Festival Internacional de Folclore de Nova Prata (RS)

Eu sempre tinha ouvido falar muito bem do Festival Internacional de Folclore de Nova Prata (RS), mas só nesse ano consegui acompanhar o evento. E posso dizer: é ainda mais encantador do que eu imaginava! Viajei à Nova Prata a convite da organização do festival, que nos apresentou um pouco das belezas da cidades, além de nos permitir acompanhar as apresentações de sábado, considerada a noite de gala do evento.

Rússia. Foto: Fabiane Marchesini, divulgação

Nesse ano de 2019, o Festival de Folclore de Nova Prata teve cinco dias, de quarta a domingo, entre 11 e 15 de setembro. O evento existe há 20 anos e essa foi sua 15ª edição. A organização é do grupo de dança de Nova Prata Bailado Gaúcho. Nos últimos tempos, a festa tem sido anual, sempre por essa época. Ao todo, 12 países, incluindo o Brasil, se apresentaram nessa edição. A grande novidade é que pela primeira vez Nova Prata abrigou um Campeonato oficial da FIDAF, a Federação de Festivais Internacionais de Dança Folclóricas. Seis países participaram da competição e se apresentaram todas as noites, cada vez com figurinos e coreografias diferentes. Mas, em três noites, de sexta a domingo, é que as coreografias valiam notas do juri técnico e do público para definir os campões. O público podia votar por meio de um aplicativo para celular até uma hora após o encerramento de cada uma das apresentações. A competição envolvia seis países: Romênia, Rússia, Filipinas, México, Eslováquia e Bulgária. Já outros cinco países eram convidados e fizeram apresentações fora da competição, cada um em um dia do festival: Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai e Colômbia. A cada noite, o Bailado Gaúcho, grupo que organiza o evento, abre a programação e realiza também um outro número, diferente a cada dia, no palco. A apresentação de abertura deles foi linda, onde bailarinos sentados em meio ao público começavam a dançar e subiam no palco, seguindo a linha do tema do festival nesse ano “Todo artista tem de ir aonde o povo está”.

Búlgária. Foto: Fabiane Marchesini, divulgação

Depois de apresentações de grupos locais de Nova Prata, começa o show dos competidores. Todos são incríveis! Com figurinos coloridos e impecáveis, maquiagem apurada, e giros, piruetas e passos que contam um pouco da história desses países. É de tirar o fôlego. Cada grupo tem oito minutos para realizar sua apresentação. Nesse tempo, entram em cena diversos quadros em sequência, que conversam entre si. Nesse ano, vários países tinham traços em comum, por serem do leste europeu, mas, mesmo nesses, se percebem as características únicas de cada local. Embora eu tenha gostado muito de todos, os meus três preferidos foram os que ganharam os principais prêmios ao final da última noite, no domingo. A Rússia (State Dance Ensemble), multicolorida, acrobática e alegre, foi a campeã do voto popular (o que não foi surpresa, porque o povo de Nova Prata sempre manifestou seu amor pelos russos) e também levou uma menção honrosa do juri. Já no juri técnico, o México (Companhia Titular de Dança Folclórica da Universidade Autônoma de Nuevo León) levou o segundo lugar (com seu ritmo latino alegre, saias cheias de babados, apresentaram uma dança no sábado com homens com facões e mulheres com copos de água na cabeça). O grande vencedor do juri técnico foi as Filipinas (Companhia Nacional de Danças Folclóricas Bayanihan), que, no sábado, trouxe um ritmo forte, marcado, preciso, mas também delicado. A melhor música e melhor figurino ficaram para o Conjunto Folclórico Nacional da Transilvânia, da Romênia. A Bulgária (Folk Dance Ensemble “Sofia-6”) venceu como melhor coreografia. Já o prêmio especial do júri foi para a Eslováquia (Folklore Ensemble Jurosík).

Eslováquia. Foto: Fabiane Marchesini, divulgação

O ginásio do bairro Santa Cruz, onde ocorrem as apresentações, tem 1,8 mil lugares e lota sempre! Os ingressos são super acessíveis. Em 2019, custavam de R$ 8 a R$ 16 para as arquibancadas, e de R$ 12 a R$ 20 para as cadeiras. Mas é bom, especialmente para a noite de sábado, comprar com bastante antecedência, assim que for lançada a venda.

