Sítio Crescer, em Garibaldi (RS)

Casa do Sítio Crescer: nos dois andares superiores ficam os quartos. No térreo, está o refeitório e cozinhas coletivos. Foto: Kelly Pelisser

Fiquei hospedada num lugar abençoado pela natureza e cheio de energia, o Sítio Crescer, em Garibaldi (RS). É um sítio que produz hortaliças e temperos orgânicos e também conta com hospedagem, no formato de hostel (com camas em quartos compartilhados) e algumas opções de quartos para casal privativos. Tem super cara de interior, mas fica muito pertinho da cidade, a cerca de cinco quilômetros do Centro de Garibaldi. Como também é bem próximo ao Vale dos Vinhedos, é ponto de parada para muitos turistas que estão conhecendo a Serra gaúcha, mas eu mais do que recomendo tirar um dia para aproveitar a calmaria lá do sítio mesmo.

O Sítio Crescer tem muitas flores. Foto: Kelly Pelisser

O sítio tem muito verde, um açude com peixes e uma ilha no meio, plantações de alface, couve, salsa, cebolinha e outros temperos orgânicos, uma estufa com morangos, um parquinho infantil e muitas flores. A uma curta caminhada por uma trilha, se chega a uma pequena cascata. Outra atração são os dois cachorros da raça Border Collie, muito amáveis e brincalhões, o Max e a Lessie. Há ainda um gato e galinhas no sítio. O lugar conta ainda com algumas árvores frutíferas, como bergamotas, nesperas e laranjas. Há várias casinhas de passarinhos penduradas pelas árvores. Uma querideza só!

Refeitório coletivo iluminado e integrado à natureza. Foto: Kelly Pelisser

O prédio da hospedagem tem um refeitório e uma cozinha coletivos, que todos os hóspedes podem utilizar. Fica num espaço amplo e super iluminado, com paredes de vidro, que fazem com que o salão fique integrado à paisagem verde. Um dos quartos privativos conta com cozinha individual, além do banheiro. Outras acomodações não têm banheiro individual, é preciso utilizar banheiros coletivos. O lugar não serve refeições, nem mesmo o café da manhã (apenas em momentos de alta temporada é servido café da manhã, com preço cobrado à parte). Como não há nada muito próximo, então, ou é preciso levar alimentos para cozinhar, ou sair do sítio e ir em algum lugar em Garibaldi para comer. Quem optar por cozinhar no local, pode se servir também dos ovos das galinhas, das hortaliças, flores e temperos do sítio. Sugiro, para o lanche da tarde, levar uma toalha e fazer um piquenique no gramado.

O sítio tem parque infantil. Foto: Kelly Pelisser

Açude com peixes. Foto: Kelly Pelisser

A hospedagem conta com um espaço coletivo, com mesa de pingue-pongue, livros e jogos. Outro destaque é a própria construção, que é sustentável, com telhas de caixinhas de leite, para isolamento térmico, e aproveitamento de energia solar. O lugar faz parte da Via Orgânica, roteiro que reúne empreendimentos com produção ou venda de produtos orgânicos em Garibaldi. O sítio também é associado à Cooperativa de Produtores Ecologistas de Garibaldi (Coopeg). O Crescer é tocado pelo casal Ana Cláudia e Damian Chiesa. Os dois deixaram a vida super urbana para investir num lugar mais tranquilo. Além de turistas, o sítio recebe retiros da igreja católica, grupos de estudo ambiental e até já abrigou festas de casamento diurnas.

Quarto com cozinha e banheiro privativos. Foto: Kelly Pelisser

Outra coisa super mimosa do sítio é que os quartos têm nomes de virtudes: generosidade, equilíbrio, humildade, caridade… Eu fiquei no quarto Fé, o único com banheiro e cozinha privativos. Ele conta com uma cama de casal, uma bancada e dois banquinhos, fogão, geladeira, pia e armários. Tudo completo para você se sentir em casa! E quando se abre a janela, se vê o verde lá fora e ouve os passarinhos cantando! Dali, também se contempla um por do sol incrível! Eu assisti o por do sol sentada no Gramado, fazendo carinho num dos cachorros Border Collie e depois cozinhei usando os ovos das galinhas caipiras e temperos do sítio. Me diz se isso não se pode chamar de felicidade? 🙂

Cachorros Max e Lessie são atração do Sítio. Foto: Kelly Pelisser

A hospedagem custa R$ 50 para o quarto compartilhado (são divididos em dormitórios masculinos e femininos) e R$ 90 para o quarto privativo sem banheiro (o banheiro é coletivo, fora do quarto). Já as suítes (para um casal), com quarto e banheiro privativo, custam R$ 130 durante a semana e R$ 150 nos fins de semana. Nos feriados e alta temporada (janeiro, fevereiro e julho), a suíte sai por R$ 150 durante a semana e R$ 200 no fins de semana. O café da manhã só é servido na alta temporada e custa R$ 15 por hóspede.

