à luz de velas. Foto: Kelly Pelisser

Convidados recebem máscaras. Foto: Kelly Pelisser

Funcionários do hotel estão trajados de época e dançam lindamente. Foto: Kelly Pelisser

A oitava edição do Baile Imperial (em 10 anos de hotel) foi no dia 9 de setembro, um sábado. Eu fui convidada a participar e posso dizer que é uma experiência incrível. Todos os funcionários estão vestindo roupas do início do século 19, da recepção à cozinha. A atmosfera é magnífica. Você se sente num filme de época. Os participantes do jantar devem usar traje social, de preferência as mulheres de vestido longo (mas há várias de vestido até o joelho) e os homens de terno e gravata. O baile é aberto a hóspedes e não hóspedes. Os ingressos custavam de R$ 350 a R$ 550 por pessoa, dependendo do lote. Esse mais caro era do lote final.

Na entrada, você escolhe uma máscara (sim, o baile é de máscaras) à la Veneza, feita por uma artesã de Gramado em couro. As das mulheres são decoradas com plumas e pedras. Para chegar ao local da festa, é preciso descer uma escada. No topo dela, um funcionário do hotel pergunta seu nome e cidade e faz o anúncio a todos: “Recebemos no nosso baile, Kelly da província de Caxias do Sul”. Ao centro do salão fica um palco onde ocorrem apresentações. As mesas redondas para o jantar estão dispostas ao redor dele. Já a orquestra, que vai tocar ao longo de toda noite músicas clássicas como valsas e minuetos, está num outro palco próximo ao central. O salão fica meio às escuras, já que a iluminação é feita apenas com velas em castiçais sobre as mesas. O público acompanha, antes e durante o jantar, apresentações de funcionários do hotel vestidos de época, de ballet e mais de dois solistas de ópera (divinos) do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Fernanda Schleder e Frederico de Assis.

Primeiro prato: salmão. Foto: Kelly Pelisser

Segundo prato: bacalhau. Foto: Kelly Pelisser

Cabedella de peru com feijões brancos ensopados e embutidos. Foto: Kelly Pelisser

Lombo de vaca e quibebe de moranga. Foto: Kelly Pelisser

Bolos de sobremesa. Foto: Kelly Pelisser

Os pratos do jantar foram feitos por chefs convidados, reproduzindo iguarias que a Corte Portuguesa consumia no Brasil. Confesso que estava curiosa para provar o menu. De entrada, queijo coalho assado com mel, pãezinhos e manteiga. Como primeiro prato, um salmão ao molho de ervilhas com cogumelos e castanhas adoçadas (eu amei essa explosão de sabor). O segundo prato era um bacalhau au gratin com azeitonas. Na sequência, uma cabedella de peru com feijões brancos ensopados e embutidos. E por fim, um lombo de vaca e quibebe de moranga. O jantar era acompanhado de vinhos premium de vinícolas do Vale dos Vinhedos, Lídio Carraro, Don Laurindo, Almaúnica, Miolo e Don Cândido. Todo o serviço é à francesa. De sobremesa, docinhos como quindim e de nozes, bolos decorados, bem-casados, café e licor. Esses estavam em uma antessala para os participantes do jantar se servirem à vontade.

Ao fim do jantar, alguns casais dançaram na área do palco, mas a festa acabou cedo, já que a maioria preferiu se recolher aos quartos. Mas, me contaram que isso depende da resposta do público. Em alguns anos, o baile seguiu até as 4h da manhã. Mesmo sem festa madrugada adentro, o jantar espetáculo enche os olhos e vale muito a pena.

