Restaurante Mascaron, em Vila Flores, RS

Para começar, tem sopa de capeletti, polenta, pien e salame frito no restaurante Mascaron. Foto: Kelly Pelisser

Mais do que um restaurante, o Mascaron Paradouro, em Vila Flores (RS), é uma pequena aula de história. A casa foi construída especialmente para abrigar o empreendimento, com semelhança àquela dos ancestrais da família Brandalise, proprietária do negócio. O Mascaron era o apelido na família na Itália. Pelas paredes, na recepção, pelo teto, em cada cantinho, estão objetos ou referências à colonização italiana e a história da família. Aliás, além desse restaurante, eles também administram o famoso Restaurante Giratório na cidade vizinha de Veranópolis.

Apaixonada pelo pão frito: esses do cantinho debaixo. Foto: Kelly Pelisser

A construção em Vila Flores é de pedra, madeira, e tem uma fonte, réplica de uma entrada na cidade de Arsié, na Itália, de onde partiu a família Brandalise. Na recepção, cadeiras como as de antigos cinemas, de onde se contemplam uma porta antiga, mapas, fotos de família e quadros religiosos. No hall, olhe para o teto e veja uma fotografia da casa dos antepassados do proprietário do restaurante. Logo em frente, estão rádios, TV e máquinas de escrever antigos. O salão do restaurante é amplo, com cadeiras em madeira colorida, além de azulejos e outros objetos que trazem cor ao local, também, como era nas casas do passado.

De meio-dia, tem buffet a quilo. Foto: Kelly Pelisser

De meio-dia, diariamente, o almoço é buffet a quilo ou livre. De entrada, tem sopa de capeletti, pien, queijo ralado, polenta brustolada e salame frito, em cima do fogão à lenha. Ali do ladinho, estão também queijo, salame, pão, e atenção para o detalhe que me deixou encantada: tem pão frito! Em duas versões: salgado e doce! Quanto tempo eu não via pão frito! Quem é descendente de italianos na Serra, deve ter comido na casa da nonna pão frito. Com os restinhos que sobrava da massa do pão, se cortava em quadradinhos e fritava! Experiência afetiva para voltar no tempo comer essa delícia antes do almoço! Para mim, tem gosto de infância.

Hall do restaurante tem objetos antigos, que evocam a memória da família e da cidade. Foto: Kelly Pelisser

No buffet do almoço, estão massas, saladas variadas, legumes refogados, carnes, também com a opção de grelha. Tudo bem gostoso! O local oferece vinhos, incluindo os da vinícola da família. De sobremesa, tem sagu com creme, pudim e outras delícias tradicionais. Se você pedir um café, a xícara é bem fofa, uma canequinha colorida. À noite, o sistema do restaurante é a la carte, com filés e peixes. Vale a parada nessa cidadezinha simpática para comer bem e ainda se encantar com a beleza e a história do lugar.

Restaurante é amplo e colorido. Foto: Kelly Pelisser

Detalhes do restaurante. Foto: Kelly Pelisser

 

Restaurante Mascaron

Onde: BR 470, km 168, Vila Flores, RS

Horários: para almoço, diariamente, das 11h30min às 13h30min, e para jantar, de terças à sábados, das 19h30min às 22h.

Mais: site e Facebook

 

 

Pousada dos Capuchinhos, em Vila Flores, RS

Fachada da Pousada dos Capuchinhos. Foto: Kelly Pelisser

Logo depois do hall de entrada, parede cheia de imagens religiosas. Foto: Kelly Pelisser

Há algum tempo, eu alimentava a curiosidade em conhecer a Pousada dos Capuchinhos, no município de Vila Flores, RS. Passei um final de semana lá, a convite do Sindicato Empresarial da Gastronomia e Hotelaria (Segh), que juntamente com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), promoveu durante duas semanas, entre o fim de maio e o dia 4 de junho, as comemorações do Dia do Vinho (que incluía descontos em hospedagem e atrativos em vinícolas e restaurantes). A pousada, que foi reformada há quatro anos, superou em muito as minhas expectativas, e olha que eram altas! Tudo é maravilhoso lá! Cada detalhe é lindo, a estrutura é melhor do que muitos hotéis (não se deixe enganar pelo nome “pousada”) e a tranquilidade do lugar é digna dos freis capuchinhos, que são responsáveis pelo empreendimento. O prédio funciona no lugar onde ficava o antigo Seminário Santo Antônio entre os anos 1940 e 2005.