Romênia. Foto: Fabiane Marchesini, divulgação

O festival não se limita ao ginásio das apresentações à noite. Toda a cidade, durante todo o dia, vive o evento. Atividades paralelas são realizadas na praça central, a Feira do Livro e a Feira de Gastronomia, onde restaurantes da cidade trazem seu cardápio tradicional, além de pratos preparados especialmente para o festival. Circulando por lá, era possível comer sushi, tacos, burritos, donuts, burgers, pizzas, sorvete tailandês e bolinho de erva-mate, entre outras opções. Ali, junto aos restaurantes, também fica um palco onde talentos locais se apresentam. E, do ladinho, no prédio do Grêmio Pratense, estava acontecendo uma Feira de Artesanato, com trabalhos de artistas da região. No domingo pela manhã, foi realizada uma cerimônia ecumênica, com todos os grupos internacionais, para celebrar a paz.

Filipinas. Foto: Fabiane Marchesini, divulgação

O clima na cidade é muito gostoso durante o festival. Nova Prata se transforma. São 300 artistas envolvidos nos espetáculos. Uma boa parte deles fala idiomas que a maioria da população não conhece, mas isso não impede a confraternização e a curiosidade por aquela gente que veio de tanto longe para mostrar sua arte em Nova Prata. A cidade fica com um jeito cosmopolita, globalizado e mágico. É impossível ver as apresentações e não querer voltar no próximo ano! Afinal, a arte é uma linguagem universal.

México. Foto: Fabiane Marchesini, divulgação

Sítio Crescer, em Garibaldi (RS)

Casa do Sítio Crescer: nos dois andares superiores ficam os quartos. No térreo, está o refeitório e cozinhas coletivos. Foto: Kelly Pelisser

Fiquei hospedada num lugar abençoado pela natureza e cheio de energia, o Sítio Crescer, em Garibaldi (RS). É um sítio que produz hortaliças e temperos orgânicos e também conta com hospedagem, no formato de hostel (com camas em quartos compartilhados) e algumas opções de quartos para casal privativos. Tem super cara de interior, mas fica muito pertinho da cidade, a cerca de cinco quilômetros do Centro de Garibaldi. Como também é bem próximo ao Vale dos Vinhedos, é ponto de parada para muitos turistas que estão conhecendo a Serra gaúcha, mas eu mais do que recomendo tirar um dia para aproveitar a calmaria lá do sítio mesmo.

O Sítio Crescer tem muitas flores. Foto: Kelly Pelisser

O sítio tem muito verde, um açude com peixes e uma ilha no meio, plantações de alface, couve, salsa, cebolinha e outros temperos orgânicos, uma estufa com morangos, um parquinho infantil e muitas flores. A uma curta caminhada por uma trilha, se chega a uma pequena cascata. Outra atração são os dois cachorros da raça Border Collie, muito amáveis e brincalhões, o Max e a Lessie. Há ainda um gato e galinhas no sítio. O lugar conta ainda com algumas árvores frutíferas, como bergamotas, nesperas e laranjas. Há várias casinhas de passarinhos penduradas pelas árvores. Uma querideza só!

Refeitório coletivo iluminado e integrado à natureza. Foto: Kelly Pelisser

O prédio da hospedagem tem um refeitório e uma cozinha coletivos, que todos os hóspedes podem utilizar. Fica num espaço amplo e super iluminado, com paredes de vidro, que fazem com que o salão fique integrado à paisagem verde. Um dos quartos privativos conta com cozinha individual, além do banheiro. Outras acomodações não têm banheiro individual, é preciso utilizar banheiros coletivos. O lugar não serve refeições, nem mesmo o café da manhã (apenas em momentos de alta temporada é servido café da manhã, com preço cobrado à parte). Como não há nada muito próximo, então, ou é preciso levar alimentos para cozinhar, ou sair do sítio e ir em algum lugar em Garibaldi para comer. Quem optar por cozinhar no local, pode se servir também dos ovos das galinhas, das hortaliças, flores e temperos do sítio. Sugiro, para o lanche da tarde, levar uma toalha e fazer um piquenique no gramado.

