Ateliê L’Arte Ceccato, Vila Flores, RS

Propriedade da família Ceccato tem peças em argila e ervas medicinais. Foto: Kelly Pelisser

O Ateliê L’Arte Ceccato é um lugar muito querido na pequena e simpática cidade de Vila Flores (RS). Localizado na comunidade de Linha Aimoré, fica a cerca de 2,5 quilômetros do Centro, por uma estrada totalmente asfaltada. Como o nome indica, é o ateliê onde a artesã Benedita Ceccato produz e comercializa suas peças em argila. Isso por si só já seria encantador, mas a família ainda conduz os visitantes por uma experiência onde são contadas a história da comunidade e do cotidiano dos imigrantes italianos, além de contemplar o uso de chás e ervas medicinais, também resgate da cultura dos antepassados.

Família explica sobre a comunidade e sobre cotidiano dos imigrantes italianos. Foto: Kelly Pelisser

Artesanato está em vários cantos da propriedade. Foto: Kelly Pelisser

A visita pode ser feita apenas sob agendamento. Para conhecer o local, os visitantes pagam R$ 15. Também há a possibilidade de oficinas especiais para escolas, onde os alunos aprendem sobre a cultura italiana e produção em cerâmica. A Oficina Mágica tem duração de 1h15min e a Oficina Mãos à Obra, de 2h30min. A atividade de conhecer a propriedade é chamada de Terapia Caminhante, já que os turistas vão andando, num pequeno trecho, ao redor da casa e da horta, onde há paradas para explicações sobre a história da família, o uso do barro para fazer tijolos, a formação da comunidade, entre outros assuntos. Ali, descobri que na Sexta-Feira Santa, a Linha Aimoré prepara uma procissão à noite que deve ser linda demais de acompanhar, iluminada com sabugos de milho, embebidos em combustível para pegar fogo, que ficam em galhos colocados ao longo do caminho. A cerimônia ocorre ao som de rácolas (também chamadas de matracas, em outros pontos do país), lembrando tradicionais ritos que remontam a época medieval.

Representações de São Francisco de Assis são tema constante. Foto: Kelly Pelisser

Também há representações de cenas cotidianas. Foto: Kelly Pelisser

Bom, voltando à história da visita à propriedade dos Ceccato, o turista também conhece algumas máquinas antigas utilizadas na agricultura, e, depois, entra no jardim da propriedade, onde há um relógio do corpo humano, aquela formação em que cada hora do sol representa uma parte do corpo com um canteiro com plantas medicinais que aplacam os males desse respectivo órgão. O visitante prova chás e aprende um pouco sobre como os imigrantes tratavam doenças de um jeito meio intuitivo, mas que tem explicação científica. Por fim, há uma parada num ponto que lembra a espiritualidade. A caminhada acaba no porão da casa, com grostolis doces e salgados (sim, salgados!), doce de batata doce, café e suco de limão (se aprende que é bom colocar umas gotinhas de suco de limão no café para quem tem dor de cabeça).

Visitantes são recebidos com grostolis doces e salgados, doce de batata doce, café e suco de limão. Foto: Kelly Pelisser

Achei uma fofura as Cinco Marias e esse “Canheto-toalha”. Foto: Kelly Pelisser

Ali no ateliê estão em exposição peças à venda e também do acervo de Benedita Ceccato. Entre as que não podem ser compradas, estão estátuas que representam diferentes fases da vida de São Francisco de Assis, que foram tema de uma exposição em Caxias do Sul, no Museu dos Capuchinhos. Mas há várias outras representações desse santo que podem ser adquiridas. Eu comprei uma pequena, super querida, que custou R$ 25, além de terços feitos de barro por R$ 8. Além de temas religiosos, também há peças que representam situações cotidianas do interior. E outros artigos muito queridos, como uma toalhinha de colocar na bolsa em forma de cachorro (chamada de Canheto) e o jogo das Cinco Marias, com bonequinhas com cabelinho, vestido e carinhas (literalmente, as Marias). A caminhada dura em torno de 1h a 1h30min. É visita obrigatória para quem for à Vila Flores. A recepção é muito simpática e acolhedora. Ah, e para quem for no Filó depois, encontrará os Ceccato por lá, mostrando que a família tem muitos outros dons artísticos. 😉

 

Ateliê L’Arte Ceccato

Onde: Linha Aimoré, Flores, RS

Horários: Atendimento apenas sob agendamento. Ligar para (54) 3447.1261 ou (54) 99919.1118.

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Filó de Vila Flores, RS

Cantoria no filó de Vila Flores é acompanhada por gaitas. Foto: Kelly Pelisser

É muito provável que você já conheça a história dos imigrantes italianos, que saíram do norte do país europeu, fugindo da miséria no final do século 19, em busca da promessa de riqueza no continente americano. Mas você nunca ouviu do jeito em que contam no Filó de Vila Flores, RS. O grupo animado resgata a memória da imigração e dos filós, as reuniões noturnas para comer, beber, conversar e rezar, dos descendentes desses primeiros imigrantes. A função rola à noite, apenas por agendamento, para grupos. Para se ter uma ideia de como a atração é popular: não há mais datas disponíveis para grupos nas sextas e sábados até o fim de 2017 e já há dias de 2018 reservados.

Tudo começa com a história da imigração italiana. Foto: Kelly Pelisser

As estrelas do filó são pessoas da própria comunidade de Vila Flores, que durante o dia trabalham, realizam os afazeres de casa, e à noite transformam a habitação de madeira com porão de pedra, quase às margens da BR-470, em palco de uma pequena Broadway da colônia. A maioria deles são idosos, lá pelos 70 anos, mas têm energia de sobra. Parecem se multiplicar, para cantar, preparar comida, recolher e lavar os pratos que somem por encanto. Como se a polenta tivesse uma dose de Red Bull como ingrediente especial.

