Viverone Café Boutique, em Bento Gonçalves (RS)

viverone café

Torta de creme de avelãs e cappuccino. Foto: Kelly Pelisser

O Viverone Café Boutique é o café do Hotel Laghetto Viverone, em Bento Gonçalves, mas que fica aberto a quem quiser chegar. Ele tem uma entrada própria, para a rua, e outra interna, onde os hóspedes podem acessá-lo direto do hotel. Do lado de fora, há um deck de madeira com mesinhas para comer olhando para a rua.

Provei uma torta de creme de avelã e um cappuccino lá. Maravilhosos. As tortas são todas lindas. Também há opções salgadas, claro. E, eventualmente, eles realizam happy hours, com preço fixo para as comidinhas (bebidas são pagas à parte), e música ao vivo. O bom é que, como fica num hotel, funciona todos os dias, incluindo domingos, e fica aberto até mais tarde.

 

 

Viverone Café Boutique

Onde:  Rua Carlos Flores, 301, (no Hotel Laghetto Viverone, esquina com a Avenida Planalto), em Bento Gonçalves (RS)

Horários: de segunda a sábado, das 11h às 22h30min, domingos, das 14h às 22h.

Mais: Facebook

 

Moinho da Estação Food Park será neste sábado em Caxias do Sul

Moinho da Estação Food Park

Evento sempre lotado e com gente bonita. Foto: Kelly Pelisser

Um evento que eu gosto muito volta a ter edições em Caxias do Sul depois de ter passado uma temporada no Litoral durante o verão. O Moinho da Estação Food Park era para ter acontecido sábado passado, mas, por causa do tempo instável, foi transferido para este sábado, dia 16 de abril, das 11h às 19h. A função rola no estacionamento do Moinho da Estação, na Rua Coronel Flores. O esquema é 10 food trucks, cerveja e apresentações musicais. O bacana é que é para todos os públicos. O pessoal leva criança, cachorro… Ah, se chover, o evento é cancelado, de novo.

Sanduíche de carne de panela numa das edições do Food Park

Sanduíche de carne de panela numa das edições do Food Park. Foto: Kelly Pelisser

Os trucks sempre mudam de uma edição para outra. E até os que estão em várias costumam levar pratos diferentes. Já fui em algumas edições e provei muita coisa: sanduíche de carne de panela; mac’n’cheese (macarrão com queijo e cebola caramelizada na Coca-Cola); waffle belga com sorvete e chocolate; brownie com doce de leite, nutella e sorvete; hambúrguer de costela com bacon e geleia de abacaxi; brigadeiro de amarula; sanduíche de costelão 12 horas com rúcula, queijo e pão de moranga; escondidinho de mandioquinha com costela e bacon. Ah, também recomendo uma passada na Salvador Brewing, uma Kombi adaptada com torneiras que vende cervejas artesanais. Quando o evento começou (com edições mensais), costumava demorar bastante para ficarem prontos os pratos mais procurados. Mas, depois, o pessoal dos trucks foi se preparando melhor. No inverno, o público costuma ir mais cedo, para hora do almoço. No verão, ficava aberto até mais tarde e o povo também ia mais pro fim do dia, porque o sol castigava. Aliás, as edições começaram aos sábados, depois passaram para os domingos, e agora voltam aos sábados.

Waffle no Moinho da Estação Food park

Esse waffle aí de uma edição passada estará de volta nessa edição. Foto: Kelly Pelisser

A novidade agora é a Batalha dos Trucks. A organização do evento e o público irão votar nos dez trucks participantes, junto com três jurados: chefs Jamur Bettoni (Yoo Boutique e Umai-Yoo), Marina Boschetti (Zero54) e Mauro Cingolani (Escola de Gastronomia da UCS). No fim, o truck com melhor pontuação ganhará um troféu personalizado, feito em uma impressora 3D. O vencedor também garante presença na edição dos campeões, programada para o fim do ano.

