Pousada dos Capuchinhos e outras atrações de Vila Flores (RS)

Voltei a visitar a fofurice de cidade que é Vila Flores (RS), na Serra gaúcha. Passei um findi lá, hospedada na Pousada dos Capuchinhos e revisitando atrações que eu já tinha passado, mas, dessa vez com meus pais. Eles amaram tudo! E eu adorei rever e já estou querendo voltar. Por isso, reuni nesse post o melhor do que ver e fazer por lá.

Pousada dos Capuchinhos 

Eu me apaixonei por esse pátio. Foto: Kelly Pelisser

Começamos pela Pousada dos Capuchinhos. O lugar é simplesmente incrível! Foi reformado há pouco tempo e tem instalações dignas de hotel (não se engane com o nome ‘pousada’). Fica no prédio do antigo Seminário Santo Antônio, que funcionava por lá entre os anos 1940 e 2005. O ambiente é de paz em todos os cantos. A pousada conta com um pátio lindo com fonte, bancos, ombrelones e estátua de São Francisco de Assis em barro, que é um encanto só. Na parte de trás, ficam três piscinas ao ar livre, onde dá para tomar banho de sol. Depois, há três piscinas cobertas aquecidas e com jatos de hidromassagem sensacionais (uma delícia! Leve muitas roupas de banho porque você vai viver nessas piscinas, independentemente do tempo. Eu já tava murcha de tanto ficar na água. Ahaha). Ali do lado, fica a academia da pousada e um bar. Para crianças, há um parquinho do lado de fora, uma área kids interna e também piscinas rasas tanto externa quanto interna. Para os adultos, há uma sala de jogos. Outra atração na parte interna é uma capela com vitrais maravilhosos e música gregoriana, onde, eventualmente, são rezadas missas. Do lado de fora, tem uma gruta dedicada à Nossa Senhora de Lourdes.

Capela da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Piscinas externas da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Na pousada, também há um wine bar super cool com o balcão decorado com rolhas. Ali são servidos os produtos da Vinícola Frei Fabiano, que fica ao lado e também é propriedade da Ordem dos Freis Capuchinhos. Aliás, ali pertinho ficam os parreirais da vinícola, que é um passeio bonito se você gosta de caminhadas em meio à natureza. Os produtos da vinícola também estão à venda num varejo no saguão de entrada da pousada.

Piscinas cobertas da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Outro destaque é o café da manhã, simplesmente o melhor café de hotel em que eu já fiquei hospedada na vida! Nem querendo, dá para provar de tudo, de tantas opções, tem frutas, panquecas, bolos mil (incluindo com opções integral, sem lactose e sem glúten), e bolos da moda, como naked cake. Sério, acorde cedo para tomar o café que vale muito a pena! É uma atração à parte.

Imagem no pátio da pousada. Foto: Kelly Pelisser

A pousada costuma lotar aos finais de semana, então, é bom você se planejar com antecedência. Já durante a semana, é mais tranquilo. Há cinco tipos de quarto, do standard a suítes. Os preços para diárias aos finais de semana para uma pessoa variam de R$ 115 a R$ 440, para casal de R$ 200 a R$ 440, e em apartamento triplo, de R$ 260  R$ 490 (nessa opção, não há suítes). Já durante a semana, os apartamentos singles custam entre R$ 90 a R$ 350 a diária, os duplos, de R$ 160 a R$ 350 e o triplo, de R$ 210 a R$ 400. No valor, está incluso o café da manhã. A pousada serve jantar de segunda a sábado por R$ 25 por pessoa. Tudo é maravilhoso, com destaque para as piscinas aquecidas e para o ambiente de paz. Sério, você desliga de tudo lá fora. A única coisa ruim da pousada é que não dá vontade nenhuma de voltar para casa na saída. Ahah.

