O que visitar em Garibaldi, na Serra Gaúcha

Garibaldi é uma cidade super querida na Serra gaúcha! Com prédios antigos bem preservados no Centro, você se sente figurante em uma novela de época numa cidade cenográfica. Hehe. Visitei a cidade em março de 2019 e listo abaixo alguns dos lugares que fui para te ajudar a montar um roteiro com os principais atrativos turísticos.

 

Hotel Mosteiro São José

Hotel Mosteiro São José. Foto: Kelly Pelisser

O convento das irmãs de São José é um hotel nos dias de hoje, com apartamentos para uma pessoa, casais e famílias. A escadaria da entrada e o prédio histórico são lindos! Igualmente bonitos são o caminho de lírios de São José na entrada e o jardim aos fundos. No segundo andar, há uma igreja enorme e linda, além de um pequeno museu com peças que contam a história da irmãs de São José e do município de Garibaldi.

Onde fica: Rua Buarque de Macedo, 3590, Garibaldi, RS

Contatos: fone: (54) 3462.1703 /3462.4577 e e-mail: hotel@hotelmosteirosaojose.com.br.

Mais: site do Hotel Mosteiro São José 

 

Rua Buarque de Macedo

Rua Buarque de Macedo. Foto: Kelly Pelisser

Com fiação subterrânea e uma série de prédios antigos do fim do século 19 e dos anos 1920 e 1930, a rua é a mais charmosa da cidade! A maioria das construções históricas abriga comércios nos dias de hoje e todas têm placas que contam sua história. É mais do que obrigatório caminhar pela rua em horário comercial e também no fim da tarde! Outros prédios históricos estão concentrados nas ruas que levam à Igreja Matriz São Pedro e no entorno dela.

Café Luna Park. Foto: Kelly Pelisser

No Buarque, destaco um dos prédios, o Café Luna Park. Desde 1936, o prédio abriga um café que, através das décadas, é um dos pontos de encontro mais badalados de Garibaldi. Lá, dá para fazer todas as refeições, do café à janta. Está sempre movimentado em qualquer horário. No fim do dia, umas mesinhas lá fora na calçada fazem o lugar ainda mais charmoso.

 

Passeio de Tim-Tim

Tim-tim. Foto: Kelly Pelisser

Um caminhão de guerra de 1944 leva os visitantes passearam pela Rua Buarque de Macedo e as principais vias do centro. A saída é às 11h de sábado, ao lado da Cooperativa Vinícola Garibaldi. Não é necessário agendar, é só chegar lá uns minutos antes e pagar na hora. O passeio custa R$ 12 por pessoa. Uma guia vai explicando sobre a história da cidade e dos prédios antigos.

 

Devorata Trufas Artesanais

Visitante pode ver fábrica da Devorata. Foto: Kelly Pelisser

Bem em frente à Cooperativa Vinícola Garibaldi fica a Devorata que produz chocolates e trufas artesanais. Ali é a fábrica, que pode ser vista através de um vidro e a loja de doces. Lá, também é possível pegar uma provinha dos chocolates, além de comprá-los, claro.

Onde fica: Av. Independência, 842, Garibaldi, RS

Mais: site da Devorata

 

Madelustre

Maior taça do mundo na Madelustre. Foto: Kelly Pelisser

Esse foi o passeio que eu mais gostei! A Vidraria Madelustre produz luminárias e outros itens para iluminação. Eles contam com uma marcenaria e também com uma vidraria – essa última produz vidros de forma artesanal, tal e qual o ofício que se vê em Murano, ilha de Veneza, na Itália. É possível visitar a vidraria de terça a sábado, das 10h às 16h. A visita sai de hora em hora, na hora cheia (10h, 11h… e a última é às 15h). O passeio dura cerca de uma hora. Primeiro, se visita um mini-memorial do vidro, onde se conhece um pouco da história e como esse item é fabricado. Lá, também está a maior taça de espumante do mundo, produzida pela Madelustre em 2013 e que entrou para o Livro dos Recordes, o Guiness Book. Ela levou quatro meses para ficar pronta e são necessários 100 litros de espumante para enchê-la! O visitante assiste um vídeo que conta a história da produção dessa peça, feita para a comemoração do centenário do primeiro espumante produzido no Brasil (em Garibaldi, claro).

Visitante conhece o processo de produção do vidro. Foto: Kelly Pelisser

Depois, vem a parte mais legal da visita, conhecer a vidraria em produção. Você acompanha um pouco do passo a passo de transformar areia e outros pós em um líquido, fundido a mais de mil graus, num forno que fica aceso 24 horas por dia. Esse líquido ganha forma através do sopro dos trabalhadores e de moldes. Depois, é resfriado por três horas para se tornar o que você conhece como vidro! É muito impressionante mesmo o processo! E o mais legal: você também pode soprar uma peça! Eu soprei e foi bem legal! Na verdade, não precisa soprar forte, só precisa continuar girando o bastão para o vidro, ainda líquido, não cair. É uma experiência muito legal!