O sítio tem parque infantil. Foto: Kelly Pelisser

Açude com peixes. Foto: Kelly Pelisser

A hospedagem conta com um espaço coletivo, com mesa de pingue-pongue, livros e jogos. Outro destaque é a própria construção, que é sustentável, com telhas de caixinhas de leite, para isolamento térmico, e aproveitamento de energia solar. O lugar faz parte da Via Orgânica, roteiro que reúne empreendimentos com produção ou venda de produtos orgânicos em Garibaldi. O sítio também é associado à Cooperativa de Produtores Ecologistas de Garibaldi (Coopeg). O Crescer é tocado pelo casal Ana Cláudia e Damian Chiesa. Os dois deixaram a vida super urbana para investir num lugar mais tranquilo. Além de turistas, o sítio recebe retiros da igreja católica, grupos de estudo ambiental e até já abrigou festas de casamento diurnas.

Quarto com cozinha e banheiro privativos. Foto: Kelly Pelisser

Outra coisa super mimosa do sítio é que os quartos têm nomes de virtudes: generosidade, equilíbrio, humildade, caridade… Eu fiquei no quarto Fé, o único com banheiro e cozinha privativos. Ele conta com uma cama de casal, uma bancada e dois banquinhos, fogão, geladeira, pia e armários. Tudo completo para você se sentir em casa! E quando se abre a janela, se vê o verde lá fora e ouve os passarinhos cantando! Dali, também se contempla um por do sol incrível! Eu assisti o por do sol sentada no Gramado, fazendo carinho num dos cachorros Border Collie e depois cozinhei usando os ovos das galinhas caipiras e temperos do sítio. Me diz se isso não se pode chamar de felicidade? 🙂

Cachorros Max e Lessie são atração do Sítio. Foto: Kelly Pelisser

A hospedagem custa R$ 50 para o quarto compartilhado (são divididos em dormitórios masculinos e femininos) e R$ 90 para o quarto privativo sem banheiro (o banheiro é coletivo, fora do quarto). Já as suítes (para um casal), com quarto e banheiro privativo, custam R$ 130 durante a semana e R$ 150 nos fins de semana. Nos feriados e alta temporada (janeiro, fevereiro e julho), a suíte sai por R$ 150 durante a semana e R$ 200 no fins de semana. O café da manhã só é servido na alta temporada e custa R$ 15 por hóspede.

Açude tem ilha com ponte. Foto: Kelly Pelisser

O sítio é um encanto! Super tranquilo, bonitinho e dá vontade de voltar muitas vezes! Já quero voltar na primavera pra ver tudo super florido!

 

Sítio Crescer

Onde fica: Rua Buarque de Macedo, sn (cerca de 5 km do Centro), Garibaldi, RS

Mais: site do Sítio Crescer, Facebook do Sítio Crescer

Contato: (54) 98145.0037

 

TremBão GastroBar, em Bento Gonçalves (RS)

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Pizza de pão de queijo com cogumelos. Foto: Kelly Pelisser

Fui conhecer o TremBão GastroBar, em Bento Gonçalves (RS). O restaurante abre de almoço a jantar, passando por café da tarde, de terças a domingos. Fica numa das casinhas da Estação Férrea, pertinho da Maria Fumaça, e oferece culinária mineira, com claro, um toque de Serra gaúcha. As escolhas não são obra do acaso e passam pela história do casal proprietário. O Rodrigo é de Bento Gonçalves e trabalha há muitos anos com gastronomia, em restaurantes onde era funcionário. O pai dele era ferroviário e a família morava na casa onde hoje é o gastrobar. A Nai é arquiteta de Minas Gerais. Assim, se misturaram os ingredientes para o TremBão.

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Linguiça mineira. Foto: Kelly Pelisser

A casa conta com três cardápios, um de almoço com pratos executivos que custam de R$ 24,90 (que leva chuleta e feijão) até R$ 36,90 (salmão com purê de batata baroa). A partir das 15h, entram em cena dois outros cardápios, um de lanches e outro à la carte. O de lanches tem pastéis, pão de queijo, canjica doce, sanduíche com pão ciabatta e torrada com pão caseiro, entre outras opções no balcão. No à la carte, destaque para os burgers com pão de queijo e as pizzas com massa de pão de queijo! Mas também tem petiscos como bolinho de feijoada, coxinha de pão de queijo, tábuas de carnes , escondidinhos, massas e sopa no pão (agora no inverno). As pizzas custam de R$ 36 a R$ 42. Os burgers de R$ 32 a R$ 36. Já as carnes saem por preços entre R$ 36 e R$ 46.