Restaurante Mascaron

Hall do restaurante tem objetos antigos, que evocam a memória da família e da cidade. Foto: Kelly Pelisser

Estando em Vila Flores, você precisa conhecer o Restaurante Mascaron. Fica no Centro, há umas duas quadras da Pousada dos Capuchinhos. O lugar é lindo e reúne diversos objetos que contam a história da família Brandalise, proprietária do empreendimento, e da própria imigração italiana. O restaurante abre para almoço de terça a domingo e para jantar nas sextas e sábados. Durante a semana, ao meio-dia, há a opção de buffet a quilo. Nos finais de semana, é só buffet livre por R$ 40 por pessoa. À noite, serve à la carte. É parada certa por lá.

Padaria Villa do Pão – Casa Fiori

Balanço antigo no balcão da Villa do Pão. Foto: Kelly Pelisser

Outro lugar imperdível na cidade é a padaria Villa do Pão – Casa Fiori que fica numa casa centenária, também no centrinho, perto da igreja matriz. A construção é linda e lá dentro também estão reunidos objetos antigos de famílias italianas. O destaque são os pães caseiros gigantes e os biscoitos super gostosos. Há salas com mesas e cadeiras, onde é possível sentar e provar salgados e tortas.

Filó de Vila Flores

Cantoria no filó de Vila Flores é acompanhada por gaitas. Foto: Kelly Pelisser

Um programa obrigatório é ir no Filó de Vila Flores. A apresentação é feita por artistas da própria comunidade, sob agendamento, para grupos entre 40 e 80 pessoas. Normalmente, nas sextas e sábados à noite sempre tem, com início às 20h e duração de três horas e meia. Mas, eventualmente, são feitos filós também durante a semana se tiver o interesse de grupos. Casais, famílias, pequenos grupos ou pessoas sozinhas devem verificar a disponibilidade de vagas. É preciso reservar antes por telefone. O preço por pessoa é R$ 90. A festa inclui um teatro sobre a saída dos primeiros imigrantes da Itália e chegada ao Brasil, muita cantoria, jogos e comida, claro. Tem polenta, bolo, grostoli, biscoito, queijo, salame, pão, pinhão, vinho e suco. É garantia de muitas risadas.

Ateliê L’Arte Ceccato 

Representações de São Francisco de Assis são tema constante. Foto: Kelly Pelisser

Localizado na comunidade de Linha Aimoré, a cerca de 2,5 quilômetros do Centro de Vila Flores, o Ateliê L’Arte Ceccato é onde a artista Benedita Ceccato produz peças lindas em argila, com motivos religiosos e do cotidiano. Dá para comprar muita coisa para enfeitar a casa. Por lá, a família também recebe os visitantes para contar um pouco sobre a história dos imigrantes italianos e mostrar plantas medicinais. Tem um relógio do corpo humano no jardim, aquele que mostra, de acordo com as horas, as ervas indicadas para tratar cada órgão. Para fazer a Terapia Caminhante pelo trecho, é preciso agendar para grupos. Mas é possível apenas dar uma passada para visitar e ser muito bem recebido pela família.

Dica: Vila Flores tem pouco mais de 3 mil habitantes e está localizada a cerca de oito quilômetros de Veranópolis pela BR-470 (sentido Nova Prata). O acesso é super tranquilo. Tudo é muito pertinho. Tem rodoviária por lá, que está a duas quadras da Pousada dos Capuchinhos. Eu e meus pais fomos de ônibus e fizemos tudo a pé. O único lugar que tem que ir de carro é o Ateliê L’Arte Ceccato. O táxi até lá, a partir da pousada, saiu por R$ 15. Ou seja, mesmo sem ter carro, dá para ir tranquilamente.

Mais informações:

Facebook da Pousada dos Capuchinhos

Facebook do Restaurante Mascaron

Facebook da Padaria Villa do Pão

Facebook do Filó de Vila Flores

Facebook do Ateliê L’Arte Ceccato 

 

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Ateliê L’Arte Ceccato, Vila Flores, RS

Propriedade da família Ceccato tem peças em argila e ervas medicinais. Foto: Kelly Pelisser

O Ateliê L’Arte Ceccato é um lugar muito querido na pequena e simpática cidade de Vila Flores (RS). Localizado na comunidade de Linha Aimoré, fica a cerca de 2,5 quilômetros do Centro, por uma estrada totalmente asfaltada. Como o nome indica, é o ateliê onde a artesã Benedita Ceccato produz e comercializa suas peças em argila. Isso por si só já seria encantador, mas a família ainda conduz os visitantes por uma experiência onde são contadas a história da comunidade e do cotidiano dos imigrantes italianos, além de contemplar o uso de chás e ervas medicinais, também resgate da cultura dos antepassados.

