Festival do Moscatel, em Farroupilha (RS)

Ilha onde ficam as oito vinícolas. Foto: Kelly Pelisser

Ilha onde ficam as oito vinícolas. Foto: Kelly Pelisser

Estive no Festival do Moscatel, em Farroupilha (RS), neste fim de semana. Esse já foi o terceiro ano que participo do evento promovido pela prefeitura em parceria com a Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin). Mas essa edição é especial para as vinícolas de Farroupilha, uma vez que já estão chegando ao mercado os primeiros produtos com o selo de Indicação de Procedência da cidade. O festival ocorre em dois finais de semana, então, agora você só tem os dias 9, 10 e 11 de setembro para participar. Na verdade, só a sexta de noite ou o domingo de meio-dia, se ainda não comprou ingresso, porque os dois sábados já estavam com tickets esgotados ainda antes do festival abrir. Pelo preço de R$ 115 (para adultos), você come e bebe à vontade.

Uma das três ilhas de pratos quentes. Foto: Kelly Pelisser

Uma das três ilhas de pratos quentes. Foto: Kelly Pelisser

Há mesas e cadeiras dispostas pelo Centro de Eventos do Parque Cinquentenário (o mesmo que abriga a Fenakiwi). No centro, há uma grande ilha onde ficam as oito vinícolas da cidade, com vinhos tintos e brancos, espumantes e suco de uva (uma delas tem também graspa). Na entrada, você recebe uma taça do Festival e pode se servir quantas vezes quiser. Ah, a taça você pode levar para casa depois. Na carta de vinhos do Festival não tem só moscatel. São cerca de 40 rótulos entre espumantes moscatéis, frisantes moscatéis, vinhos moscato, espumante brut, vinhos tintos finos, sucos de uva (tinto e branco) e água.

Um dos pratos montados com a sequência sugerida pelo festival. Foto: Kelly Pelisser

Um dos pratos montados com a sequência sugerida pelo festival. Foto: Kelly Pelisser

A comida fica em três ilhas nas laterais. Nesse ano, cada uma delas é composta por um menu completo: uma carne, massa ou risoto mais acompanhamentos, além de saladas. A minha sugestão é pegar um pouco de cada em cada ilha e montar três pratos, seguindo a sequência sugerida pelo festival mesmo. Depois, ainda tem duas ilhas de sobremesa (são os mesmos pratos em cada uma delas). O interessante é que tanto no cardápio do almoço ou jantar, quanto da sobremesa, vários pratos levam vinho ou espumante, como lombo suíno regado ao molho de espumante, carne bovina marinada no vinho, tagliatelle com camarão na mostarda ao molho de espumante e gelato com morango regado a moscatel. Para arrematar, ainda tem um cafezinho. Ah, sim, e durante todo o festival, um grupo fica tocando músicas ao vivo, com repertório variado, de Pink Floyd a Engenheiros do Hawaii e música tradicionalista gaúcha e italiana. Abaixo, o serviço completo do festival.

 

Vinícolas: Adega Chesini, Basso Vinhos e Espumantes, Cave Antiga Vitivinícola, Cooperativa Vinícola São João, Vinícola Cappelletti, Vinícola Colombo, Vinícola Tonini e Vinícola Perini.

Cardápio completo:

Aperitivos: queijo de moscatel, queijo parmesão, salame, copa, carpaccio e pães. Saladas: caprese de tomate cereja, mix de folhas verdes, radicci com bacon, agrião com maçã, cenoura, mangas e cheiro verde, endívia com kiwi, nozes e pimenta biquinho. Pratos principais: lombo suíno, recheado com damascos, frutas cristalizadas, ameixa preta, regado ao molho de espumante e maçã, carne bovina marinada no vinho e regada ao molho barbecue, frango à provençal marinado na manteiga acrescido de alcaparras, azeitonas roxas e molho tomate. Acompanhamentos: risoto de aspargos verdes frescos, mix de legumes gratinados, mini-batata dourada com alecrim, espaguete ao molho de tomate seco e folhas de manjericão, tagliatelle com camarão na mostarda ao molho de espumante.  Sobremesas: bavarese de côco regado com calda de hortelã e figo cristalizado, pérolas ao vinho moscato, gelato com morango regado a moscatel, taça bicolor de bombom, trufado com sorvete, torta seleta de frutas, pavê de uva e chocolate.

Datas e horários: 9, 10 e 11 de setembro de 2016. O horário de funcionamento é na sexta e sábado, das 19h às 23h, e aos domingos, das 11h às 15h.

Ingressos: Há ingressos disponíveis para as sextas e domingos, no valor de R$ 115 cada. Para os sábados, os ingressos já estão esgotados.  Crianças até seis anos têm entrada franca; de sete a 11 anos pagam R$ 50 e de 12 a 17 pagam R$ 80. Como os ingressos são limitados, a recomendação é a compra antecipada, na Secretaria de Turismo de Farroupilha e com as vinícolas.

