Parque de águas termais Caldas de Prata e outros atrativos de Nova Prata (RS)

A convite do Festival Internacional de Folclore de Nova Prata, conheci alguns dos atrativos da cidade da Serra gaúcha. Nova Prata (RS) é uma gracinha e vale muito a visita! Durante o período do festival, o clima fica ainda mais incrível no lugar, com a presença de grupos de danças folclóricas de várias partes do mundo. Mas, em qualquer época do ano, se pode conhecer todas as atrações listadas abaixo. Eu amei o passeio e recomendo cada um desses cantinhos!

 

Parque de Águas Termais Caldas de Prata

E essa vibe das piscinas externas? Foto: Kelly Pelisser

Acho que o atrativo mais famoso de Nova Prata é o Parque de Águas Termais Caldas de Prata. E ele é realmente fantástico! Aquele lugar tem uma magia, uma energia especial, já que as piscinas externas ficam bem no meio da natureza. Ali do ladinho, passa o Rio da Prata e há uma cascata linda, onde as águas correm com força, a Cascata da Usina. Antes da entrada no parque, há um mirante onde se avista a cascata e que rende lindas fotos. Lá dentro do parque, é possível fazer uma pequena caminhada e chegar até a margem oposta da queda d’água. Por ali, o visitante passa entre paredões de pedra que se separaram, com formações rochosas únicas e uma energia diferente! O parque tem também uma pinguela, que leva ao outro lado do rio, na parte de cima da cascata, onde se pode fazer uma trilha de cerca de 50 minutos por entre a mata.

Cascata vista do mirante. Foto: Kelly Pelisser

O parque conta com duas piscinas externas grandes, com um visual incrível. Uma delas é mais rasa e a outra um pouco mais funda. Ali ao lado, também há cadeiras e espreguiçadeiras para descansar ou tomar sol observando a natureza. Num espaço próximo à entrada do parque ficam as piscinas cobertas. São cinco, no total: duas infantis, duas mais rasas e uma funda. Em duas delas, há cachoeiras artificiais. A água das piscinas internas e externas é a mesma, termal, que sai da fonte a 41°C. Mas, claro, como estamos na Serra gaúcha, nem sempre é agradável ficar nas piscinas externas em dias fresquinhos, mesmo se tiver sol. Mas as piscinas cobertas são sempre quentinhas. Se der fome, o parque conta com um restaurante que serve almoço no sistema de buffet a quilo.

Natureza e paredões de pedra que se separaram há milhares de anos formam passagens. Foto: Kelly Pelisser

A entrada no parque custa R$ 8 para maiores de oito anos e adultos. Entre 4 e 7 anos, se paga R$ 4. Já o acesso nas piscinas sai por R$ 28 para adultos e crianças de mais de oito anos. Entre 4 e 7 anos, se paga R$ 15. Se você pagar para entrar nas piscinas, ganha uma pulserinha de controle de acesso. O parque tem vestiários e banheiros juntos às piscinas cobertas. Se você precisar de cadeados para armários para guardar seus pertences, pagará um valor à parte. Nessa época do ano, o parque funciona nas sextas, sábado e domingos, das 8h30min às 18h. Não há hospedagem no local. Ali perto, tem algumas pousadas em cabanas, ou a outra opção é ficar em um hotel no centro de Nova Prata. O parque está localizado a cerca de 14 quilômetros da área central. A estrada era de paralelepípedos e será asfaltada, mas está em obras nesse momento.

Piscinas cobertas para qualquer tempo. Foto: Kelly Pelisser

O lugar é realmente encantador e vale a visita! Eu me apaixonei pela vista das piscinas externas, ao lado do rio e dos paredões de pedra! Para quem me conhece, sabe que água e natureza são minhas paixões e, ali, no Caldas de Prata, você encontra tudo isso! É uma energia muito boa! ❤

Pinguela leva à trilha do outro lado do rio. Foto: Kelly Pelisser

Onde fica: Linha 15 de Novembro, Nova Prata, RS

Horários: sextas, sábado e domingos, das 8h30min às 18h

Mais informações: site do Caldas de Prata e Facebook do Caldas de Prata

 

Igreja de basalto São Peregrino

Igreja em basalto São Peregrino. Foto: Kelly Pelisser

Nova Prata é a capital do basalto e conta com diversas pedreiras de extração desse tipo de rocha. Então, uma parada obrigatória na cidade é conhecer a Igreja de São Peregrino, totalmente feita de basalto. A construção é recente, do final dos anos 1990, início dos 2000. Ela levou onze anos para ficar pronta e tem 16 mil pedras. Lá dentro, há uma imagem de São Peregrino também esculpida em basalto, em uma pedra inteira. A mesa do altar, do púlpito e detalhes que ornam a base da imagem do santo são de um tipo de basalto rosa que foi polido, semelhante a um mármore.

Imagem de São Peregrino em basalto. Foto: Kelly Pelisser

Onde fica: Rua Brasil, 433, bairro São Pelegrino, Nova Prata (RS)

 

Casa polonesa 

Casa polonesa é residência particular. Foto: Kelly Pelisser

A casa polonesa é uma residência particular próxima ao centro de Nova Prata. Ela foi construída há cerca de 30 anos, a partir de fotografias de uma foto de uma casa na região das montanhas da Polônia. Uma curiosidade é que a construção da residência de madeira não utilizou pregos, apenas encaixes. Ela é linda e cheio de símbolos! Reparem que a caixa de correio também tem inscrição em polonês. Como é uma casa particular, normalmente, é possível visitar apenas a área externa. O proprietário é André Hamerski, homenageado do Festival Internacional de Folclore de Nova Prata desse ano por ser um grande incentivador da cultura polonesa. Apesar de a cidade ter contado com uma imigração em massa de italianos, houve um núcleo polonês que se instalou em Nova Prata.

Correio escrito em polonês. Foto: Kelly Pelisser

Onde fica: Rua Flores da Cunha, 130, Nova Prata (RS)

 

Praça da Bandeira (praça central)

Árvores centenárias lindas na praça central. Foto: Kelly Pelisser

Acho que a visita a toda cidade deve incluir um passeio por sua praça central. Assim também é em Nova Prata, com sua Praça da Bandeira. A praça tem árvores centenárias, gigantes e lindas! Eu me encantei muito por elas e olha que vi no fim do inverno, quando estão secas. Me disseram que na primavera ficam cobertas de flores. Deve ser uma visão incrível! A praça conta com parquinho para crianças, bancos e monumentos com figuras em basalto. É um lugar muito agradável para passar o fim de tarde. No entorno, há várias casas comerciais e alguns prédios antigos, como o do Grêmio Pratense. Dá uma paz sentar num dos bancos e ficar vendo a vida passar!

