10 coisas para ver no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS)

Parreiral e rosas na Vinícola Larentis

Parreiral e rosas na Vinícola Larentis no Vale dos Vinhedos. Foto: Kelly Pelisser

Muita gente me pergunta o que ver no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS). Realmente, não é fácil escolher, porque são mais de 70 empreendimentos (incluindo aí hotéis e restaurantes) nesse roteiro de enoturismo. Praticamente todos ficam ao longo de duas estradas no Vale. O interessante é você parar na sede da Aprovale, que funciona como um ponto de informações turísticas, e pegar um mapa. É bem bom também um app chamado Turismo Bento, desenvolvido pela prefeitura com apoiadores, que tem os roteiros da cidade, incluindo o Vale. Baixe no celular e use off-line mesmo. 😉

Eu já fui mais de 10 vezes para o Vale dos Vinhedos e, mesmo assim, não conheço todos os empreendimentos. Listo aqui os que eu conheço (e sempre volto). Mas, claro, você deve ficar bem livre para fazer seu passeio. Não vai dar para visitar todos esses 10 num só dia. Eu sugiro escolher uma vinícola grande, uma pequena e outros estabelecimentos que não vinícolas. Só uma dica: cheque antes horários ou vá ainda no fim da manhã ou bem início da tarde, porque a maioria dos lugares chega cedo, alguns às 16h, e outros até ficam abertos até um pouco mais tarde para compras, mas só tem visitas até um horário mais cedo. Bom passeio!

 

Café da Vinícola Vallontano

Bem em frente à vinícola Vallontano, é um dos primeiros empreendimentos do Vale, se você chegar pela entrada principal, a partir da BR-470. Oferece lanches e cafés, mas também há pratos, como risotos, harmonizados com os produtos da vinícola.

Horário de atendimento: de terças a domingos, das 11h às 17h

 

Queijaria Valbrenta

Não tem como errar: é só cuidar na beira da estrada onde está a estátua de uma vaquinha simpática. Bem ali fica a Queijaria Valbrenta, que produz queijos tradicionais e alguns diferentes, como de alho e salsa, com tomate seco, com orégano e pimenta, com vinho. Dá para provar tudo na loja, que também vende outros itens típicos, como doces e sucos.

Horário de atendimento: diariamente, das 10h às 17h30min

Vinícola Almaúnica no Vale dos Vinhedos

A entrada da Vinícola Almaúnica é linda. Foto: Kelly Pelisser

Vinícola Almaúnica

Vinícola mais nova, fundada em 2008, e por isso mesmo, traz a modernidade, tanto na produção, quanto na arquitetura do prédio. A entrada é linda. A visita é gratuita, mas, para degustar os produtos é preciso pagar R$ 30 por pessoa.

Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30min às 17h30min. Sábados e feriados, das 10h às 12h e das 13h30min às 17h30min. Domingos, das 10h às 13h.

 

Hotel e Spa do Vinho no Vale dos Vinhedos

Vista a partir do Hotel e Spa do Vinho. Foto: Kelly Pelisser

Hotel e Spa do Vinho

Um hotel chiquérrimo e uma das paisagens mais lindas do Vale. Ok, a mais linda. Você precisa dar uma passada lá mesmo que não tenha grana para se hospedar, fazer seu casamento ou algum tratamento de beleza utilizando vinho. Você pode chegar, tranquilamente, na área em frente ao hotel, onde tem um chafariz, para fazer fotos dos vinhedos (que são um condomínio vitícola), dos vales e da vinícola Miolo (que fica bem em frente). O hotel também oferece tours para conhecer as instalações e degustar produtos (consulte horários e preços).