Onde: no Centro de Eventos do Parque Cinquentenário, em Farroupilha (Avenida Arno Domingos Busetti S/nº. Bairro Cinquentenário).

Informações: pelo telefone (54) 3261.6963 e e-mail turismo@farroupilha.rs.gov.br.

Facebook do evento: facebook.com/festivaldomoscatel

Almoço no restaurante da Vinícola Monte Reale, em Flores da Cunha (RS)

Monte Reale

Do restaurante da Monte Reale, dá para ver as barricas. Foto: Kelly Pelisser

A Monte Reale, vinícola localizada bem na entrada de Flores da Cunha, está se consolidando como um espaço para eventos e para festas sunset. Mas, também tem um restaurante que atende ao público todos os domingos para almoços. Eventualmente, são realizados jantares em noites especiais.

No almoço, o cardápio é o típico italiano, sopa de agnoline, saladas, tortéi, maionese, spaghetti, galeto ao primo canto, bife à milanesa, e, de sobremesa, sagu com creme. O preço é R$ 55 por pessoa, fora a bebida. O almoço é servido numa antessala da vinícola. Você almoça com a visão de barricas e tanques de alumínio.

restaurante vinícola Monte Reale

Cardápio servido no restaurante aos domingos é o típico italiano. Foto: Kelly Pelisser

A vinícola está passando por um processo de transformação para a produção também de cerveja artesanal e chopp. O chopp deve começar a ser vendido em dois meses. A cerveja deve ser lançada ainda neste ano. A reforma inclui ainda a construção de um bar, que atenderá ao público com venda de cerveja e vinho. Também o espaço para eventos deve ser ampliado. A produção da bebida feita de uva não deve ser reduzida porque a empresa tem outros dois pontos de vinificação, um em Flores da Cunha e outro em Caxias do Sul. A ideia de produzir cerveja surgiu pelo boom do setor e também porque, em muitos eventos na vinícola, os contratantes pedem cerveja porque nem todos os convidados bebem vinho.

Outro projeto que deve ser retomado no futuro é a construção de uma pousada nos fundos da vinícola. Ela chegou a ser iniciada, mas foi paralisada. A pousada é ligada à vinícola por meio da cave subterrânea, onde os vinhos e espumantes descansam. E tudo isso fica na área urbana do município.

 

Vinícola Monte Reale

Onde: Avenida 25 de Julho, 5005, Flores da Cunha, RS

Horários: varejo, de segunda à sexta, das 8h às 11h30min e das 13h30min às 17h30min, sábados, das 10h às 18h, e domingos, as 9h30min às 13h30min. Restaurante, domingos, ao meio-dia.

Mais: site e Facebook

 

 

Happy hour nas terças-feiras na GranVin, em Caxias do Sul (RS)

granvin

Cardápio varia a cada terça-feira, vendido com vinho em taças. Foto: Kelly Pelisser

A GranVin é uma loja de vinhos no bairro São Pelegrino, em Caxias do Sul, que oferece uma grande variedade de produtos nacionais e importados. Há opções em diversas faixas de preço. Também há um espaço com delicatessen, com queijos, massas, molhos e chocolates.  Recentemente, a loja começou a oferecer happy hour nas terças-feiras, estendendo o horário de atendimento.

A função começa às 18h e vai até que o último cliente fique, geralmente, por volta das 21h. A cada semana, o cardápio, preparado por chefs da região, muda. O menu é divulgado no Facebook. A partir daí, são escolhidos alguns vinhos, para harmonizar com as opções de comida, para serem vendidos em taças. Mas também é possível escolher qualquer garrafa de vinho da loja, pagando o preço da etiqueta, para ser aberta no local. Os vinhos em taça custam a partir de R$ 6 ou R$ 8, dependendo do dia. Não há cobrança de ingresso de entrada, somente é cobrado o que for consumido.

loja granvin

Também pode ser escolhida uma garrafa da loja para ser aberta no happy hour. Foto: Kelly Pelisser

Há bancadas altas e sofás para sentar e aproveitar o vinho e a comida. Na semana em que fui, os pratos custavam entre R$ 6 e R$ 10, mas o valor varia dependendo do que é oferecido. Como eu ia jantar depois, provei apenas uma empanada, que saiu por R$ 6 mais uma taça de vinho que custava R$ 13. Em algumas semanas, o cardápio é temático, por exemplo, comida japonesa, em outras, há desde petiscos, até pratos principais e sobremesas. A ideia é muito interessante para aproveitar melhor o espaço da loja e popularizar o vinho para happy hour.