Onde fica: Avenida Presidente Vargas, 807, Centro, Nova Prata (RS)

 

Canto Flora

Canto Flora tem grande variedade de suculentas e outras plantas. Foto: Kelly Pelisser

Para quem passa na frente, parece que a Canto Flora é só uma floricultura que funciona em um casa. Mas, adentrando o lugar, percebe-se que é muito mais do que isso. Tanto que eles se definem como um espaço de biodiversidade. A cada cômodo da casa dos anos 1940, o visitante se depara com mais e mais espécies de plantas. Tem muitas suculentas, muitas orquídeas, diversas plantas comestíveis, ou que servem de chá ou de remédio. Um pouco de tudo o visitante encontra nesse espaço colorido, verde e florido bem na área urbana de Nova Prata. Há plantas conhecidas e pouco comuns. E também caixas de abelhas nativas sem ferrão. O lugar vende ainda pastinhas e geleias, feitas de frutas e flores, como de açaí juçara e camélia, produzidas em Nova Prata mesmo. A Canto Flora oferece um opção de passeio, sob agendamento, onde o visitante conhece a casa, tem explicações sobre as plantas e degusta duas das pastinhas. O valor da experiência é R$ 10 por pessoa. O lugar é super bonitinho e vale a visita.

Lugar é recanto de biodiversidade no centro de Nova Prata. Foto: Kelly Pelisser

Onde fica: Rua Flores da Cunha 168, Centro, Nova Prata (RS)

Horários: segunda a sábado, das 9h às 12h e das 13h30min às 18h

Mais: Facebook do Canto Flora

 

La Parola Pizzeria

Decoração da La Parola é inspirada na Itália. Foto: Kelly Pelisser

Jantamos na La Parola Pizzeria, uma pizzaria ao estilo italiano super legal. A decoração do lugar encanta. Cada cantinho retrata uma região da Itália: tem Roma e o Coliseu num lado, tem Veneza e as gôndolas do outro. Até o banheiro é temático, lembrando a máfia italiana. No corredor que leva até lá, tem uma homenagem à Fontana Di Trevi, mas com uma fonte com rolhas, em que os clientes são convidados a jogar uma delas e fazer um pedido (a exemplo do que ocorre com moedas na famosa fonte localizada em Roma). Das mesas, é possível ver os pizzaiolos preparando as pizzas, através de um vidro, onde se vê também o forno.

Dá para ver o pessoal fazendo as pizzas. Foto: Kelly Pelisser

As pizzas têm sabores diferentes e são bem no estilo italiano. Tem opção individual e uma maior, para dividir. Provamos várias pizzas: de cordeiro com pesto de hortelã, mel e nozes; de carne de panela com cebola caramelizada; de alcachofra com molho pesto, gorgonzola e damasco; de alcachofra, pesto e presunto parma, além de uma doce, com gemada. As pizzas do à la carte são servidas todas as noites, de quarta a domingo, e custam de R$ 39 a R$ 98, dependendo do tamanho e sabor. Há a opção de rodízio de quarta a domingo, menos no sábado, com sabores mais simples. Nas quartas, quintas e domingos, o valor por adulto é de R$ 29,90. Já na sexta, é de R$ 37,90. No sábado, há apenas a opção de à la carte. O lugar é uma  gracinha e as pizzas são bem deliciosas! Tem um clima bem Itália ou de restaurantes de locais turísticos. É daqueles lugares que tem que conhecer quando passar por Nova Prata!

Pizzas têm sabores diferentes, com alcachofra. Foto: Kelly Pelisser

Onde fica: Rua Buarque de Macedo, 1177, bairro São Cristovão, Nova Prata (RS)

Horários: de quarta a domingo, das 17h às 23h.

Mais: Facebook do La Parola Pizzeria

 

 

Nova Prata vale a visita. Foto: Kelly Pelisser

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Sítio Crescer, em Garibaldi (RS)

Casa do Sítio Crescer: nos dois andares superiores ficam os quartos. No térreo, está o refeitório e cozinhas coletivos. Foto: Kelly Pelisser

Fiquei hospedada num lugar abençoado pela natureza e cheio de energia, o Sítio Crescer, em Garibaldi (RS). É um sítio que produz hortaliças e temperos orgânicos e também conta com hospedagem, no formato de hostel (com camas em quartos compartilhados) e algumas opções de quartos para casal privativos. Tem super cara de interior, mas fica muito pertinho da cidade, a cerca de cinco quilômetros do Centro de Garibaldi. Como também é bem próximo ao Vale dos Vinhedos, é ponto de parada para muitos turistas que estão conhecendo a Serra gaúcha, mas eu mais do que recomendo tirar um dia para aproveitar a calmaria lá do sítio mesmo.

O Sítio Crescer tem muitas flores. Foto: Kelly Pelisser

O sítio tem muito verde, um açude com peixes e uma ilha no meio, plantações de alface, couve, salsa, cebolinha e outros temperos orgânicos, uma estufa com morangos, um parquinho infantil e muitas flores. A uma curta caminhada por uma trilha, se chega a uma pequena cascata. Outra atração são os dois cachorros da raça Border Collie, muito amáveis e brincalhões, o Max e a Lessie. Há ainda um gato e galinhas no sítio. O lugar conta ainda com algumas árvores frutíferas, como bergamotas, nesperas e laranjas. Há várias casinhas de passarinhos penduradas pelas árvores. Uma querideza só!

Refeitório coletivo iluminado e integrado à natureza. Foto: Kelly Pelisser

O prédio da hospedagem tem um refeitório e uma cozinha coletivos, que todos os hóspedes podem utilizar. Fica num espaço amplo e super iluminado, com paredes de vidro, que fazem com que o salão fique integrado à paisagem verde. Um dos quartos privativos conta com cozinha individual, além do banheiro. Outras acomodações não têm banheiro individual, é preciso utilizar banheiros coletivos. O lugar não serve refeições, nem mesmo o café da manhã (apenas em momentos de alta temporada é servido café da manhã, com preço cobrado à parte). Como não há nada muito próximo, então, ou é preciso levar alimentos para cozinhar, ou sair do sítio e ir em algum lugar em Garibaldi para comer. Quem optar por cozinhar no local, pode se servir também dos ovos das galinhas, das hortaliças, flores e temperos do sítio. Sugiro, para o lanche da tarde, levar uma toalha e fazer um piquenique no gramado.