Família explica sobre a comunidade e sobre cotidiano dos imigrantes italianos. Foto: Kelly Pelisser

Artesanato está em vários cantos da propriedade. Foto: Kelly Pelisser

A visita pode ser feita apenas sob agendamento. Para conhecer o local, os visitantes pagam R$ 15. Também há a possibilidade de oficinas especiais para escolas, onde os alunos aprendem sobre a cultura italiana e produção em cerâmica. A Oficina Mágica tem duração de 1h15min e a Oficina Mãos à Obra, de 2h30min. A atividade de conhecer a propriedade é chamada de Terapia Caminhante, já que os turistas vão andando, num pequeno trecho, ao redor da casa e da horta, onde há paradas para explicações sobre a história da família, o uso do barro para fazer tijolos, a formação da comunidade, entre outros assuntos. Ali, descobri que na Sexta-Feira Santa, a Linha Aimoré prepara uma procissão à noite que deve ser linda demais de acompanhar, iluminada com sabugos de milho, embebidos em combustível para pegar fogo, que ficam em galhos colocados ao longo do caminho. A cerimônia ocorre ao som de rácolas (também chamadas de matracas, em outros pontos do país), lembrando tradicionais ritos que remontam a época medieval.

Representações de São Francisco de Assis são tema constante. Foto: Kelly Pelisser

Também há representações de cenas cotidianas. Foto: Kelly Pelisser

Bom, voltando à história da visita à propriedade dos Ceccato, o turista também conhece algumas máquinas antigas utilizadas na agricultura, e, depois, entra no jardim da propriedade, onde há um relógio do corpo humano, aquela formação em que cada hora do sol representa uma parte do corpo com um canteiro com plantas medicinais que aplacam os males desse respectivo órgão. O visitante prova chás e aprende um pouco sobre como os imigrantes tratavam doenças de um jeito meio intuitivo, mas que tem explicação científica. Por fim, há uma parada num ponto que lembra a espiritualidade. A caminhada acaba no porão da casa, com grostolis doces e salgados (sim, salgados!), doce de batata doce, café e suco de limão (se aprende que é bom colocar umas gotinhas de suco de limão no café para quem tem dor de cabeça).

Visitantes são recebidos com grostolis doces e salgados, doce de batata doce, café e suco de limão. Foto: Kelly Pelisser

Achei uma fofura as Cinco Marias e esse “Canheto-toalha”. Foto: Kelly Pelisser

Ali no ateliê estão em exposição peças à venda e também do acervo de Benedita Ceccato. Entre as que não podem ser compradas, estão estátuas que representam diferentes fases da vida de São Francisco de Assis, que foram tema de uma exposição em Caxias do Sul, no Museu dos Capuchinhos. Mas há várias outras representações desse santo que podem ser adquiridas. Eu comprei uma pequena, super querida, que custou R$ 25, além de terços feitos de barro por R$ 8. Além de temas religiosos, também há peças que representam situações cotidianas do interior. E outros artigos muito queridos, como uma toalhinha de colocar na bolsa em forma de cachorro (chamada de Canheto) e o jogo das Cinco Marias, com bonequinhas com cabelinho, vestido e carinhas (literalmente, as Marias). A caminhada dura em torno de 1h a 1h30min. É visita obrigatória para quem for à Vila Flores. A recepção é muito simpática e acolhedora. Ah, e para quem for no Filó depois, encontrará os Ceccato por lá, mostrando que a família tem muitos outros dons artísticos. 😉

 

Ateliê L’Arte Ceccato

Onde: Linha Aimoré, Flores, RS

Horários: Atendimento apenas sob agendamento. Ligar para (54) 3447.1261 ou (54) 99919.1118.

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