Tem polenta! E a música da Bella Polenta. Foto: Kelly Pelisser

Os visitantes são recebidos à luz de lampião e com grostolis no lado de fora da casa e acomodados em cadeiras no piso inferior da residência, também apenas com a luz de lampiões, para lembrar dos tempos em que se fazia filó, mas ainda não havia energia elétrica. Aí, se segue um teatro, misto de musical, para contar a saída dos imigrantes da Itália e a chegada ao Brasil. A interpretação dos nonninhos é demais! O que vem na sequência é uma festa animada, com música cantada ao vivo e tocada em gaitas. Depois, começa o jantar, com polenta mole, acompanhada de molho de frango ou de guisado, salame, queijo, grostoli, bolos, pão, vinho (servido num barrilzinho) e suco. Um pequeno intervalo onde os visitantes são convidados a conhecer a Casa do Artesão, no piso superior da residência, onde são vendidos artigos de palha, chapéus, toalhas e itens de decoração. Na volta, tem mais música, pinhões assados na chapa do fogão à lenha, chá, jogo de mora e piadas bem pesadas contadas pelo velhinhos. Ah, vou dar um spoiler: nessas músicas da reta final, tem até uma senhora que tira a calcinha. A interpretação dela é primorosa. Também tem um brincadeira usando um chinelo triplo, feito com uma tora de madeira, em que três pessoas calçam e tentam andar juntas. Tentam, porque os velhinhos do filó conseguem na boa. Mas os visitantes costumam cair ou não sair do lugar. Rende boas risadas.

Mesa com comida fica ao centro. As pessoas se servem e sentam em cadeiras ao redor. Foto: Kelly Pelisser

E mais comida. Foto: Kelly Pelisser

O filó funciona apenas por agendamento. Para reservas, é necessário um depósito antecipado. O valor do ingresso adulto é de R$ 80 por pessoa. Crianças de até seis anos não pagam e de 7 a 12 anos pagam R$ 40. É aceito pagamento em dinheiro ou cheque. O filó, normalmente, começa às 19h30min e tem duração de três horas e meia. Grupos devem ter, no mínimo, 40 pessoas e, no máximo, 80 pessoas. Quem estiver sozinho, em casal, ou num pequeno grupo de amigos, pode tentar se encaixar em grupos já agendados. Para as sextas e sábados, até o fim de 2017, não há mais vagas para grupos grandes, mas se você estiver em poucas pessoas pode tentar ver se não há lotação máximo no dia em que você pretende ir. É uma experiência que vale demais à pena. Mesmo se você já conhece a história da imigração e as músicas italianas tradicionais, não tem como ficar indiferente. É engraçado, é surpreendente. Apenas um conselho: vão. E se divirtam.

Esse é o chinelo triplo que rende risadas. Foto: Kelly Pelisser

Na parte de cima da casa onde rola o filó, tem venda de artesanato. Foto: Kelly Pelisser

 

Filó de Vila Flores

Onde: Rua Luiz Roncatto, 31, bairro São Luiz, próximo à BR-470, Km 117, Vila Flores, RS

Horários: Acontece à noite, normalmente, com início às 19h30min, e duração de 3h30min. É feito apenas sob agendamento. Para sextas e sábados, até o final de 2017, não há mais vagas para grupos.

Contato: (54) 99167.0633 ou (54) 3447.1195

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Pousada dos Capuchinhos, em Vila Flores, RS

Fachada da Pousada dos Capuchinhos. Foto: Kelly Pelisser

Logo depois do hall de entrada, parede cheia de imagens religiosas. Foto: Kelly Pelisser

Há algum tempo, eu alimentava a curiosidade em conhecer a Pousada dos Capuchinhos, no município de Vila Flores, RS. Passei um final de semana lá, a convite do Sindicato Empresarial da Gastronomia e Hotelaria (Segh), que juntamente com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), promoveu durante duas semanas, entre o fim de maio e o dia 4 de junho, as comemorações do Dia do Vinho (que incluía descontos em hospedagem e atrativos em vinícolas e restaurantes). A pousada, que foi reformada há quatro anos, superou em muito as minhas expectativas, e olha que eram altas! Tudo é maravilhoso lá! Cada detalhe é lindo, a estrutura é melhor do que muitos hotéis (não se deixe enganar pelo nome “pousada”) e a tranquilidade do lugar é digna dos freis capuchinhos, que são responsáveis pelo empreendimento. O prédio funciona no lugar onde ficava o antigo Seminário Santo Antônio entre os anos 1940 e 2005.

Eu me apaixonei por esse pátio. Foto: Kelly Pelisser

Imagem no pátio da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Os quartos são simples, mas bem aconchegantes com ar condicionado, e no banheiro tem até espelho especial para maquiagem (adorei). O pátio entre os prédios da pousada é um encanto só, com fonte de água, bancos, limoneiros, ombrelones e estátua de São Francisco de Assis. Nesse espaço, fica tocando uma música gregoriana baixinha, que acalma. É uma paz só ficar sentada ali. A pousada tem sala de estar com paredes feitas com madeira de pipa de vinho antigas, mais móveis vintage. Ao lado, tem uma sala de jogos, com mesa de sinuca. E por ali também fica um wine bar, com uma bancada super legal feita com rolhas, além de várias mesinhas. O restaurante ao lado serve o café da manhã, que é mais do que farto, com frutas e muitos tipos de bolo, muitos mesmo: com opções sem lactose, integrais, brownie e red velvet (ah, almoço e janta não estão disponíveis, mas há opções próximas da pousada). Ali no mesmo corredor do restaurante do hotel também tem uma capela para orações individuais, com vitrais lindos, com uma luz impressionante (futuramente, o espaço deve voltar a abrigar missas diárias). Atrás da pousada, fica a vinícola Frei Fabiano, administrada pelos capuchinhos, que produz sucos, vinhos e espumantes, que também são vendidos, no varejo, na recepção da pousada, ou no wine bar (curiosidade: eles produzem vinho de missa, que eu provei e é licoroso, bem doce, bem alcoólico – 16 graus – e rosé). Do lado de fora da pousada, estão três piscinas ao ar livre (uma com hidromassagem), com mesas e cadeiras, e mais outro espaço fechado com mais piscinas cobertas. Atualmente, essas piscinas estão à disposição dos hóspedes com água normal, fria, mas, assim que a pousada obtiver autorização do governo federal, vai explorar águas termais descobertas no terreno dos freis, com o líquido vertendo a 46ºC. Assim que forem autorizadas, as piscinas já devem utilizar desse recurso. Futuramente, será construído um parque para aproveitar as águas quentinhas, que também terá outras atrações, como mini-fazenda e mini-zoológico. Um centro de eventos, para atividades empresariais e festas particulares, como casamentos e formaturas, está no projeto. A ideia do parque é que os hóspedes da pousada tenham acesso a ele, mas que também outras pessoas paguem ingresso para entrar no espaço, mas, aí sem ter acesso à parte de hotelaria.