Açude tem ilha com ponte. Foto: Kelly Pelisser

O sítio é um encanto! Super tranquilo, bonitinho e dá vontade de voltar muitas vezes! Já quero voltar na primavera pra ver tudo super florido!

 

Sítio Crescer

Onde fica: Rua Buarque de Macedo, sn (cerca de 5 km do Centro), Garibaldi, RS

Mais: site do Sítio Crescer, Facebook do Sítio Crescer

Contato: (54) 98145.0037

 

Pousada dos Capuchinhos, em Vila Flores, RS

Fachada da Pousada dos Capuchinhos. Foto: Kelly Pelisser

Logo depois do hall de entrada, parede cheia de imagens religiosas. Foto: Kelly Pelisser

Há algum tempo, eu alimentava a curiosidade em conhecer a Pousada dos Capuchinhos, no município de Vila Flores, RS. Passei um final de semana lá, a convite do Sindicato Empresarial da Gastronomia e Hotelaria (Segh), que juntamente com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), promoveu durante duas semanas, entre o fim de maio e o dia 4 de junho, as comemorações do Dia do Vinho (que incluía descontos em hospedagem e atrativos em vinícolas e restaurantes). A pousada, que foi reformada há quatro anos, superou em muito as minhas expectativas, e olha que eram altas! Tudo é maravilhoso lá! Cada detalhe é lindo, a estrutura é melhor do que muitos hotéis (não se deixe enganar pelo nome “pousada”) e a tranquilidade do lugar é digna dos freis capuchinhos, que são responsáveis pelo empreendimento. O prédio funciona no lugar onde ficava o antigo Seminário Santo Antônio entre os anos 1940 e 2005.

Eu me apaixonei por esse pátio. Foto: Kelly Pelisser

Imagem no pátio da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Os quartos são simples, mas bem aconchegantes com ar condicionado, e no banheiro tem até espelho especial para maquiagem (adorei). O pátio entre os prédios da pousada é um encanto só, com fonte de água, bancos, limoneiros, ombrelones e estátua de São Francisco de Assis. Nesse espaço, fica tocando uma música gregoriana baixinha, que acalma. É uma paz só ficar sentada ali. A pousada tem sala de estar com paredes feitas com madeira de pipa de vinho antigas, mais móveis vintage. Ao lado, tem uma sala de jogos, com mesa de sinuca. E por ali também fica um wine bar, com uma bancada super legal feita com rolhas, além de várias mesinhas. O restaurante ao lado serve o café da manhã, que é mais do que farto, com frutas e muitos tipos de bolo, muitos mesmo: com opções sem lactose, integrais, brownie e red velvet (ah, almoço e janta não estão disponíveis, mas há opções próximas da pousada). Ali no mesmo corredor do restaurante do hotel também tem uma capela para orações individuais, com vitrais lindos, com uma luz impressionante (futuramente, o espaço deve voltar a abrigar missas diárias). Atrás da pousada, fica a vinícola Frei Fabiano, administrada pelos capuchinhos, que produz sucos, vinhos e espumantes, que também são vendidos, no varejo, na recepção da pousada, ou no wine bar (curiosidade: eles produzem vinho de missa, que eu provei e é licoroso, bem doce, bem alcoólico – 16 graus – e rosé). Do lado de fora da pousada, estão três piscinas ao ar livre (uma com hidromassagem), com mesas e cadeiras, e mais outro espaço fechado com mais piscinas cobertas. Atualmente, essas piscinas estão à disposição dos hóspedes com água normal, fria, mas, assim que a pousada obtiver autorização do governo federal, vai explorar águas termais descobertas no terreno dos freis, com o líquido vertendo a 46ºC. Assim que forem autorizadas, as piscinas já devem utilizar desse recurso. Futuramente, será construído um parque para aproveitar as águas quentinhas, que também terá outras atrações, como mini-fazenda e mini-zoológico. Um centro de eventos, para atividades empresariais e festas particulares, como casamentos e formaturas, está no projeto. A ideia do parque é que os hóspedes da pousada tenham acesso a ele, mas que também outras pessoas paguem ingresso para entrar no espaço, mas, aí sem ter acesso à parte de hotelaria.