Eu me apaixonei por esse pátio. Foto: Kelly Pelisser

Imagem no pátio da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Os quartos são simples, mas bem aconchegantes com ar condicionado, e no banheiro tem até espelho especial para maquiagem (adorei). O pátio entre os prédios da pousada é um encanto só, com fonte de água, bancos, limoneiros, ombrelones e estátua de São Francisco de Assis. Nesse espaço, fica tocando uma música gregoriana baixinha, que acalma. É uma paz só ficar sentada ali. A pousada tem sala de estar com paredes feitas com madeira de pipa de vinho antigas, mais móveis vintage. Ao lado, tem uma sala de jogos, com mesa de sinuca. E por ali também fica um wine bar, com uma bancada super legal feita com rolhas, além de várias mesinhas. O restaurante ao lado serve o café da manhã, que é mais do que farto, com frutas e muitos tipos de bolo, muitos mesmo: com opções sem lactose, integrais, brownie e red velvet (ah, almoço e janta não estão disponíveis, mas há opções próximas da pousada). Ali no mesmo corredor do restaurante do hotel também tem uma capela para orações individuais, com vitrais lindos, com uma luz impressionante (futuramente, o espaço deve voltar a abrigar missas diárias). Atrás da pousada, fica a vinícola Frei Fabiano, administrada pelos capuchinhos, que produz sucos, vinhos e espumantes, que também são vendidos, no varejo, na recepção da pousada, ou no wine bar (curiosidade: eles produzem vinho de missa, que eu provei e é licoroso, bem doce, bem alcoólico – 16 graus – e rosé). Do lado de fora da pousada, estão três piscinas ao ar livre (uma com hidromassagem), com mesas e cadeiras, e mais outro espaço fechado com mais piscinas cobertas. Atualmente, essas piscinas estão à disposição dos hóspedes com água normal, fria, mas, assim que a pousada obtiver autorização do governo federal, vai explorar águas termais descobertas no terreno dos freis, com o líquido vertendo a 46ºC. Assim que forem autorizadas, as piscinas já devem utilizar desse recurso. Futuramente, será construído um parque para aproveitar as águas quentinhas, que também terá outras atrações, como mini-fazenda e mini-zoológico. Um centro de eventos, para atividades empresariais e festas particulares, como casamentos e formaturas, está no projeto. A ideia do parque é que os hóspedes da pousada tenham acesso a ele, mas que também outras pessoas paguem ingresso para entrar no espaço, mas, aí sem ter acesso à parte de hotelaria.

Capela da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Piscinas externas da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Piscinas cobertas da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Atualmente, os quartos individuais da Pousada dos Capuchinhos custam a partir de R$ 120 a diária. Já os para casal têm preços entre R$ 160 e R$ 185, fora uma suíte especial que custa mais de R$ 300 a diária. São 69 apartamentos, sendo que quatro são adaptados para pessoas com deficiência física. Mas, atenção, é bom se planejar para passar um fim de semana lá. A lotação é sempre máxima em sábados e domingos. Por isso, é bom reservar para esse período com 45 ou 60 dias de antecedência, pelo menos. Se for para durante a semana, é mais tranquilo.

Wine bar da pousada. Atentem para a bancada com rolhas. Foto: Kelly Pelisser

Parede da sala de estar é feita com pipas. Foto: Kelly Pelisser

Eu amei tudo! Quero voltar para aproveitar com mais calma tudo o que a pousada proporciona! Também quero levar meus pais! Vila Flores, cidade de 3,3 mil habitantes, é um lugar muito querido e, certamente, uma das coisas que a faz especial é essa pousada maravilhosa! Mais do que aprovada e recomendada!

Quarto da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Uma das mesas do café do manhã, que tem até brownie e bolo red velvet. Foto: Kelly Pelisser

 

Pousada dos Capuchinhos

Onde fica: Rua do Seminário, 290, Vila Flores, RS

Telefone: (54) 3447.4700

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