O sítio tem parque infantil. Foto: Kelly Pelisser

Açude com peixes. Foto: Kelly Pelisser

A hospedagem conta com um espaço coletivo, com mesa de pingue-pongue, livros e jogos. Outro destaque é a própria construção, que é sustentável, com telhas de caixinhas de leite, para isolamento térmico, e aproveitamento de energia solar. O lugar faz parte da Via Orgânica, roteiro que reúne empreendimentos com produção ou venda de produtos orgânicos em Garibaldi. O sítio também é associado à Cooperativa de Produtores Ecologistas de Garibaldi (Coopeg). O Crescer é tocado pelo casal Ana Cláudia e Damian Chiesa. Os dois deixaram a vida super urbana para investir num lugar mais tranquilo. Além de turistas, o sítio recebe retiros da igreja católica, grupos de estudo ambiental e até já abrigou festas de casamento diurnas.

Quarto com cozinha e banheiro privativos. Foto: Kelly Pelisser

Outra coisa super mimosa do sítio é que os quartos têm nomes de virtudes: generosidade, equilíbrio, humildade, caridade… Eu fiquei no quarto Fé, o único com banheiro e cozinha privativos. Ele conta com uma cama de casal, uma bancada e dois banquinhos, fogão, geladeira, pia e armários. Tudo completo para você se sentir em casa! E quando se abre a janela, se vê o verde lá fora e ouve os passarinhos cantando! Dali, também se contempla um por do sol incrível! Eu assisti o por do sol sentada no Gramado, fazendo carinho num dos cachorros Border Collie e depois cozinhei usando os ovos das galinhas caipiras e temperos do sítio. Me diz se isso não se pode chamar de felicidade? 🙂

Cachorros Max e Lessie são atração do Sítio. Foto: Kelly Pelisser

A hospedagem custa R$ 50 para o quarto compartilhado (são divididos em dormitórios masculinos e femininos) e R$ 90 para o quarto privativo sem banheiro (o banheiro é coletivo, fora do quarto). Já as suítes (para um casal), com quarto e banheiro privativo, custam R$ 130 durante a semana e R$ 150 nos fins de semana. Nos feriados e alta temporada (janeiro, fevereiro e julho), a suíte sai por R$ 150 durante a semana e R$ 200 no fins de semana. O café da manhã só é servido na alta temporada e custa R$ 15 por hóspede.

Açude tem ilha com ponte. Foto: Kelly Pelisser

O sítio é um encanto! Super tranquilo, bonitinho e dá vontade de voltar muitas vezes! Já quero voltar na primavera pra ver tudo super florido!

 

Sítio Crescer

Onde fica: Rua Buarque de Macedo, sn (cerca de 5 km do Centro), Garibaldi, RS

Mais: site do Sítio Crescer, Facebook do Sítio Crescer

Contato: (54) 98145.0037

 

Pousada dos Capuchinhos e outras atrações de Vila Flores (RS)

Voltei a visitar a fofurice de cidade que é Vila Flores (RS), na Serra gaúcha. Passei um findi lá, hospedada na Pousada dos Capuchinhos e revisitando atrações que eu já tinha passado, mas, dessa vez com meus pais. Eles amaram tudo! E eu adorei rever e já estou querendo voltar. Por isso, reuni nesse post o melhor do que ver e fazer por lá.

Pousada dos Capuchinhos 

Eu me apaixonei por esse pátio. Foto: Kelly Pelisser

Começamos pela Pousada dos Capuchinhos. O lugar é simplesmente incrível! Foi reformado há pouco tempo e tem instalações dignas de hotel (não se engane com o nome ‘pousada’). Fica no prédio do antigo Seminário Santo Antônio, que funcionava por lá entre os anos 1940 e 2005. O ambiente é de paz em todos os cantos. A pousada conta com um pátio lindo com fonte, bancos, ombrelones e estátua de São Francisco de Assis em barro, que é um encanto só. Na parte de trás, ficam três piscinas ao ar livre, onde dá para tomar banho de sol. Depois, há três piscinas cobertas aquecidas e com jatos de hidromassagem sensacionais (uma delícia! Leve muitas roupas de banho porque você vai viver nessas piscinas, independentemente do tempo. Eu já tava murcha de tanto ficar na água. Ahaha). Ali do lado, fica a academia da pousada e um bar. Para crianças, há um parquinho do lado de fora, uma área kids interna e também piscinas rasas tanto externa quanto interna. Para os adultos, há uma sala de jogos. Outra atração na parte interna é uma capela com vitrais maravilhosos e música gregoriana, onde, eventualmente, são rezadas missas. Do lado de fora, tem uma gruta dedicada à Nossa Senhora de Lourdes.

Capela da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Piscinas externas da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Na pousada, também há um wine bar super cool com o balcão decorado com rolhas. Ali são servidos os produtos da Vinícola Frei Fabiano, que fica ao lado e também é propriedade da Ordem dos Freis Capuchinhos. Aliás, ali pertinho ficam os parreirais da vinícola, que é um passeio bonito se você gosta de caminhadas em meio à natureza. Os produtos da vinícola também estão à venda num varejo no saguão de entrada da pousada.

Piscinas cobertas da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Outro destaque é o café da manhã, simplesmente o melhor café de hotel em que eu já fiquei hospedada na vida! Nem querendo, dá para provar de tudo, de tantas opções, tem frutas, panquecas, bolos mil (incluindo com opções integral, sem lactose e sem glúten), e bolos da moda, como naked cake. Sério, acorde cedo para tomar o café que vale muito a pena! É uma atração à parte.