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Feijão tropeiro e couve com bacon. Foto: Kelly Pelisser

Fui convidada a conhecer as novidades da casa. E olha, veio muita comida! Ahah. Para começar, fomos recebidos com uma pizza de pão de queijo com cogumelos (muito excelente, mas que não está no cardápio, infelizmente). Mas pude perceber que realmente é muito boa e diferente a massa. Depois, vieram os pratos bem mineiros, o feijão tropeiro e linguiça. E o angu com queijo (semelhante à nossa polenta) e carne de lata (é literalmente uma carne conservada na lata, é lombo suíno na própria banha). Tudo muito delicioso! Amo feijão tropeiro e estava sensacional! A carne de lata é super macia! Os pratos vem acompanhados de couve com bacon e arroz e servem duas pessoas. O feijão com linguiça custa R$ 70 e o angu e a carne de lata, R$ 76.

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Angu com queijo e carne de lata. Foto: Kelly Pelisser

Como se não bastasse, ainda veio sobremesa! Daquelas de dar pena de comer de tão linda! Mas, comam porque é tão boa quanto bonita! Ahaha. Mousse de gianduia com recheio de frutas vermelhas e base de brownie: maravilhosa! Ah, claro, para a entrada, tem uma cachacinha (mineira ou da Serra gaúcha, conforme escolha) e, no final, um cafezinho mineiro. Outro destaque fica por conta da decoração da casa, com vários itens legais, entre eles, letreiros que formam frases na escada que dá acesso ao mezanino.

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Mousse de gianduia com recheio de frutas vermelhas e base de brownie. Foto: Kelly Pelisser

O TremBão é um lugar único, com uma culinária que não se encontra facilmente na Serra, com gosto de casa! Dá vontade de voltar muitas vezes, uai!

 

TremBão GastroBar

Onde fica: Rua Duque de Caxias, 122 (Estação férrea), Bento Gonçalves, RS

Horários: de terça a sábado, das 11h às 23h, e domingos, das 11h às 20h

Mais: Facebook do TremBão

Família Lemos de Almeida Vinhas e Vinhos, nos Campos de Cima da Serra

Vinhedos ficam no município de Muitos Capões. Foto: Kelly Pelisser

Conheci a vinícola Família Lemos de Almeida Vinhas e Vinhos, nos Campos de Cima da Serra. A empresa tem um varejo bem no Centro de Vacaria e os vinhedos ficam no interior de Muitos Capões. O empreendimento está localizado na Fazenda Santa Rita, que dava nome à vinícola. Mas a denominação foi alterada para dar mais destaque à família proprietária e suas origens açorianas. O lugar é lindíssimo, com vinhedos cultivados pelo sistema espaldeira, um lago e construções que são réplicas de prédios icônicos da cultura dos Açores.

Área de 12 hectares tem oito variedades de uvas. Foto: Kelly Pelisser

A vinícola existe desde 2016, mas a primeira safra foi em 2012. São 12 hectares de vinhedos, onde são plantadas oito variedades. Nesse ano, a casa lançou quatro vinhos de castas portuguesas: Alvarinho, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Verdelho. Há todo um cuidado com a pré-seleção dos melhores cachos e grãos ainda nos vinhedos nas semanas que antecedem a colheita. A vinícola não tem mesa de seleção no recebimento das uvas – como é comum, porque todo esse trabalho já foi feito direto no pé da fruta. Eles também investem em pesquisa, com pequenos tanques onde testam os melhores processos e cortes. Há ainda um laboratório que faz centenas de análises e aponta, entre outras coisas, o ponto ideal de maturação da uva para a colheita. A Lemos de Almeida também é autossustentável e investe em energia solar e no tratamento dos resíduos lá mesmo. Por exemplo, resíduos sólidos viram compostagem.

Prédio principal da vinícola faz homenagem à construção de Florianópolis da cultura açoriana. Foto: Kelly Pelisser

A casa conta com 17 vinhos e espumantes. Eles podem ser comprados nos dois varejos, um no centro de Vacaria e outro junto aos vinhedos. Na fazenda, há prédios lindos que reproduzem construções feitas por açorianos. O prédio da vinícola é uma homenagem à antiga alfândega, de Florianópolis. Há ainda uma capela que remonta a igrejinha construída por açorianos também na capital de Santa Catarina, na Lagoa da Conceição. A vinícola conta ainda com um moinho de vento, réplica de uma construção localizada em uma das ilhas dos Açores.

