Dolmã Bistrô House, em Caxias do Sul (RS)

Filé Duxelles acompanhado de risoto. Foto: Kelly Pelisser

O Dolmã Bistrô House funciona numa casa em Caxias do Sul (RS) em que o primeiro andar tem um restaurante, que atende de terças a sábado no jantar, e a parte de baixo é um bar, com cardápio de aperitivos e lanches, e onde rola um pagode ao vivo nas quintas e domingos. Eu que não sou boba nem nada, fui conhecer o restaurante numa quinta, para já esticar para o pagode (quem janta na casa não paga o ingresso da festa).

O restaurante serve risotos, massas e filés, numa mistura do regional com o internacional. É bom consultar nas redes sociais se ele estará aberto quando você quiser ir, porque o Dolmã também faz eventos privados, então, pode ser que em algum dia (especialmente em sábados), esteja fechado para uma formatura, por exemplo. É interessante reservar seu lugar para o jantar, o que pode ser feito pelas redes sociais mesmo. Ah, e bom saber: o pagode começa cedo. Nas quintas, a casa já recebe gente para a festa às 20h, mas o show mesmo começa às 22h e vai até meia-noite. Nos domingos (o restaurante está fechado nesse dia), a casa abre às 18h e o show começa ali por 19h30min e vai até umas 22h.  Já nas terças, eles têm um projeto chamado Terça da Comédia Dolmã, com apresentações de stand up comedy.

Sobremesa Dolce é la Vita. Foto: Kelly Pelisser

No cardápio do restaurante estão entradinhas (como dados de tapioca e pães), saladas, risotos (de maçã verde e gorgonzola, parmigiano, de legumes, caprese, quatro queijos e iscas de filé) e massas (carbonara, tortéi ao molho thai, espaghetti al mare ou caprese). Todos esses pratos custam na faixa de R$ 30 a R$ 38 por pessoa. Também dá para pedir um filé para acompanhar, de frango, mignon ou de salmão (de R$ 16 a R$ 19). Nesse friozinho, tem sopa no pão, de agnoline ou de quatro queijos. Há também combos, com uma carne e um acompanhamento. Entre as opções, tem entrecot e filé Wellington. Um dos mais populares do combo é o Salmão à Moda do Chef (salmão com shimeji na manteiga e shoyo, acompanhado de tortei ao molho thai – levemente picante). Esse sai por R$ 99 para duas pessoas.

Eu escolhi um dos combos, um Filé Duxelles. É um filé com cogumelos frescos, acompanhado de risoto de maçã verde e gorgonzola. O que serve uma pessoa custa R$ 69 e o para duas pessoas sai por R$ 109. O prato veio rapidinho e estava maravilhoso. Adorei o filé com cogumelos!

Escolhi depois uma sobremesa. As opções são um semifredo de abacaxi com açaí e granola, Mousse Kinder, strudel, Gran Gateau ou Dolce é La Vita (massa folhada com Ntella e marshmallows com gelato de limão). Escolhi essa última. Tem um toque divertido e o sorvete é bem do jeito que eu gosto. As sobremesas saem por R$ 19, menos o Gran Gateau, que custa R$ 28.

Andar inferior da casa tem um pagodinho super animado nas quintas e domingos. Foto: Kelly Pelisser

Desci para o andar inferior da casa a tempo do pagodinho, que começa às 22h. É bem animado e concorrido (e diz que no domingo lota ainda mais). A casa tem um deck ao ar livre na altura desse andar, onde dá para pegar um ar e admirar a lua ou fumar (o espaço é totalmente aberto). Nesse andar, o cardápio tem, além de drinks e bebidas, petiscos, hambúrgueres e pizzas. O lugar conta com algumas mesinhas. O pagode é super animado e dá para dançar (tem casais dançando a dois inclusive). A banda toca sucessos desse estilo, mas também alguns clássicos do pop e da MPB ou hits do momento adaptados. Foi uma noite muito divertida e com comida boa. Recomendo a visita. Quero voltar mais vezes nas quintas para jantar e já esticar a noite.

 

Dolmã Bistrô House

Onde fica: Rua Pinto bandeira, 182, Caxias do Sul, RS

Horários: restaurante e bar, de terças a sábados, das 19h à meia-noite (consultar porque, em dias de eventos privados, está fechado). Balada com pagode, nas quintas (show começa às 22h) e domingos (show começa às 19h30min, mas a casa abre às 18h).