Vinícola Miolo

Vinícola Miolo. Foto: Kelly Pelisser

Miolo e Wine Garden

Das vinícolas grandes, é a minha preferida. Tem um espaço externo super agradável, que dá para visitar sem pagar. Atrás do prédio principal estão um lago com peixes, uma gruta com a imagem de Nossa Senhora da Uva, um gramado, um heliponto e parte dos vinhedos. Para visitar a vinícola e conhecer o processo de produção de vinhos e espumantes, há tours diários, que encerram com uma degustação de produtos. O custo é R$ 20 por pessoa. Se o visitante adquirir algo na loja depois, R$ 5 são reembolsados nas compras.

No gramado da vinícola também funciona, nos sábados, domingos e feriados de tempo seco, o Wine Garden, um wine truck que vende lanchinhos e bebidas. Você faz um piquenique, sentado em cadeiras ou no chão, em tapetes, ali ao ar livre. É muito bacana! Sobre o Wine Garden, eu já fiz um post que você pode ler aqui.

Horário de atendimento da Miolo: de segundas a sábados, das 8h30min às 18h, aos domingos, das 10h às 17h.

Horários dos tours: consulte aqui.

 

Casa de Madeira

Empreendimento do grupo Famiglia Valduga, a loja vende itens da marca Casa de Madeira, como geleias gourmet (tem de caipirinha, de cabernet sauvignon, de kiwi, entre outras), antepastos (de berinjela, de pimentões…), e creme balsâmico (com mel e laranja, com geleia de cabernet sauvignon, com geleia de morango com pimenta), além de sucos de uva com mais fibras, kosher, de moscato e cabernet sauvignon. Também há venda de cervejas artesanais da marca Leopoldina, que também pertence à família, além de alguns outros itens de outros empreendimentos do Vale. As geleias e antepastos podem ser degustados no local.

Horário de atendimento: diariamente, das 9h15min às 17h30min.

jardim leopoldina no Vale dos Vinhedos

Esse cenário com o casarão e a árvore é lindo. Foto: Kelly Pelisser

Jardim Leopoldina

Um casarão de madeira centenário, onde funciona um café na parte inferior e uma loja na parte superior, com uma jardim lindo! No café, são vendidos sorvetes e lanches, além de produtos do grupo Famiglia Valduga, responsável pelo empreendimento. Eu já fiz um post só sobre o Jardim Leopoldina. Você pode lê-lo aqui.

Horário de atendimento: de terça a domingo, das 13h às 19h.

Parreiral na Vinícola Larentis. Foto: Kelly Pelisser

Parreiral na Vinícola Larentis. Foto: Kelly Pelisser

Vinícola Larentis

Uma pequena vinícola familiar. Você é recebido pelos donos e pode visitar os vinhedos, a produção e degustar os produtos sem pagar nada. Também pode enchê-los de perguntas sobre o processo, as uvas, os vinhos, que eles são super simpáticos. O varejo funciona no local. Sob agendamento, é possível fazer um piquenique com toalhas xadrez e tudo (em períodos mais quentes do ano), participar da poda (entre julho e agosto) ou de uma colheita noturna (no verão).

Horário de atendimento: de segunda a sexta, das 9h às 11h30min e das 13h às 17h. Finais de semana e feriados, das 10h às 17h.

Cave da Vinícola Casa Valduga. Foto: Kelly Pelisser

Cave da Vinícola Casa Valduga. Foto: Kelly Pelisser

Casa Valduga

Complexo formado pela vinícola Casa Valduga, por pousadas, restaurante e uma loja de vinhos. É um dos maiores empreendimentos do Vale. Você pode circular pela área externa sem pagar, mas para visitar o interior da vinícola, há tours diários ao preço de R$ 40 por pessoa, que dá direito a uma taça de cristal com o logo da Valduga. O visitante conhece o processo de produção, as caves subterrâneas e degusta produtos.

Horário de atendimento: do varejo, de segunda a sexta, das 9h30 às 18h.

Domingos e feriados, das 9h30 às 17h.