Igreja em homenagem à Santa Rita, também réplica de prédio de Florianópolis. Foto: Kelly Pelisser

Para visitar os vinhedos, é necessário agendamento. Grupos com 12 pessoas ou mais podem combinar o passeio. Mas a casa também oferece uma data, de tempos em tempos, onde qualquer pessoa (mesmo estando sozinho ou num casal, por exemplo) pode fazer o agendamento. O passeio sai do varejo da vinícola, em Vacaria, e vai até Muitos Capões (são 40 minutos a partir de Vacaria, sendo que há uns 12 quilômetros de estrada de chão). Nos vinhedos, o turista passeia num trenzinho puxado por um trator e conhece as construções e a história da família Lemos de Almeida, assim como a da própria imigração açoriana para o Sul do país. A visita custa R$ 80 por pessoa (sendo que R$ 20 são revertidos em produtos no varejo). O lugar não tem restaurante ou pousada, mas há planos de construir esses espaços no futuro.

Moinho réplica de construção dos Açores. Foto: Kelly Pelisser

O passeio é encantador. O lugar é realmente lindo e os produtos da vinícola são ótimos! Vale a pena explorar esse canto do Rio Grande do Sul nem tão conhecido dos turistas. É garantia de deslumbramento e de ótimas fotos.

Pôr do sol. Foto: Kelly Pelisser

Mais uma do fim do dia. Foto: Kelly Pelisser

Prédio principal da vinícola faz homenagem à construção de Florianópolis da cultura açoriana. Foto: Kelly Pelisser

Família Lemos de Almeida Vinhas e Vinhos

Onde fica: o varejo da vinícola (de onde saem os passeios para os vinhedos no interior de Muitos Capões) fica na Av. Militar 858, Centro, Vacaria, RS

Telefone: (54) 3232.0563

Mais: Facebook da Lemos de Almeida

Guaraipo Bar e Cozinha, em Farroupilha (RS)

Guaraipo fica ao lado do hotel Holiday Inn. Foto: Kelly Pelisser

O chef Rodrigo Bellora, consagrado pelo restaurante Valle Rústico, no Vale dos Vinhedos, acabou de abrir seu novo espaço, o Guaraipo Bar e Cozinha, em Farroupilha (RS). A ideia é seguir a mesma linha do Valle Rústico, de cozinha de natureza, mas num ambiente urbano, com uma proposta descomplicada, mais prática e acessível. O lugar é um gastrobar, que serve almoço e jantar ou happy hour, e fica bem ao lado do hotel Holiday Inn Express (aquele novo, numa rua paralela à rodovia que liga a cidade a Caxias ou Bento).

Lugar tem decoração rústica. Foto: Kelly Pelisser

A proposta de valorizar ingredientes e agricultores locais fica ainda mais na cara quando se sabe o que é Guaraipo. É uma abelha nativa, pequena e sem ferrão, que corre risco de extinção. O restaurante tem colmeias de guaraipo para produzir o próprio mel, que é utilizado no menu da casa. Nisso, se inclui um drink batizado com o nome do restaurante, que leva gin, kombucha feita pela equipe e o mel da guaraipo. O visual do Guaraipo é rústico, com muita madeira, sempre invocando a alma do lugar.

Drink Guaraipo, com mel da abelha que dá nome à casa e gin. Foto: Kelly Pelisser

No almoço, há uma lista de pratos e o cliente pode optar por até quatro itens. Se forem apenas de origem vegetal, o preço é R$ 30. Já se a escolha for três vegetais e um de proteína animal, o preço é R$ 35. Entre as opções estão aipim na manteiga, pinhão com chimichurri, risoto de abóbora, polenta de milho crioulo, chips de tubérculos, ovos mollet, carne de panela, entrecot e linguiça artesanal. Para a noite, o cardápio conta com pizzas, choripan, paçoca de pinhão, galinhada, risotos, massas, costela laqueada (com farofa de erva mate) e stinco de cordeiro. De sobremesa, atentem para o pien de doce de leite (sim!!!) e um brownie úmido (arrisco dizer que o melhor que já comi na vida). Os pratos custam entre R$ 20 e R$ 70. As sobremesas saem por R$ 18. Os drinks são assinados pelo bartender Guto Wiesel, do Toro Gramado.

Brownie maravilhoso! Foto: Kelly Pelisser

Mas do que um lugar descolado, o Guaraipo une propósito com uma cozinha que mistura o resgate da comida das nossas avós com a culinária contemporânea. Vida longa!