Quarto com cama enooorme. Foto: Kelly Pelisser

Eu passei a noite no hotel, num dos quartos com vista para os fundos. O grande destaque é a cama mais do que enorme, maior do que uma king size, com muitos travesseiros e almofadas, bem daquelas para se jogar. A vontade é ficar muito tempo na cama. Mas eu sugiro acordar logo para aproveitar a paisagem. O café da manhã é servido no andar térreo. Estão à disposição frutas, iogurte, pães, bolos e frios. Os garçons oferecem café, leite, sucos e espumante. Também é possível levar sua refeição para um terraço ali ao lado e tomar café apreciando a linda vista dos vinhedos e do vale. O hotel conta com uma piscina externa (também com vista para o vale), adega e bar. No último andar, há um restaurante para eventos, de onde é possível ter uma visão ainda mais magnífica da paisagem, já que é o ponto mais alto da construção.

Piscina externa do hotel. Foto: Kelly Pelisser

O hotel oferece quartos a partir de R$ 550 a diária, incluindo café da manhã. Há quartos de diversos perfis, com preços que podem chegar a R$ 2.817 a diária, com varanda com vista para o vale e banheira de hidromassagem. Os mais caros são os da parte da frente do hotel, voltados para a paisagem da vinícola Miolo. Dando uma olhada no site da rede Marriott, dependendo do dia, dá para pagar R$ 362 dos quartos mais simples. Os tratamentos do spa são pagos à parte, assim como o estacionamento.

Fonte em frente ao hotel pode ser acessada também por não hóspedes. Foto: Kelly Pelisser

Quem não é hóspede pode fazer fotos na área externa do hotel, onde fica a fonte na entrada (que tem uma vista linda para o vale), pagando o estacionamento. Não hóspedes também podem utilizar o Restaurante Leopoldina e o Bar Sabrage do hotel. Não é necessário pagar taxas, apenas o que for consumido.

Terraço onde é possível tomar café da manhã e ter vista do vale. Foto: Kelly Pelisser

O mais impactante de todo hotel é a paisagem, o entorno, o contexto. Seja para se hospedar ou apenas para visitar, o lugar é encantador e remete às regiões vinícolas mais famosas da Europa, com vales e vinhedos. E ainda por cima participar de um baile de máscaras no estilo imperial com esse cenário faz a gente acreditar que está em um filme de época. O Spa do Vinho Autograph Collection Hotel é, realmente, uma experiência única.

 

Spa do Vinho Autograph Collection Hotel

Onde fica: RS-444, km 21, em frente à vinícola Miolo, Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves, RS

Mais: site e Facebook

 

 

Vinhos e comidinhas no Vale dos Vinhedos no evento Buona Forchetta

Neste sábado, 6 de maio, rola a primeira edição do Buona Forchetta Vale dos Vinhedos. A função vai das 11h às 18h, no jardim do hotel Villa Michelon, em Bento Gonçalves (RS). Com a chancela do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e dos Destemperados, o evento reunirá 10 vinícolas brasileiras e empreendimentos gastronômicos da Serra Gaúcha. O ingresso, ao valor de R$ 10 (que estará à venda apenas na hora) dá direito a um dia de degustação de vinhos, espumantes, sucos de uva, pães, queijos, antepastos, copas, geleias, biscoitos, trufas, pães e outras delícias, que também serão comercializadas diretamente com os produtores. Que coisa boa, hein?

Entre as vinícolas confirmadas estão Arbugeri, Casa Pedrucci, Casa Perini, Don Giovanni, Larentis, Lovara, Miolo Wine Group, Peterlongo, Salton e Soliman. A gastronomia ficará a cargo de Casa da Ovelha, Casa do Tomate, Casa Madeira, Devorata, Granberg Alimentos, Itallinni Biscotteria, Pane & Salute e Queijaria Valbrenta.

Os chefs Altemir Pessali, da Trattoria Mamma Gema, e Rodrigo Bellora, do Valle Rustico, prepararão costela de porco no menarosto, acompanhada de risoto de cogumelos colhidos no dia. O valor do prato é de R$ 20.