Mais: site e Facebook

 

 

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Oktoberfest de Munique, na Alemanha

 

Área do parque da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Área do parque da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

A Oktoberfest original e mais famosa do mundo começa essa semana. Isso mesmo, a Oktoberfest de Munique, na Alemanha, na verdade é em setembro, não outubro. Para ser mais exata, sempre começa na segunda quinzena do nono mês do ano e acaba nos primeiros dias de outubro. Neste ano, será de 17 de setembro a 3 de outubro. A Otkoberfest é uma grande festa com comida e bebida (cerveja, claro) e brincadeiras, num clima bem família. Nas duas semanas, vão cerca de seis milhões de visitantes. Sim, seis milhões de visitantes e mais de seis milhões de litros de cerveja consumidos! E, acredite, tudo é muito na paz. Fui em 2015 e não vi nenhuma briga, ninguém me incomodou. E olha que a cerveja só é vendida em litro. Ah, detalhe: não se paga para entrar no parque. Você paga apenas o que consumir. A festa ocorre numa área, relativamente perto do Centro, e com um metrô que para exatamente ao lado.

Área interna de uma das tendas da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Área interna de uma das tendas da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Praticamente metade do terreno é um grande parque de diversões, com brinquedos gigantes para crianças e adultos e barraquinhas de brincadeiras (tiro ao alvo e outras, estilo aquelas de filme americano) e de comida. Nessas barraquinhas, dá para comprar os famosos pães com salsicha (há muitos tipos e o cardápio só está escrito em alemão) e outros lanches. Eu amo as amêndoas e outros grãos caramelizados com açúcar que são vendidos em cones de papel nas barraquinhas e os biscoitos em forma de coração com inscrições que vem com um fio para pendurar no pescoço. Sim, eu comprei um biscoito gigante e andei com ele pendurado no pescoço bem faceira! Mas todo mundo lá anda. E de roupa típica também. Inclusive no centro. Inclusive os vendedores nas lojas. É mais ou menos como na Semana Farroupilha no Rio Grande do Sul. Tem pra vender os trajes típicos até em lojas de departamento (como se fosse na Renner deles). E as meninas e mulheres andam de tranças e com coroas de flores de plástico no cabelo (fiquei morrendo de vontade de comprar – tem pra vender no parque – mas fiz a conta de quanto as flores custariam em reais e achei que não valia a pena pagar aquilo por plástico. Ahaha. O euro já estava mais de R$ 4. Se não me engano, as flores custavam 12 a 15 euros. Ou seja, uns R$ 60). Ah, para quem comprar garrafa de água na Alemanha: você tem que devolver o casco para ter o dinheiro dele de volta. Ou pagará mais caro. Na Oktober, funciona assim: você paga um euro a mais e fica com um tíquete do lugar. Daí, devolvendo a garrafa, tem esse euro de volta. O problema: se você ficar andando com a garrafa, é muuuuito difícil encontrar o lugar exato para devolver o casco.

Biscoitos em forma de coração típicos da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Biscoitos em forma de coração típicos da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Voltando ao funcionamento do parque: são 14 grandes tendas das cervejarias. Na verdade, são construções fixas, com mesas grandes (estilo de festa de colônia) e banheiros. Para entrar, ou você reserva (no caso de grupos) pela internet mesmo com bastante antecedência. Ou chega bem cedo para conseguir entrar. Só nessas tendas se vende cerveja. E só para quem estiver sentado. A cerveja é só em litro e tem preço tabelado. Neste ano, será de 10,40 a 10,70 euros (nas cervejarias do centro, fora da Oktoberfest, você encontra cerveja bem mais barata). Tem comida lá dentro também. E música. Mas, fora das grandes tendas, só dá para comprar comida e água. As tendas mais disputadas são as das cervejarias mais famosas. A da Paulaner, da Hofbrauhaus e da Augustiner. Mas todas são, mais ou menos iguais. Elas também tem um espaço fora da casa da tenda em si com mesas ao ar livre. Mas o mais legal é lá dentro, com a banda. Aliás, sobre bandas: acredite, elas não tocam músicas típicas alemãs. O que toca na Oktoberfest são músicas americanas das antigas. Tipo, Elvis Presley, aquela Sweet Caroline ecoa várias vezes… Só tem uma música alemã que toca a cada cinco minutos: Ein Prosit (ou “um brinde”). O pessoal sobe na mesa pra brindar. Uma festa!