 

Guaraipo Bar e Cozinha

Onde fica: Rua Humberto de Alencar Castelo Branco, 603 (ao lado do Hotel Holiday Inn Express), em Farroupilha (RS)

Horários: para almoço, de terça a domingo, das 11h30min às 14h, para jantar e happy hour, de terça a sábado, das 18h às 23h.

Mais: Facebook do Guaraipo

Café colonial na Grand Maison, em Caxias do Sul (RS)

Café colonial tem itens doces e salgados. Foto: Kelly Pelisser

Olha só que opção legal para um sábado em Caxias do Sul. Agora, a Grand Maison Festas e Eventos oferece um café colonial, em parceria com a Divino Aroma Cafeteria. O endereço é o da casa de festas, na Rua Vinte de Setembro, no espaço onde também fica a Escola de Dança Carla Barcellos e onde há o Maison Almoço (que serve almoços de segunda a sexta). O lugar é uma casa, bem na área central de Caxias, mas que tem uma vibe muita boa, com natureza ao redor, passarinhos cantando em árvores, um pátio lindo com uma fonte de água, um laguinho com patos e, de quebra, uma vista para a cidade.

Mesa tem bolos. Foto: Kelly Pelisser

O serviço é feito pela proprietária da Divino Aroma (que antes tinha um café na Avenida Julio de Castilhos, em São Pelegrino, que também servia café colonial aos finais de semana). O cardápio conta com doces, salgados e pratos quentes. A ideia é misturar itens típicos do café colonial alemão e do italiano. Tem bolos, pães, frios, cheesecake, apfelstrudel, mini churros, frango frito, polenta frita, fortaia, caldo quente, risoles, mel, chimia de uva e de figo, entre outras opções. Há sempre tortas (no dia em que fui, tinha Marta Rocha, de maçã e de abacaxi). Para beber, as opções são café, leite, chocolate quente, chá e sucos. Tudo é à vontade. Você pode pegar o que quiser e repetir quantas vezes quiser. Na mesa, também veio um queijinho coalho com damasco quentinho, que estava uma delícia! Se você quiser, também tem cerveja, água ou refrigerante, mas, aí, não estão inclusos (é preciso pagar à parte).

Também há tortas, como essa de maçã, uma delícia! Foto: Kelly Pelisser

Café e chocolate quente estão entre as bebidas oferecidas. Foto: Kelly Pelisser

O café colonial não será servido em todos os sábados, já que a casa também é lugar de eventos e alguns deles ocupam todo o andar superior (onde está o café). Por exemplo, no próximo sábado, dia 20 de julho, terá o café colonial. Mas, no fim de semana seguinte, dia 27, não terá por causa da agenda de eventos da casa. Por isso, é importante consultar a Grand Maison ou ficar de olho nas redes sociais deles para saber as datas. Não é necessário reservas. Mas, se reservar, fica mais barato. O preço por pessoa é R$ 45,90 com reserva. Já sem reserva fica R$ 49,90. Crianças de 6 a 10 anos pagam metade. E crianças de até cinco anos não pagam. Reservas podem ser feitas pelo telefone (54) 9 9195.1149. O pessoal já me falou que o horário de maior movimento é no almoço. Mas, tanto para o meio-dia quanto para o lanche da tarde, o café colonial lá é garantia de um tempo agradável com comidinha boa num lugar lindo, um oásis no meio da cidade.

Tem uma sacada com essa vista. Foto: Kelly Pelisser

A minha mesa tinha vista para essa fonte. Foto: Kelly Pelisser

A casa também tem um lago com patinhos. Foto: Kelly Pelisser

 

 

Café colonial na Grand Maison

Onde fica: Rua Vinte de Setembro, 405 (próximo à esquina da Rua Humberto de Campos), Caxias do Sul, RS

Horários: aos sábados (mas é preciso consultar a casa, já que não é realizado em todos os sábados, por causa da agenda de eventos do lugar), das 11h30min às 17h

Informações e reservas:  (54) 9 9195.1149

Mais: Facebook da Grand Maison

Amada Cozinha, no Colavoro Sanvitto, em Caxias do Sul (RS)

Amada fica no Colavoro Sanvitto, prédio histórico super charmoso no centro de Caxias. Foto: Kelly Pelisser