Imagem no pátio da pousada. Foto: Kelly Pelisser

A pousada costuma lotar aos finais de semana, então, é bom você se planejar com antecedência. Já durante a semana, é mais tranquilo. Há cinco tipos de quarto, do standard a suítes. Os preços para diárias aos finais de semana para uma pessoa variam de R$ 115 a R$ 440, para casal de R$ 200 a R$ 440, e em apartamento triplo, de R$ 260  R$ 490 (nessa opção, não há suítes). Já durante a semana, os apartamentos singles custam entre R$ 90 a R$ 350 a diária, os duplos, de R$ 160 a R$ 350 e o triplo, de R$ 210 a R$ 400. No valor, está incluso o café da manhã. A pousada serve jantar de segunda a sábado por R$ 25 por pessoa. Tudo é maravilhoso, com destaque para as piscinas aquecidas e para o ambiente de paz. Sério, você desliga de tudo lá fora. A única coisa ruim da pousada é que não dá vontade nenhuma de voltar para casa na saída. Ahah.

Restaurante Mascaron

Hall do restaurante tem objetos antigos, que evocam a memória da família e da cidade. Foto: Kelly Pelisser

Estando em Vila Flores, você precisa conhecer o Restaurante Mascaron. Fica no Centro, há umas duas quadras da Pousada dos Capuchinhos. O lugar é lindo e reúne diversos objetos que contam a história da família Brandalise, proprietária do empreendimento, e da própria imigração italiana. O restaurante abre para almoço de terça a domingo e para jantar nas sextas e sábados. Durante a semana, ao meio-dia, há a opção de buffet a quilo. Nos finais de semana, é só buffet livre por R$ 40 por pessoa. À noite, serve à la carte. É parada certa por lá.

Padaria Villa do Pão – Casa Fiori

Balanço antigo no balcão da Villa do Pão. Foto: Kelly Pelisser

Outro lugar imperdível na cidade é a padaria Villa do Pão – Casa Fiori que fica numa casa centenária, também no centrinho, perto da igreja matriz. A construção é linda e lá dentro também estão reunidos objetos antigos de famílias italianas. O destaque são os pães caseiros gigantes e os biscoitos super gostosos. Há salas com mesas e cadeiras, onde é possível sentar e provar salgados e tortas.

Filó de Vila Flores

Cantoria no filó de Vila Flores é acompanhada por gaitas. Foto: Kelly Pelisser

Um programa obrigatório é ir no Filó de Vila Flores. A apresentação é feita por artistas da própria comunidade, sob agendamento, para grupos entre 40 e 80 pessoas. Normalmente, nas sextas e sábados à noite sempre tem, com início às 20h e duração de três horas e meia. Mas, eventualmente, são feitos filós também durante a semana se tiver o interesse de grupos. Casais, famílias, pequenos grupos ou pessoas sozinhas devem verificar a disponibilidade de vagas. É preciso reservar antes por telefone. O preço por pessoa é R$ 90. A festa inclui um teatro sobre a saída dos primeiros imigrantes da Itália e chegada ao Brasil, muita cantoria, jogos e comida, claro. Tem polenta, bolo, grostoli, biscoito, queijo, salame, pão, pinhão, vinho e suco. É garantia de muitas risadas.

Ateliê L’Arte Ceccato 

Representações de São Francisco de Assis são tema constante. Foto: Kelly Pelisser

Localizado na comunidade de Linha Aimoré, a cerca de 2,5 quilômetros do Centro de Vila Flores, o Ateliê L’Arte Ceccato é onde a artista Benedita Ceccato produz peças lindas em argila, com motivos religiosos e do cotidiano. Dá para comprar muita coisa para enfeitar a casa. Por lá, a família também recebe os visitantes para contar um pouco sobre a história dos imigrantes italianos e mostrar plantas medicinais. Tem um relógio do corpo humano no jardim, aquele que mostra, de acordo com as horas, as ervas indicadas para tratar cada órgão. Para fazer a Terapia Caminhante pelo trecho, é preciso agendar para grupos. Mas é possível apenas dar uma passada para visitar e ser muito bem recebido pela família.

Dica: Vila Flores tem pouco mais de 3 mil habitantes e está localizada a cerca de oito quilômetros de Veranópolis pela BR-470 (sentido Nova Prata). O acesso é super tranquilo. Tudo é muito pertinho. Tem rodoviária por lá, que está a duas quadras da Pousada dos Capuchinhos. Eu e meus pais fomos de ônibus e fizemos tudo a pé. O único lugar que tem que ir de carro é o Ateliê L’Arte Ceccato. O táxi até lá, a partir da pousada, saiu por R$ 15. Ou seja, mesmo sem ter carro, dá para ir tranquilamente.

Mais informações:

Facebook da Pousada dos Capuchinhos

Facebook do Restaurante Mascaron

Facebook da Padaria Villa do Pão

Facebook do Filó de Vila Flores

Facebook do Ateliê L’Arte Ceccato 

 

Passeios turísticos durante La Prima Vendemmia, em Nova Roma do Sul (RS)

Soberanas da La Prima Vendemmia, as queridas Gabriele Calabria (rainha, ao centro), Laís Barea (princesa, à esquerda) e Fernanda Zatti (princesa, à direita). Foto: Kelly Pelisser

Uma cidade super querida e pequeninha da Serra gaúcha se prepara para receber quase seis vezes a sua população nesse próximo fim de semana. Nova Roma do Sul será palco da 13ª La Prima Vendemmia nos dias 26, 27 e 28 de janeiro, de sexta a domingo. A festa celebra a colheita da uva, o principal produto agrícola do município, no Centro de Esporte e Lazer, com entrada gratuita e distribuição da fruta. Por lá, será possível ver 38 expositores de segmentos diversos, oito agroindústrias do município, além de atrações como um filó típico no sábado à noite e shows de Claus e Vanessa, na sexta, e Papas da Língua, no domingo. O município tem 3,5 mil habitantes e espera 20 mil visitantes nesses três dias.

Uvas comuns no método espaldeira na propriedade Zanotto Pigatto. Foto: Kelly Pelisser

No sábado e domingo, além de visitar o evento, será possível contratar passeios para conhecer o interior do município (que é lindo demais!). São quatro opções, sempre com saída do Centro de Esporte e Lazer, e duração entre uma hora e meia e duas horas. Os preços variam de R$ 10 a R$ 26. Em três passeios, está incluso lanche com produtos típicos. Os ingressos podem ser adquiridos na hora. Para grupos, é melhor agendar agendar pelo e-mail turismo@novaromadosul.rs.gov.br.