Ah, para a cerveja, tem um copo plástico bem bonito que é vendido sempre com renda revertida para alguma instituição ou projeto. Desta vez, o beneficiado é o Passarte, projeto social que arrecada material escolar e recicla as doações para crianças carentes.

 

 

Food trucks que estarão nesta edição:

VakaLoka Food Truck

D’Primeira Truck Gourmet

Supimpa’s Food Fun Trailer

The Bah Food Truck

Dolcetto do Vale

Trupe dos Chefs Gastronomia Itinerante

Pankecas da Vovó Food Truck

Temakeria Japesca

O Container Zero54

The Great Bambino

Bares nesta edição: 
La Barra
Salvador Brewing
Zero54

Atrações musicais:

Fher Costa e Banda

Sol

Rafa Schüler

Ramonster

 

Moinho da Estação Food Park

Quando: 16 de abril, sábado, das 11h às 19h

Onde: Estacionamento do Moinho da Estação (Rua Coronel Flores, 810), bairro São Pelegrino, Caxias do Sul (RS)

Quanto: Entrada gratuita. Os pratos dos trucks costumam custar entre R$ 15 e R$ 20

Saiba mais no Facebook ou no próprio evento no Face desta edição

 

 

Urso Brownie, de Caxias do Sul (RS)

brownie de pote

Vem nesse vidrinho querido com tecido e lacinho! Foto: Kelly Pelisser

Eu me encantei pelo produto e pela concepção da marca da Urso Brownie, de Caxias do Sul. São brownies de pote, para comer de colher, intercalados por camadas de chocolate amargo, chocolates de marcas conhecidas, doce de leite e frutas, entre outros ingredientes. Eles trabalham apenas sob encomenda. Há dois tamanhos, o de 430 gramas, que custa R$ 20, e o de 650 gramas, por R$ 30. Dá para pedir por telefone ou por mensagem no Facebook. Cerca de uma hora depois, está pronto. Se quiser pagar o valor da tele, entre R$ 4 e R$ 7, te entregam em casa. Se preferir, dá para ir buscar num endereço na Rua Matteo Gianella, entre São Pelegrino e o Pio X, e poupar o valor da entrega.

Entre os sabores, há de Nutella com Amanditas, de Diamante Negro, de Laka, Prestígio, MMs, Kit Kat, Stikadinho, doce de leite, creme de limão, creme de maracujá, creme de uva, morango e kiwi (esses dois últimos com as frutas frescas).  Os de frutas têm validade de dois dias. Os outros podem ser mantidos em geladeira por até oito dias. Eles vêm nuns potinhos de vidro, com um tecido e uma fita em cima, numa sacolinha de papel bem bonita. É uma opção interessante também para presente.

urso brownie

Aberto é assim: primeiro, chocolate meio amargo e Kit Kat, lá no meio, duas camadas de brownie. Foto: Kelly Pelisser

Fiz meu pedido pelo Facebook. Foram muito atenciosos e rápidos ao responder. Minha escolha foi um pequeno, de Kit Kat (além do brownie e do Kit Kat em pedaços, tem camadas de chocolate amargo). Com a tele, deu R$ 24. Fui informada que o pedido seria entregue em uma hora. Chegou uma hora e meia depois. Peguei, subi para o meu apto e só então olhei. Ops, era de morango e tinha um cartão junto parabenizando pela chegada de um filho. Avisei que tinham trocado a minha entrega. Meia hora depois, foi destrocada. Pequeno inconveniente, mas tudo bem. O produto é maravilhoso! Muito gostoso mesmo! Fiquei com vontade de experimentar outros sabores e também de dar de presente!

 

Urso Brownie

Onde (para retirada de encomendas): Rua Matteo Gianella, 110, sala 501 C, Caxias do Sul (RS)

Horários: de segunda a sábado, das 8h às 12h e das 13h30min às 19h.