Capela da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Piscinas externas da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Piscinas cobertas da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Atualmente, os quartos individuais da Pousada dos Capuchinhos custam a partir de R$ 120 a diária. Já os para casal têm preços entre R$ 160 e R$ 185, fora uma suíte especial que custa mais de R$ 300 a diária. São 69 apartamentos, sendo que quatro são adaptados para pessoas com deficiência física. Mas, atenção, é bom se planejar para passar um fim de semana lá. A lotação é sempre máxima em sábados e domingos. Por isso, é bom reservar para esse período com 45 ou 60 dias de antecedência, pelo menos. Se for para durante a semana, é mais tranquilo.

Wine bar da pousada. Atentem para a bancada com rolhas. Foto: Kelly Pelisser

Parede da sala de estar é feita com pipas. Foto: Kelly Pelisser

Eu amei tudo! Quero voltar para aproveitar com mais calma tudo o que a pousada proporciona! Também quero levar meus pais! Vila Flores, cidade de 3,3 mil habitantes, é um lugar muito querido e, certamente, uma das coisas que a faz especial é essa pousada maravilhosa! Mais do que aprovada e recomendada!

Quarto da pousada. Foto: Kelly Pelisser

Uma das mesas do café do manhã, que tem até brownie e bolo red velvet. Foto: Kelly Pelisser

 

Pousada dos Capuchinhos

Onde fica: Rua do Seminário, 290, Vila Flores, RS

Telefone: (54) 3447.4700

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Pico do Monte Negro, em São José dos Ausentes, o ponto mais alto do RS

 

O Pico do Monte Negro, o ponto mais alto do RS, é aquele morro ali. Foto: Kelly Pelisser

Decidi passar um aniversário diferente. No final de semana em que completava mais um ano de vida, fui com o pessoal da Indiada Buena Aventuras para uma excursão para conhecer os cânions de São José dos Ausentes e o Pico do Monte Negro, o ponto mais alto do RS, que fica na cidade, bem na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. A saber: todos os cânions de Ausentes ficam dentro de propriedades particulares, onde há pousadas, e só podem ser acessados via estradas de chão.

Cânions ao lado do pico do Monte Negro. Foto: Kelly Pelisser

O grupo saiu de Bento Gonçalves às 3h30min do sábado, dia 20 de maio, e passou para me buscar em Caxias do Sul, de onde seguimos até São José dos Ausentes. Chegamos na cidade pouco antes das 8h. De Caxias ao centro de Ausentes são cerca de 200 quilômetros. Do Centro até nossa primeira parada, a Fazenda Ecológica dos Cânyons, onde está localizado o cânion da Boa Vista, foram mais quase duas horas no micro-ônibus. Em distância, são cerca de 40 quilômetros em estrada de chão, que está em condições razoáveis. Tomamos um baita café da manhã na pousada (por R$ 25), com direito a frutas, bolos de muitos sabores, pães, frios, suco e café.

Do primeiro dia, na tentativa de ver o Cânion da Boa Vista, a neblina deu as caras. Foto: Kelly Pelisser

Ainda durante o café, por volta das 10h e pouco, a neblina baixou. Iniciamos a caminhada em torno das 11h não vendo nada, e assim foi até o fim do caminho. Chegamos na borda do cânion da Boa Vista, mas não vimos nada além do branco total à frente. Almoçamos ali mesmo com o que cada um trouxe de casa. A ideia era percorrer 16 quilômetros no total, mas, como não dava pra ver nada mesmo, fizemos menos, cerca de 12 quilômetros. O pessoal de Ausentes me disse que a neblina baixa mais em dias quentes. Estava em torno de 15ºC, o que para a cidade, é muito quente. No verão é bem mais comum ter neblina do que em dias frios de inverno. Voltamos, com chuva também pelo caminho. Então, pegamos estrada de chão de novo, em torno de 1h40min de viagem de micro-ônibus, para ir até a Pousada Aparados da Serra, onde passamos a noite.

Esse é o pátio da Pousada Aparados da Serra. Foto: Kelly Pelisser

A Pousada Aparados da Serra fica no mesmo terreno onde está o pico do Monte Negro, o ponto mais alto do Estado, e os cânions do entorno. O pico está a 1.410 metros do nível do mar. A pousada é bem simpática e aconchegante e tem lareira para aquecer os dias frios (lá sempre é mais frio do que em outras regiões do Estado, inclusive do que a Serra). Tem uma casa maior, onde ficam alguns quartos, e chalés do lado de fora. Os quartos que têm banheiro custam R$ 200 por pessoa a diária, com café da manhã, almoço e janta incluídos. Os quartos que não têm banheiro saem por R$ 175 por pessoa. Reservando com antecedência, pra quem não é hóspede, dá para conhecer os cânions e almoçar na pousada por R$ 35 por pessoa. Se quiser passear a cavalo, fica R$ 50 por pessoa.

