Buenos Aires, Argentina: algumas dicas gerais

Caminito Buenos Aires Argentina

Em algum lugar no Caminito. Foto: Kelly Pelisser

Eu escrevi esse texto em 2013, depois de ter visitado Buenos Aires, na Argentina, mas acredito que a maioria das dicas ainda vale.

Passei seis dias em Buenos Aires em outubro de 2013 (ok, descontando os vôos de ida e volta, foram cinco dias, na verdade). Como toda cidade grande, tem lugares lindos e outros bem trash. Dizem que Buenos Aires é o que há de mais parecido com a Europa na América do Sul. Olha, até tem alguns prédios e lugares que lembram, sim.

Eu fiquei no Centro, o que não recomendo. Apesar de ser fácil para se deslocar (dá para fazer boa parte do roteiro turístico a pé), como todo Centro de cidade grande, tem muitos mendigos e, à noite, tem ruas vazias que dão um pouco de medo. Os bairros que mais gostei foram a Recoleta e Palermo. Mas, são um pouco mais longe.

Buenos Aires tem metrô (o subte), mas ele não abrange toda a cidade (como em Londres, Madrid ou Paris, onde se pode ir de metrô para qualquer lugar). Andei de metrô e é bem tranquilo, além de ser barato. Táxis têm muitos, muitos mesmo. A minha impressão é que a cidade tem mais táxis do que veículos de passeio. Você não vai esperar mais do que dois ou três minutos por um, na maioria dos lugares. E são relativamente baratos, mais do que no Brasil, ao menos. Pela internet se fala (e um guia turístico local também me disse) que os taxistas passam notas falsas. A dica é pegar carros de alguma empresa de rádio-táxi, tidos como mais confiáveis (você reconhece porque eles têm uma plaquinha em cima dizendo que é do rádio-táxi, ou com nome ou número da empresa). Outra dica: dê o endereço exato de uma esquina, separando os nomes das ruas com “y” (“e”, em espanhol) para parecer que você conhece a cidade. Exemplo: Defensa y Chile (esquina das ruas Defensa e Chile). Usei táxi e não tive problema algum. De ônibus, eu não andei, mas sei que, para uma viagem única, é preciso ter moedas para pagar (não se aceitam notas nos ônibus). Para quem ficar mais dias e quiser andar de ônibus e metrô, pode fazer um cartão Sube e recarregá-lo depois com o valor que quiser (tem em quiosques e shoppings. Dá para recarregar nas bilheterias de metrô). Eu não tentei também, mas tem serviço de bicicletas, que podem ser usadas por turistas de graça.

Sobre dinheiro, o real e o dólar são bem valorizados. Muitos restaurantes e lojas os aceitam como pagamento por um câmbio acima do oficial. Sugiro trocar algo no Brasil (já que taxistas, por exemplo, só aceitam pesos), mas usar a moeda brasileira para pagar (sempre pergunte qual o câmbio que o restaurante oferece) ou, ao menos, para trocar lá. Se conseguir alguém de confiança (não aquelas pessoas que oferecem nas ruas, pelamordedeus), é feita a troca por um câmbio paralelo, maior que o do banco ou de casas de câmbio. Outra dica que esse guia local me deu para evitar que os taxistas fiquem com uma nota alta (de cem pesos) suas e lhe troquem por outra falsa dizendo que é a sua e que não vale nada: marcar uma estrelinha nas suas notas. Se o taxista (ou garçom) lhe devolver dizendo que é falsa, veja se tem a sua estrelinha: se não tiver, reclame. Ah, em alguns lugares, chiam para trocar notas de cem pesos em uma compra com um valor menor do que 50.

Na Argentina, há muitos, muitos turistas brasileiros. Você ouve português por todos os lados. E, por isso, boa parte dos argentinos que trabalham com turismo falam português ou um portunhol. Num city tour que eu fiz, por exemplo, o guia argentino dava preferência ao português, mas no grupo tinha também chilenos e espanhóis (o que não achei muito bacana). Eu falo espanhol, e muitos vezes, ao dizer que era brasileira, já saiam falando em português (ou num português improvisado), mas eu queria mesmo era falar em espanhol (ou castellano)!

O clima é parecido com o Rio Grande do Sul. Vi turistas de Estados mais quentes do Brasil usando casacões de lãs em dias em que eu estava de blusa de manguinha. Fui em outubro, quando ainda há dias um pouco mais fresquinhos, mesmo com sol.

Uma coisa que me ajudou muito por lá foi um aplicativo do TripAdvisor que eu baixei no meu celular. O app funciona offline, incluindo o mapa, o que é ótimo. É claro que não dá para procurar o que há por perto ou incluir dicas suas sem internet, mas a parte offline já auxilia muito a se localizar e ver atrações mais bem avaliadas por outros usuários.

Como ligações internacionais são caras, dá para usar orelhões (embora não vi muitos além daqueles de shoppings) ou os locutórios (cabines telefônicas, normalmente oferecidas em espaços onde também há computadores para uso de internet. São bem mais baratas do que usar seu celular no Exterior e são fáceis de achar).

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