Mais: Facebook

 

 

Saladavel Delivery, em Caxias do Sul (RS)

Salada e suco funcional

O suco rendeu esse copo aí. A salada rendeu dois pratos como esse. Foto: Kelly Pelisser

A Saladavel é uma tele-entrega de saladas em Caxias do Sul. Você pede pelo telefone. No meu caso, disseram que iria demorar 40 minutos e foi exatamente o que demorou. Além de saladas salgadas e doces, tem sucos, sopas e cremes. Eles têm uma loja física no bairro Santa Catarina, mas, me informaram que, normalmente, a variedade de pratos para pronta entrega não é muito grande, que o melhor é encomendar pelo telefone mesmo. No site, tem a lista completa de produtos.

Escolhi uma das saladas funcionais, a bronze (não porque quero ficar bronzeada nesse clima, só porque gostei dos ingredientes).  Ela leva alface lisa, agrião, cenoura ralada, beterraba, manga rosa, champignon, castanha do Pará, gergelim, frango desfiado com ervas finas e ricota. O molho que acompanha é azeite de oliva e limão. Para cada pedido, sempre vem um potinho de molho à parte para temperar. A salada é bem gigante. Rendeu dois pratos bem cheios. Um restinho, que não aguentava mais comer, joguei fora. Mas fiquei com a impressão que se tivesse dividido para comer em duas vezes, seria pouco para cada porção. Todos os ingredientes têm uma qualidade boa. Só a manga estava um pouco verde (acho que agora não é mais época de mangas). Pedi também um suco detox, de couve, maçã verde, abacaxi, gengibre e limão. Esse vem numa garrafinha que rendeu um copo. A salada custou R$ 18, o suco, R$ 5,5, e a entrega R$ 7, totalizando R$ 30,50.

Saladavel Delivery

Esses são os potinhos que chegam na sua casa, a salada, o molho e o suco. Foto: Kelly Pelisser

Dentre as opções funcionais, tem detox, fitness, para ganho de massa e energizante. Essas custam entre R$ 18 e R$ 22. Há ainda opções de culinárias de vários países: árabe, ceaser, mexicana, oriental, thai, sueca, além de vegetariana e vegana. Essas estão entre R$ 18 e R$ 26,5.

 

 

Saladavel Delivery

Onde: Rua Carlos Bianchini, 1026, Centro Comercial Carlos Bianchini, Sala 1026, bairro Santa Catarina, Caxias do Sul (RS)

Horário: de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h.

Mais: site, Facebook e Instagram

 

 

 

Dolce Vita Café, em Antônio Prado (RS)

Dolce Vita Café

Os cafés de lá são ótimos. Foto: Kelly Pelisser

Quando for passear por Antônio Prado, você não pode deixar de conhecer o Dolce Vita Café. Fica numa daquelas casas queridas históricas no entorno da praça central. Passa meio despercebido para quem não conhece, porque a placa indicando que ali é um café é bem pequeninha. Mas, se você estiver olhando para a igreja, fica do seu lado esquerdo, do lado oposto da casa amarela tradicional.

Além do lugar em si ser um charme, o cardápio é bem bacana. Tem várias opções de café (eu provei um bem bom), tortas, cheesecakes, croissant recheados e outras delícias. Ah, junto com o café, comi um  cupcake bem lindinho e gostoso.

Cupcake do café Dolce Vita

Cupcake bem lindinho. Foto: Kelly Pelisser

 

 

Dolce Vita Café

Onde: Rua Francisco Marcantônio, 13, em uma das casas históricas no entorno da praça central, em Antônio Prado (RS)

Horários: Se quiser dar uma passada lá de manhã, abre de terça a sexta, das 8h às 11h30min. Agora, se for pela tarde, então, dá para ir de segunda a sábado, das 14h às 19h30min.