A ideia era ver o sol nascer no Pico do Monte Negro no domingo. Dá para chegar perto dele com o veículo e só subir um último trecho a pé. Acordamos às 5h, mas nem chegamos ir até lá porque o tempo estava totalmente fechado. Depois de um café da manhã excelente na pousada, o nosso grupo se dividiu em dois, uma parte que percorreu a pé o trecho de 10 quilômetros que separa a pousada e o Pico do Monte Negro, e outro que foi a cavalo por um trajeto maior para nos encontramos no final. Eu fui a cavalo, mesmo tendo um pouco de medo. Depois de cerca de uma hora e meia, chegamos ao ponto mais alto do Estado. O pico em si é apenas um morro coberto de árvores. Mas o cânion ao lado é realmente impressionante. Nesse dia, o tempo colaborou. A paisagem até lá é de campos e coxilha, muito linda também. Tanto no Monte Negro, quanto no Cânion Boa Vista (que a gente tentou ver no sábado), foram gravadas novelas da Globo como Além do Tempo e O Profeta.

Ainda quando a gente apreciava e fazia fotos do Boa Vista, o tempo fechou, a neblina subiu rapidamente e começou a chover. Voltamos para a pousada então, para um banho e para almoço (com paçoca de pinhão e outras delícias da culinária regional. A comida é um atrativo à parte!).

Recomendo demais conhecer São José dos Ausentes. Essa região dos cânions é absurdamente linda! Quero voltar para ver o Boa Vista e também outros pontos do interior, com cachoeiras e cânions, que não conheci. O lugarzinho é abençoado pela natureza e a comida é boa demais! A excursão com a Indiada Buena Aventuras custou R$ 315 por pessoa, incluindo a pousada, o transporte, guia e seguro, mais R$ 25 pelo café da manhã na primeira fazenda, e R$ 50 para andar a cavalo no segundo dia. Um aniversário realmente inesquecível!

 

Saiba mais:

Indiada Buena Aventuras: site e Facebook

Pousada Aparados da Serra, no Pico do Monte Negro: site e Facebook

Pousada Ecológica dos Canyons, no Cânion da Boa Vista: Facebook

 

Dia do Vinho 2017: atrações pela Serra gaúcha

Foto: Tatiana Cavagnolli, divulgação

O Dia do Vinho, que na verdade não é um dia mas duas semanas, é um período maravilhoso para amantes dessa bebida. Começa neste 19 de maio e vai até 4 de junho com mais de 200 atrações no Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia e Pernambuco, regiões produtoras de vinho. Entre as atrações estão polenta de 800 quilos, city tour em carros antigos, simpósio científico, atividades esportivas, feiras de rua e cursos de degustação. Tem muita coisa acontecendo por vinícolas, hotéis, pousadas, bares e restaurantes.

O Dia do Vinho é realizado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul e pelo Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria (Segh) – Região Uva e Vinho.

A programação completa do Dia do Vinho 2017 pode ser acessada no site diadovinho.com.br. Abaixo, estão alguns dos destaques na Serra gaúcha.

 

Dia do Vinho 2017

DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO
 

19 de maio

 ANTÔNIO PRADO (Região Uva e Vinho)

Jantar harmonizado da dobradinha

Local: Restaurante Scolaro (Rua Valdemar Mansueto Grazziotin, 370 – Centro)

Horário: 19h30min

Cardápio: dobradinha de bucho, massas Giulian, arroz branco, saladas de pepino, cebolinha, pimentão em conserva, radicci com bacon, crem, maionese de batata, pão d’água. Sobremesa: maçã em calda de vinho tinto, figada, pão d’água e café. Harmonização: vinhos Don Simon Merlot Safra 2012, Don Simon Cabernet Souvignon Safra 2012 e Primo Fior Origine Moscato Safra 2014. Demais bebidas: suco integral de uva e água

Valor: R$ 50 por pessoa

Informações: Cândido Giulian – (54) 3293.1026 e Sadi Macagnan – (54) 3293.1309

 

FLORES DA CUNHA (Região Uva e Vinho)

Jantar Cordeiro e Vinho

Local: Vinícola Gilioli (Estrada dos Vinhais, 1.000)

Horário: 19h30min

Cardápio: cordeiro, polenta de milho branco, queijo serrano ao forno, radicci e batatas da Nonna, vinhos e sucos

Valor: R$ 45 por pessoa

Informações: Everton Scarmin – (54) 991.211.010

PINTO BANDEIRA (Região Uva e Vinho)

Cardápio Especial Restaurante My Way com Vinhos de Pinto Bandeira

Local: Restaurante My Way (Rua Francisco Ferrari, 656 – Barracão)

Datas: almoço – dias 20, 21, 27 e 28/05 | jantar – dias 19, 20, 26 e 27/05

Horário: almoço às 12h e jantar às 20h

Cardápio harmonizado: brinde de boas-vindas – espumante Cave Geisse. Entrada: charutos na folha de parreira. Prato principal: creme de moranga – vinho branco Chardonnay Aurora Pinto Bandeira. Rigatoni com mini costela bovina assada – vinho tinto Cabernet Franc Valmarino. Sobremesa: creme de laranja ao molho Merlot e biscoito amanteigado – espumante Moscatel Don Giovanni
Valor: R$ 85 por pessoa
Informações: Maurício Cripa – (54) 981.183.398

 

VILA FLORES (Região Uva e Vinho)

Filó Italiano de Vila Flores

Local: Casa do Filó (Rua Luiz Roncato, 31 – BR 470, km 117)

Datas: de 19/5 a 4/6 – sob reserva

Horário: a partir das 19h

Atração: filó Italiano tradicional em que, além de farto cardápio típico, serão servidos três tipos de vinho: tinto Isabel, branco Trebiano e suave Rosé; suco de uva natural e geleia de uva.