 

GranVin

Onde: Rua Bento Gonçalves, 2921, quase na esquina com a Rua La Salle, bairro São Pelegrino, Caxias do Sul, RS

Horários: O happy hour é nas terças, das 18h às 21h. A loja funciona de segunda a sexta das 9h às 19h30min (na terça, o horário é estendido para o happy hour), e aos sábados, das 10h às 17h.

Mais: site e Facebook

 

 

Vinhos da indicação geográfica Farroupilha chegam ao mercado

indicação geográfica vinhos farroupilha embrapa

João Carlos Taffarel, analista da Embrapa Uva e Vinho e também presidente da Afavin, na avaliação sensorial dos vinhos. Foto: Viviane Zanella, divulgação

Depois de Monte Belo do Sul lançar seus primeiros vinhos com o selo de indicação geográfica (IG) no início de junho, agora é a vez de Farroupilha. Os primeiros produtos da IG Farroupilha devem estar à disposição dos consumidores entre junho e julho. Mas uma cerimônia oficial de lançamento está programada para setembro. Dois vinhos e quatro espumantes, todos moscatéis, apresentados pelas vinícolas participantes da Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin), foram degustados às cegas e aprovados por unanimidade pelos enólogos que compõem o Conselho Regulador da IG Farroupilha, no laboratório de Análise Sensorial da Embrapa Uva e Vinho de Bento Gonçalves.

Segundo João Carlos Taffarel, analista da Embrapa Uva e Vinho e também presidente da Afavin, os vinhos com a IG já vão chegar ao mercado, mas o lançamento oficial irá acontecer na entrega de prêmios da Seleção de vinhos de Farroupilha, evento que antecede a abertura do Festival do Moscatel, previsto para os dois primeiros finais de semana de setembro. O certificado de registro da IG Farroupilha para vinhos finos moscatéis foi outorgado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) em outubro de 2015.

Para o chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, Mauro Zanus, todos os produtos avaliados apresentam a tipicidade das uvas moscatéis, característica que é a base dos vinhos da região. Ele complementa que as IGs buscam valorizar as regiões vitícolas do Rio Grande do Sul. A indicação de Farroupilha possui a particularidade de ter, no interior da área geográfica delimitada, uma Região Delimitada de Produção de Uvas Moscatéis. A principal variedade é a tradicional Moscato Branco, historicamente cultivada no município. Este tipo de uva não é encontrada em outras regiões produtoras fora do Brasil. As outras variedades autorizadas para que os produtos tenham o selo são todas moscatéis, incluindo: Moscato Bianco, Malvasia de Cândia, Moscato Giallo, Moscatel de Alexandria, Malvasia Bianca, Moscato Rosado e Moscato de Hamburgo.

Além de Monte Belo e Farroupilha, Flores da Cunha e Pinto Bandeira também têm indicação geográfica para vinhos. O Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, possui denominação de origem para a bebida.

Piccolo Piacere na Vinícola Dal Pizzol, em Bento Gonçalves (RS)

Vinícola Dal Pizzol

Esse é um dos cenários do Piccolo Piacere na vinícola. Foto: Kelly Pelisser

A Dal Pizzol é uma vinícola no distrito de Faria Lemos, em Bento Gonçalves, que produz vinhos bem interessantes sem uso de madeira (nenhum produto matura em barricas de carvalho). A área para visitação é linda, feita para turistas. Não se visita nem a vinícola, nem vinhedos. No espaço, há muita natureza, um lago e animais (como gansos, pavões e cisnes negros). Na área fica o museu do vinho, uma sala com garrafas antigas, tanto internacionais quanto nacionais e da própria vinícola. Ao lado, funciona o varejo, onde é possível degustar e comprar os produtos.

vinhedo do mundo

Antônio Dal Pizzol mostra o vinhedo do mundo. Foto: Kelly Pelisser

Outro lugar muito interessante é o vinhedo do mundo, com 420 variedades de videiras de 30 países. Essa é uma das três experiências no mundo nesse sentido, as outras ficam na Itália e França. A uva desses parreirais é colhida para fazer o vinho do mundo. Na última safra, foram utilizadas 165 variedades, tanto brancas quanto tintas, para produzir um vinho comemorativo, que não é vendido. Em cada ano, são entre 500 e 600 garrafas.