Horários de visitação: confira aqui

Capela das Neves no Vale dos Vinhedos

A Capela das Neves no Vale dos Vinhedos foi construída com vinho no lugar de água. Foto: Kelly Pelisser

Capela das Neves

São cinco as igrejinhas ao longo do Vale dos Vinhedos. Essa, na Linha 6 da Leopoldina (finzinho da estrada secundária do Vale), é especial porque foi construída no começo do Século 20 com vinho no lugar de água na argamassa. Conta a história que uma grande seca assolou o município à época, e as famílias doaram parte da produção de vinho estocada para a construção da igreja.  O templo é pequeno e normalmente, está fechado (fora dos horários em que é utilizada pela comunidade), mas você pode fazer uma foto do exterior e conferir as placas que contam essa história.

 

Para saber mais (outros empreendimentos, mapa e horários): http://www.valedosvinhedos.com.br/

Jazz Gastropub, em Caxias do Sul (RS)

JAZZ Gastropub

Espaço super requintado. Foto: Fábio Grison, divulgação

Abre nesta quarta-feira (16), um novo espaço em Caxias do Sul, para almoços, jantares e happy hours, o Jazz Gastropub. Com inspiração nos bares de Nova York, o mote do espaço é oferecer alta gastronomia a preços acessíveis. Fui conhecer o bar na terça, um dia antes da abertura, num encontro para convidados. Gostei, me diverti. Claro, era um coquetel, então, a comida era entradinhas e sobremesas, basicamente. Mas tudo muito bom e com uma apresentação ótima. As sobremesas são incríveis. As brusquetas estavam maravilhosos. Ah, de prato principal, também foi servido um risoto.

Os drinks são imperdíveis. Super caprichados. No Cosmopolitan (que vem com uma florzinha dentro, super amada), o garçom queima com um isqueiro um pedaço de casca de limão para passar pela taça. O New York Mule é servido em uma caneca super vintage cor de cobre.

 Prato principal Atum com purê de batata baroa e bisque de camarões  _JAZZ Gastropub - Crédito Fábio Grison

Esse é um dos pratos principais, atum com purê de batata baroa e bisque de camarões. Foto: Fábio Grison, divulgação

O bar tem dois espaços que se intercomunicam, com capacidade para até 90 pessoas sentadas. O serviço funciona assim: são três opções diferentes no almoço executivo, com valores entre R$ 25 e R$ 50, e, à noite, tem 10 variedades de finger foods (petisquinhos e tal) e seis possibilidades de pratos (que mudam a cada semana), inclusive com opções para crianças e para vegetarianos, com preços entre R$ 20 e R$ 80. Alguns exemplos: hambúrguer gourmet, quesadillas, polvo, camarão, pato, ceviche e dips de legumes orgânicos. Das bebidas, além dos drinks mara que eu falei (são 20 no total, sendo 10 autorais), há carta de vinhos e espumantes e 20 rótulos de cerveja e quatro tipos de chopes artesanais da Blauth Bier – um exclusivo da casa.

Jazz Sobremesa Dulce França _JAZZ Gastropub - Crédito Fábio Grison

Essa é a sobremesa Dulce França. Foto: Fábio Grison, divulgação

O chef é Alex Szigethy, 39 anos, natural do Rio, mas radicado em Caxias desde 2007. Na bagagem, ele traz a experiência de ter trabalhado em um restaurante em Flores da Cunha, um bistrô em Caxias, e na residência do empresário Paulo Bellini.

 

 

Jazz Gastropub

Onde: Rua Tronca, 2.802, (no antigo Charlie), Caxias do Sul (RS)

Horários: de segunda-feira a sábado, das 11h30min às 14h30min e das 18h à 1h.