Parque de diversões da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Parque de diversões da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

O preço de tudo fica inflacionado durante a Oktoberfest. Hotéis, por exemplo, custam umas quatro vezes mais do que em outras épocas do ano. E é tipo carnaval ou Reveillon no Rio, tem gente que já reserva com um ano de antecedência. Ou seja, quanto mais perto da festa, menos opções e mais caras. Então, se você quiser ir, é bom se planejar com vários meses de antecedência. Vários mesmo. Eu reservei com três meses e já não tinha muita opção e estava bem caro.

Essa é uma das tendas de cervejarias da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Essa é uma das tendas de cervejarias da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Eu cheguei, propositalmente, para o fim de semana de abertura da Otkoberfest. Isso porque tem duas paradas na rua (de graça para ver também, a menos que você queira ficar sentado em arquibancadas bem no centro). A primeira é no sábado de manhã com os patrões das tendas que saem do centro em desfile em charretes puxadas por cavalos, acompanhados de bandas marciais, para abrir a Oktoberfest no parque de eventos. No fim, a população que está nas ruas assistindo vai atrás. São milhares de pessoas andando em passinho de formiga. Eu fui junto e é muito legal. Ficam pessoas nas janelas dos apartamentos abandando. Muita gente vestida de roupas típicas. E, sim, já estão tomando cerveja desde manhã cedo. No domingo de manhã, também tem um grande desfile de roupas típicas, onde várias das atrações da primeira parada se repetem. É tudo muito mágico e você se sente em épocas passadas ou contos de fadas pelas roupas, flores e adereços nos cavalos. A música fica por conta de muitas bandas, ao estilo marcial. Eu vi as duas e são muito legais. As paradas percorrem vários quilômetros. Eu fiquei numa rua já mais próxima do parque do Otkober. Outras atrações fixas são dois dias para as famílias (com preços mais baratos no parque), uma missa, e uma salva de tiros (essa no encerramento).

Desfile na abertura da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Desfile na abertura da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

E por que, raios, a Oktoberfest é em setembro? Bom, ela surgiu em outubro, para celebrar um casamento real dos príncipes da Bavária, em 1810. A celebração durou seis dias e se repetiu nos anos seguintes. Depois, virou um festival. Mas, com o tempo, foi antecipada para setembro porque, em outubro, já é muito frio na Alemanha (é outono). Em setembro, ainda é agradável (mas não quente. É bem friozinho já, ao menos para os brasileiros). O festival começa de manhã, às 9h ou 10h, dependendo do dia da semana, e vai até 22h30min. A festa atrai muita gente do mundo inteiro atualmente. Nesse ano, terá uma preocupação extra com segurança. Mochilas e malas ou bolsas maiores estão proibidas. E todos serão revistados na entrada da festa ou na saída do metrô. Isso por causa do atentado terrorista recente que a cidade sofreu num shopping (que fica longe da área do festival). E a própria Oktoberfest foi alvo de terroristas no ano de 1980, quando 12 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas.

Desfile no primeiro domingo da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Desfile no primeiro domingo da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Mas, esperamos que tudo dê certo nessa que é uma das maiores festas populares do mundo. Definitivamente, é uma das atrações praquela lista de coisas que devemos fazer uma vez na vida, ao menos, se possível.

 

Mais: site em inglês http://www.oktoberfest.de/en/

Almoço no restaurante da Vinícola Monte Reale, em Flores da Cunha (RS)

Monte Reale

Do restaurante da Monte Reale, dá para ver as barricas. Foto: Kelly Pelisser

A Monte Reale, vinícola localizada bem na entrada de Flores da Cunha, está se consolidando como um espaço para eventos e para festas sunset. Mas, também tem um restaurante que atende ao público todos os domingos para almoços. Eventualmente, são realizados jantares em noites especiais.