A visita termina no showroom, onde é possível ver e comprar os produtos da Madelustre, luminárias e alguns itens de decoração, e mais outros itens em vidro produzidos por outras empresas. A visita custa R$ 35, se você escolher levar um peso de papel em vidro (eu achei lindo, eu levei, sim!), ou R$ 20 sem o brinde. Você pode escolher se quer ou não o brinde depois de vê-lo. Maiores de 60 anos têm R$ 5 de desconto no ingresso.

Contatos: fone (54) 3462.9524 e e-mail: turismo@madelustre.com.br

Onde fica: Rua Cristóvão Colombo, 190, Guarani, Garibaldi, RS

Mais: site da Madelustre

 

Cervejaria Leopoldina

Visitante conhece a fábrica da Leopoldina. Foto: Kelly Pelisser

Na beira da BR-470, na saída da cidade em direção a Bento Gonçalves, fica a Cervejaria Leopoldina, ao lado da Nero, empresa que também é do grupo Família Valduga (os mesmos que têm a vinícola no Vale dos Vinhedos, em Bento). Ali, fica o varejo da cervejaria e a fábrica. Para compras no varejo, é só chegar. Mas, para visitar a fábrica é preciso agendar antes. A visita dura cerca de uma hora e custa R$ 30. Você conhece o processo de produção da cerveja artesanal e degusta nove rótulos! Sim, nove! São todos os da empresa da linha mais comercial. Apenas os produtos top de linha não são degustados (esses chegam a custar de R$ 150 a R$ 200 a garrafa e estão à venda no varejo). Você ainda ganha para levar para casa o copo de vidro da degustação, e também conta com 20% de desconto se quiser comprar produtos no varejo.

Como agendar: (54) 3388.3999 ou varejo@cervejarialeopoldina.com.br

Onde fica: BR-470, Km 224 (em frente à Vinícola Chandon), Garibaldi, RS

 

Jardim Gastronômico da Serra Gaúcha

Jardim Gastrônomico. Foto: Kelly Pelisser

Novo point da cidade, fica na Rua Buarque de Macedo, em meio aos prédios históricos. O portão de entrada fica pertinho da Avenida Independência. Ali, no meio das casas, há uma série de empreendimentos de gastronomia. Nem todos já estão abertos, mas tem uma pizzaria, uma cervejaria e uma hamburgueria operando. Outros vão abrir em breve. Essas operações funcionam em contâineres. Na área do meio, a céu aberto, ficam mesas, cadeiras, bancos e sofás. É bom chegar cedo se você quer sentar para comer no fim do dia. O lugar lota! Nos findis, tem shows ao vivo.

Mais: Facebook do Jardim Gastronômico 

 

Cooperativa Vinícola Garibaldi

Cooperativa Vinícola Garibaldi. Foto: Kelly Pelisser

Um dos lugares que mais movimenta turistas na cidade, a Cooperativa Vinícola Garibaldi pode ser visitada gratuitamente. O passeio costuma sair a cada 15 minutos e dura uma meia hora. Não é necessária agendar. O visitante passa por uma parte histórica da cantina, faz uma degustação com quatro rótulos (um vinho, dois espumantes e um suco) e depois vai para o varejo. A visitação ocorre de segunda a sábado, das 9h às 17h e nos domingos e feriados, das 10h às 15h. A vinícola tem vários rótulos com preços bem bons, a partir de R$ 15. Entre os itens diferentes, tem um espumante e um suco de uva biodinâmicos, lançados recentemente. Além de serem orgânicos, esses produtos seguem uma série de regras para respeitar a interação entre homem e natureza, como colheita e manejo de acordo com fases da lua. Eu comprei o espumante, que custa R$ 79.

Onde fica: Avenida Independência, 845, Garibaldi, RS

Mais: site da Vinícola Garibaldi

 

Vinícola Peterlongo

Vinícola Peterlongo. Foto: Kelly Pelisser

A vinícola fica bem na área central e tem um prédio lindo! Além disso, tem um pequeno parreiral ao lado! O cenário é maravilhoso para fotos! A Peterlongo foi a primeira empresa do Brasil a produzir espumante e é a única que pode utilizar a denominação champagne em um dos seus produtos. Champagne, para quem não sabe, é uma região da França e só os produtos produzidos lá podem ser chamados assim. Mas a bebida da Peterlongo foi produzida, pela primeira vez, em 1913 e foi só nos anos 1920 que a região de Champagne fez o registro da Denominação de Origem dos seus produtos. Por isso, a vinícola de Garibaldi conseguiu na Justiça Brasileira, nos anos 1970, o direito de usar a palavra Champagne em um dos seus produtos, ao alegar que já o produzia antes do registro francês. O varejo da Peterlongo pode ser visitado sem custo. Mas para fazer a visitação interna é preciso pagar. A visitação acontece todos os dias (inclusive aos sábados, domingos e feriados). Na parte da manhã às 9h, 10h e 11h, e na parte da tarde às 13h, 14h, 15h e 16h. Dura em torno de 1h15min. O valor é R$ 20 por pessoa e ganha uma taça personalizada. Nas compras acima de R$ 50 depois no varejo, o visitante tem direito a um desconto de R$ 5.