Produtos da agroindústria Zanotto Pigatto incluem pão de uva, cuca de uva e bolo de uva. Foto: Kelly Pelisser

Eu visitei alguns dos pontos que os turistas vão conhecer nos passeios. Primeiro, fomos à propriedade da família Zanotto Pigatto, que cultiva uvas americanas no método espaldeira. Eu nunca tinha visto isso. Esse método, com as videiras em linha, é utilizado comumente para uvas viníferas. Mas o proprietário diz que mesmo as frutas comuns ficam mais doces pela maior incidência de sol. A família também tem uma agroindústria que produz pães, bolos e biscoitos. Provamos os produtos, incluindo pão de uva, cuca de uva e um bolo de uva.

Espumantes são destaque na Vinícola Casa Corba. Foto: Kelly Pelisser

Na sequência visitamos a Vinícola Casa Corba, que fica num casarão de pedra. A indústria existe há mais de 20 anos, mas foi nos últimos dois anos que fez um reposicionamento de marca e investiu mais fortemente na produção. Eles fabricam apenas vinhos finos, espumantes e sucos. E devem colocar no mercado nos próximos meses cachaça, graspa e brandy. Os vinhedos são apenas próprios e ficam no entorno do prédio onde é feita a vinificação. O carro-chefe da vinícola são os espumantes, que respondem por cerca de 70% do faturamento, com um moscatel e um brut. Tanto a agroindústria Zanotto Pigatto quanto a Vinícola Casa Corba integram o passeio chamado Sabores de La Prima Vendemmia.

Mirante na propriedade De Bastiani tem vista espetacular. Foto: Kelly Pelisser

Depois, visitamos a propriedade da família De Bastiani. Toda a família nos recebeu com trajes típicos para apresentar a vinícola deles, que atualmente produz apenas sucos. A propriedade é orgânica e há uma opção de suco de uva orgânico e outra de suco integral normal (esse feito com uvas compradas de terceiros). O varejo da vinícola fica numa casa que também é um museu com itens antigos das casas dos imigrantes e seus descendentes. Depois, fomos de carretão até uma parte mais alta da propriedade, onde há um mirante natural com uma vista simplesmente espetacular dos vales por onde correm o Rio das Antas e Rio da Prata. Dá para avistar ao longe diversas cidades do entorno, como Nova Pádua, Veranópolis, Bento Gonçalves e Pinto Bandeira. Lá no topo do morro, a família construiu uma pirâmide (os vértices em estruturas metálicas), que é utilizada para energização. A família De Bastiani são os únicos integrantes dos roteiros que já tem estrutura preparada para receber turistas ao longo do ano, não somente na festa, inclusive com opção de colazione (café da manhã), merendin (lanche), ou almoço sob agendamento. A visita à propriedade integra o roteiro Passeio Encantos do Vale do Rio da Prata durante a La Prima Vendemmia.

Gruta Nossa Senhora de Lourdes é fresquinha e tem visual lindo. Foto: Kelly Pelisser

Seguindo a viagem, fomos até a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, uma formação natural em pedra, com uma pequena queda d´água. No interior da gruta, há imagens de santos. E é possível avistar à frente os morros de Nova Pádua, numa vista muito bonita. Por fim, visitamos o Museu e a Ferraria Peliciolli. São duas casas antigas de madeira. Em uma delas, centenária e hoje desabitada, a família montou um museu, com móveis e objetos antigos, inclusive uma vasta coleção de rádios que ainda funcionam. Na outra casa, estão os objetos da antiga ferraria da família. A gruta e o museu fazem parte do passeio Memórias do Tempo. Ao longo do ano, o museu pode também ser visitado aos finais de semana.

Museu da família Peliciolli. Foto: Kelly Pelisser

Nova Roma tem três acessos, um via RS-448, por Farroupilha (passando por serras com curvas e uma ponte de ferro), e os outros dois via balsa, uma entre Nova Roma e Nova Pádua (perto de Flores da Cunha) e outra entre Nova Roma e Veranópolis. Atravessar o rio na balsa (que leva veículos e pessoas) é uma experiência muito legal. A paisagem é maravilhosa, com o rio e muita vegetação (aranhas gigantes e borboletas amarelas também). As famílias que trabalham na balsa se revezam já que o equipamento funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Eu sugiro que quem puder vá visitar a La Prima Vendemmia utilizando as balsas para acessar a cidade. É lindo e único, como Nova Roma do Sul.

Vista da balsa entre Nova Roma e Nova Pádua. Foto: Kelly Pelisser

 

PASSEIOS

Sabores de La Prima Vendemmia: visita à Agroindústria Zanotto Pigatto, onde será feita a colheita de uva para degustação sob os parreirais, além de saborear o “merendim”, lanche colonial típico com pães, cucas e biscoitos produzidos no local. Após, visita à Vinícola Casa Corba para degustação de vinhos, sucos e espumantes. A duração é de duas horas e o valor, R$ 26 por pessoa.

Memórias do Tempo: visita a pontos como a Capela dos Imigrantes, a Ferraria e o Museu Peliciolli, a Gruta Nossa Senhora de Lourdes e Moinho Peliciolli, onde receberão uma amostra de farinha moída artesanalmente. Nesta atividade com 2h de duração, ainda está previsto um café colonial no melhor estilo italiano, com direito a salame, copa, queijo, grostoli, biscoitos, pão colonial, figada e mel, além de vinho tinto e branco, suco de uva e uva. O valor por pessoa será de R$ 18.

Encantos do Vale do Rio da Prata: Passeio de carretão até o Mirante De Bastiani, onde os visitantes irão se deslumbrar com a vista para o Rio da Prata e os vinhedos da região. Na Vinícola De Bastiani, será possível conhecer o processo de produção dos sucos e vinhos, colher uva direto do parreiral e saborear um café com pão, queijo, salame, copa, grostoli e polenta brustolada. Na propriedade, há um relógio do corpo humano, com a posição solar das horas e indicação de plantas medicinais para tratar diversos órgãos. O passeio terá duração de 1h30min e valor de R$ 20.

Passeio de Carreto: o visitante vai percorrer os parreirais da região a bordo de um veículo com carroceria aberta, levando até o Mirante Zanella, que possui uma belíssima vista para o Vale do Rio das Antas. Esta atividade terá 1h30min de duração e custará R$ 10 por pessoa.