No almoço, o cardápio é o típico italiano, sopa de agnoline, saladas, tortéi, maionese, spaghetti, galeto ao primo canto, bife à milanesa, e, de sobremesa, sagu com creme. O preço é R$ 55 por pessoa, fora a bebida. O almoço é servido numa antessala da vinícola. Você almoça com a visão de barricas e tanques de alumínio.

restaurante vinícola Monte Reale

Cardápio servido no restaurante aos domingos é o típico italiano. Foto: Kelly Pelisser

A vinícola está passando por um processo de transformação para a produção também de cerveja artesanal e chopp. O chopp deve começar a ser vendido em dois meses. A cerveja deve ser lançada ainda neste ano. A reforma inclui ainda a construção de um bar, que atenderá ao público com venda de cerveja e vinho. Também o espaço para eventos deve ser ampliado. A produção da bebida feita de uva não deve ser reduzida porque a empresa tem outros dois pontos de vinificação, um em Flores da Cunha e outro em Caxias do Sul. A ideia de produzir cerveja surgiu pelo boom do setor e também porque, em muitos eventos na vinícola, os contratantes pedem cerveja porque nem todos os convidados bebem vinho.

Outro projeto que deve ser retomado no futuro é a construção de uma pousada nos fundos da vinícola. Ela chegou a ser iniciada, mas foi paralisada. A pousada é ligada à vinícola por meio da cave subterrânea, onde os vinhos e espumantes descansam. E tudo isso fica na área urbana do município.

 

Vinícola Monte Reale

Onde: Avenida 25 de Julho, 5005, Flores da Cunha, RS

Horários: varejo, de segunda à sexta, das 8h às 11h30min e das 13h30min às 17h30min, sábados, das 10h às 18h, e domingos, as 9h30min às 13h30min. Restaurante, domingos, ao meio-dia.

Mais: site e Facebook

 

 

Zero 54, em Caxias do Sul (RS)

Zero 54 em Caxias do Sul

O Zero 54 tem vários ambientes. Foto: Kelly Pelisser

O Zero 54 é realmente um espaço plural na antiga Estação Férrea em Caxias do Sul (RS). Abre de manhã até a madrugada. Dá para tomar café, fazer um lanche, almoçar, jantar e ir pra balada. Ah, também é loja e galeria de arte. Do pessoal do Coletivo Labs, a ideia é justamente ser um pouco de tudo, café, restaurante, pub. Como o nome sugere, o espaço prioriza a produção local. Na loja, há roupas, acessórios, bolsas, móveis e artigos de decoração. A Zero 54 expõe e vende o trabalho de artistas também.

Na cafeteria, há salgados, bolos, café, sucos e cerveja. Entre 11h30min e 14h, entre terça e sexta, tem buffet para o almoço. Custa R$ 19,9 (dá para se servir à vontade) e, nesse preço já vem incluído um suco natural (de polpa). Ah, não esqueça de pegar no caixa, na entrada, uma comanda para almoçar. No dia em que eu fui, tinha sopa de massa com frango, acompanhada de torradas, algumas opções de saladas (tomate, repolho, cenoura, essas básicas), feijão, arroz, batata frita, frango com mostarda, massa, arroz de forno, estrogonofe. De suco, dava para escolher entre abacaxi com hortelã ou tangerina.

Almoço na Zero 54

Esse foi meu almoço. Foto: Kelly Pelisser

À noite, você escolhe um dos itens do cardápio para jantar. Já comi um hambúrguer, estilo gourmet, americano lá, acompanhado de chips. Eles oferecem cervejas artesanais e também algumas importadas (eu escolhi uma Vedett). A comida estava boa, mas, não sei se foi algo específico do dia em que eu fui lá (só jantei uma noite), mas minha única reclamação é que o pedido demorou demais para chegar.

Para quem jantar de quinta a sábado por lá, normalmente, rola uma festinha depois (nesses dias, é cobrado um ingresso a partir de um determinado horário. Aliás, no dia que eu fui jantar, nem fiquei para a festa mesmo, mas me cobraram a entrada porque eu saí depois do horário limite). No Face, eles avisam sobre as festas. Tem dias em que é eletrônico, outros hip hop, outros samba. É variado o repertório.

Loja na Zero 54

Também tem loja e galeria de arte no Zero 54. Foto: Kelly Pelisser

O lugar ficou muito bacana e a proposta é fantástica. Dá para fazer qualquer refeição, usar as mesinhas para trabalhar durante o dia (tem wi-fi) ou curtir uma festinha de noite. Tem reunido várias tribos, mas especialmente quem curte espaços mais alternativos.