Onde fica: Rua Manoel Peterlongo Filho, 216, Garibaldi, RS

Mais: site da Vinícola Peterlongo

 

Museu Municipal

Museu municipal. Foto: Kelly Pelisser

Localizado no prédio mais antigo de Garibaldi, de 1878, o Museu Municipal fica pertinho da igreja matriz e tem um acervo bem variado. A visitação é gratuita e pode ser feita de terça a sexta, das 9h às 17h, e nos sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h . Entre as peças, destaco um relógio que pertenceu ao herói da Revolução Farroupilha, Giuseppe Garibaldi, que é quem dá nome à cidade.

Onde fica: Rua Doutor Carlos Barbosa, 77, Centro, Garibaldi, RS

 

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Parque Temático Epopeia Italiana, em Bento Gonçalves (RS)

Imagens na fachada externa são novidades no parque. Foto: Kelly Pelisser

Primeiro cenário tem cartazes. Foto: Kelly Pelisser

Fui conhecer as novidades do Parque Temático Epopeia Italiana, em Bento Gonçalves (RS). O empreendimento é uma espécie de museu da imigração italiana no Rio Grande do Sul que já existe há 14 anos, mas foi agora reformulado. Com a ajuda de cenários, um filme e um ator que conduz os visitantes, a história do casal Rosa e Lázaro Giordani, que saiu da Itália em busca de uma vida melhor no Brasil, é recontada.

Vila italiana é reproduzida. Foto: Kelly Pelisser

A reforma foi feita por uma empresa especializada de Canela (RS), a D’Arte Multiarte, e envolveu 50 pessoas, que trabalharam na parte da noite, já que o parque não fechou em nenhum momento para a revitalização. O sistema de som e luz é totalmente novo, assim como o filme que é exibido em trechos ao longo do percurso. As falas do ator que interpreta Lázaro e conduz os visitantes também são novas, da mesma forma que algumas casas e detalhes dos cenários, que ficaram mais humanizados – como essa empresa de Canela destacou – com roupas nos varais, por exemplo, para dar uma cara de algo mais real. Outra novidade são uns painéis lindos com fotos no lado externo do parque.

Cenário onde neva artificialmente. Foto: Kelly Pelisser

Ator que interpreta Lázaro conta a história da construção da casa em Bento Gonçalves. Foto: Kelly Pelisser

Uma das casas tem parte aberta para mostrar o interior. Foto: Kelly Pelisser

O passeio é feito em horários determinados e o melhor, segundo a Giordani Turismo que opera a atração, é agendar com antecedência. A duração é de cerca de meia hora. No primeiro espaço, onde estão cartazes que reproduzem as propagandas sobre a América e roupas de época, o visitante vê um trecho que resume a história da imigração italiana com imagens antigas. A partir de então, é conduzido pelo guia-ator que interpreta Lázaro, que primeiro para em um cenário que reproduz uma vila italiana, com igrejinha e fonte (bem típica. Quem conhece a Itália identifica na hora). A seguir, seguem todos para um segundo cenário, que representa uma casa de interior na Itália, onde neva artificialmente por alguns instantes, dando um efeito muito bonito. Ali, os visitantes sentam para ver a primeira parte do vídeo que conta a história dos sonhos de Lázaro e Rosa. Na sequência, os turistas entram em um cenário-navio, com telas que primeiro reproduzem o mar e depois dão sequência à história do jovem casal de imigrantes. O próximo local mostra uma mata fechada, tal e qual os italianos encontraram quando chegaram na Serra gaúcha. Em seguida, passa-se a uma pequena vila que remonta as casas construídas pelos imigrantes. Seguindo, está a reprodução do centro de Bento Gonçalves em épocas passadas (mas já com a igreja Santo Antônio e várias casas que existem até hoje). Por fim, há um último cenário com um coreto, onde é feita a despedida. Ali, há uma loja de souvenirs, um espaço para tirar fotos com roupas de época e também está uma foto do casal Rosa e Lázaro de verdade, que são bisavós da família proprietária do empreendimento, junto com um baú que eles trouxeram da Itália.

Cenário reproduz Bento Gonçalves de antigamente, mas já com a igreja Santo Antônio. Foto: Kelly Pelisser

O texto da história é bem otimista, embora cite algumas das dificuldades encontradas pelos italianos nas novas terras. Os cenários são bonitos e bem estruturados. Para quem não conhece a história da imigração vale para ter um resumo. Para quem já conhece vale pela estruturação cênica.

Baú é o original trazido pelos imigrantes Rosa e Lázaro da Itália. Foto: Kelly Pelisser

Foto de Rosa e Lázaro reais. Foto: Kelly Pelisser

 

Parque Temático Epopeia Italiana

Onde fica: Rua Visconde de São Gabriel , 507, bairro Cidade Alta, Bento Gonçalves, RS

Horários: diariamente, das 8h às 18h

Ingressos: R$ 25 (crianças até cinco anos não pagam. A partir de 6 anos, a entrada é o preço normal)

Mais: site e Facebook