 

PROGRAMAÇÃO

 

26/01/2018 – Sexta-Feira

19:00  Solenidade de Abertura

20:00  Abertura do Pavilhão Temático e Jogos Coloniais

21:30  Show com Claus e Vanessa

27/01/2018 – Sábado

09:00  Abertura

10:00  Saída de Passeios Turísticos

11:30  Abertura da Praça de Alimentação

13:30  Saída de Passeios Turísticos

14:00  Apresentação de Balé

15:00  Jogos Coloniais

15:30  Apresentação Musical Fervo de Gaitas

15:45  Saída de Passeios Turísticos

17:00  Apresentação Musical Amigos de São Vicente

18:00  Saída de Passeios Turísticos

20:00  Filó Típico

21:00  Apresentação Humorística com Iotti

21:40  Apresentação Típica com Girotondo

28/01/2018 – Domingo

09:00  Abertura

10:00  Saída de Passeios Turísticos

10:30  Missa na Igreja Matriz

11:30  Abertura da Praça de Alimentação

12:00  Almoço Típico no Salão Paroquial

13:30  Saída de Passeios Turísticos

14:00  Apresentação Musical com Balanço Nativo

15:00  Jogos Coloniais

15:30  Apresentação Musical com Estampa Gaúcha

15:45  Saída de Passeios Turísticos

17:00  Musical Italiano com Banda Kremony

18:00  Saída de Passeios Turísticos

21:00  Show com Papas da Língua

 

Parque Temático Epopeia Italiana, em Bento Gonçalves (RS)

Imagens na fachada externa são novidades no parque. Foto: Kelly Pelisser

Primeiro cenário tem cartazes. Foto: Kelly Pelisser

Fui conhecer as novidades do Parque Temático Epopeia Italiana, em Bento Gonçalves (RS). O empreendimento é uma espécie de museu da imigração italiana no Rio Grande do Sul que já existe há 14 anos, mas foi agora reformulado. Com a ajuda de cenários, um filme e um ator que conduz os visitantes, a história do casal Rosa e Lázaro Giordani, que saiu da Itália em busca de uma vida melhor no Brasil, é recontada.

Vila italiana é reproduzida. Foto: Kelly Pelisser

A reforma foi feita por uma empresa especializada de Canela (RS), a D’Arte Multiarte, e envolveu 50 pessoas, que trabalharam na parte da noite, já que o parque não fechou em nenhum momento para a revitalização. O sistema de som e luz é totalmente novo, assim como o filme que é exibido em trechos ao longo do percurso. As falas do ator que interpreta Lázaro e conduz os visitantes também são novas, da mesma forma que algumas casas e detalhes dos cenários, que ficaram mais humanizados – como essa empresa de Canela destacou – com roupas nos varais, por exemplo, para dar uma cara de algo mais real. Outra novidade são uns painéis lindos com fotos no lado externo do parque.

Cenário onde neva artificialmente. Foto: Kelly Pelisser

Ator que interpreta Lázaro conta a história da construção da casa em Bento Gonçalves. Foto: Kelly Pelisser

Uma das casas tem parte aberta para mostrar o interior. Foto: Kelly Pelisser

O passeio é feito em horários determinados e o melhor, segundo a Giordani Turismo que opera a atração, é agendar com antecedência. A duração é de cerca de meia hora. No primeiro espaço, onde estão cartazes que reproduzem as propagandas sobre a América e roupas de época, o visitante vê um trecho que resume a história da imigração italiana com imagens antigas. A partir de então, é conduzido pelo guia-ator que interpreta Lázaro, que primeiro para em um cenário que reproduz uma vila italiana, com igrejinha e fonte (bem típica. Quem conhece a Itália identifica na hora). A seguir, seguem todos para um segundo cenário, que representa uma casa de interior na Itália, onde neva artificialmente por alguns instantes, dando um efeito muito bonito. Ali, os visitantes sentam para ver a primeira parte do vídeo que conta a história dos sonhos de Lázaro e Rosa. Na sequência, os turistas entram em um cenário-navio, com telas que primeiro reproduzem o mar e depois dão sequência à história do jovem casal de imigrantes. O próximo local mostra uma mata fechada, tal e qual os italianos encontraram quando chegaram na Serra gaúcha. Em seguida, passa-se a uma pequena vila que remonta as casas construídas pelos imigrantes. Seguindo, está a reprodução do centro de Bento Gonçalves em épocas passadas (mas já com a igreja Santo Antônio e várias casas que existem até hoje). Por fim, há um último cenário com um coreto, onde é feita a despedida. Ali, há uma loja de souvenirs, um espaço para tirar fotos com roupas de época e também está uma foto do casal Rosa e Lázaro de verdade, que são bisavós da família proprietária do empreendimento, junto com um baú que eles trouxeram da Itália.

Cenário reproduz Bento Gonçalves de antigamente, mas já com a igreja Santo Antônio. Foto: Kelly Pelisser

O texto da história é bem otimista, embora cite algumas das dificuldades encontradas pelos italianos nas novas terras. Os cenários são bonitos e bem estruturados. Para quem não conhece a história da imigração vale para ter um resumo. Para quem já conhece vale pela estruturação cênica.

Baú é o original trazido pelos imigrantes Rosa e Lázaro da Itália. Foto: Kelly Pelisser

Foto de Rosa e Lázaro reais. Foto: Kelly Pelisser

 

Parque Temático Epopeia Italiana

Onde fica: Rua Visconde de São Gabriel , 507, bairro Cidade Alta, Bento Gonçalves, RS

Horários: diariamente, das 8h às 18h

Ingressos: R$ 25 (crianças até cinco anos não pagam. A partir de 6 anos, a entrada é o preço normal)

Mais: site e Facebook

 

 

Spa do Vinho Autograph Collection Hotel e Baile Imperial, em Bento Gonçalves (RS)

Construção do Spa do Vinho é maravilhosa. Foto: Kelly Pelisser

Paisagem é a mais linda do vale. Foto: Kelly Pelisser

Para mim, a vista do Spa do Vinho Autograph Collection Hotel é a mais linda de todo o Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS). É aquele tipo de paisagem que a gente pode ver centenas de vezes e continua enchendo os olhos, como da primeira vez. O hotel de alto padrão, que integra a rede internacional Marriott, conta com um condomínio vitícola e um centro vinoterápico que oferece tratamentos corporais e faciais naturais com uso de polifenóis da uva. Uma vez por ano, perto do Sete de Setembro, o Spa do Vinho promove o Baile Imperial, uma grande festa para celebrar a Independência do Brasil, com comidas, roupas e música de época, reproduzindo o país dos tempos da Corte Portuguesa.