Mais: Instagram

 

Costa da Lagoa, Florianópolis (SC)

costa da lagoa

Restaurantes com deck na Costa da Lagoa. Foto: Kelly Pelisser

Você está em Floripa e quer fugir da muvuca de turistas? Costa da Lagoa é o lugar perfeito! É uma vilinha de pescadores, numa área de preservação cultural e ambiental. Não dá para chegar de carro ou moto. As únicas opções são barco ou trilhas de quilômetros (e horas) no meio do mato. De barco, dá pra pegar na ponte da Lagoa da Conceição. Ali do ladinho da ponte, tem a venda de bilhetes. Custa R$ 15 a viagem de ida e volta. Você compra e pode usar em qualquer horário (o barco é ônibus para os moradores). São 45 minutos de viagem até a Costa da Lagoa. Desça na parada 16 ou 18, onde está concentra a maioria dos restaurantes.

Costa da Lagoa

Paisagens lindas ao longo da caminhada. Foto: Kelly Pelisser

O lugar é um sossego só. Logo após o ponto de descida do barco (é onde você vai pegá-lo na volta também, no sentido contrário), estão os restaurantes. Pode escolher qualquer um. Todos são ótimos e vendem pratos com pescados locais. Eu estava sozinha e eles fazem meia porção também. Escolhi um peixe com molho de camarões, que vem acompanhado de fritas, salada, arroz e pirão. Sai na faixa de R$ 60 e poucos, com suco natural. Como a vila é pequena e a maior atração são os restaurantes, o bom é ir pra almoçar por lá.

Comida na Costa da Lagoa

Comida ótima nos restaurantes na beira da lagoa. Foto: Kelly Pelisser

Depois de matar a fome, foi hora de dar uma circulada. A primeira atração é a igreja do lugar. Logo atrás, há uma estradinha estreita (a principal). Indo para o lado esquerdo, a uma curta caminhada, você encontra uma lojinha de artesanato, e, logo mais à frente, depois de uma ponte, o indicativo de onde andar na mata por mais uns poucos metros e encontrar uma cachoeira linda de água refrescante. Há placas indicando o perigo de subir nas pedras, mas o pessoal sobe mesmo assim. Nos restaurantes, igualmente orientam a ter cuidado. Aliás, os atendentes sempre são muito gentis para prestar informações do caminho para chegar na cachoeira ou o horário do barco para voltar ao centrinho da Lagoa da Conceição. Assim como o povo é muito simpático. Na minha caminhada, todo mundo que encontrei, me cumprimentava: “boa tarde”. E um menino veio me perguntar se eu procurava alguém, porque ele poderia me levar até a casa da pessoa. Voltei para a região dos restaurantes e fiquei sentada numa das espreguiçadeiras num deck sobre a lagoa. Eles deixam você ficar por lá, mesmo se não consumir. E vale ficar por horas. Uns amores! A Costa da Lagoa é um lugar onde o tempo gira num outro compasso, sem automóveis, só com a natureza como som.

Igreja da Costa da Lagoa

Igreja da Costa da Lagoa. Foto: Kelly Pelisser

Cachoeira na costa da Lagoa

Você caminha uns minutos e chega nessa cachoeira. Foto: Kelly Pelisser

Restaurante Giratório, em Veranópolis (RS)

restaurante giratório de veranópolis

Torre de quase 80 metros de altura. Foto: Kelly Pelisser

Não é só um lugar para comer, o Restaurante Giratório de Veranópolis é um ponto turístico. O restaurante panorâmico está instalado no alto de uma torre de quase 80 metros com uma vista linda da cidade. A área do meio do restaurante tem uma base fixa, assim como as paredes de vidro. O que gira é um disco onde ficam as mesas. Uma volta completa leva duas horas. E, sim, você percebe nitidamente que está girando. Se for no banheiro e voltar, a mesa não estará mais no mesmo lugar. É estranho. É único.

restaurante giratório de veranópolis

Inscrição no vidro indica a cidade ao fundo. Foto: Kelly Pelisser

Nas paredes de vidro, há a indicação de que município é possível avistar ao fundo. Na saída da cozinha, há um quadrado de vidro no chão que, para quem tem medo de altura, dá vertigem de subir, já que, lá embaixo, está a rodovia, com os carros passando. Fiquei meio receosa de subir, mas os garçons incentivaram. E faziam brincadeiras do tipo: “não morreu ninguém subindo aí. (Pausa dramática). Até hoje.”