A Amada Cozinha, de Caxias do Sul (RS), está de casa nova. E que linda casa! O restaurante do azeite agora fica no Colavoro Sanvitto, espaço que acabou de inaugurar em Caxias, no casarão rosa da Avenida Julio de Castilhos (na mesma quadra do shopping Prataviera, entre as ruas Garibaldi e Visconde de Pelotas). A casa, dos anos 1940, da família Sanvitto, por si só, já é uma atração. O lugar foi projetado pelo arquiteto Vitorino Zani, o mesmo da igreja de São Pelegrino. A mansão da família Sanvitto foi um dos únicos ou talvez o único prédio residencial desenhado por ele, conhecido pelas obras sacras.

O andar ao nível do chão da casa abriga um coworking. O andar superior é um espaço de exposição, onde é possível admirar o piso original da casa e uma escadaria linda! O último andar está fechado ao público. Já a Amada Cozinha fica no andar abaixo do nível da rua, que pode ser acessado através da porta principal do Colavoro e depois descendo uma escada, ou pela entrada do estacionamento, na lateral esquerda casa.

Uruguayo no almoço: assado de tira, farofa e legumes confit. Foto: Kelly Pelisser

O restaurante abre de segunda a sábado para almoço e também serve cafés e lanches para a tarde ou happy hour durante a semana. A decoração tem muito rosa – no mesmo tom da casa – e verde, em plantinhas. O local também conta com telas do artista Antônio Giacomin. A Amada – que antes ficava na Rua Os 18 do Forte – permanece com a mesma essência. É uma cozinha que preza ingredientes saudáveis e o capricho nos detalhes. Uma das vantagens do novo espaço é que é bem maior – o número de lugares dobrou – agora é possível ter 45 pessoas sentadas. O restaurante é tocado, com muito amor por mãe e filha, Maria Beatriz Dal Pont e Carolina Dal Pont Branchi. A Maria Beatriz é especialista em azeite de oliva, por isso, todos os pratos da casa são harmonizados com azeite (sim, há diferentes tipos e terroirs). A Amada também terá, uma vez por semana, noites de jazz, com funcionamento estendido até 22h. Ah, sim, repare que há um piano lá no canto.

No cardápio do almoço, que é servido entre 11h30min e 15h, há pratos executivos, sopas, saladas e opções kids. Os preços variam de R$ 22 a R$ 35. Os pratos para crianças custam R$ 15. Todos os dias, há sempre um prato do dia – algo especial, fora do cardápio.  Entre as opções do menu, há desde um PF (com arroz integral, feijão, ovo, picadinho de filé, couve refogada, farofa e banana) a filé, nhoque, polenta, risoto e massa de arroz. Para beber, há diversas opções de vinho e espumante (vendidos também em taça), sucos naturais, sodas italianas, cerveja artesanal, ou refrigerante e água. Se você já estiver de olho na sobremesa, há uma vitrine linda de doces, que normalmente, tem tarteletes e bolos entre as opções. Há também uma lista de cafés, incluindo alguns gelados. O cardápio das tardes, além dos doces, tem pão na chapa, crepioca, tapioca, tartine, hambúrger e omelete. Os preços variam de R$ 6 a R$ 27.

Eu almocei lá e pedi um Uruguayo. É um assado de tira, com legumes confit e farofa. Esse sai por R$ 32. Para beber, fui de suco verde, com abacaxi, couve, limão e menta, por R$ 8,50.

Tarteletes e um café latte uruguay, com doce de leite. Foto: Kelly Pelisser

Numa tarde, também tomei um café por lá. Minhas escolhas foram dois tarteletes, um de limão siciliano (amei muito!) e outro de chocolate meio amargo. Para acompanhar, fui de café latte uruguay, com espresso e e leite vaporizado cremoso, acompanhado de doce de leite para enfeitar a xícara. Esse café custa R$ 9. A conta do lanche deu R$ 23.

Nesse casarão histórico, que é um personagem do imaginário do caxiense por si só, a Amada ficou ainda mais gracinha. É aquele lugar que dá vontade de voltar sempre!

 

 

Amada Cozinha

Onde fica: Colavoro Sanvitto, Avenida Julio de Castilhos, 1989 (entre as ruas Garibaldi e Visconde de Pelotas), Centro, em Caxias do Sul (RS)

Horários: de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 15h30min

Mais: Facebook da Amada Cozinha