 

SERVIÇO

Buona Forchetta Vale dos Vinhedos

Quando: 6 de maio (sábado), das 11h às 18h

Onde: jardim do hotel Villa Michelon (RS 444 – Km 18,9 – Estrada do Vinho), em Bento Gonçalves (RS)

Valor: R$ 10 (ingressos vendidos apenas na hora). Crianças até sete anos têm entrada franca

Turistas podem participar de poda de vinhedos em Bento Gonçalves

um dia de poda

Turistas participam de poda das videiras. Foto: divulgação

Todo ano, no inverno, os viticultores fazem a poda dos parreirais. O processo poderá ser conhecido de perto por turistas na Vinícola Larentis, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves. Fazer a limpeza dos ramos em excesso da videira possibilita o equilíbrio da brotação, a renovação da produção nos parreirais e a melhora da qualidade das uvas. A atividade, batizada de “Um dia de poda”, será em sábados: no dia 30 de julho e no dia 6 de agosto, dia 6, sempre a partir das 14h30min. As vagas são limitadas para 20 pessoas. O valor para participar é R$ 40.

Os turistas, primeiro, acompanharão uma palestra de 30 minutos, que discorrerá sobre a poda na qualidade dos vinhos, com informações e curiosidades a respeito da produção vitivinícola. Em seguida serão fornecidas instruções para a poda e, depois, os visitantes vão colocar a mão na massa, ou melhor, na tesoura. O encontro encerra com uma visitação técnica à vinícola e degustação de vinhos e espumantes.

 

Um dia de poda

Onde: Vinícola Larentis, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves

Quando: 30 de julho e 6 de agosto de 2016

Horário: 14h30min

Valor: R$ 40

Informações e reservas: (54) 3453.6469 ou larentis@larentis.com.br

10 coisas para ver no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS)

Parreiral e rosas na Vinícola Larentis

Parreiral e rosas na Vinícola Larentis no Vale dos Vinhedos. Foto: Kelly Pelisser

Muita gente me pergunta o que ver no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS). Realmente, não é fácil escolher, porque são mais de 70 empreendimentos (incluindo aí hotéis e restaurantes) nesse roteiro de enoturismo. Praticamente todos ficam ao longo de duas estradas no Vale. O interessante é você parar na sede da Aprovale, que funciona como um ponto de informações turísticas, e pegar um mapa. É bem bom também um app chamado Turismo Bento, desenvolvido pela prefeitura com apoiadores, que tem os roteiros da cidade, incluindo o Vale. Baixe no celular e use off-line mesmo. 😉

Eu já fui mais de 10 vezes para o Vale dos Vinhedos e, mesmo assim, não conheço todos os empreendimentos. Listo aqui os que eu conheço (e sempre volto). Mas, claro, você deve ficar bem livre para fazer seu passeio. Não vai dar para visitar todos esses 10 num só dia. Eu sugiro escolher uma vinícola grande, uma pequena e outros estabelecimentos que não vinícolas. Só uma dica: cheque antes horários ou vá ainda no fim da manhã ou bem início da tarde, porque a maioria dos lugares chega cedo, alguns às 16h, e outros até ficam abertos até um pouco mais tarde para compras, mas só tem visitas até um horário mais cedo. Bom passeio!

 

Café da Vinícola Vallontano

Bem em frente à vinícola Vallontano, é um dos primeiros empreendimentos do Vale, se você chegar pela entrada principal, a partir da BR-470. Oferece lanches e cafés, mas também há pratos, como risotos, harmonizados com os produtos da vinícola.

Horário de atendimento: de terças a domingos, das 11h às 17h

 

Queijaria Valbrenta

Não tem como errar: é só cuidar na beira da estrada onde está a estátua de uma vaquinha simpática. Bem ali fica a Queijaria Valbrenta, que produz queijos tradicionais e alguns diferentes, como de alho e salsa, com tomate seco, com orégano e pimenta, com vinho. Dá para provar tudo na loja, que também vende outros itens típicos, como doces e sucos.

Horário de atendimento: diariamente, das 10h às 17h30min

Vinícola Almaúnica no Vale dos Vinhedos

A entrada da Vinícola Almaúnica é linda. Foto: Kelly Pelisser

Vinícola Almaúnica

Vinícola mais nova, fundada em 2008, e por isso mesmo, traz a modernidade, tanto na produção, quanto na arquitetura do prédio. A entrada é linda. A visita é gratuita, mas, para degustar os produtos é preciso pagar R$ 30 por pessoa.

Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30min às 17h30min. Sábados e feriados, das 10h às 12h e das 13h30min às 17h30min. Domingos, das 10h às 13h.

 

Hotel e Spa do Vinho no Vale dos Vinhedos

Vista a partir do Hotel e Spa do Vinho. Foto: Kelly Pelisser

Hotel e Spa do Vinho

Um hotel chiquérrimo e uma das paisagens mais lindas do Vale. Ok, a mais linda. Você precisa dar uma passada lá mesmo que não tenha grana para se hospedar, fazer seu casamento ou algum tratamento de beleza utilizando vinho. Você pode chegar, tranquilamente, na área em frente ao hotel, onde tem um chafariz, para fazer fotos dos vinhedos (que são um condomínio vitícola), dos vales e da vinícola Miolo (que fica bem em frente). O hotel também oferece tours para conhecer as instalações e degustar produtos (consulte horários e preços).

Vinícola Miolo

Vinícola Miolo. Foto: Kelly Pelisser

Miolo e Wine Garden

Das vinícolas grandes, é a minha preferida. Tem um espaço externo super agradável, que dá para visitar sem pagar. Atrás do prédio principal estão um lago com peixes, uma gruta com a imagem de Nossa Senhora da Uva, um gramado, um heliponto e parte dos vinhedos. Para visitar a vinícola e conhecer o processo de produção de vinhos e espumantes, há tours diários, que encerram com uma degustação de produtos. O custo é R$ 20 por pessoa. Se o visitante adquirir algo na loja depois, R$ 5 são reembolsados nas compras.

No gramado da vinícola também funciona, nos sábados, domingos e feriados de tempo seco, o Wine Garden, um wine truck que vende lanchinhos e bebidas. Você faz um piquenique, sentado em cadeiras ou no chão, em tapetes, ali ao ar livre. É muito bacana! Sobre o Wine Garden, eu já fiz um post que você pode ler aqui.

Horário de atendimento da Miolo: de segundas a sábados, das 8h30min às 18h, aos domingos, das 10h às 17h.

Horários dos tours: consulte aqui.

 

Casa de Madeira

Empreendimento do grupo Famiglia Valduga, a loja vende itens da marca Casa de Madeira, como geleias gourmet (tem de caipirinha, de cabernet sauvignon, de kiwi, entre outras), antepastos (de berinjela, de pimentões…), e creme balsâmico (com mel e laranja, com geleia de cabernet sauvignon, com geleia de morango com pimenta), além de sucos de uva com mais fibras, kosher, de moscato e cabernet sauvignon. Também há venda de cervejas artesanais da marca Leopoldina, que também pertence à família, além de alguns outros itens de outros empreendimentos do Vale. As geleias e antepastos podem ser degustados no local.

Horário de atendimento: diariamente, das 9h15min às 17h30min.

jardim leopoldina no Vale dos Vinhedos

Esse cenário com o casarão e a árvore é lindo. Foto: Kelly Pelisser

Jardim Leopoldina

Um casarão de madeira centenário, onde funciona um café na parte inferior e uma loja na parte superior, com uma jardim lindo! No café, são vendidos sorvetes e lanches, além de produtos do grupo Famiglia Valduga, responsável pelo empreendimento. Eu já fiz um post só sobre o Jardim Leopoldina. Você pode lê-lo aqui.

Horário de atendimento: de terça a domingo, das 13h às 19h.

Parreiral na Vinícola Larentis. Foto: Kelly Pelisser

Parreiral na Vinícola Larentis. Foto: Kelly Pelisser

Vinícola Larentis

Uma pequena vinícola familiar. Você é recebido pelos donos e pode visitar os vinhedos, a produção e degustar os produtos sem pagar nada. Também pode enchê-los de perguntas sobre o processo, as uvas, os vinhos, que eles são super simpáticos. O varejo funciona no local. Sob agendamento, é possível fazer um piquenique com toalhas xadrez e tudo (em períodos mais quentes do ano), participar da poda (entre julho e agosto) ou de uma colheita noturna (no verão).