Valor: R$80 por pessoa

Informações: Maki ou Alide – (54) 991.670.633

 

 

20 de maio

BENTO GONÇALVES (Região Uva e Vinho)

Filó em São Miguel

Local: Casa Osmarin (Distrito de São Miguel, Roteiro Caminhos de Pedra – Bento Gonçalves)

Data: 20/5, 27/5 e 3/6

Horário: das 18h às 21h30min

Atração: típico encontro festivo dos descendentes de imigrantes italianos movido a música e mesa farta com pão feito na hora, geleia artesanal, salame, queijo, suco de uva, vinho colonial, vinho doce, graspa, polenta com ragu, polenta brustolada, fortaglia, grostoli, frutas da época e sobremesas.

Valor: R$ 150 por pessoa – inclui transporte e degustação de produtos regionais. Observação: mínimo de 15 pessoas para saída do grupo

Informações: Rodrigo (54) 3455.3570

 

Meia Maratona Wine Run

Local: Vinícola Gran Legado (Linha Leopoldina – Vale dos Vinhedos)

Horário: 9h

Percurso: 21km

Categorias: individual ou dupla

Valores de inscrição: 1º lote – R$160. 2º lote – R$190. 3º lote: R$240

Taça para Festa do Espumante: R$40

Observação: limite de 1.000 inscritos na prova

Informações: (54) 9997.45787

 

MONTE BELO DO SUL (Região Uva e Vinho)

9o Polentaço

Local: Centro de Tradições Italianas e Prefeitura Municipal (Praça Padre José Ferlin)

Datas e horários:

19/5 – das 19h às 23h

20/5 – das 10h às 21h

21/5 – das 10h às 19h

Entrada gratuita

Atração: tombo de polenta gigante de 800kg (nos dias 20 e 21 de maio), gastronomia, feira de artesanato, agroindústria e vinhos, shows regionais e a única exposição de esculturas de polenta do mundo. Além de encontro de motos

Informações: (54) 3457.2050

 

21 de maio

FARROUPILHA (Região Uva e Vinho)

Piquenique no parque – Comemoração aos 142 anos da imigração italiana

Local: Parque da Imigração Italiana (Distrito de Nova Milano)

Horário: das 14h às 17h

Evento gratuito

Atração: quatro entidades venderão comidas com valor simbólico. Haverá várias atrações culturais em comemoração ao 142o aniversário da imigração italiana.

Informações: (54) 3261.6963

 

24 de maio

FARROUPILHA (Região Uva e Vinho)

Jantar harmonizado no Bistrô Milano

Local: Bistrô Milano (Avenida Mons. Albino Agazzi, 326 – Distrito de Nova Milano)

Horário: 20h

Cardápio: saladas, massas, carnes e porções. Além do jantar, desconto de 30% em alguns vinhos.

Valor: R$ 75 por pessoa

Informações: Maiquel – (54) 999.906.041

 

26 de maio

GARIBALDI (Região Uva e Vinho)

Confraria do Espumante

Local: Vinícola Chandon (BR-470, km 224)

Horário: 18h30min

Evento gratuito

Mediante reserva, vagas limitadas

Atração: apreciadores e convidados discorrerão sobre a história e demais aspectos relevantes do espumante, contemplando todas as vinícolas locais. Podem participar homens e mulheres, com mais de 18 anos, e o limite de público é estabelecido de acordo com o espaço local.

Informações: (54) 3462.8235

 

1º de junho

BENTO GONÇALVES (Região Uva e Vinho)

III Simpósio Vinho e Saúde

Local: Fundação Casa das Artes (Rua Henry Dreher, 127 – Planalto)

Data: 1/6 a 3/6
Valores: inscrições até 20/5, de R$ 100 a R$ 250, após, de R$ 130 a R$ 300. Grupos a partir de 10 pessoas têm 20% de desconto

Programação completa: www.simposiovinhoesaude.com.br/programacao/pt

Informações: (54) 3455.1800

 

FARROUPILHA (Região Uva e Vinho)

Feira do Vinho da Afavin

Local: Largo Carlos Fetter (RST 453 KM 119,3 2050 – Nova Vicenza)

Data: 1/6 a 3/6

Horário: das 7h às 11h

Atração: Venda de vinhos feita diretamente pelos produtores, com participação das vinícolas Cappelletti e Tonini

Informações: João Carlos Taffarel – (54) 999.674.353

 

2 de junho

CAXIAS DO SUL (Região Uva e Vinho)

Feira do Vinho

Local: Praça Dante Alighieri

Datas: 2 a 4/6

Horário: das 10h às 19h

Atração: dez vinícolas associadas a Rede de Vinícolas de Caxias do Sul (Revinsul) participam do evento comercializando vinhos e sucos com preços promocionais. Além disso, estão previstas palestras e minicursos de degustação. A programação é gratuita e aberta ao público em geral.

Organizadores: Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Secretaria Municipal da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SMAPA), Secretaria Municipal do Turismo (SEMTUR), Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Emprego (SDE), e Revinsul

Informações: (54) 3290.3800 ou 3290.3816 – sag@caxias.rs.gov.br

 

GARIBALDI (Região Uva e Vinho)

3o Jantar Estrada do Sabor

Local: Associação dos Motoristas de Garibaldi (Rua Antônio Bortolini, 400 – Bairro São José)

Horário: 20h

Atração: este evento iniciou em 2015 com a proposta de realizar uma noite deliciosa e tradicional, com pratos e bebidas elaborados pelas famílias do roteiro Estrada do Sabor, animada por boas conversas e repertório musical do Grupo Emozioni, de Garibaldi.

Cardápio do jantar, harmonizado com licores, espumantes e vinhos: presunto tipo Parma; queijo maturado colonial; polenta brustolada; sopa de agnoline; carne lessa; saladas diversas; pães; nhoque a três queijos com salame defumado; tortéi; costelinha suína no forno; galinha recheada com pien no forno; pudim; sagu com creme; abóbora caramelizada; e frutas em calda.