chão de vidro do restaurante giratório de veranópolis

Dá medo pisar no chão de vidro e ver a BR lá embaixo. Foto: Kelly Pelisser

No alto, há um mirante para avistar a cidade de Veranópolis e os vales. Se comer no restaurante, a ida ao mirante está incluída. Caso não, é possível pagar R$ 5 só para apreciar a paisagem. O cardápio é composto de massas, filés e risotos, bem típico italiano. Entre as sobremesas, destaco a da casa, de maçã (a fruta símbolo da cidade) ao molho de vinho com creme de baunilha. O almoço de sábado, domingo, feriado e vésperas custa R$ 64 por pessoa. Já o almoço de terça a sexta, jantar de sexta e sábado sai por R$ 48 por pessoa. A administração é da família Mascaron, os mesmos que têm o restaurante Paradouro, em Vila Flores. Muito mais do que a comida, almoçar ou jantar no Restaurante Giratório vale pela experiência.

vista do restaurante giratório de veranópolis

Dá para perceber que o restaurante gira enquanto você almoça ou janta. Foto: Kelly Pelisser

Mascaron Restaurante Giratório

Onde: BR-470, Km 178 (ainda antes da entrada da cidade), Veranópolis (RS)

Horários: Almoço, de terça à domingo, das 11h30min às 14h. Jantares, nas sextas e sábados, das 19h30min às 22h.

Mais: site e Facebook

 

 

Mestre Pancho Lanches Uruguaios, em Caxias do Sul (RS)

mestre pancho

Pancho médio com fritas e cerveja espanhola. Foto: Kelly Pelisser

ATUALIZAÇÃO: O Mestre Pancho foi fechado na segunda quinzena de março de 2016.

 

Uma ótima opção de lanche diferente em Caxias do Sul é o Mestre Pancho Lanches Uruguaios. Óbvio que o carro-chefe é o que dá nome ao lugar. Além do tradicional, tem variações dessa espécie de cachorro-quente uruguaio com um toque brasileiro, com churrasco, frango, coração, bacon e calabresa. O chivito, um “xis uruguaio, é também bem bom. Tanto o chivito quanto o pancho vêm acompanhados de batata frita. O cardápio ainda conta com cervejas uruguaias, espanhola e outras.

Tudo é bem bom. A começar pelo preço, entre R$ 10,9 e R$ 14,5 pelos panchos (há tamanhos médio e grande). O chivito fica entre R$ 16,9 e R$ 19,9. Há ainda a opção de xis da fronteira, com preços entre R$ 11,9 e R$ 16,9. O Mestre Pancho abre para almoço ou jantar. Também dá para pedir tele-entrega.

Os biscoitinhos e patês da entrada são uma delícia. O atendimento é simpático. Tem wi-fi e ar-condicionado.

 

ATUALIZAÇÃO: A CASA FOI FECHADA NO FIM DE MARÇO

 

Rota das Cantinas Históricas, em Bento Gonçalves (RS)

Pôr do sol na Vinícola Estrelas do Brasil

Pôr do sol na Vinícola Estrelas do Brasil. Foto: Kelly Pelisser

A Rota das Cantinas Históricas, no distrito de Faria Lemos, em Bento Gonçalves, oferece aquele turismo low-profile, sabe? As visitas, agendadas na maioria dos empreendimentos, são conduzidas pelo dono da casa, e por isso, mesmo não seguem aquele padrão dos pacotes turísticos embaladinhos.