Na área da vinícola fica também um restaurante, que só atende eventos sob reserva para, no mínimo, 20 pessoas. Os vinhedos são terceirizados há cerca de uma década e se encontram em Bagé, André da Rocha e São Jorge.

vinícola Dal Pizzol

O Piccolo Piacere, piquenique sob agendamento na Dal Pizzol. Foto: Kelly Pelisser

Aproveitando a área muito bonita, a Dal Pizzol oferece agora um piquenique ao ar livre chamado Piccolo Piacere. É necessário agendar com antecedência. É montado um espaço com almofadas e toalha para receber uma caixa de madeira onde estão queijos, salame, copa, nozes, castanhas, damascos e grissinis, antepasto, requeijão e chimia de uva, mais uma garrafa de vinho à escolha dos clientes. Se houver crianças, tem também um suco de uva. Para um casal, sai por R$ 150. Participei de um dos piqueniques com um grupo de jornalistas e o diretor-presidente da vinícola, Antônio Dal Pizzol. Ele é uma figuraça e nos contou um pouco dos 42 anos de história da Dal Pizzol, que nasceu por iniciativa do pai dele, que era produtor em Faria Lemos. Do Piccolo Piacere, posso dizer que tudo estava ótimo! O dia era bem frio, mas, mesmo assim, foi muito bacana sentar em meio à natureza e apreciar aperitivos e um bom vinho.

 

Vinícola Dal Pizzol

Onde: RS-431, Km 5,3, distrito de Faria Lemos, Bento Gonçalves, RS

Horários: de segunda-feira à sexta-feira, das 9h às 11h40min e das min às 17h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h30min.

Mais: site e Facebook

 

 

Vinícola Luiz Argenta e Restaurante Clô, em Flores da Cunha (RS)

luiz argenta

Paisagem linda e taça que o visitante ganha no tour. Foto: Kelly Pelisser

A Luiz Argenta é uma vinícola nova e super moderna de Flores da Cunha (RS). O prédio tem linhas arrojadas e a paisagem formada pelos vinhedos e um lago é lindíssima, bem no meio da cidade. A vinícola lembra muito as bodegas (as vinícolas) de Mendoza, na Argentina. E ganhou, há um mês, um restaurante no terraço, todo com vidros à volta para aproveitar a paisagem belíssima, que serve almoço de terça a domingo.

vinícola Luiz Argenta

Vinhos são produzidos a partir de vinhedos próprios. Foto: Kelly Pelisser

A vinícola existe há apenas sete anos, mas a área onde ela fica é histórica para a vitivinicultura gaúcha. O terreno era da antiga cooperativa Rio-Grandense, que fabricava os vinhos da marca Granja União e que foi a primeira a trazer uvas viníferas para o Brasil, em 1929. A Luiz Argenta trabalha apenas com vinhos finos produzidos a partir de vinhedos próprios. A sacada do prédio, logo ao lado do varejo, com vista para os parreirais, é parada obrigatória para fotos. O ambiente é super agradável.

Luiz argenta

Prédio tem arquitetura moderna. Foto: Kelly Pelisser

Há tours às 10h, 14h, 15h e 16h, de terça a domingo, que incluem degustação, ao preço de R$ 40. O visitante ganha uma taça de cristal com o logo da empresa que serve tanto vinho quanto espumante (a taça é linda!). Mas, se você não quiser fazer o passeio completo, pode só visitar o varejo e fazer fotos na sacada.

Na cave subterrânea, escavada no basalto, o teto tem círculos que impedem a propagação das vozes dos visitantes, para que os vinhos descansem em paz. Aliás, eles ouvem música instrumental, jazz e MPB, que toca baixinho no ambiente, para que as bebidas evoluam melhor.

restaurante Clô

Restaurante fica no terraço e serve almoço. Foto: Kelly Pelisser

Além de toda a arquitetura moderna do prédio, há uma linha de vinhos com garrafas-design. Elas são em formatos não convencionais, ficam de pé ou semideitadas e algumas encaixam umas nas outras. O rótulo é biodegradável e sai fácil. A ideia é que sejam reaproveitadas como peça de decoração, vaso de flores ou garrafas de água, após o vinho ter sido consumido.

restaurante clô luiz argenta

Restaurante Clô, todo em vidro, tem vista linda. Foto: Kelly Pelisser

A beleza das formas e o aproveitamento da bela paisagem no entorno estão também no recém-inaugurado restaurante Clô (homenagem à matriarca da família. Luiz era o patriarca dos Argenta). O espaço foi construído no terraço da vinícola. Serve almoço, com pratos requintados e vinho da casa, inclusive em taças, de terça a domingo. À noite, atende apenas eventos, com mínimo de 20 pessoas. De terça a sexta, há o prato do dia por R$ 39. Em todos os dias, se a opção for uma sequência com couvert, salada, sopa, entrada, prato principal e sobremesa, o preço é R$ 79 por pessoa (a bebida não está incluída). Há opções de menu infantil e para vegetarianos. A vista é encantadora e o atendimento é para quem chegar até 15h. Na visita que fiz, já eram 16h, e ainda havia pessoas comendo.

A vinícola é linda demais e vale a visita. Certamente, vai render muitas fotos.