Capela da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Piscinas externas da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Piscinas cobertas da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Atualmente, os quartos individuais da Pousada dos Capuchinhos custam a partir de R$ 120 a diária. Já os para casal têm preços entre R$ 160 e R$ 185, fora uma suíte especial que custa mais de R$ 300 a diária. São 69 apartamentos, sendo que quatro são adaptados para pessoas com deficiência física. Mas, atenção, é bom se planejar para passar um fim de semana lá. A lotação é sempre máxima em sábados e domingos. Por isso, é bom reservar para esse período com 45 ou 60 dias de antecedência, pelo menos. Se for para durante a semana, é mais tranquilo.

Wine bar da pousada. Atentem para a bancada com rolhas. Foto: Kelly Pelisser

Parede da sala de estar é feita com pipas. Foto: Kelly Pelisser

Eu amei tudo! Quero voltar para aproveitar com mais calma tudo o que a pousada proporciona! Também quero levar meus pais! Vila Flores, cidade de 3,3 mil habitantes, é um lugar muito querido e, certamente, uma das coisas que a faz especial é essa pousada maravilhosa! Mais do que aprovada e recomendada!

Quarto da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Uma das mesas do café do manhã, que tem até brownie e bolo red velvet. Foto: Kelly Pelisser

 

Pousada dos Capuchinhos

Onde fica: Rua do Seminário, 290, Vila Flores, RS

Telefone: (54) 3447.4700

Mais: Facebook

 

 

Hospedaria Rio do Vento, junto ao Barlavento Morangos Hidropônicos, em Caxias do Sul (RS)

hospedaria rio do vento

Pousada foi feita a partir de duas casas antigas. Foto: Kelly Pelisser

Quase todo mundo de Caxias já foi ou, pelo menos, já ouviu falar do Barlavento, o restaurante ao lado da produção de morangos hidropônicos que se desenvolvem ouvindo música na Rota do Sol. Mas nem todo mundo sabe que lá também existe uma pousada super simpática. A Hospedaria Rio do Vento é relativamente nova, existe há cerca de um ano e meio. A pousada foi montada a partir de duas casas antigas, que seriam demolidas, uma de 1871, trazida de Coronel Barros, e outra de 1951, de Três de Maio, na Fronteira Noroeste do Estado. A hospedaria é bastante procurada por turistas de Porto Alegre e de São Paulo, especialmente, pela localização estratégica entre Gramado e Bento Gonçalves. Mas moradores de Caxias do Sul e outras cidades da Serra também recorrem ao lugar em datas especiais, como Dia dos Namorados, ou só para dar aquela fugidinha mesmo num fim de semana.

pousada serra gaúcha

Área comum da pousada, com sala de estar e mesas para o café da manhã. Foto: Kelly Pelisser

rio do vento

Área de leitura da pousada. Foto: Kelly Pelisser

As paredes de tijolo e de madeira foram desmontadas e remontadas em Caxias. Algumas partes, como as divisórias internas dos quartos, são novas. A pousada tem seis suítes, cada uma com capacidade para entre duas e cinco pessoas. Um dos quartos têm um bercinho para bebê. Dois deles, contam com um mezanino, onde fica uma outra cama. Os valores variam conforme o número de pessoas e o quarto escolhido. Para uma pessoa, entre R$ 190 e R$ 320; para duas, de R$ 270 a R$ 400; para três, de R$ 370 a R$ 480; para quatro, de R$ 510 a R$ 560; e para cinco, R$ 640. No preço, está incluído o pernoite e o café da manhã. As diárias começam às 14h e vão até o meio-dia.

quarto pousada

Quarto onde fiquei tem mezanino. Foto: Kelly Pelisser

Tudo tem cara de casa, daquela da avó, sabe? Uma lareira na entrada garante o calor para a sala de estar e mesas do café. Em noites frias, também dá para fazer pinhão na chapa ali. Passei uma noite na pousada, num dia frio. Dentro da casa, não se sente a temperatura e o vento lá fora. Os quartos têm Split, e também cobertas e edredons que dão conta do recado. As janelas têm vidros duplos para serem isolantes térmicos e também do movimento da rodovia, ao longe. Fiquei no quarto chamado Patagônia, que teria lugar para quatro pessoas, uma delas, no mezanino alcançado por uma escada. Todos os quartos têm banheiro (com secadores e toalhas à disposição), TV e frigobar (com água, refrigerante e cerveja).