Mais: Facebook

 

Salute Cozinha Natural, em Flores da Cunha (RS)

hambúrguer de carne de cordeiro marinada e suco verde

Provei esse hambúrguer de carne de cordeiro marinada com suco verde. Foto: Kelly Pelisser

O Salute Cozinha Natural levou uma proposta totalmente inédita para Flores da Cunha. O restaurante, localizado numa área de super fácil acesso (na quadra ao lado da praça central, bem em frente à antiga rodoviária), oferece alimentação saudável, sem glúten nem lactose (na maioria dos pratos), para o almoço, lanche e janta. E o melhor: abre todos os dias. Para almoçar, de segunda a sábado. Para jantar, na sexta e sábado. E tem ainda os lanches durante o dia, inclusive aos domingos. O negócio foi idealizado por um jovem casal, ela, nutricionista, e ele, com formação em gastronomia.

O almoço tem um cardápio que varia conforme o dia e é sempre postado no Facebook. Se a opção for pesar o prato, o preço é R$ 38 o quilo. Se for no buffet livre, R$ 19. Para a janta, você escolhe um dos itens do cardápio. Tem entradinhas, como chips de banana verde e crackers de linhaça e farinha de arroz, pratos, como camarões ao molho de frutas vermelhas picantes e filé com arroz vermelho e cogumelos salteados, além de hambúrgueres. Durante o dia, há lanches como assados salgados, bolos e muffins.

Também experimentei o bolo de chocolate (ótimo!) e suco de amora

Também experimentei o bolo de chocolate (ótimo!) e suco de amora. Foto: Kelly Pelisser

Fui jantar lá. Minhas escolhas foram um hambúrguer de carne de cordeiro marinada, com bionese (feita com biomassa), crispy de couve e tomate, acompanhado de batatas rústicas assadas, e mais um suco verde feito pela casa. Curti a proposta. Só uma observação: achei o pão muito alto. Como ele é integral, é meio seco e “massudo”. Achei que seria melhor se fosse mais baixinho. Comentei isso com a proprietária e ela me explicou que ele é feito numa forma daquele tamanho, que não tem como colocar menos massa. Mas prometeu estudar o que seria possível fazer.

De sobremesa, não resisti a um pedaço de bolo de chocolate com açúcar demerara e cobertura 70% cacau. É realmente uma delícia! E é o grande sucesso da casa! Todo dia tem lá. Para acompanhar, provei um suco orgânico de amora (esse, de vidrinho, de uma agroindústria de Antônio Prado). De tudo, paguei R$ 46. Ah, outra sugestão para um docinho é o brigadeiro deles, feito com biomassa de banana verde, óleo de coco e chocolate 70% cacau sem lactose. Bem gostoso realmente e pra comer sem culpa. Fiquei com vontade de voltar pra provar um dos pratos. E diz que, no almoço, especialmente aos sábados, o restaurante está bombando. Bacana que as pessoas estão se voltando para uma alimentação mais natural, né?

 

Salute Cozinha Natural

Onde: Avenida 25 de Julho, 1471, Centro, Flores da Cunha (RS)

Horários: de segunda a quinta, das 7h30min até 19h30min. Sextas, das 7h30min às 22h. Sábados, das 11h30min às 22h, e aos domingos das 16h até 19h.

Mais: Facebook

 

Armazém da Dezoito, em Caxias do Sul (RS)

 

Grãos vendidos a granel

Grãos diversos são vendidos a granel. Foto: Kelly Pelisser

O grande trunfo do Armazém da Dezoito é vender a granel uma infinidade de produtos. Localizado na rua que dá nome ao estabelecimento, na esquina com a Marquês do Herval, bem no centro de Caxias do Sul, o Armazém oferece chás, grãos, cereais, cafés especiais, petiscos saudáveis, alimentos sem glúten, lactose e soja, zero açúcar e temperos. Alguns itens que você encontra lá em potes para serem vendidos por quilo: feijão, café (de vários tipos), arroz (incluindo alguns diferentes como com cenoura e salsa), canela, mamão, manga, maracujá e outras frutas desidratas, chá preto, capim limão, cebola em flocos, sal verde, sal do Himalaia, guaraná em pó, berinjela em pó, chocolate granulado, folhas de mirtilo, laranja em casca. Só para citar alguns. Tem muita coisa mesmo e você leva na quantidade que quiser.