Venda de ingressos antecipados com as famílias integrantes do roteiro: (54) 3462.6807 (Bettú), (54) 3464.7555 (Bettú Lazzari), (54) 3464.1380 (Brugalli) e (54) 3464.7888 (Vaccaro)

Valor: R$ 78 por pessoa

Informações: (54) 3462.6807

 

3 de junho

GARIBALDI

Festival Colonial Italiano

Local: Parque da Fenachamp

Datas: 3 e 4/6

Horários: sábado (3), a partir das 19h30min, e domingo (4), a partir das 11h30min

Atração: a Associação dos Veteranos de Garibaldi (AVG) é responsável pela preparação do cardápio. Somente os homens trabalham na cozinha. Farta gastronomia, regada a suco e vinho, diversos shows e mesas coletivas alegram os dois dias do tradicional evento do município.

Valor: R$ 35 por pessoa

Informações: (54) 3462.2228, (54) 3462.8235

 

PINTO BANDEIRA (Região Uva e Vinho)

Jantar harmonizado na Vinícola Don Giovanni

Local: Restaurante e Pousada Don Giovani (Linha Amadeu, km 12)

Horário: 20h

Cardápio harmonizado

Entrada: saladas diversas – Espumante Don Giovanni Rosé Brut

Prato principal: risoto de alcachofra – Espumante Don Giovanni Brut 24 meses

Segundo prato: frango com passas de uva e cebola/ batata com alho e alecrim – Vinho Don Giovanni Cabernet Franc

Sobremesa: cassata de sorvetes com calda de espumante e pêssego em calda

Valor: R$ 130 por pessoa / Crianças de seis a 12 anos pagam R$ 65

É necessário fazer reserva antecipada.

Informações: Lya – (54) 3455.6293

 

4 de junho

CAXIAS DO SUL (Região Uva e Vinho)

Panela no Pátio – Feira Gastronômica

Local: Quinta Estação Eventos (Av. Independência, 2.432 – bairro Exposição)

Horário: das 11h às 18h

Atração: a terceira edição o evento traz 10 chefs com pratos elaborados a preços populares. Os chefs Henrique Neves (HN Gastronomia), Mauro Cingolani (diretor da Escola de Gastronomia da UCS), Lela Zaniol (Destemperados), Vicente Perini (Quinta Estação), Rosana Collato e Carine Ruaro (Mercado do Sanduíche), Rico Vilela (Comida Mineira), Simone Vanin (Doce de Forma), Fabio Centenaro (Nella Pietra Pizza), Daniela Chedid (Libanesa), Marcia Callai e Luciano Almeida (Original Brigaderia) serão os responsáveis pelo menu da iniciativa.

Valor: entrada franca. Preços do cardápio, de R$ 5 a R$ 25, conforme o prato

Informações: Paulo Silva – (54) 991.201.483

 

FARROUPILHA (Região Uva e Vinho)

2a Caminhada do Vinho com almoço na Vinícola Perini

Local: saída da loja Hermelu Esportes (Rua Independência, 566 – Centro)

Horário: a partir das 8h

Inscrições: devem ser feitas antecipadamente na loja Hermelu Esportes ou pelo telefone (54) 999.277.418, com Célia

Atração: o grupo embarcará às 8h em um ônibus, em frente à loja Hermelu Esportes, em direção à Capela de São Miguel, no interior de Farroupilha. Chegando ao local, iniciará a caminhada de 13 quilômetros, percorrendo belíssimas paisagens, que inclui passagens pelas Capelas de São Roque e Santos Anjos e pelas vinícolas Slomp e Cappelletti. Ao término, previsto para as 11h30min, o grupo chegará à Vinícola Perini, onde fará um tour guiado e aproveitará as delícias do almoço harmonizado com sucos de uva, vinhos e espumantes da marca.

Cardápio: sopa de agnoline; risoto com molho vermelho; radicci com bacon; galeto no forno marinado com vinho branco e ervas; batatas gratinas com manteiga e alecrim; e sorvete de creme e uva com calda de vinho. O retorno para o Centro de Farroupilha está previsto para as 15h

Valor: R$ 70 por pessoa (inclui caminhada, transporte, suporte e almoço harmonizado)

Informações: (54) 9.9927.7418

 

FLORES DA CUNHA (Região Uva e Vinho)

Menarosto e vinho na Praça da Bandeira

Local: Praça da Bandeira (Avenida 25 de Julho – Centro)

Horário: das 12h às 17h

Atração: festival com Menarosto, prato que é patrimônio cultural do município, e acompanhamentos em porções, doces, vinhos, espumantes, sucos de uva e shows

Informações: (54) 3292.1722

 

VERANÓPOLIS (Região Uva e Vinho)

4o Pedal da Longevidade

Local: largada e chegada no Parque Municipal José Bin (Alameda Santos Dumont, s/n – Bairro Femaçã)

Horário: a partir das 7h

Atração: os ciclistas poderão se aventurar em dois trajetos (curto e longo) e/ou passear por belas paisagens, testar suas habilidades e conhecer novos ciclistas. E as crianças, que terão um trajeto especial, também poderão se aventurar com os amigos e familiares pelo bairro Femaçã.

Inscrições: https://www.sprinta.com.br/evento/194257YnzIXdwu

Valores: antecipadas – R$ 40,00; no dia do evento – R$ 50,00. Inscrições Kids/Família – sem custo. Inclui: café da manhã, placa para bike, pontos de lanche e hidratação, veículo de apoio, vestiários, medalha de participação, seguro ciclista, cobertura fotográfica. Camiseta do evento para as 100 primeiras inscrições pagas.

Informações: ciclistasavc@gmail.com

 

Encontro de carros antigos e tour Alfredo Chaves

Local: Parque Municipal José Bin (Alameda Santos Dumont, s/n – Bairro Femaçã)

Horário: a partir das 8h30

Atração: encontro de Carros Antigos e tour pela antiga colônia de Alfredo Chaves, a bordo de carros antigos.