bulés pousada rio do vento

Detalhes antigos estão por toda a parte. Foto: Kelly Pelisser

A pousada tem uma pequena cozinha comum, com geladeira, fogão e micro-ondas, que pode ser utilizada pelos hóspedes. Já o serviço de restaurante é o do Barlavento, que fecha cedo. Nessa época, o atendimento é até 19h durante a semana e até 20h nos finais de semana. Ou seja, se você quiser jantar lá, tem que se programar para comer cedinho. Eu jantei no restaurante. Pedi um Ruta 40, uma massa penne com carne de panela e queijo parmesão (R$ 37,50), acompanhada por uma taça de vinho (R$ 9). De sobremesa, escolhi um Tormentim, brownie com sorvete de nata e calda de mirtilo (R$ 19,50). A carne de panela estava deliciosa, bem soltinha! E o brownie e a calda são bem gostosos.

brownie com sorvete e calda de mirtilo

Sobremesa do jantar: brownie com sorvete e calda de mirtilo. Foto: Kelly Pelisser

A noite foi bem tranquila. O café da manhã é servido entre 8h e 10h. Dependendo da época do ano, tem os tradicionais morangos cultivados lá no sistema de hidroponia. Agora, infelizmente, não há morangos. A safra é entre agosto e dezembro, mas, dependendo do clima, é possível ter num período bem maior. Esse ano, não foi de muito sucesso.  Assim, o restaurante também não tem, nesse momento, sobremesas e pratos com morangos, já que a opção dos proprietários é não comprar a fruta de terceiros. O café tinha bananas e maçãs, grostoli daquele sequinho, pães com geleia e manteiga, queijo e peito de chester, biscoitos, café e chá. E destaque para: o suco de morango maravilhoso, o melhor da vida (é congelado, por isso, tem todo ano), o iogurte de morango (o iogurte é produzido por uma agroindústria e a calda é feita lá mesmo), e uma cuca de mirtilo divina (também produzida na hospedaria). Sério, eu ainda sinto o gosto do suco, do iogurte e da cuca dias depois! Coisa mais boa!

café da manhã pousada rio do vento

Café da manhã com suco de morango, iogurte de morango e cuca de mirtilo: delícias! Foto: Kelly Pelisser

Depois do café, uma boa pedida é dar uma caminhada no entorno, observar as árvores, brincar com os cachorros (a Rosinha é pequeninha e um amor! Adora carinho), ver os outros bichinhos (tem coelhos, galinhas e porquinhos da Índia), e relaxar. Afinal, estamos perto de Caxias, a uns 14 quilômetros do Centro, mas num lugar onde o tempo parece que passa um pouco mais devagar. Aliás, não há sinal de celular ou de internet por lá, mas a pousada conta com wifi e telefone. Só que te dou um conselho: esqueça, se possível, do celular. Afinal, não é em todo o lugar que dá para parar e ver sentir o tempo passar em outro ritmo. Tipo, na casa da vó.

restaurante Barlavento

Área externa do restaurante Barlavento. Foto: Kelly Pelisser

restaurante barlavento

Área interna do restaurante Barlavento. Foto: Kelly Pelisser

bichos rio do vento

Além dos porquinhos da Índia, lugar também tem cachorros, galinhas e coelhos. Foto: Kelly Pelisser

Hospedaria Rio do Vento e Barlavento Morangos Hidropônicos

Onde: RSC-453, Km 154, Rota do Sol (a 14 quilômetros do centro, em direção ao Litoral), Caxias do Sul (RS)

Preços das diárias e fotos dos quartos: http://www.riodovento.com.br/hospedaria

Horário do restaurante: de segunda a sexta, das 8h às 19h, sábados, domingos e feriados, das 8h às 20h. Durante o horário de verão, de segunda a sexta, das 8h às 20h, sábados, domingos e feriados, das 8h às 21h.

Mais: site e Facebook

Outros posts sobre o Barlavento:

https://dicasdakellypelisser.com/2016/03/18/barlavento-rio-do-vento-morangos-hidroponicos-em-caxias-do-sul-rs/

https://dicasdakellypelisser.com/2016/07/14/oito-doces-imperdiveis-em-caxias-do-sul-rs/

https://dicasdakellypelisser.com/2016/07/11/restaurantes-com-espaco-para-criancas-em-caxias-do-sul-e-outras-cidades-da-serra-gaucha/

Vinícola, pousada e restaurante Don Giovanni, em Pinto Bandeira (RS)

pousada vinícola Don Giovanni

Pousada fica numa casa de 1930. Foto: Kelly Pelisser

A vinícola Don Giovanni é um lugar lindo para se conhecer em Pinto Bandeira, pertinho de Bento Gonçalves. No mesmo endereço, ficam a plantação de uvas, a vinícola, o varejo e uma pousada, que também tem restaurante. A propriedade é super charmosa e aconchegante. A empresa produz vinhos e espumantes excelentes (experimente o rosé brut, por favor).