 

Zero 54

Onde: Rua Augusto Pestana, 154, na Estação Férrea (no antigo Boteco 13), Caxias do Sul (RS)

Horários: de terça a quarta, das 9h à meia-noite, quinta, das 9h à 1h30min, sexta, das 9h às 2h, e sábado, a partir das 19h até a festa da madrugada acabar.

Mais: Facebook

 

10 coisas para fazer na Festa da Uva, de Caxias do Sul (RS)

Fui neste domingo conferir a Festa da Uva, de Caxias do Sul. Curti muito. As atrações tradicionais estão todas lá, mas também há novidades. Listo aí o que eu achei que mais valeu a pena para você também aproveitar nessa última semana que falta para o evento encerrar:

 

Bem na entrada, você tira foto nesse carreto com chapéu de colono. Uma graça! Foto: arquivo pessoal

Bem na entrada, você tira foto nesse carreto com chapéu de colono. Uma graça! Foto: arquivo pessoal

A chegada
A passagem é obrigatória logo depois das catracas da entrada. E que bonito que ficou! Um parreiral artificial saúda os visitantes, junto com atores que recebem o público com muita simpatia. Por ali está uma piscina (uma pipa na verdade) só com bolinhas roxas (uma diversão para a criançada!). Debaixo do parreiral está um carretão com pipas, onde te emprestam um chapéu de palha para uma foto bem bacana.

Museu do Video Game na Festa da Uva

Dá pra jogar Sonic, Mário Bros, Street Fighter… Foto: Kelly Pelisser

Museu do Vídeo Game
Uma novidade sensacional! O museu, bem no início do Pavilhão 1, tem mais de 200 consoles de vídeo game, com jogos clássicos das décadas de 1970, 1980 e 1990. E o melhor: dá para jogar!!! Tem Atari que funciona! Eu joguei Sonic e Mario Bros (ai, que saudades!). Mas você também pode escolher Street Fighter, Mortal Kombat, Pac-Man… e esses mais modernos de Playstation, Wii ou aqueles de dancinha. O mais legal é a reação dos adultos: “eu tinha um desse!!!” Ah, sim, é de graça. É só chegar.

Churro com recheio de branquinho e cobertura de Kit Kat e amendoim. Foto: Kelly Pelisser

Perdição chamada Churritus: esse com recheio de branquinho e cobertura de Kit Kat e amendoim. Foto: Kelly Pelisser

Comer, comer
Esqueça a dieta. A Festa da Uva é o paraíso das coisas doces, gordurosas e deliciosas. Já no Pavilhão 1 eu me atraquei num Churritus, um churro que você escolhe o recheio (tem nutella, branquinho, chocolate branco, limão, uva…) e duas coberturas (coco, Negresco, Confeti, nozes, amendoim…). Peguei um com recheio de branquinho e cobertura de Kit Kat picado e amendoim torrado. Voltei depois pra pegar outro com recheio de chocolate branco e cobertura de coco ralado e nozes. Um milhão de calorias, mas azar! Em qualquer lugar do parque, não se passa fome. A praça de alimentação mesmo fica no Pavilhão 2, mas por toda parte, você encontra coisas pra comer. Entre o Pavilhão 2 e a Réplica de Caxias estão também seis food trucks.

Pão assado no forno na Festa da Uva

Pão assado no forno é muito amor! Foto: Kelly Pelisser

Comprar pão e cuca assados em forno a lenha na hora e uvas
Bah, sabe aquele pão feito no forno, que recém saiu, quentinho? Outro gosto, né? Na saída do Pavilhão 1 (em direção ao 2) tem o forno tradicional que vende pães (R$ 7), cucas (R$ 10) e folhados (R$ 3). Ali do ladinho tem uma banca que vende uvas Itália, aquelas dos grãos grossos, por R$ 9,5 o quilo. Outros dois estandes de uva estão no caminho entre o Pavilhão 2 e a entrada.

Gramado da Festa da Uva

Pessoal aproveitando o gramado na saída do Pavilhão 1. Foto: Kelly Pelisser

Lagartear na grama
Cansou e o dia tá bonito? Senta na grama! Tem o gramadinho na saída do Pavilhão 1, onde se pode curtir um showzinho até. E também o gramado da Réplica de Caxias. Leva uma comidinha e aproveita no estilo piquenique pra fugir da muvuca dos Pavilhões.