 

 

Luiz Argenta Vinhos Finos

Onde: Avenida 25 de Julho, 700, Flores da Cunha, RS

Horários: a vinícola e o restaurante abrem de terça a domingo. Varejo, das 9h40min às 18h.  Os tours com degustação saem às 10h, 14h, 15h e 16h (não há reservas. É por ordem de chegada. O preço é R$ 40, com uma taça de cristal). Restaurante, do meio-dia às 15h.

Mais: site e Facebook

 

Os bons vinhos e espumantes de Monte Belo do Sul

Vinícola Calza, em Monte Belo do Sul

Vinícola Calza, em Monte Belo do Sul. Foto: Kelly Pelisser

Monte Belo do Sul é uma cidade super simpática de 2,7 mil habitantes na Serra gaúcha e que tem vinhos e espumantes incríveis, embora ainda pouco conhecidos até mesmo (ou especialmente) do público do Rio Grande do Sul. Isso porque as vinícolas são pequenas, familiares, e têm pouca produção. Então, a maioria das bebidas é comercializada nos próprios empreendimentos, diretamente ao consumidor final, e para restaurantes e casas de outros Estados. Mas vale a pena pegar o carro e ir até o município vizinho a Bento Gonçalves. Ainda mais agora que foram lançados os primeiros vinhos com a indicação de procedência de Monte Belo. E com um peculiaridade bem interessante: das cinco áreas com indicação de procedência ou denominação de origem na Serra, é a única com uma levedura produzida no próprio lugar.

Café Il Divino

Café Il Divino, onde foi feito o lançamento dos primeiros vinhos com IG, fica num prédio lindo, em frente à igreja. Foto: Kelly Pelisser

A busca da documentação e das informações para obtenção da indicação geográfica (IG), fornecida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), começou em 2004. Atualmente a Aprobelo, a associação que reúne as vinícolas do município, tem 11 empresas associadas, das quais três já produzem vinhos dentro das normas estabelecidas na IG, Calza, Faé e Fantin. Cada uma das três vinícolas lançou um merlot com o selo, e a Calza também tem um tannat, dois brancos, um riesling itálico e um chardonnay, e um espumante brut elaborado pelo método tradicional. Junto com um grupo de jornalistas e convidados, provei todos os produtos num jantar harmonizado, preparado pela equipe do restaurante Valle Rustico (que fica no Vale dos Vinhedos, em Garibaldi), num evento de apresentação que ocorreu no café Il Divino, no centro de Monte Belo. Tudo foi ótimo. Os vinhos têm características bem interessantes, o café é super lindo, num prédio antigo, bem em frente à igreja, e a comida estava divina (os pratos principais eram risoto com cogumelos e costela com farofa).

Monte Belo do Sul

Igreja é cartão postal. Foto: Kelly Pelisser

Visitamos também a Vinícola Calza, na Linha 80 da Leopoldina. A empresa foi fundada em 1995, mas o primeiro vinho fino foi fabricado no ano de 2001. Atualmente, ela produz 50 mil garrafas por ano, sendo 20 mil de espumantes e 30 mil de vinhos. A Calza vende para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, inclusive para restaurantes badalados, mas 90% da comercialização é diretamente ao consumidor final. Todos os dias, incluindo sábados e domingos das 8h30min às 18h, a família recebe compradores e turistas. “A gente está vendendo o ambiente e a história também”, diz Junior Calza, filho do proprietário. Os vinhos e espumantes custam entre R$ 40 e R$ 60. Os brancos e espumantes fermentam com uma levedura multiplicada pela Embrapa Uva e Vinho, de Bento Gonçalves, a partir de material retirado de parreirais de Monte Belo, o que torna os produtos únicos. A Calza tem um espumante nature (em que não é adicionado licor de expedição, ou seja, açúcar) produzido com essa levedura. A empresa pretende que esse seja o próximo produto a ostentar o selo de indicação geográfica de Monte Belo. Um espumante muito bom, mas pouco conhecido. O que provamos é um que foi produzido especialmente para um restaurante da região, em que não é feito o dégorgement, a retirada das leveduras. A bebida fica turva, mas é uma experiência bem interessante. O diretor do conselho regulador da indicação geográfica de Monte Belo, Roque Faé, diz que, por serem pequenas, as vinícolas têm pouca entrada em, por exemplo, lojas especializadas da Serra. Assim, acabam vendendo apenas diretamente ao consumidor por aqui.

espumante Calza

Espumante nature da Vinícola Calza, com leveduras nativas de Monte Belo. Foto: Kelly Pelisser

Se você for visitar as vinícolas da cidade para conhecer e comprar os produtos, por favor, passe no centro também. Além da igreja, super característica, com duas torres e que pode ser avistada ao longe na estrada, há prédios lindos no entorno. O do salão paroquial, bem ao lado, e do Café Il Divino, bem em frente, são alguns deles. É uma dessas cidades pequeninhas, onde as pessoas te cumprimentam na rua. Vale demais a visita.