armazem da dezoito

Tem chás e temperos a granel. Folto: Kelly Pelisser

Além desses, também têm produtos prontos, mas sempre com foco na alimentação saudável. Vi por lá erva mate orgânica, alfarroba, pães e bolos sem glúten e sem lactose, óleo de coco, vinagre saborizado com temperos, creme de cacau fit, pasta de amendoim. São muitas opções. E os atendentes são bem atenciosos e explicam como usar cada produto. Afinal, tem muita coisa lá que eu nem sabia que existia. Hehe. Vale perder um tempo por lá entre as prateleiras e se aventurar em novas descobertas pelo mundo das opções saudáveis. E, claro, dá para levar só um pouquinho pra provar, se for o caso, e voltar pra buscar mais depois. 😉

 

 

Armazém da Dezoito

Onde: Rua Os 18 do Forte, 1688, (esquina com a Rua Marquês do Herval), Caxias do Sul (RS)

Horários: de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e aos sábados, das 9h às 13h

Mais: Facebook

 

Moinho da Estação Food Park foi transferido para o dia 16 em Caxias do Sul

Moinho da Estação Food Park

Evento sempre lotado e com gente bonita. Foto: Kelly Pelisser

Era para ser neste sábado de tarde, dia 9 de abril, mas por causa da previsão de tempo instável, o Moinho da Estação Food Park, em Caxias do Sul, foi transferido para o dia 16, sábado da semana que vem. A função rola no estacionamento do Moinho da Estação, na Rua Coronel Flores. O esquema é food trucks, cerveja e apresentações musicais. Assim que os organizadores confirmarem se as atrações todas continuam as mesmas, posto aqui. Gosto muito desse evento. 🙂

Caminhada na Ferrovia do Trigo, em Dois Lajeados (RS)

Já faz algum tempo que eu queria conhecer a Ferrovia do Trigo, na região de Dois Lajeados, na Serra gaúcha. Mesmo tendo medo de altura, resolvi encarar, no último sábado, a caminhada de 10 quilômetros junto com uma turma da Indiada Buena Aventuras, de Bento Gonçalves. Durante oito quilômetros, seguimos os trilhos do trem, entre o interior de Guaporé e uma localidade no interior de Dois Lajeados. Nesse trecho, passamos por cinco túneis e por dois viadutos, o Mula Preta, com 325 metros de extensão e quase 100 metros de altura, e o Pesseguinho, menor em extensão, porém, bem mais alto. No final, foram mais dois quilômetros de estrada de chão, numa subida, para sair da ferrovia e chegar ao ponto onde o transporte nos aguardava. Ah, mas não é só a altura o que o torna o passeio cheio de adrenalina: o trem de cargas ainda passa por essa ferrovia mais de uma vez ao dia, e detalhe: não se faz ideia dos horários.

O ponto de encontro foi numa empresa em Bento, nas margens da BR-470, ao meio-dia de sábado. O grupo tinha 42 pessoas, mais três guias. Um deles abre o caminho à frente, outro acompanha o pessoal no meio, e o último fica no fim, para evitar que alguém se perca. Demoramos pouco mais de uma hora para chegar, em uma van e um micro-ônibus, até o ponto do início da caminhada. Logo à frente, já estava o primeiro túnel, de 500 metros de extensão. Levamos lanternas para enxergar lá dentro, especialmente, onde você pisa, já que o entorno dos trilhos e dormentes tem cascalho grosso. Vez por outra, caía um pouco água nas nossas cabeças, já que os túneis têm infiltrações. Durante o trajeto, há outro túnel de extensão semelhante, dois pequenos (em que você já enxerga a saída do ponto de entrada) e um bem grande, de 2,3 quilômetros (onde você vai entender o significado da expressão luz no fim do túnel. Hehe). Nesse maior, eu ouvi morcegos passando e senti o cheiro de aranha, mas não vi nenhum bicho.