Vila dos Distritos na Festa da Uva

A nona de Forqueta fazendo dressa. Foto: Kelly Pelisser

Vila dos Distritos
O espaço tradicional naquele cantinho mais baixo do Pavilhão 2 abriga o melhor do interior de Caxias. Os distritos mostram sua produção. Tem artesanato lindo de Santa Lúcia do Piaí (amei os imãs de geladeira com uma pombinha do Espírito Santo em madeira ou confeccionados com pinhão), tem chimia de uva e pão no forno e tem as nonas fazendo dressa (a trança de palha de milho para fazer chapéus ou cestas).

Espaço Nostra América na Festa da Uva

Adoreit a prefeitura de Bento do lado do casarão de Antônio Prado. Foto: Kelly Pelisser

Espaço Nostra América, com cidades da região
Também no Pavilhão 2, reproduz o centrinho de uma cidade, com um coreto onde há apresentações. Mas o legal é que ao redor estão, lado a lado, prédios tradicionais de cidades da região. Tem a igreja e o galo de Flores da Cunha, a prefeitura de Bento Gonçalves, a Casa Saretta de Veranópolis… Cada um desses prédios é um estande do município em questão.

Vinícolas na Festa da Uva

Tem chopp de vinho no estande da cooperativa Forqueta. Foto: Kelly Pelisser

Vinícolas e agroindústrias
Não se acanhe e prove. Pelo coração do Pavilhão 2, dá para experimentar sucos, vinhos e chopp de uva no espaço das vinícolas. Ou comprar, claro! Também há venda em copos (suco a R$ 3) ou em taça (de vinho ou espumante). Os estandes das agroindústrias são uma perdição: salames, copas, queijos, geleias, mel; frutas, legumes e vegetais cristalizados (provei cenoura e batata-doce. Bem bons). Fui passando e pegando provinhas…

Degustação de uva na Festa da Uva

Selfie da uva com a cidade ao fundo. Foto: Kelly Pelisser

Uva no Mirante
Claro que você não vai sair da Festa da Uva sem pegar a sua uva, né? É preciso paciência para chegar no Palácio das Uvas (tem que descer a rampa do Pavilhão 2) num domingo. A minha dica é, quando chegar ao fim da rampa, caminhar até o início da distribuição de uvas, no lado contrário da entrada: ali tem pouca gente pegando. E, por favor, coma a uva no mirante lá fora. A vista de Caxias é linda! E, se você conhece a cidade, tem sempre o tradicional: “lá é a igreja dos Capuchinhos, né? Aquela é a Moreira Cesar?” Ah, claro, e a foto com a cidade ao fundo.

Replica de Caxias do Sul na Festa da Uva

O pastel de costelão com charque tá, mais ou menos, nessa altura da Réplica. Foto: Kelly Pelisser

Réplica de Caxias
A Réplica de Caxias de 1885 está lá o ano inteiro, mas eu acho um pecado ir no parque e não dar uma passada. As construções em madeira são lindas e parecem que ficam mais “vivas” no período da festa. Além de abrigar museus (da festa, da água, do comércio), as casinhas também oferecem comida e são uma boa opção para fugir do tumulto da praça de alimentação. E comer com esse cenário tem outro valor. Eu comi um pastel ótimo lá, chamado gaúcho, com costela desfiada, charque e requeijão (R$ 7).

 

Festa da Uva
Até 6 de março de 2016, no Parque de Eventos de Caxias do Sul
Horários: de segunda a sexta, das 14h às 22h, sábado e domingo, das 9h às 22h.
Ingressos: de segunda a quinta, R$ 12,00 e R$ 6,00 (meia entrada para idosos e estudantes); de sexta a domingo, R$ 15,00 e R$ 7,50 (meia entrada para idosos e estudantes. Estacionamento: R$ 15. Há uma linha de ônibus especial, com saída ao lado do colégio Presidente Vargas, no centro de Caxias em direção aos Pavilhões da Festa da Uva. As linhas regulares dos bairros Pioneiro, Por do Sol e Vinhedos também têm paradas na área central e passam perto da festa.
Informações: http://www.festanacionaldauva.com.br/