 

Saiba mais: http://www.aprobelo.com.br/

Vinho de mesa e suco de uva podem faltar no fim do ano

 

copo de vinho

Foto: Pixabay, divulgação

A quebra na safra de uva de 2016 de 57% na produção em decorrência de fenômenos climáticos trará como consequência uma redução drástica no estoque de passagem de vinhos. Para os finos, não deve haver grandes problemas. O estoque seria suficiente para garantir o ano inteiro e ainda nove meses do próximo ano. Projetando uma redução de comercialização de 10% neste ano em relação ao ano passado em todos os produtos, a expectativa do setor é os estoques mais a produção desse ano devem ser suficientes para 2016. Mas, dependendo do cenário, difícil de ser previsto num ano atípico, pode faltar vinho de mesa no início de 2017 ou suco de uva ainda nos últimos meses de 2016.

A quebra de safra foi causada por temperaturas mais altas do que o normal durante o inverno, que anteciparam a brotação, somada a uma frente fria em setembro que trouxe geada, mais o excesso de chuvas e altas temperaturas na primavera, o que aumentou a incidência de doenças causadas por fungos, e ainda o granizo. Assim, foi desenhada a pior safra da história do setor, com 301,7 milhões de quilos de uvas, enquanto que, nos últimos anos, a média de produção sempre tinha ficado na casa dos 600 ou até 700 milhões de quilos.

No caso dos vinhos finos e espumantes, o ano de 2015 terminou com um estoque de 56,1 milhões de litros, segundo dados do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). Somado a isso a produção de 16,9 milhões deste ano, temos 73 milhões de litros. O Ibravin trabalha com a estimativa de vender 10% a menos em 2016 do que no ano passado, o que significaria 41,2 milhões de litros comercializados. Desse modo, terminaríamos o ano com um estoque de 31,8 milhões de litros, que seriam suficientes ainda para abastecer o mercado em 2017 por mais nove meses. Por essa época, os vinhos mais jovens da próxima safra já estariam no mercado.

Já falando de vinhos de mesa, o estoque no início do ano era de 129,7 milhões de litros. A produção foi de 76,5 milhões de litros esse ano, o que significa 206,2 milhões de litros disponíveis para 2016. Se as vendas forem também 10% menores do que em 2015, seriam necessários 188,1 milhões de litros, o que deixaria um estoque de 18,1 milhões no fim deste ano. Esse volume seria suficiente para atender o consumo de apenas um mês de 2017. Ou seja, faltaria vinho de mesa no início de 2017 até que a nova safra fique pronta para consumo.

Avaliando os dados do Ibravin sobre suco de uva, o estoque inicial de 2016 era de 45,4 milhões de litros e a produção desta safra foi de 85 milhões de litros, totalizando 130,4 milhões. No caso de o produto também apresentar queda de vendas de 10%, seriam comercializados este ano 129,1 milhões de litros. Ou seja, sobrariam apenas 1,3 milhões de litros, o que daria para um período equivalente a apenas 0,1 mês de 2017. Nesse cenário, não haveria um problema tão grande porque o suco não tem um processo demorado para fabricação quanto o vinho. Ele fica pronto pouco tempo após ser processado e a colheita da uva é no início do ano. Porém, como o suco é um mercado que vem crescendo em números vertiginosos, até na faixa de 20%, 30% ao ano, talvez, a venda não tenha essa queda em relação a 2015, mas, sim, uma estabilização ou até um pequeno crescimento. Nesse caso, faltaria suco no mercado ainda antes do final do ano, em novembro.

Conforme o diretor técnico do Ibravin, Leocir Bottega, mesmo com esse cenário, o setor não defende a autorização de importação de vinho a granel, hoje não permitida, mesmo que de forma temporária e emergencial. “Quando se fala de temporário, sabemos que em alguns casos, acaba virando permanente em função de pedidos de liminares e decisões judiciais”, entende.  Desse modo, o setor seria prejudicado a médio e longo prazo.

Na vinícola Salvador, de Flores da Cunha, que compra uvas de produtores terceirizados, o gerente comercial e enólogo Daniel Salvador diz que é bem provável que falte vinho de mesa e suco ainda este ano. Só é difícil fazer uma projeção exata de quando, em função desse ano de comercialização atípica, pelo aumento do IPI e pelo momento econômico. Na Vinícola Luiz Argenta, também de Flores da Cunha, a quebra de safra foi entre 50% e 60%. Como a empresa só trabalha com vinhedos próprios, a safra de vinhos 2016 não terá algumas variedades, como pinot noir, riesling e gewurztraminer, pela produção insuficiente.