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A parte mais emocionante (ou tensa) do passeio, certamente, é a passagem pelos dois viadutos. Antes de contratar o passeio, fiquei pensando se eu realmente conseguiria cruzá-los. O primeiro, o Mula Preta, dá as caras logo, depois dos túneis mais curtos. Ali no início, me pareceu ok. A orientação dos guias foi cruzá-lo em trios: uma das pessoas fica no meio dos trilhos, as outras duas nas laterais, de mãos dadas, para dar uma sensação de segurança maior. Não há muretas de proteção nem nada nas laterais. E os dois viadutos que cruzamos no passeio são vazados, ou seja, não têm concreto, apenas os trilhos e os dormentes, sustentados por uma armação de metal. Ou seja, você enxerga lá embaixo entre um dormente e outro. O espaço não é suficiente para caber um pé, caso você erre o passo. Apenas no dormente mais próximo das pilastras de concreto, o vão é maior. Aliás, se não olhar pra baixo, facilita a travessia.  Cada trio saía assim que o outro grupo já estava na altura de um dos refúgios laterais do viaduto. Como falei, o trem ainda passa na ferrovia várias vezes ao dia. Se caso ele chegasse, deveríamos correr para um desses refúgios laterais, feitos de ferro (estão bem enferrujados). Assim, com um espaçamento entre cada trio, cada um estaria mais ou perto do próximo refúgio, em caso de necessidade. Ah, os refúgios são intercalados, um à direita, outro à esquerda, mas não sei por que os da esquerda (no sentido em que estávamos caminhando) não têm o chão, ou seja, só os da direita podem ser aproveitados para escapar.

Como eu estava sozinha, um casal de namorados se ofereceu para ser o meu trio, só que a guria quis ficar no meio dos trilhos. Dei os primeiros passos e achei que não ia conseguir ir até o final estando na lateral, com o vazio lá de baixo ao meu lado. Então, um cara de um trio de amigos jipeiros trocou de lugar comigo. Assim, fui no meio dos trilhos, o que me pareceu bem mais tranquilo. Sentia minha mão suar muito (não sei se era o calor do dia. Hehe) e não quis olhar muito para os lados. Achei meio tenso chegar perto das pilastras onde o espaço entre um dormente e outro era bem maior e também quando passamos por um dormente (são de madeira) que estava rachado fora a fora. Mas, deu tudo certo. Depois de atravessar, até voltei ao ponto estava o refúgio mais próximo para fazer fotos. O segundo viaduto deu medo igual, embora pareça que, no início, você já está mais acostumado. Nesse, eu atravessei de mãos dadas com um dos guias. Aliás, os guias são muito gente boa! Eles também ajudaram uma senhora que, ao chegar no primeiro viaduto, disse que não passaria. Mas, ela foi, sim. Todos foram.

Caminhada Ferrovia do Trigo

Para provar que atravessei! A travessia é feita em trios. Foto: Indiada Buena Aventuras

O trem não passou durante todo nosso percurso. Ainda bem! Se passasse num dos pontos da ferrovia em meio ao mato, ok. No túnel, deve assustar um pouco. Tem bastante espaço nas laterais, inclusive tem um degrau, um declive nos lados, mas ele deve fazer muito barulho e vento. Porém, imaginem no alto do viaduto? Toda aquela altura, você tem que correr e, mesmo chegando no refúgio, tudo deve tremer. Ai, Jesus! Perguntei para um dos guias se aconteceu de o trem passar durante uma caminhada. Ele me respondeu que no viaduto, nunca, mas, que, nos túneis e em outros pontos, sim.

Bom, o segundo viaduto marca também o fim do passeio. A partir dali, o grupo pegou uma trilha de dois quilômetros para sair da ferrovia. A van e o micro-ônibus aguardavam o grupo para nos levar até a propriedade de uma família no interior do município de Vespasiano Corrêa, onde nos serviram um café colonial maravilhoso! Fortaia, queijo e salame fritos, bolo, pão caseiro, milho cozido, batata doce, banana, suco natural, café! Imagina a fome do pessoal! Hehe. A caminhada durou cerca de quatro horas. Saímos de Bento meio-dia e pouco e retornamos ao munícipio por volta das 20h. Ah, tem gente que faz por conta essa trilha, inclusive, vários mochileiros percorrerem um trecho maior, passando por diversos municípios (há outros viadutos e túneis à frente) e acampando no caminho.