Baile Imperial tem iluminação à luz de velas. Foto: Kelly Pelisser

Convidados recebem máscaras. Foto: Kelly Pelisser

Funcionários do hotel estão trajados de época e dançam lindamente. Foto: Kelly Pelisser

A oitava edição do Baile Imperial (em 10 anos de hotel) foi no dia 9 de setembro, um sábado. Eu fui convidada a participar e posso dizer que é uma experiência incrível. Todos os funcionários estão vestindo roupas do início do século 19, da recepção à cozinha. A atmosfera é magnífica. Você se sente num filme de época. Os participantes do jantar devem usar traje social, de preferência as mulheres de vestido longo (mas há várias de vestido até o joelho) e os homens de terno e gravata. O baile é aberto a hóspedes e não hóspedes. Os ingressos custavam de R$ 350 a R$ 550 por pessoa, dependendo do lote. Esse mais caro era do lote final.

Na entrada, você escolhe uma máscara (sim, o baile é de máscaras) à la Veneza, feita por uma artesã de Gramado em couro. As das mulheres são decoradas com plumas e pedras. Para chegar ao local da festa, é preciso descer uma escada. No topo dela, um funcionário do hotel pergunta seu nome e cidade e faz o anúncio a todos: “Recebemos no nosso baile, Kelly da província de Caxias do Sul”. Ao centro do salão fica um palco onde ocorrem apresentações. As mesas redondas para o jantar estão dispostas ao redor dele. Já a orquestra, que vai tocar ao longo de toda noite músicas clássicas como valsas e minuetos, está num outro palco próximo ao central. O salão fica meio às escuras, já que a iluminação é feita apenas com velas em castiçais sobre as mesas. O público acompanha, antes e durante o jantar, apresentações de funcionários do hotel vestidos de época, de ballet e mais de dois solistas de ópera (divinos) do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Fernanda Schleder e Frederico de Assis.

Primeiro prato: salmão. Foto: Kelly Pelisser

Segundo prato: bacalhau. Foto: Kelly Pelisser

Cabedella de peru com feijões brancos ensopados e embutidos. Foto: Kelly Pelisser

Lombo de vaca e quibebe de moranga. Foto: Kelly Pelisser

Bolos de sobremesa. Foto: Kelly Pelisser

Os pratos do jantar foram feitos por chefs convidados, reproduzindo iguarias que a Corte Portuguesa consumia no Brasil. Confesso que estava curiosa para provar o menu. De entrada, queijo coalho assado com mel, pãezinhos e manteiga. Como primeiro prato, um salmão ao molho de ervilhas com cogumelos e castanhas adoçadas (eu amei essa explosão de sabor). O segundo prato era um bacalhau au gratin com azeitonas. Na sequência, uma cabedella de peru com feijões brancos ensopados e embutidos. E por fim, um lombo de vaca e quibebe de moranga. O jantar era acompanhado de vinhos premium de vinícolas do Vale dos Vinhedos, Lídio Carraro, Don Laurindo, Almaúnica, Miolo e Don Cândido. Todo o serviço é à francesa. De sobremesa, docinhos como quindim e de nozes, bolos decorados, bem-casados, café e licor. Esses estavam em uma antessala para os participantes do jantar se servirem à vontade.

Ao fim do jantar, alguns casais dançaram na área do palco, mas a festa acabou cedo, já que a maioria preferiu se recolher aos quartos. Mas, me contaram que isso depende da resposta do público. Em alguns anos, o baile seguiu até as 4h da manhã. Mesmo sem festa madrugada adentro, o jantar espetáculo enche os olhos e vale muito a pena.

Quarto com cama enooorme. Foto: Kelly Pelisser

Eu passei a noite no hotel, num dos quartos com vista para os fundos. O grande destaque é a cama mais do que enorme, maior do que uma king size, com muitos travesseiros e almofadas, bem daquelas para se jogar. A vontade é ficar muito tempo na cama. Mas eu sugiro acordar logo para aproveitar a paisagem. O café da manhã é servido no andar térreo. Estão à disposição frutas, iogurte, pães, bolos e frios. Os garçons oferecem café, leite, sucos e espumante. Também é possível levar sua refeição para um terraço ali ao lado e tomar café apreciando a linda vista dos vinhedos e do vale. O hotel conta com uma piscina externa (também com vista para o vale), adega e bar. No último andar, há um restaurante para eventos, de onde é possível ter uma visão ainda mais magnífica da paisagem, já que é o ponto mais alto da construção.

Piscina externa do hotel. Foto: Kelly Pelisser

O hotel oferece quartos a partir de R$ 550 a diária, incluindo café da manhã. Há quartos de diversos perfis, com preços que podem chegar a R$ 2.817 a diária, com varanda com vista para o vale e banheira de hidromassagem. Os mais caros são os da parte da frente do hotel, voltados para a paisagem da vinícola Miolo. Dando uma olhada no site da rede Marriott, dependendo do dia, dá para pagar R$ 362 dos quartos mais simples. Os tratamentos do spa são pagos à parte, assim como o estacionamento.

Fonte em frente ao hotel pode ser acessada também por não hóspedes. Foto: Kelly Pelisser

Quem não é hóspede pode fazer fotos na área externa do hotel, onde fica a fonte na entrada (que tem uma vista linda para o vale), pagando o estacionamento. Não hóspedes também podem utilizar o Restaurante Leopoldina e o Bar Sabrage do hotel. Não é necessário pagar taxas, apenas o que for consumido.

Terraço onde é possível tomar café da manhã e ter vista do vale. Foto: Kelly Pelisser

O mais impactante de todo hotel é a paisagem, o entorno, o contexto. Seja para se hospedar ou apenas para visitar, o lugar é encantador e remete às regiões vinícolas mais famosas da Europa, com vales e vinhedos. E ainda por cima participar de um baile de máscaras no estilo imperial com esse cenário faz a gente acreditar que está em um filme de época. O Spa do Vinho Autograph Collection Hotel é, realmente, uma experiência única.