Para compensar as perdas e os estoques mais baixos, as vinícolas têm investido em enoturismo e espaços para eventos como fontes alternativas de renda. A Luiz Argenta, por exemplo, inaugurou no mês passado um restaurante no terraço, que serve almoços de terça a domingo e atende eventos à noite. A Dal Pizzol, de Bento Gonçalves, que também tem um restaurante para eventos, acabou de lançar um novo produto chamado Piccolo Piacere, um piquenique, sob agendamento, no espaço da vinícola. Já a Monte Reale, de Flores da Cunha, está investindo na ampliação do espaço para eventos e festas sunset e também em um bar dentro da vinícola.

 

Vinícola, pousada e restaurante Don Giovanni, em Pinto Bandeira (RS)

pousada vinícola Don Giovanni

Pousada fica numa casa de 1930. Foto: Kelly Pelisser

A vinícola Don Giovanni é um lugar lindo para se conhecer em Pinto Bandeira, pertinho de Bento Gonçalves. No mesmo endereço, ficam a plantação de uvas, a vinícola, o varejo e uma pousada, que também tem restaurante. A propriedade é super charmosa e aconchegante. A empresa produz vinhos e espumantes excelentes (experimente o rosé brut, por favor).

Vinícola Don Giovanni

Espumante brut rosé: apenas prove! Foto: Kelly Pelisser

Eu já tinha passado pela vinícola, mas pude conhecer melhor o espaço a convite do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e do Sindicato Empresarial da Gastronomia e Hotelaria da Região Uva e Vinho (Segh), como parte da programação do Dia do Vinho. A visitação à vinícola custa R$ 20 por pessoa, que são totalmente revertidos em compras no varejo depois. Você pode conhecer o processo de produção, as caves (onde os vinhos e espumantes maturam) e os vinhedos. A caminhada em meio aos parreirais é muito bacana, em qualquer época do ano. Agora, as folhas estão amareladas ou já caídas. No meio dos vinhedos, há um pequeno mirante, numa caixas d’água, onde se pode ter uma visão melhor do terreno e ver o pôr do sol. Para quem curte bichos, há ovelhinhas e um pônei na propriedade. Outro fator interessante: há dois anos, iniciou-se um processo para uma condução biodinâmica dos vinhedos. A ideia é reduzir o máximo possível, ou até eliminar, o uso de defensivos agrícolas. Assim, a poda é feita de acordo com o calendário lunar. Entre as fileiras de videiras são plantados trevo branco e aveia para regular nutrientes do solo. Também é utilizada uma máquina que joga ar quente nas plantas para fazê-las “secar” e, com isso, terem incidência menor de fungos, e por conseguinte, menor necessidade de tratamentos químicos. Essa máquina também entra em cena em noites geladas para aumentar a temperatura dos vinhedos e tentar evitar a formação de geada, que prejudica as plantas.

Don giovanni vinhedos

Manejo biodinâmico de vinhedos pretende reduzir volume de defensivos. Foto: Kelly Pelisser

Para quem aproveitar melhor todo esse ambiente, a pousada Don Giovanni tem sete apartamentos num casarão de 1930, com móveis antigos, e mais um apartamento num alojamento separado, que foi reformado e onde cabem até cinco pessoas. No casarão, os apartamentos custam R$ 400. O oitavo apartamento, que tem banheira de cromoterapia, mezanino e dois banheiros, sai por R$ 600. Normalmente, em fins de semana e feriados, a pousada lota. É bom reservar com antecedência. Há uma piscina na área externa e um deck onde fica um fogão a lenha. Antes do jantar, fomos recebidos com pinhões assados na chapa e vinho. Coisa bem boa!

Cava vinícola Don Giovanni

Visitante podem conhecer as cavas onde ficam os vinhos e espumantes. Foto: Kelly Pelisser

O restaurante atende qualquer pessoa, não só hóspedes, mas é preciso agendar. Ele fica no porão de pedra da casa. Nos sábados, sempre tem um jantar harmonizado. Nos outros dias, é preciso consultar porque o restaurante só abre se tiver um grupo mínimo de 15 pessoas (aos sábados, você pode jantar sozinho ou num casal só). Há três cardápios fixos, com saladas, dois pratos e sobremesa, acompanhados de vinhos, espumantes, água, café e brandy. Os preços variam de R$ 115 a R$ 150 por pessoa, com tudo incluído. Os pratos são de gastronomia local, mas com um apelo bem próprio do restaurante. Vários dos itens utilizados no cardápio são produzidos na própria propriedade, como as alcachofras, as saladas e pêssegos.