Turma da Indiada Buena Aventuras, que fez comigo o percurso pela Ferrovia do Trigo

Turma da Indiada Buena Aventuras, que fez comigo o percurso pela Ferrovia do Trigo

Quem organizou o nosso passeio foi a Indiada Buena Aventuras, de Bento Gonçalves. Todos os roteiros deles incluem caminhadas mais longas. Eles também organizam corridas de aventuras e acampamentos. O site deles é bem completo. Você faz um cadastro e também recebe por e-mail toda a programação, com o trechos, o nível de dificuldade (tem fácil, intermediário e difícil) e valores. A caminhada da Ferrovia é considerada intermediária, afinal, são 10 quilômetros, com uma subida no final. E parece mais difícil caminhar pelos trilhos, com cascalho grosso, do que em terrenos planos. Mas, achei bem tranquilo de vencer, mesmo com o calor. Fiquei cansada no final, mas não me doeu nada no dia seguinte (tenho um preparo considerável. Faço musculação e natação há anos). Paguei R$ 95 pela aventura, já incluído tudo, transporte, guias, café colonial no final e seguro. Os organizadores são muito gentis, respondem rápido e-mails e enviam todas as orientações necessárias. Desde de como pagar o valor por depósito bancário para quem não mora em Bento, passando pelo check-list do que levar (água, lanche, repelente, protetor e lanterna são indispensáveis nesse passeio), até curiosidades do trecho e a previsão do tempo para o dia. As caminhadas são programadas para fins de semana e feriados normalmente, e só não saem em caso de chuva forte. Você também pode montar um grupo com seus amigos da faculdade, da escola, da associação, da academia e sugerir uma data para um dos roteiros que eles organizam. Há alguns grupos fechados e outros que surgem do interesse de alguns amigos e depois são abertos ao público em geral para completar o número de participantes, além daqueles do calendário da Indiada. O ponto de saída é sempre uma empresa em Bento (nas proximidades das garagens da empresa de transportes Bento), mas, se tiver muita gente de uma cidade mais distante, a van também pode passar nessa cidade. Ou, se o roteiro ficar no caminho. Por exemplo, há rotas pelos Campos de Cima da Serra, então, é possível embarcar em Caxias do Sul. Há roteiros pelos cânions, pelo interior de São José dos Ausentes, de Bento Gonçalves e por outros túneis abandonados. Ah, essa da Ferrovia do Trigo tem ainda uma edição noturna, em épocas de lua cheia.  Também, mas com frequência menor, para a Chapada Diamantina, Monte Roraima e já teve edições internacionais, na Argentina e Chile. Os guias fazem fotos suas durante o passeio e enviam o link logo depois (eu recebi as minhas na segunda-feira). No site, há um espaço bem bacana, reservado, onde fica seu cadastro, com a contagem dos quilômetros das aventuras que você já participou. Porque, sim, a maioria volta. Do passeio que eu fiz, uma boa parte das pessoas já tinha ido em outras caminhadas, ou até mesmo nessa da ferrovia. E eu tô só pela minha próxima indiada também. Afinal, vencer medos e conhecer novas paisagens caminhando é sempre legal, né? J

 

 

Veja todas as minhas fotos da aventura: https://picasaweb.google.com/101126651209934567449/FerroviaDoTrigo020416?authkey=Gv1sRgCLWKzsHrr-39KA

Link para o vídeo que fiz no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=IOC6xsGwvX0

 

Como contatar a Indiada Buena Aventuras:

Site (super completo, tem todas as informações, valores, fotos e a programação das próximas aventuras): http://www.indiadabuena.com.br/

Facebook: https://www.facebook.com/IndiadaBuenaAventuras/?fref=ts

E-mail:  indiadabuenabg@gmail.com