Vinícola Don Giovanni

Espumante brut rosé: apenas prove! Foto: Kelly Pelisser

Eu já tinha passado pela vinícola, mas pude conhecer melhor o espaço a convite do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e do Sindicato Empresarial da Gastronomia e Hotelaria da Região Uva e Vinho (Segh), como parte da programação do Dia do Vinho. A visitação à vinícola custa R$ 20 por pessoa, que são totalmente revertidos em compras no varejo depois. Você pode conhecer o processo de produção, as caves (onde os vinhos e espumantes maturam) e os vinhedos. A caminhada em meio aos parreirais é muito bacana, em qualquer época do ano. Agora, as folhas estão amareladas ou já caídas. No meio dos vinhedos, há um pequeno mirante, numa caixas d’água, onde se pode ter uma visão melhor do terreno e ver o pôr do sol. Para quem curte bichos, há ovelhinhas e um pônei na propriedade. Outro fator interessante: há dois anos, iniciou-se um processo para uma condução biodinâmica dos vinhedos. A ideia é reduzir o máximo possível, ou até eliminar, o uso de defensivos agrícolas. Assim, a poda é feita de acordo com o calendário lunar. Entre as fileiras de videiras são plantados trevo branco e aveia para regular nutrientes do solo. Também é utilizada uma máquina que joga ar quente nas plantas para fazê-las “secar” e, com isso, terem incidência menor de fungos, e por conseguinte, menor necessidade de tratamentos químicos. Essa máquina também entra em cena em noites geladas para aumentar a temperatura dos vinhedos e tentar evitar a formação de geada, que prejudica as plantas.

Don giovanni vinhedos

Manejo biodinâmico de vinhedos pretende reduzir volume de defensivos. Foto: Kelly Pelisser

Para quem aproveitar melhor todo esse ambiente, a pousada Don Giovanni tem sete apartamentos num casarão de 1930, com móveis antigos, e mais um apartamento num alojamento separado, que foi reformado e onde cabem até cinco pessoas. No casarão, os apartamentos custam R$ 400. O oitavo apartamento, que tem banheira de cromoterapia, mezanino e dois banheiros, sai por R$ 600. Normalmente, em fins de semana e feriados, a pousada lota. É bom reservar com antecedência. Há uma piscina na área externa e um deck onde fica um fogão a lenha. Antes do jantar, fomos recebidos com pinhões assados na chapa e vinho. Coisa bem boa!

Cava vinícola Don Giovanni

Visitante podem conhecer as cavas onde ficam os vinhos e espumantes. Foto: Kelly Pelisser

O restaurante atende qualquer pessoa, não só hóspedes, mas é preciso agendar. Ele fica no porão de pedra da casa. Nos sábados, sempre tem um jantar harmonizado. Nos outros dias, é preciso consultar porque o restaurante só abre se tiver um grupo mínimo de 15 pessoas (aos sábados, você pode jantar sozinho ou num casal só). Há três cardápios fixos, com saladas, dois pratos e sobremesa, acompanhados de vinhos, espumantes, água, café e brandy. Os preços variam de R$ 115 a R$ 150 por pessoa, com tudo incluído. Os pratos são de gastronomia local, mas com um apelo bem próprio do restaurante. Vários dos itens utilizados no cardápio são produzidos na própria propriedade, como as alcachofras, as saladas e pêssegos.

Risoto de Alcachofras

Esse risoto maravilhoso tem alcachofras que são produzidas na própria propriedade. Foto: Kelly Pelisser

O nosso cardápio teve salada de alface com manga, aveia e redução de balsâmico. O primeiro prato foi um risoto de alcachofra com vinho chardonnay fantástico! Depois, veio um frango cozido na cerveja por três horas com batatas assadas e uva passa. Por fim, de sobremesa, cassata com calda feita com leveduras retiradas após a segunda fermentação dos espumantes acompanhada de pêssegos. Todos os pratos são harmonizados com vinhos ou espumantes. Tudo muito delícia e com um atendimento que faz você se sentir em casa.

Ah, dica: passando por Pinto Bandeira, você também pode visitar as vinícolas Cave Geisse e Valmarino.

 

Don Giovanni

Onde: Linha Amadeu, 28, Km 12 (é super fácil de achar, na estrada que liga Bento a Pinto Bandeira, há placas indicando onde você deve entrar, antes ainda de chegar ao centro do município), Pinto Bandeira (RS)

Mais: site e Facebook