A proposta é bem diferente do consagrado roteiro enoturístico do Vale dos Vinhedos, consolidado há tempos, ancorado por grandes empreendimentos. Em Faria Lemos, o que se faz é turismo de experiência. Parece que você adentra outro mundo, mas ali, pertinho: os empreendimentos ficam ao longo da RS-431, a estrada que corta o distrito, a cerca de 12 quilômetros do Centro de Bento.

Armazém das Cantinas Históricas

Há venda de artesanato, vinhos e produtos locais, além de servir como centro de informações turísticas do roteiro. Tem pão fresquinho, assado no forno de tijolos ao lado do armazém.

Mirante do Campanário

O visitante pode subir no campanário, que foi construído ao lado da igreja de Faria Lemos. A vista dos vales junto aos sinos é linda e o preparo físico exigido para vencer as largas escadas é mínimo. A porta que dá acesso ao campanário fica sempre aberta. É só chegar e subir.

Pavão na Vinícola Dal Pizzol

Pavão na Vinícola Dal Pizzol. Foto: Kelly Pelisser

lago na Vinícola Dal Pizzol

Tem um lago lindo na Dal Pizzol. Foto: Kelly Pelisser

Dal Pizzol Vinhos Finos

A maior empresa do roteiro conta com um parque temático sobre vinhos. Há diversas atrações, como um museu que reúne garrafas e rótulos de vinhos de vários países.  De diferentes partes do globo vieram também as videiras que compõe o vinhedo do mundo. Pelo parque, há animais como pavões (cuidado com os gansos!), um lago e equipamentos utilizados no passado para a lida com a uva e a vinificação. A vinícola em si e os parreirais da vinícola não ficam nesse terreno e não são abertos à visitação de turistas. Mas, os vinhos estão lá no parque para você degustar ou comprar.

Casa centenária na Vinícola Vistamontes.

Casa centenária na Vinícola Vistamontes. Foto: Kelly Pelisser

Vistamontes Sucos Naturais

O jovem casal de enólogos Anderson de Césaro e Geyce Salton decidiu, em 2009, fundar, na terra onde a família dela produz uvas há mais de 100 anos uma vinícola. Mas, com um diferencial: produzem apenas suco de uva integral tinto e branco. A família vai guiando o passeio conforme o visitante preferir, apresentando os parreirais, a casa de pedra centenária onde a família vivia, o cachorro Peludo e os equipamentos para a produção de sucos.  O nome da vinícola não é por acaso: a vista é linda.

Vinícola Cristofoli

Vinícola Cristofoli. Foto: Kelly Pelisser

Vinícola Cristofoli

A Vinícola Cristófoli fica numa área mais urbana, no centrinho do distrito de Faria Lemos, mesmo assim, tem um toque todo de interior. A família, que produzia há décadas vinho no porão de casa, registrou a vinícola no fim dos anos 1990 e passou a fabricar, além da bebida feita com uvas comuns, vinhos finos, de variedades mais jovens, que não passam por barricas de carvalho. Mais recentemente, iniciou a comercialização também de espumante.

Também são servidas refeições sob agendamento. Quem cozinha são a mãe e a tia da enóloga Bruna Cristofoli. Tudo da colônia mas com um toque diferente, gourmet, mas sem ser esnobe. O molho da salada que tem como ingrediente bananas e o sagu de moscatel com morangos são uma delícia. Também sob agendamento tem almoço ou lanche servidos sobre edredons em meio aos vinhedos. Da massa às bruschettas, tudo feito na propriedade, acompanhado, claro, pelos produtos da vinícola.