Horário de atendimento: de segunda a sexta, das 9h às 11h30min e das 13h às 17h. Finais de semana e feriados, das 10h às 17h.

Cave da Vinícola Casa Valduga. Foto: Kelly Pelisser

Cave da Vinícola Casa Valduga. Foto: Kelly Pelisser

Casa Valduga

Complexo formado pela vinícola Casa Valduga, por pousadas, restaurante e uma loja de vinhos. É um dos maiores empreendimentos do Vale. Você pode circular pela área externa sem pagar, mas para visitar o interior da vinícola, há tours diários ao preço de R$ 40 por pessoa, que dá direito a uma taça de cristal com o logo da Valduga. O visitante conhece o processo de produção, as caves subterrâneas e degusta produtos.

Horário de atendimento: do varejo, de segunda a sexta, das 9h30 às 18h.

Domingos e feriados, das 9h30 às 17h.

Horários de visitação: confira aqui

Capela das Neves no Vale dos Vinhedos

A Capela das Neves no Vale dos Vinhedos foi construída com vinho no lugar de água. Foto: Kelly Pelisser

Capela das Neves

São cinco as igrejinhas ao longo do Vale dos Vinhedos. Essa, na Linha 6 da Leopoldina (finzinho da estrada secundária do Vale), é especial porque foi construída no começo do Século 20 com vinho no lugar de água na argamassa. Conta a história que uma grande seca assolou o município à época, e as famílias doaram parte da produção de vinho estocada para a construção da igreja.  O templo é pequeno e normalmente, está fechado (fora dos horários em que é utilizada pela comunidade), mas você pode fazer uma foto do exterior e conferir as placas que contam essa história.

 

Para saber mais (outros empreendimentos, mapa e horários): http://www.valedosvinhedos.com.br/

Jardim Leopoldina, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS)

jardim leopoldina no Vale dos Vinhedos

Esse cenário com o casarão e a árvore é lindo. Foto: Kelly Pelisser

O Jardim Lepoldina é um lugar lindo demais no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves. Num casarão de madeira centenário funciona um café na parte de baixo e uma loja na parte superior. O café oferece lanches, como sanduíches, vinhos, espumantes e sorvetes ao estilo italiano. Provei o sorvete de moscatel (bom demais) e de capuccino (igualmente ótimo). Você pode pedir provinhas para decidir qual vai querer.

Sorvete no jardim leopoldina vale dos vinhedos

Sorvete de moscatel e de cappuccino na área interna do café. Foto: Kelly Pelisser

O empreendimento é do grupo Famiglia Valduga, por isso, itens das marcas Casa Valduga, Domno e Casa Madeira são vendidos no local. Há comercialização, por exemplo, das cervejas Leopoldina, que também são do grupo.  As bebidas são artesanais. Não foi ali no Leopoldina, mas já provei a witbier, com limão siciliano e coentro, e gostei muito.

Na loja, há venda de marcas tradicionais da região, de roupas, sapatos, itens de cozinha e decoração.

Na entrada do empreendimento, você recebe um cartão com consumação mínima de R$ 10. Se o dia estiver bonito, o legal é pedir algo no café e sentar no jardim (tem uma árvore linda em frente ao casarão, mas também há outros espaços para dar uma caminhada ou sentar num dos bancos). Porém, se estiver chovendo, o espaço interno também é super aconchegante. Vale a pena dar uma passada no Jardim Leopoldina na sua próxima visita ao Vale.

 

Jardim Leopoldina

Onde: Via Trento, 2915 (aquela estrada secundária do Vale. Se entrar pela principal, pega à direita onde há uma placa indicando uma série de empreendimentos), Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves (RS).

Horário: de terça a domingo, das 13h às 19h.

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