Valor do city tour com carro antigo: R$ 50 (três pessoas por carro)

Informações: Alfy Peruzzo – (54) 991.188.434

 

VeraCult – Quermesse Enogastronômica

Local: Parque Municipal José Bin (Alameda Santos Dumont, s/n – Bairro Femaçã)

Horário: das 10h às 20h

Atração: festival enogastronômico de encerramento do Dia do Vinho 2017, regado a vinhos, gastronomia e cultura, incluindo o Projeto Girando Arte com danças folclóricas, teatro e circo, Concerto da Orquestra de Sopros de Veranópolis, apresentações artísticas, exposição e passeios em carros antigos, Pedal da Longevidade, espaço kids e outras atrações.

Entrada gratuita

Informações: (54) 3441.5953

 

Circuito Enogastronômico da Boccati destaca vinhos e comidas das Américas

Arte: Boccati, divulgação

Arte: Boccati, divulgação

Um dos eventos mais legais e bem organizados do setor de vinhos, ganha uma nova edição em outubro. Desta vez, o Circuito Enogastronômico da Boccati terá como tema a América na noite de 28 de outubro. Serão onze mesas com mais de 60 rótulos dos principais países produtores de vinhos do continente: Argentina, Brasil, Chile, Estados Unidos e Uruguai. Entre os destaques para degustação estarão: Cave Geisse Brut Nature (Brasil), Chandon Passion (Brasil), Ironstone Cabernet Sauvignon (EUA), Pulenta Estate Malbec (Argentina) e Tarapacá Etiqueta Negra (Chile). Também há comidas das Américas e de restaurantes convidados pela área da loja, no bairro Santa Catarina, que tem uma adega subterrânea linda!

A função rola das 20h à meia-noite, quando o público poderá circular pelos lounges com temática de países da América e conferir apresentações artísticas, de música mexicana, samba e pop internacional; além de danças típicas do continente. Também terá quick massage e drinks. Os ingressos custam R$ 150 o feminino e R$ 200 o masculino.

Os vinhos e espumantes serão apresentados por um time experts da área: Aline Andreazza, Amanda Arbugeri, Gabriel Lourenço, Luciano da Rosa, Marco Salton, Renata Formolo, Rudinei Panizzi e Sandy Marina Corso. Esse é o quinto Circuito Enogastronômico da Boccati, depois de Itália, Espanha, Brasil e Portugal.

Os rótulos serão harmonizados com pratos preparados pelos chefs Alexandre Reolon e Gabriel Lourenço. Entre as delícias da noite estarão: Tortilhas Mexicanas e Mini Burritos (México); Chicken Fingers (EUA); Jerk Chicken (Jamaica); Mac & Cheese (Canadá); Aperitivo de Assado (Argentina e Uruguai); Ilha de Ceviche (Peru); Sanduíche de Mortadela, Pastéis de Camarão e Queijo e Polenta com Ragu de Carne Seca (Brasil). Para a sobremesa, doces temáticos e café. Além da gastronomia típica das Américas, o evento contará com parcerias especiais como o sushi do Osaka Culinária Japonesa, a porchetta romana do restaurante Il Rifugio del Gourmet e os sorvetes da Sorvelândia.

 

Circuito Enogastronômico América

Quando: 28 de outubro, sexta-feira, das 20h à meia-noite.

Onde: Boccati (Rua Antônio Ribeiro Mendes, 2043, bairro Santa Catarina, Caxias do Sul – RS).

Quanto: R$ 150 (feminino) e R$ 200 (masculino). Os ingressos podem ser adquiridos na loja física ou no site http://www.boccati.com.br

As vagas são limitadas. Para informações, (54) 3224.9900 ou boccati@boccati.com.br.

 

Cardápio:

Tortilhas com molhos Guacamole, Sour Cream e Frijoles (México);

Ilha de Ceviche (Peru);

Sanduíche de Mortadela (Brasil);

Mini Burritos (México);

Pães Artesanais;

Antepastos;

Frios e Queijos;

Chicken Fingers (EUA);

Pastéis de Camarão e Queijo (Brasil);

Aperitivo de Assado (Argentina e Uruguai);

Jerk Chicken (Jamaica);

Mac & Cheese (Canadá);

Polenta com Ragu de Carne Seca (Brasil);

Doces Temáticos;

Sorvetes;

Café.

 

Oktoberfest de Munique, na Alemanha

 

Área do parque da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Área do parque da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

A Oktoberfest original e mais famosa do mundo começa essa semana. Isso mesmo, a Oktoberfest de Munique, na Alemanha, na verdade é em setembro, não outubro. Para ser mais exata, sempre começa na segunda quinzena do nono mês do ano e acaba nos primeiros dias de outubro. Neste ano, será de 17 de setembro a 3 de outubro. A Otkoberfest é uma grande festa com comida e bebida (cerveja, claro) e brincadeiras, num clima bem família. Nas duas semanas, vão cerca de seis milhões de visitantes. Sim, seis milhões de visitantes e mais de seis milhões de litros de cerveja consumidos! E, acredite, tudo é muito na paz. Fui em 2015 e não vi nenhuma briga, ninguém me incomodou. E olha que a cerveja só é vendida em litro. Ah, detalhe: não se paga para entrar no parque. Você paga apenas o que consumir. A festa ocorre numa área, relativamente perto do Centro, e com um metrô que para exatamente ao lado.