Vinícola Estrelas do Brasil

Paisagem a partir do mirante da Vinícola Estrelas do Brasil. Foto: Kelly Pelisser

Vinícola Estrelas do Brasil

Paisagem em frente à casa do enólogo da Vinícola Estrelas do Brasil. Foto: Kelly Pelisser

Estrelas do Brasil

A vista mais linda de Bento Gonçalves. Ponto. Só isso já vale a visita ao lugar que, na verdade, é a casa do enólogo e diretor da Estrelas do Brasil, Irineo Dall Agnol. Mas os produtos são espetaculares. Dall Agnol construiu mirante em madeira para ter uma vista 360º dos parreirais e vales. Em frente à casa, o enólogo preparou lugar especial, com cadeiras de madeira e uma rede, onde o visitante descansa enquanto degusta um dos espumantes top de linha (faça fotos ali, muitas fotos!). Entre os produtos, há algo raro no Brasil: um Nature negro. Sim, um espumante tinto. A venda dos vinhos e espumantes é só lá ou pelo site.

O proprietário quer construir 20 refúgios, apartamentos sustentáveis, com teto de grama e paredes em vidro para que o visitante continue tendo a vista privilegiada de dentro do quarto. Também está nos planos futuros um espaço para eventos. A vista é encantadora sempre, mas, se aceitar uma dica, vá no por do sol, uma experiência única. Ah, claro, sempre agendando.

 

Outros empreendimentos do roteiro

Casa Dequigiovanni
Restaurante e Lancheria Faria Lemos
Vinícola Mena Kaho
Vinícola Monte Rosário

Para saber mais:

Rota das Cantinas Históricas: http://cantinashistoricas.com.br/

Vistamontes Sucos Naturais: http://www.vistamontes.com.br/

Vinícola Dal Pizzol: http://www.dalpizzol.com.br/home

Vinícola Estrelas do Brasil: http://www.estrelasdobrasil.com.br/

Vinhos Cristófoli: http://www.vinhoscristofoli.com.br/

Tapiocaria Caxias, em Caxias do Sul (RS)

 

tapiocaria caxias

A de cima, de filé com cheddar e bacon; a de baixo, chocolate amargo e castanha do Pará. Foto: Kelly Pelisser

A Tapiocaria Caxias oferece mais de 100 tipos de sabores. Tem tapiocas salgadas, doces, vegetarianas, sem lactose e kids. A variedade é grande, de estrogonofe de carne, passando por salmão a chocolates de vários tipos. Além disso, há saladas, aperitivos, sorvetes, cervejas artesanais e carta de vinhos. A casa só abria à noite, mas, a partir de março agora, abre também ao meio-dia para almoço.

As tapiocas custam na faixa entre R$ 13 e R$ 20. Se não tiver muita gente, o pedido vem rápido. As bebidas não têm preços extorsivos e a casa tem wi-fi. Só alerto dois poréns: fica numa rua com pouco movimento no Rio Branco (que desemboca na avenida de mesmo nome, mas, às vezes, é difícil de achar de primeira) e, dependendo do recheio que você pedir, é meio seca, porque costumam fazer a massa de tapioca bem grossa. Mas é uma opção bacana de lanche. Nessas aí da foto, provei uma salgada, a de cima, de filé com cheddar e bacon; e outra doce, a de baixo, chocolate amargo e castanha do Pará.

 

Tapiocaria Caxias

Onde: Rua Ambrósio Colombo, 214, (é uma ruazinha que vai dar na Avenida Rio Branco, lá para os lados da Intral), bairro Rio Branco, Caxias do Sul

Horários: Para almoço, de segunda a sexta, das 11h às 14h. À noite: de terça a quinta-feira, das 18h às 22h, sexta-feira e sábado, das 18h às 23h, domingo, das 17h às 22h.

Mais: site, Facebook e Instagram

 

 

 

Monasterium Cervejas Especiais, de Caxias do Sul (RS)

monasterium cervejas especiais

A pizza de lá é uma delícia. Foto: Kelly Pelisser

O Monasterium Cervejas Especiais é uma ótima pedida para o happy hour, em Caxias do Sul. Um pub montado numa casa na Rua Tronca, com mesinhas ao livre para curtir nos dias de calor. O cardápio conta com dezenas de cervejas, artesanais, importadas (tem belga, alemã…), mas nenhuma convencional, e sugestões de harmonização com os pratos que a casa oferece. Para você que não faz ideia a diferença entre uma Ale, Lager ou Witbier, os garçons são super simpáticos e ajudam a escolher uma boa opção. Se você não é muito de cerveja, tem água, refri e outros soft drinks, mas nenhuma outra bebida alcoólica.