 

Spa do Vinho Autograph Collection Hotel

Onde fica: RS-444, km 21, em frente à vinícola Miolo, Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves, RS

Mais: site e Facebook

 

 

Reino da Longevidade, em Veranópolis (RS)

Esses são os únicos móveis que não estão à venda, por serem acervo da família. Foto: Kelly Pelisser

Coroa bem na entrada do Reino da Longevidade Foto: Kelly Pelisser

Todos os móveis do café estão à venda. Foto: Kelly Pelisser

Eu adoro roteiros pelo interior, ainda mais quando são genuínos e cercados de histórias. Tive o privilégio de fazer parte do primeiro grupo a conhecer um novo passeio turístico em Veranópolis (RS). O roteiro foi idealizado por um empreendimento jovem e super querido na comunidade de Monte Bérico: o Reino da Longevidade, um café onde todos os móveis (os que decoram o espaço e também as mesas e cadeiras onde sentam os clientes) estão à venda. Tanto os móveis no estilo rústico quanto as opções para comer são feitas pela família Fracasso. O novo passeio, chamado Segredos da Maçã, percorre as comunidades de Monte Bérico e Lajeadinho, onde se plantou o primeiro pé de maçã do Brasil.

Mesas e cadeiras onde clientes sentam no café também estão à venda. Foto: Kelly Pelisser

Amei esses móveis. Foto: Kelly Pelisser

O café Reino da Longevidade foi criado em outubro de 2016. Ele ocupa o térreo de uma casa da família, onde, no passado, funcionava uma fábrica de carrocerias. Atende aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h30min. No cardápio, estão cafés desde o tradicional expresso passando por aqueles incrementados, como irish coffe e chocolate quente com panna, até opções exclusivas, como o Café do Reino, que leva xarope de menta, e o Café da Longevidade, com calda de morango. Os preços variam de R$ 4,50 a R$ 9,50. Das comidinhas, tem várias opções bem locais: sanduíche colonial com salame ou copa, bolos, pão com geleia, palha italiana, torta tirolesa, torta de maçã, e roseta (massa de grostoli com recheio de creme). Os preços desses itens variam de R$ 4 a R$ 7,50. O café por si é um encanto só. Na entrada, há uma coroa e uma tiara com um trono, onde as crianças adoram brincar. Logo passando a porta, estão os únicos itens que não são estão à venda: uma prateleira que guarda itens antigos da família e uma cômoda que era da avó dos proprietários. O restante dos móveis, que tem um toque antiguinho lindo e são peças únicas, tem etiquetas de preço, inclusive a mesa e a cadeira onde você sentar para comer. Assim que são vendidas, as peças vão sendo substituídas.

No café também estão à venda lembranças como jogos da velha e resta um em madeira. Foto: Kelly Pelisser

A ideia da criação do espaço é da relações públicas Letícia Fracasso, que administra o Reino da Longevidade junto com o marido, Júnior. Os móveis são da fábrica dos irmãos da Letícia, o Marcelo e o Gustavo (há mais de 20 anos, eles trabalham com isso). Os dois irmãos da Letícia também são os motoristas e guias do novo passeio. Os visitantes são levados em carros que já eram de propriedade da família, apaixonada por carros antigos, um Jeep e uma Rural 1959. Uma segunda Rural está sendo preparada para se juntar ao empreendimento.

Veículos que levam ao passeio. Foto: Kelly Pelisser

Primeira parada: igreja de Monte Bérico. Foto: Kelly Pelisser

O passeio será feito apenas por agendamento e dura pouco mais de duas horas. A atividade começa e termina no próprio café e tem outros quatro pontos de parada oficial, mas também é possível pedir para parar pelo caminho para fazer fotos ou observar melhor a paisagem. Os guias vão explicando um pouco da história das comunidades por onde os veículos passam. A primeira parada é a igreja da comunidade de Monte Bérico. Depois, segue para a igreja da comunidade de Lajeadinho, onde há um busto do agricultor José Bin que, em 1935, comprou uma maçã importada da Califórnia, nos Estados Unidos, num mercado de Veranópolis e resolveu plantar as sementes na sua propriedade, dando início ao cultivo de maçãs no Brasil. A próxima parada é justamente na casa onde Bin morava. Na mesma propriedade, que pertence a descendentes do agricultor, o carro segue mais um trecho à frente para, então, os participantes do passeio abandonarem os veículos e seguirem a pé por um potreiro, por cerca de 330 metros, até um mirante onde se avista o Rio das Antas e a ponte dos arcos que divide Veranópolis e Bento Gonçalves. Realmente, a paisagem é linda e de um ângulo totalmente novo para mim da ponte símbolo da região.  De volta ao carro, o passeio continua na Vinícola Simonetto, para ouvir as histórias do proprietário e provar os excelentes vinhos do lugar. Por fim, a aventura termina no Reino da Longevidade, onde o visitante tem uma prova de alguns dos produtos do café, pão com queijo e salame, palha italiana, torta tirolesa e torta de maçã, acompanhados de um café simples à escolha ou de chá de maçã. Eu provei o cappuccino e o chá de maçã. Tudo muito gostoso, assim como as tortas (me apaixonei pela palha italiana).

Segunda parada: igreja de Lajeadinho e busto de José Bin, o primeiro a plantar maçãs no Brasil. Foto: Kelly Pelisser

A casa onde morou José Bin. Foto: Kelly Pelisser

A atividade ocorre nos mesmo dias de funcionamento do café, sábados, domingos e feriados. É possível levar de duas a oito pessoas. Os preços variam de R$ 100 a R$ 120, conforme o número de participantes. Nesse valor, já está incluída a degustação na vinícola e também o prato de degustação com uma bebida no café ao final. É legal lembrar de levar repelente e protetor solar, já que é feita uma caminhada no campo. Para reservar, é possível entrar em contato pelo telefone (54) 3441.0029 ou pelo e-mail contato@reinodalongevidade.com.br.

Tanto o café quanto o passeio valem demais a pena. Eu fiquei muito encantada e com vontade de voltar.

Vinhos para degustação na Vinícola Simonetto. Foto: Kelly Pelisser

Visitantes provam produtos do Reino da Longevidade ao final do passeio. Foto: Kelly Pelisser

Vista da ponte do Rio das Antas a partir de mirante na propriedade da família Marin. Foto: Kelly Pelisser

 

Reino da Longevidade

Onde fica: Rua Guerino Cosmo Rigon, 465, comunidade de Monte Bérico, Veranópolis, RS

Horários: sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h30min

Mais: site e Facebook