Área interna de uma das tendas da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Área interna de uma das tendas da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Praticamente metade do terreno é um grande parque de diversões, com brinquedos gigantes para crianças e adultos e barraquinhas de brincadeiras (tiro ao alvo e outras, estilo aquelas de filme americano) e de comida. Nessas barraquinhas, dá para comprar os famosos pães com salsicha (há muitos tipos e o cardápio só está escrito em alemão) e outros lanches. Eu amo as amêndoas e outros grãos caramelizados com açúcar que são vendidos em cones de papel nas barraquinhas e os biscoitos em forma de coração com inscrições que vem com um fio para pendurar no pescoço. Sim, eu comprei um biscoito gigante e andei com ele pendurado no pescoço bem faceira! Mas todo mundo lá anda. E de roupa típica também. Inclusive no centro. Inclusive os vendedores nas lojas. É mais ou menos como na Semana Farroupilha no Rio Grande do Sul. Tem pra vender os trajes típicos até em lojas de departamento (como se fosse na Renner deles). E as meninas e mulheres andam de tranças e com coroas de flores de plástico no cabelo (fiquei morrendo de vontade de comprar – tem pra vender no parque – mas fiz a conta de quanto as flores custariam em reais e achei que não valia a pena pagar aquilo por plástico. Ahaha. O euro já estava mais de R$ 4. Se não me engano, as flores custavam 12 a 15 euros. Ou seja, uns R$ 60). Ah, para quem comprar garrafa de água na Alemanha: você tem que devolver o casco para ter o dinheiro dele de volta. Ou pagará mais caro. Na Oktober, funciona assim: você paga um euro a mais e fica com um tíquete do lugar. Daí, devolvendo a garrafa, tem esse euro de volta. O problema: se você ficar andando com a garrafa, é muuuuito difícil encontrar o lugar exato para devolver o casco.

Biscoitos em forma de coração típicos da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Biscoitos em forma de coração típicos da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Voltando ao funcionamento do parque: são 14 grandes tendas das cervejarias. Na verdade, são construções fixas, com mesas grandes (estilo de festa de colônia) e banheiros. Para entrar, ou você reserva (no caso de grupos) pela internet mesmo com bastante antecedência. Ou chega bem cedo para conseguir entrar. Só nessas tendas se vende cerveja. E só para quem estiver sentado. A cerveja é só em litro e tem preço tabelado. Neste ano, será de 10,40 a 10,70 euros (nas cervejarias do centro, fora da Oktoberfest, você encontra cerveja bem mais barata). Tem comida lá dentro também. E música. Mas, fora das grandes tendas, só dá para comprar comida e água. As tendas mais disputadas são as das cervejarias mais famosas. A da Paulaner, da Hofbrauhaus e da Augustiner. Mas todas são, mais ou menos iguais. Elas também tem um espaço fora da casa da tenda em si com mesas ao ar livre. Mas o mais legal é lá dentro, com a banda. Aliás, sobre bandas: acredite, elas não tocam músicas típicas alemãs. O que toca na Oktoberfest são músicas americanas das antigas. Tipo, Elvis Presley, aquela Sweet Caroline ecoa várias vezes… Só tem uma música alemã que toca a cada cinco minutos: Ein Prosit (ou “um brinde”). O pessoal sobe na mesa pra brindar. Uma festa!

Parque de diversões da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Parque de diversões da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

O preço de tudo fica inflacionado durante a Oktoberfest. Hotéis, por exemplo, custam umas quatro vezes mais do que em outras épocas do ano. E é tipo carnaval ou Reveillon no Rio, tem gente que já reserva com um ano de antecedência. Ou seja, quanto mais perto da festa, menos opções e mais caras. Então, se você quiser ir, é bom se planejar com vários meses de antecedência. Vários mesmo. Eu reservei com três meses e já não tinha muita opção e estava bem caro.

Essa é uma das tendas de cervejarias da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Essa é uma das tendas de cervejarias da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Eu cheguei, propositalmente, para o fim de semana de abertura da Otkoberfest. Isso porque tem duas paradas na rua (de graça para ver também, a menos que você queira ficar sentado em arquibancadas bem no centro). A primeira é no sábado de manhã com os patrões das tendas que saem do centro em desfile em charretes puxadas por cavalos, acompanhados de bandas marciais, para abrir a Oktoberfest no parque de eventos. No fim, a população que está nas ruas assistindo vai atrás. São milhares de pessoas andando em passinho de formiga. Eu fui junto e é muito legal. Ficam pessoas nas janelas dos apartamentos abandando. Muita gente vestida de roupas típicas. E, sim, já estão tomando cerveja desde manhã cedo. No domingo de manhã, também tem um grande desfile de roupas típicas, onde várias das atrações da primeira parada se repetem. É tudo muito mágico e você se sente em épocas passadas ou contos de fadas pelas roupas, flores e adereços nos cavalos. A música fica por conta de muitas bandas, ao estilo marcial. Eu vi as duas e são muito legais. As paradas percorrem vários quilômetros. Eu fiquei numa rua já mais próxima do parque do Otkober. Outras atrações fixas são dois dias para as famílias (com preços mais baratos no parque), uma missa, e uma salva de tiros (essa no encerramento).

Desfile na abertura da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Desfile na abertura da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

E por que, raios, a Oktoberfest é em setembro? Bom, ela surgiu em outubro, para celebrar um casamento real dos príncipes da Bavária, em 1810. A celebração durou seis dias e se repetiu nos anos seguintes. Depois, virou um festival. Mas, com o tempo, foi antecipada para setembro porque, em outubro, já é muito frio na Alemanha (é outono). Em setembro, ainda é agradável (mas não quente. É bem friozinho já, ao menos para os brasileiros). O festival começa de manhã, às 9h ou 10h, dependendo do dia da semana, e vai até 22h30min. A festa atrai muita gente do mundo inteiro atualmente. Nesse ano, terá uma preocupação extra com segurança. Mochilas e malas ou bolsas maiores estão proibidas. E todos serão revistados na entrada da festa ou na saída do metrô. Isso por causa do atentado terrorista recente que a cidade sofreu num shopping (que fica longe da área do festival). E a própria Oktoberfest foi alvo de terroristas no ano de 1980, quando 12 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas.

Desfile no primeiro domingo da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Desfile no primeiro domingo da Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Foto: Kelly Pelisser

Mas, esperamos que tudo dê certo nessa que é uma das maiores festas populares do mundo. Definitivamente, é uma das atrações praquela lista de coisas que devemos fazer uma vez na vida, ao menos, se possível.

 

Mais: site em inglês http://www.oktoberfest.de/en/