Tá, mas e para comer? Sim, também tem coisa boa. Adoro as pizzas de lá. Minhas preferidas são as de filé, cebola caramelizada e queijo gorgonzola e a de carne de panela. Quadradas, vêm numa tábua, cortadas em quadradinhos. Com fome? Serve uma pessoa. Ou dá dividir com o pessoal, mas aí, peçam mais de uma. Outras opções são bruschettas e porções de petiscos. De doce, o petit gateau é ótimo (no meu aniversário, serviram com uma vela em cima. Achei fofo). Não paga entrada, só o que consumir. Ah, o bar também promove workshops sobre fabricação de cerveja.

 

Monasterium Cervejas Especiais

Onde fica: Rua Tronca, 2393 (em frente a uma casa de festas infantis), bairro Exposição, Caxias do Sul (RS)

Horário: de terça a sexta, das 18h à meia-noite, sábados, das 19h à meia-noite.

Mais: Facebook e Instagram

 

 

Fontana Prime Burger, de Caxias do Sul (RS)

fontana prime burger

Burger Paris e batatas rústicas. Foto: Kelly Pelisser

O Fontana Prime Burger é uma hamburgueria gourmet na área central de Caxias do Sul. Mas nem pense que o ambiente ou os pratos são esnobes. A decoração é clean, simples, mas bem bonitinha. No cardápio, só hambúrgueres com um toque diferente, que sempre vem acompanhados de batatas (palito ou rústicas). O pão é cervejinha e o prato é bem grandinho, sim. Se você não estiver com tanta fome, vai apanhar um pouco para comer tudo.

Segundo a casa, os hambúrgueres são feitos 100% de carne, apenas com sal e pimenta, sem outros tipos de mistura. O Fontana diz que tem baixo teor de sódio e que são grelhados no fogo. Me chamou a atenção que um dos burgeres é de cordeiro. Ah, tem também um para vegetarianos, com burger de grão de bico, muzzarela, alface, tomate, cebola roxa e molho artesanal. Eu pedi um Paris (hambúrguer de entrecot, queijo brie, tomates confitados, maionese artesanal alióli).  Os preços variam entre R$ 20 e R$ 40.

 

Fontana Prime Burger

Onde: Rua Marquês do Herval, 581 (na esquina com a São João), Centro, Caxias do Sul (RS)

Horário: de terça a domingo das 19h as 23h30min.

Mais: Facebook e Instagram

 

 

Resenha: Maybelline Baby Lips

maybelline baby lips

O meu é esse rosinha aí. Foto: Kelly Pelisser

A resenha de hoje é sobre um produtinho que super vale a pena: barato e faz milagre! É o Maybelline Baby Lips, um balm em formato de batom.  O meu é esse aí, o Pink Punch, que colore a boca de rosa, bem de leve. Mas tem também em outras cores, cereja ou pêssego, e incolores, com sabores variados. O produto é um hidratante e protetor labial. E, sim, ele regenera na hora os lábios, como mágica. Claro, se estiverem ressecados demais, vai precisar de alguns dias para completar o trabalho. Você pode passar só ele, e já fica com um brilho nos lábios, ou pode passar batom por cima ainda.

A Maybelline promete oito horas de hidratação, reparação em até quatro semanas, FPS 20, e uma fórmula que favorece a produção de colágeno, reparando os lábios.

O preço dessa maravilha? Eu paguei R$ 11. Mas, no máximo, você encontra por R$ 15 por aí. E acha bem fácil, em farmácias (como a Panvel) ou supermercados (no Zaffari tem). É um dos meus itens queridinhos pra ter sempre na bolsa.