Risoto de Alcachofras

Esse risoto maravilhoso tem alcachofras que são produzidas na própria propriedade. Foto: Kelly Pelisser

O nosso cardápio teve salada de alface com manga, aveia e redução de balsâmico. O primeiro prato foi um risoto de alcachofra com vinho chardonnay fantástico! Depois, veio um frango cozido na cerveja por três horas com batatas assadas e uva passa. Por fim, de sobremesa, cassata com calda feita com leveduras retiradas após a segunda fermentação dos espumantes acompanhada de pêssegos. Todos os pratos são harmonizados com vinhos ou espumantes. Tudo muito delícia e com um atendimento que faz você se sentir em casa.

Ah, dica: passando por Pinto Bandeira, você também pode visitar as vinícolas Cave Geisse e Valmarino.

 

Don Giovanni

Onde: Linha Amadeu, 28, Km 12 (é super fácil de achar, na estrada que liga Bento a Pinto Bandeira, há placas indicando onde você deve entrar, antes ainda de chegar ao centro do município), Pinto Bandeira (RS)

Mais: site e Facebook

 

 

Bacalhau, pastel de Santa Clara e vinhos portugueses na Boccati, em Caxias do Sul

circuito enogastronomico boccati

Esse é o quarto circuito enogastronômico da Boccati. Foto: Igor Farias Coelho, divulgação

 

Olha só que evento maravilhoso que a Boccati está programando em Caxias do Sul (RS): o Circuito Enogastronômico Portugal será na adega subterrânea da loja no dia 3 de junho, uma sexta-feira à noite. A ideia é oferecer comida típica e mais de 60 rótulos de vinhos portugueses para que o público possa conhecer um pouco mais do país europeu. Serão dez mesas com as principais regiões produtoras da bebida de Portugal, como Alentejo, Douro, Dão, Minho (Vinho Verde), Beiras, Bairrada, Lisboa, Tejo, Borba, Setúbal, Madeira e Porto. Entre as comidas, caldo verde de boas-vindas, bolinho de bacalhau, linguiça portuguesa, arroz de polvo, bacalhau às natas, leitão à bairrada, tábuas de frios, pães variados, antepastos artesanais e, para sobremesa, aquele tradicional pastel de Santa Clara. Babei nesse cardápio! Ótimo para lembrar de Portugal ou para conhecer um pouco do país.

Entre os destaques da noite estarão os vinhos Brutalis Lisboa, Aveleda Follies Alvarinho, Marquês de Borba Reserva, Vinho do Porto Van Zellers Tawny e Herdade dos Grous Single OAK. Os vinhos e espumantes serão apresentados por um time experts da área: Amanda Arbugeri, Caroline Vizzotto Chieli, Gabriel Lourenço, Luciano da Rosa, Paulo Cesar de Souza, Renata Formolo e Sandi Marina Corso. Os rótulos serão harmonizados com pratos preparados pelos chefs Alexandre Reolon e Gabriel Lourenço.

circuito enogastronomico boccati

Mais de 60 rótulos de vinhos portugueses serão oferecidos. Foto: Igor Farias Coelho, divulgação

O evento rola das 19h30min às 23h30min. A noite terá ainda apresentações musicais, quick massage (que phyno! Até massagem!) e outras surpresas para o público. Esse é o quarto Circuito Enogastronômico promovido pela Boccati. Os três primeiros tiveram como tema a Itália, a Espanha e o Brasil. Os ingressos estão à venda no valor de R$ 150 feminino e R$ 200 masculino. As vagas são limitadas. Informações podem ser obtidas no telefone (54) 3224.9900 ou no e-mail boccati@boccati.com.br.

Ah, para quem não conhece a Boccati é uma loja maravilhosa de vinhos e espumantes (tem também alguma coisa de cervejas e umas comidinhas, queijos, entradinhas), no bairro Pio X. Tem vinhos de várias partes do mundo, com preços bem variados (desde os mais simples até os que custam vários mil reais), uma adega subterrânea linda e o pessoal atende super bem (se você for entendido de vinhos ou não). Se não conseguir passar lá para o Circuito, vale conferir a loja em outro dia.

 

Circuito Enogastronômico Portugal

Quando: 3 de junho, uma sexta-feira, das 19h30min às 23h30min

Onde: Boccati Vinhos (Rua Antônio Ribeiro Mendes, 2043, bairro Santa Catarina, Caxias do Sul – RS)

Quanto: R$ 150 (feminino) e R$ 200 (masculino). Os Ingressos podem ser adquiridos na loja ou pelo telefone (54) 3224.9900.

Cardápio:

  • Caldo verde de boas-vindas;
  • Bolinho de bacalhau;
  • Linguiça portuguesa (tipo paio);
  • Arroz de polvo;
  • Bacalhau às natas;
  • Leitão à bairrada;
  • Tábuas de frios, pães variados e antepastos;
  • Pastel de Santa Clara (sobremesa).